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Telmixa

Mix de leituras, organização, tv, filmes, tecnologia e de mim, claro!

Telmixa

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TimeRiders: O dia do Predador, de Alex Scarrow

Autor // Alex Scarrow
Série // TimeRiders (#2 de 9)
Editora // Civilização Editora
Estante // Viagem no Tempo
Período de leitura // de 2 a 11 de Outubro de 2013
Formato // Papel
Língua // Portuguesa
Classificação // 4 estrelas: Gostei muito.

 

Opinião // Após ter ficado maravilhada com o primeiro livro desta série, comecei o segundo com algumas reticências, nomeadamente quanto ao "tempo" que iria ser visitado. É que eu detesto dinossauros. Detesto. E a sinopse dizia-me que que era para lá que Liam ia viajar desta vez. Mesmo assim o primeiro livro tinha sido cativante o suficiente para desejar continuar a ler as aventuras de Liam, Maddy, Sal e a sua Unidade de Apoio.

Alex Scarrow estratificou o enredo de forma a ser algo mais do que "miúdos a fugir de dinossauros", alternando o sofrimento de Liam e Becks (a Unidade de Apoio é menina desta vez), com o de Maddy e Sal. Mas, melhor que tudo, foi termos um ponto de vista do vilão, o dinossauro-chefe.
Acabou por ser uma aventura bestial, com muitos momentos de acção mas também um livro mais maduro, tanto em termos de escrita como de desenvolvimento de personagens. Liam começa a sentir as primeiras pontadas da adolescência mas, simultaneamente os efeitos que as viagens no tempo têm nele. Maddy sente-se culpada pelo que aconteceu a Liam e sente o peso da responsabilidade.
O livro tem um cliffhanger magnífico mas do qual eu já desconfiava. No entanto vai ser interessante perceber como é que vai ser explicado.
Acho que Alex Scarrow consegue a mistura perfeita entre história e aventura e só lamento que a Civilização Editora tenha parado com a publicação desta série. Continuarei a ler as aventuras destes miúdos, a partir de agora, em inglês.

 

Obrigada Slayra por esta prenda de aniversário, gostei muito.

 

Nomes dos personagens // Liam, Maddy, Sal, Foster, Becks, Edward Chan
Nomes dos lugares // Nova Iorque 2001, Texas (futuro), Texas (Cretáceo).
Violência física // Sim, alguma mas pouca.
Violência psicológica // Não.
Mensagem // Amizade, união, confiança.
Pontos positivos //  A aventura, a explicação história, os personagens.
Pontos negativos //  Nenhum, foi uma excelente leitura.
Fez-me reflectir sobre // Que por vezes, tudo o que temos é a nossa inteligência e a confiança noutrém.

The Anubis Gates

The Anubis Gates
Lido em Inglês
Resumo: Brendan Doyle é um professor académico do Séc. XX que é convidado por um cientista louco a dar uma palestra no séc. XIX sobre um poeta obscuro, a um grupo de pessoas ricas que têm dinheiro para pagar para viajarem no tempo. É raptado por uns ciganos praticantes de magia egípcia e fica por isso impedido de regressar ao seu tempo. Sozinho num mundo e século que desconhece, Doyle vê-se obrigado a sobreviver numa Londres onde os pedintes têm regras, onde um homem-cão anda a trocar de corpo em corpo, em que a magia possibilita a criação de clones, teletransporte e de guildas secretas. Depois de muitas aventuras, um corpo novo e a consagração como poeta, Doyle, agora Ashblee, consegue destruir os maus, enganar a morte e ficar com a miúda no final.

Expectativa: Muito alta. Tem viagens no tempo e era recomendado como obra de steampunk. Além disso era um livro premiado. Pensei mesmo que iria começar a minha leitura temática com “chave d’ouro”.

Opinião: Há livros assim: têm tudo para gostarmos deles e depois o amor não acontece. O “The Anubis Gates” prometia uma viagem mirabolante, e assim foi. A melhor forma de o descrever este livro será como um “Alice no País das Maravilhas” mas sem “maravilhas” e cuja “Alice” é um professor académico muito irritante que se torna no nosso herói acidental.
O conceito de “viagem no tempo” é muito interessante e a explicação deste foi provavelmente a única cena de todo o livro que gostei. Tudo o resto é confuso, bizarro e simplesmente maçador.
Ao início não percebi porque é que o livro estava a ser tão chato, só ao fim de umas 100 páginas é que cheguei à conclusão que era a escrita do autor e não as cenas em si que me aborrecia. É muito desgastante estar a meio de uma cena de acção e ter a atenção desviada para a descrição de objectos ou os lugares onde estas ocorrem. Constantemente!
Doyle deve ser, provavelmente, o herói mais chato e desinteressante de sempre. Passei mais de metade do livro a desejar-lhe a morte, para acabar de vez com o meu sofrimento. As restantes personagens são horríveis, muito além do excêntricas ou fisicamente deformadas. Um verdadeiro circo de horrores. 
A história deu várias reviravoltas, a grande maioria confusas, principalmente os saltos para cenas com novas personagens em que era difícil ou mesmo impossível compreender as motivações ou qual a finalidade delas para aquele momento da história. Penso que a grande maioria não teve finalidade alguma a não ser aparecer no “circo de horrores”. E, apesar de tantas reviravoltas, acabei por adivinhar o final a muitas páginas antes deste acontecer.
O meu interesse em ler este livro foi que, além de abordar aventuras e viagens no tempo, era também referido constantemente como uma das primeiras obras steampunk. Ora, eu sei que sou novata em relação ao conceito e por isso agradeço desde já que me elucidem qual foi a parte steampunk que me escapou no The Anubis Gates. É uma história de ficção científica (viagens no tempo) com elementos de magia que acontece no séc. XIX. Não há evolução de tecnologia antes do tempo, não há naves voadoras, dirigíveis, carros, comboios ou barcos a motor. Por isso elucidem-me, onde está o Steampunk?? As explicações serão bem-vindas. Até lá irei remeter este livro para a estante de Viagens no Tempo.

Pontos positivos: Não me lembro de nenhuma além da criatividade. Talvez seja mais interessante para quem sabe mais sobre literatura inglesa do séc. XIX.

Pontos negativos: Chato e estapafúrdio.

Estado de espírito: Bom ao início, apesar de esta ser uma época do ano em que ando muito cansada e nada disposta a ler livros confusos.

Fez-me refletir sobre: Tenho de me manter afastada de todos os livros que digam Tim Powers.
Este livro foi-me oferecido pela “A Bibliofila” e enviado da Suécia, que o escolheu porque estava na minha wishlist e que nem ela nem ninguém poderia imaginar que eu não ia gostar do livro.  Há quem goste e muito e foram essas críticas positivas que nos levaram ao engano!

TimeRiders – Os Guardiões da História

timeriders1Resumo: Liam, Maddy e Sal são 3 miúdos salvos no momento das suas mortes por um misterioso homem chamado Foster, que diz ser um viajante do tempo. O que ele lhes propõe é simples: tornarem-se viajantes no tempo como ele, formando uma equipa de "vigilantes" que deverão corrigir o tempo sempre que há nele uma alteração, ou regressar para o momento das suas mortes. Os três aceitam a oferta e depressa percebem porque é que foram escolhidos: Liam, pela sua inteligência e criatividade, será o agente de campo. Maddy, pelos seus conhecimentos informáticos e capacidade de encontrar informação rapidamente, será a agente informática e líder. Sal, pela sua capacidade de encontrar pequenas diferenças, será aquela a procurar as pequenas alterações no tempo. E de facto, pouco após a formação inicial de cada um, uma grande alteração acontece e os timeriders entram em acção. Só que nem tudo é simples, os imprevistos acontecem e o mundo que eles conhecem transforma-se em algo absolutamente horrível. Se não corrigirem a história, será o fim da humanidade e deles também.

Expectativa: Eu não tinha ideia que era um livro infanto-juvenil. Tinha lido a sinopse, que me pareceu muito interessante e ia tendo um enfarte quando a funcionária da Bertrand foi busca-lo à secção infanto-juvenil. Receei que fosse muito "acriançado".

Opinião: Ora que bela surpresa que este TimeRiders se revelou. É, em poucas palavras, um livro de aventuras em que as viagens do tempo são tudo do início ao fim, e foi por isso o que adorei. A história está bem pensada e construída e não é nada complicado acompanhar as alterações no tempo. Mesmo assim há um gráfico no final que ajuda a visualizar essas alterações.
Acompanhamos os vários personagens da história através dos  pontos de vista de cada um o que nos permite ter uma visão global de todos os acontecimentos.
Paul Kramer é o vilão desta história e talvez seja, de todos os personagens, aquele sobre o qual mais sabemos: a sua genialidade como cientista, porque lhe surgiu a ideia de mudar o mundo, os seus sonhos e receios, todo o seu caminho até à sua loucura.
Os miúdos, Liam, Maddy e Sal, são amorosos e, apesar de ter esperado deles um pouco mais de tristeza e sofrimento por terem de abandonado as suas vidas anteriores, até foi bom não se ter caído numa lamechice que provavelmente só roubaria interesse à história. Até acabei por me afeiçoar a eles e já sinto uma pontada de saudades.
Foster é o elemento mistério de todo este livro: é o mentor da equipa e parece saber mais sobres estes miúdos do que pretende revelar. Bob é a unidade de apoio e o único que me proporcionou umas belas gargalhadas.
O facto de viajarem para o passado e interferirem em momentos históricos como a 2ª Guerra Mundial, permite ensinar-nos de uma forma muito descontraída sobre eventos da História Mundial (e Americana em particular) como foi que tudo aconteceu. Além disso o autor apresenta-nos a sua ideia de história alternativa naquelas épocas o que ainda torna tudo mais interessante.
Só não concordei com o conceito de causa-efeito de alteração no tempo do livro. Este é a mesmo do dos filmes "Regresso ao Futuro", também conhecido pelo "paradoxo do avô": um elemento do futuro viaja para o passado e muda a sua história, criando uma alteração significativa no presente. Ora, no livro isso funciona muito bem mas dei por mim a pensar: "ok, as janelas só abrem de hora a hora mas podiam abrir passado 1 minuto no "presente" é indiferente que passe uma hora no presente também". São artifícios que, apesar de não terem muita lógica para mim, ajudaram a criar mais suspense na aventura.
Em conclusão, apesar de nenhuma das ideias ser original para quem conhece livros de história alternativa e algumas histórias de viagens no tempo, o livro no total funciona muito bem e é tão bom para graúdos como para miúdos.

Pontos positivos: A boa construção da história, assim como um desenrolar muito interessante cheio de voltas e reviravoltas que me fizeram devorar páginas. A escolha dos eventos históricos as reviravoltas nos eventos.

Pontos negativos: Como referi, a escolha tipo de alteração de tempo e os seus efeitos. A falta da história da Sal assim como uma resposta mais emocional dos miúdos perante a nova situação.

Estado de espírito: Boa, estava um bocadinho ansiosa em terminar o livro antes do fim de Setembro e consegui. 

Fez-me refletir sobre: Que os ideais são difíceis de pôr em prática e ninguém é feliz debaixo de um regime fascista.

Nota: O próximo Timeriders sai já em Outubro.

Flashforward

Lido para o Verão Temático
Resumo: Lloyd Simcoe e Theo Procopides estão prestes a dar início a uma das experiências mais importantes das suas vidas: descobrir o Bosão de Higgs. No entanto, algo de completamente diferente acontece. Eles e toda a humanidade têm um vislumbre do seu próprio futuro, dali a 20 anos. Quando acordam o mundo encontra-se no caos: acidentes aéreos e viários aconteceram, muitos morreram e todos estão confusos com a visão que tiveram. Acima de tudo, Theo está confuso com a visão que não teve. É então criado um sistema de partilha de visões, para confirmar a veracidade das mesmas e Theo depressa descobre que será assassinado dali a 20 anos no futuro. Conseguirá ele alterar o seu futuro ou este é imutável e impossível de alterar?


Expectativa: Alta, sabia que o enredo se passava no CERN e que tinha uma abordagem mais científica que a série de TV. Estava preparada para um livro pouco interessante a nível de escrita mas acabou por me surpreender pela positiva.

Opinião: Se pudesses ter um vislumbre do teu futuro, estarias pronto para essa experiência? Quais seriam as repercussões que esse vislumbre teria no teu presente? É o futuro tão imutável como o passado? Estas são algumas das questões com que os personagens deste livro se debatem após o Flashforward. Com o doseamento certo de acção, introspeção, explicações científicas e algum romance, Flashforward foi um livro que me manteve constantemente interessada. O enredo começa com o acidente no CERN e todas as suas consequências imediatas e vai desenvolvendo, de uma forma clara e sem atropelos para os dramas pessoais de cada um dos personagens. Como estes são quase todos cientistas do CERN, permite a introdução natural das atuais teorias da física quântica que se debruçam sobre o funcionamento do universo e das viagens no tempo. Assim, qualquer leitor leigo sobre o tema pode aprender o que é o “Gato de Schrödinger”, o “Cubo de Minkowski”, o “Bosão de Higgs” entre outras teorias. Interessante foi encontrar que o próprio CERN tem uma página dedicada ao livro onde indica a ciência por detrás do livro e alguma informação sobre o trabalho que está a ser desenvolvido no complexo. Aconselho o vídeo que está nessa página.
Confesso que, dos diversos dramas pessoais apresentados, aquele com que mais me identifiquei foi o do Dimitri, irmão do Theo. A perspectiva de um futuro imutável e da não realização dos sonhos pessoais é algo que se apresenta como devastador e de uma vida não vivida.
Também achei interessante o paralelismo entre o capítulo final do Flashforward e do capítulo final da Máquina do Tempo. Em ambos há um “salto” para um futuro longínquo em que se questiona a sobrevivência ou evolução da raça humana. Achei genial (embora não concorde) a conclusão do Robert J. Sawyer que a existência do universo se deve à existência de um Observador, como no caso do “gato de Schrödinger”, e que esse Observador somos nós, humanidade.
Por fim, um dos factos mais interessantes do livro: foi escrito em 1999 mas a trama decorre em 2009. O autor acertou no nome do Papa Bento XVI, ainda antes deste ter sido nomeado em 2005 (é o bispo nomeado que escolhe o seu próprio nome de Papa).
Este é um livro dirigido a todos aqueles leitores que gostam de ficção-científica, da especulação e do debate mas satisfaz igualmente um leitor que gosta de ação.

Pontos positivos: A forma doseada como a ciência, a acção, o drama e a reflexão existem no livro. A forma original como o tema foi tratado (um avanço apenas da consciência e não do corpo).

Pontos negativos: Os personagens principais são pouco interessantes nos seus dramas pessoais.

Estado de espírito: Muito bom, motivada com a leitura. Gostei muito e satisfez-me em pleno, pois gosto muito do tema (viagens no tempo) e toda a ciência da física quântica.

Fez-me refletir sobre: Se estaria preparada a ver o meu futuro, se conseguiria viver se este me desiludisse.

A Máquina do Tempo

Lido para o Verão temático.
Este livro foi adquirido através do Bookmooch
Pode ser lido gratuitamente aqui (em inglês)

Resumo: O Viajante do Tempo conta ao seu grupo de amigos a aventura que viveu durante uma semana no futuro, no ano 802701, para onde viajou na sua máquina do tempo, que ele próprio construiu. Nesse futuro distante, o Viajante descobre que o ser humano dividiu-se em duas raças distintas: Os Eloi, que vivem felizes durante o dia, em que dançam e vivem do que recolhem da Natureza; e os Merlock, que vivem embrenhados na escuridão de túneis, cheios de maquinaria. Após descobrir que a sua máquina do tempo desapareceu, o viajante empreende uma aventura para tentar recuperá-la e assim descobre o quanto é horrifica e desumana a evolução do homem nestas duas facções. Ao regressar ao seu tempo, conta a história mas passado uma semana volta a partir na Máquina do Tempo e fica desaparecido durante 3 anos, altura em que a história nos está a ser contada a nós.

Expectativa: Esperava uma boa história, talvez um pouco desactualizada, por esta ter sido escrita no século XIX.
Crítica: Adorei este livro e fiquei muito impressionada com a boa história que encontrei. A escrita de H.G.Wells é cativante e permite-nos visualizar bem toda a acção e o mundo futurista para onde o viajante vai. Confesso que fiquei surpreendida do porquê do viajante não só não ter planeado a viagem que iria fazer assim como ter decidido "parar" num futuro tão longínquo. A resposta a esta minha dúvida não tardou em surgir: esta história serve para fazer uma crítica social à sociedade do século XIX, que se dividia em nobreza e proletariado. Algumas ideias socialistas estão presentes durante este conto, como formas de solução mas nada que polua a leitura do  mesmo, para quem não gosta de política. É pois esta visão da sociedade do Séc. XIX sobre um futuro distante que faz a "Máquina do Tempo" um pouco desactualizada mas, se entendermos que o viajante é um homem desse século, podemos sempre dizer que a nossa visão de Sec. XXI está limitada ou influenciada pela sua visão.
Confesso que esta minha humilde opinião sobre este clássico pode ficar muito aquém da importância que este livro pode ter para o tema das viagens do tempo, assim como para a literatura do fantástico, talvez por me faltar alguns conhecimentos académicos ou mais leituras dentro do tema.
Pontos positivos: Uma história bem contada, criativa, uma boa aventura cheia de peripécias e terrores. Muito interessante.
Pontos Negativos: Confesso que gostava de saber um pouco mais sobre a "mecânica" da Máquina do Tempo, saber o que é que permitia mecânicamente viajar no tempo àquele cadeirão com alavancas mas compreendo que não era essa a finalidade do conto, mas sim a crítica social.
Estado de espírito: Excelente, estou de férias!
Fez-me reflectir sobre: As diferenças sociais, a evolução do ser humano e a possível capacidade, ou não, de sobreviver neste planeta.

Eis o Homem

Resumo: Glogauer viaja no tempo para assistir a um momento histórico da humanidade: a crucificação de Cristo mas depressa descobre que Cristo é um deficiente mental e não o Messias que esperava encontrar. Então assume o lugar do Messias e é crucificado na cruz em seu lugar.  

Crítica: Tenho que confessar que se não tivesse lido a nota do autor no final da história, estaria um pouco mais chateada do que estou neste momento. Na sua nota o autor explica que não intencionava contar uma história sobre viagens no tempo mas simplesmente testar uma ideia. E apesar de não ver nesta história nenhum ataque à crença Cristã, e de seguir a minha crença que Cristo era primeiro que tudo um homem, não compreendi qual a finalidade desta história. Afinal, porque é que Glogauer aceitou fazer isto, tomar o lugar do outro? Desta forma e não doutra? Acima de tudo, senti-me frustrada e não consegui compreender a finalidade desta história. 

Expectativa e estado de espírito:  Altas, pois tinha sido um livro altamente recomendado sobre viagens no tempo. Desilusão e incompreensão foram o resultado. 

Pontos positivos:  A pesquisa do autor. 

Pontos negativos:  A história em si. 

Fez-me reflectir sobre: Frustrados, gente frustrada e deprimida.

A Ilha do final do Tempo

Resumo: Na pequena aldeia de Cobisa é descoberto um monge emparedado numa igreja. Com ele estão 3 objectos estranhos. Todos os objectos e monge inclusive têm algo em comum: parecem deslocados no tempo. Deveriam ser falsos ou imitações mas no entanto tudo aponta para que sejam verdadeiros. O historiador Sebastian Cameron vê-se arrastado para a investigação e o que descobre é algo maior do que imaginava. Tudo está ligado à ilha de San Borondón. A ilha das Canárias tantas vezes descoberta mas que na verdade não existe. A Ilha contém em si a resposta para uma das maiores dúvidas da ciência: é possível, na prática, poder viajar no tempo?

Crítica: Houve várias coisas que gostei neste livro, mas já lá chego. Acho que devo começar por aquilo que não gostei, que foi muito pouco. Uma das coisas que menos gostei foi da escrita. É tão clara, tão simples e directa que tive em muitos momentos a sensação que estava a ler um relatório. Foi por isso um pouco decepcionante e penso que até teria funcionado muito melhor como um romance epistolar, já que todo o livro se baseia em relatos e contar uns aos outros os acontecimentos. Falando em relatos, outro ponto que não gostei, é que alguns deles foram muito secantes e chatos, nomeadamente dos marinheiros que foram dar à ilha e só um é que regressou para contar a história. Páginas e páginas de como eles jogaram às cartas e depois um deles tinha andado numa batalha com outro e por isso é que não morreu e tudo isto para quê?? Encher papel, na minha opinião, porque são elementos que não têm grande relevância para a história.
Fora isto, e depois da passagem agonizante dos marinheiros, o livro melhorou bastante. Gostei imenso na forma como o autor misturou a ciência e a mística católica, que tantos ocidentais evitam em falar ou escrever. Se tanto se escreve sobre elfos, fadas, anjos, vampiros e afins, porque não pegar em alguns dos mitos cristãos e brincar com isso? Este autor fê-lo e bem, no meu entender. A parte científica é realmente breve e serve apenas de suporte para explicar o que é as viagens no tempo e o que seria necessário fazer para estas acontecerem. A ilha é apresentada como “vítima” de um fenómeno cosmológico e que lhe atribui a sua característica bizarra. Mas tudo se conjuga de uma forma homogénea e com sentido. Há também acção, teorias de conspiração e tem um final em aberto, o que me leva a pensar que o autor tenha em mente lhe dar uma continuação.

Expectativa e estado de espírito: Quando se trata de romances sobre este tema, as expectativas são sempre altas. Este livro não desiludiu mas também não me fascinou, para grande pena minha. Não era o livro que procurava ler agora, neste momento.

Pontos positivos:  Original. A mistura do místico com o científico.

Pontos negativos: A escrita desinteressante. Relatos desnecessários. Porquê um protagonista americano num livro espanhol e que se passa em Espanha?

Fez-me reflectir sobre: Poder ter o privilégio de assistir a determinados acontecimentos históricos, se pudesse viajar no tempo.


Obrigada à Célia do blog Estante de Livros pelo empréstimo. Podem ler a crítica dela aqui.

A Mulher do Viajante do Tempo

Este foi o melhor livro que eu li nos últimos tempos. Lindo, lindo, fenomenal!
Criativo, bem construído, romântico sem ser piegas... Aborda um dos meus temas favoritos, viajar no tempo, de uma forma tão bem feita, que as personagens parecem reais.
Amar toda a vida um homem que só conhece em tempo real aos 20 anos de idade, enquanto ele, nunca a conheceu até esse dia.
Uma história de amor que dura uma vida, que é eterna.
Fiquei mais contente ainda por saber que o Eric Bana vai interpretar o papel do viajante do tempo no cinema. Fabuloso e perfeito. Não imagino como é que o vão conseguir fazer (o enredo e tal) mas espero que transmita a mesma ideia do livro: amar apesar de tudo, esperar sem esperança, acreditar no amor.

Entrevista com a autora sobre o livro no BookSlut.com
Página da Wikipédia sobre o livro
Página no IMDB sobre o filme

Outras críticas:
Bela Lugosi is Dead - A Mulher do Viajante do Tempo

Resgate no Tempo



Terminei este livro há algumas noites atrás mas apenas agora deixo aqui a minha opinião sobre ele.
É, sem dúvida, uma aventura do início ao fim tendo como pano de fundo um dos meus temas favoritos: viagens no tempo.
Um grupo de arqueólogos viaja para o passado para socorrerem o mentor do projecto no qual trabalhavam. Deparam-se com o mundo sobre o qual estudavam e correm perigo de vida constante. É sem dúvida um bom e leve livro para ler.

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