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Telmixa

Mix de leituras, organização, tv, filmes, tecnologia e de mim, claro!

Telmixa

Mix de leituras, organização, tv, filmes, tecnologia e de mim, claro!

Gone Girl, de Gillian Flynn


Quando saltei para a leitura deste livro (foi lido para uma leitura conjunta) estava tudo menos entusiasmada. Algures na minha mente tinha-me convencido que tanto burburinho em torno de uma autora americana pouco conhecida só poderia ser mais um daqueles casos de sucesso de "muita parra e pouca uva" e não estava com vontade de ler algo que toda a gente andava a ler. O livro "da moda", por assim dizer.
Agora, olhando em perspectiva, enquanto escrevo esta opinião vários meses depois de o ter lido, chego à conclusão que foi uma das leituras mais marcantes do ano e ainda bem que a fiz. Não é um livro confortável, pelo contrário: houve momentos em que tive de intercalar com outras leituras porque não aguentava tanto "pensamento mau", apetecia-me tomar duches depois de ler certas passagens de tão suja que me fazia sentir. No entanto impressionou-me e dou os meus parabéns à Gillian Flynn por ter tido a audácia de verbalizar tantos pensamentos feios que nós mulheres por vezes temos mas somos incapazes de os admitir.
A estrutura da história é deliberadamente repartida entre Nick e o diário da Amy dando-nos duas perspectivas aparentemente opostas sobre o mesmo problema: um casal em crise, numa sociedade com a sua economia e valores em profunda decadência. Em quem acreditar? Amy ou Nick? Enquanto lemos e ponderamos a nossa decisão, Gillian Flynn apresenta um dos melhores livros sobre a nossa realidade contemporânea: fala sobre a crise económica, as consequências reais que esta teve sobre as famílias, as cidades, o país. Faz-nos pensar na nossa geração, na geração dos nossos pais e na geração dos nossos filhos.
Também gostei do seu estilo de escrita: é rico e visual mas, acima de tudo, destemido. É apresentado um buffet de personagens que são complexas, repulsivas e ao mesmo tempo cativantes apesar de assustadoras, todas elas dentro de uma situação que se vai revelando ao leitor por partes como matrioskas. Os segredos e a manipulação, a violência psicológica (e também alguma física) incomodam mas é a natureza intima de toda a situação que mais perturba ao ler este "Gone Girl".


Nomes dos personagens: Nick Dunne, Amy Dunne

Nomes dos lugares: North Carthage, Missouri, Mississipi, Nova Iorque.

Pontos positivos: Escrita, o crescendo dos eventos, o quanto a Amy é retorcida.

Pontos negativos: O quanto me incomodou a leitura: tive que fazer várias paragens.

Fez-me reflectir sobre: Que uma mulher também é capaz de ser tão psicopata como um homem.

 

Autor: Gillian Flynn

Editora: Crown / Bertrand

Estante: Thriller

Leitura temática: L. Conjunta SLNB Abril

Período de leitura: 27 de Março a 22 de Abril 2013

Formato: ebook

Língua: Inglês

Classificação: 3 estrelas - Gostei

A Conspiração dos Antepassados

Resumo: A história começa com Fernando Pessoa, que atravessa um momento mais fragilizante da sua vida. Incapaz de lidar / aceitar a morte da sua mãe, procura uma forma de comunicar com esta. Após uma sessão espírita aparentemente sem resultados reais, Fernando Pessoa emerge no mundo da magia e oculto, levando-o a entrar em contacto com a obra de Alestey Crowley, o mago britânico. Sem segundas intenções, Pessoa envia a Crowley uma carta a corrigir-lhe o horóscopo e é este primeiro contacto que catalisa o encontro entre ambos em Lisboa. Alestey Crowley é um mago britânico que, no momento em que entra na narrativa, também está a atravessar um momento menos bom. Através de um conhecido, chega-lhes às mãos um livro em que descreve como se cria um homúnculo e o seu fascínio pelo culto Sebastianista desperta. Quando recebe a carta de Pessoa percebe-a como um sinal e dirige-se a Lisboa para descobrir mais. Ambos seguem as pistas mas rapidamente descobrem que estão a ser vigiados por um determinado grupo de indivíduos que os querem afastar da sua investigação. Crowley percebe onde está D. Sebastião e através de um ritual de Magia feita na Boca do Inferno, teletransporta-se para Daath, onde lhe é dito que D. Sebastião está perdido para sempre. Quando regressa à Terra, percebe que apenas passara meia-hora e resgata Fernando Pessoa que entretanto tinha sido raptado por um dos membros da organização dos Trezentos. Apesar de salvar Pessoa e regressarem sãos e salvos às suas vidas, não conseguem derrubar os Trezentos, que são uma organização poderosa que deseja controlar o mundo. 

Crítica: Foram várias as razões pelas as quais não gostei deste livro. Vou começar pela mais óbvia e, para mim, a mais dolorosa: o vocabulário. Tratando-se de um livro que aborda uma imensidão de termos esotéricos e do oculto, dei por mim a ler três e quatro vezes o mesmo parágrafo e a pensar: “Mas o que é isto?” E isto aconteceu em quase todas as partes em que a história foca o mago inglês. Fez-me sentir tão perdida e tão ignorante que desisti de tentar entender, limitei-me a tentar terminar o livro. Se eu hoje relesse a Conspiração, saltaria toda a parte que foca o Alestey Crowley, directamente para a parte em que este recebe o Livro de Ollanda das mãos do amigo. Alestey Crowley é, sem dúvida, um dos personagens mais nojentos que já tive o “desprazer” de ler. Isso remete-me a outro ponto: Que eu não sou o público-alvo deste livro. De modo algum. Apesar de gostar de ver terror, começo a perceber que ler terror é para mim um fastio, difícil de ultrapassar. Acho que vou demorar anos a apagar da minha mente o Alestey Crowley a provar as próprias fezes. Gostei da interpretação que David Soares fez de Fernando Pessoa, com toda a sua fragilidade e solidão auto-impostas, mas é lamentável que se perca tantas páginas em diálogos do oculto e esotérico (ou seja, todos aqueles parágrafos que não percebi do que falavam) quando depois, todos os momentos em que Fernando Pessoa e Crowley estão juntos, são realmente interessantes e empolgantes. A dinâmica do duo foi sem dúvida o ponto alto do livro, em que foi fácil acompanhar-lhes o raciocínio e foi aí que senti que a trama avançava com ritmo. Por fim, gostei imenso da organização dos Trezentos, encabeçados pelas experiências falhadas de Ollanda. O facto de serem híbridos entre humanos e insectos, e a forma como surgem na história, é surpreendente, empolgante e muito original. Fiquei a salivar por mais, assim como pelo mundo de Daath.  

Expectativa e estado de espírito: Não vou mentir que tinha expectativas muito altas para este livro. Primeiro porque há poucos ou nenhuns escritores a fazer o que David Soares faz: a pegar na mitologia e história portuguesa e a escrever sobre ela, de uma forma ficcional. Segundo, porque Fernando Pessoa é um dos meus escritores favoritos de sempre, e a oportunidade de lê-lo como personagem de uma história, era única. Mas ao longo da leitura, toda a boa vontade que existia no início foi desaparecendo aos poucos e foram muitas, muitas vezes que quase abandonei o livro. No final do livro o autor disponibiliza notas explicativas que ajudam bastante à compreensão do que se leu e o porquê de ter optado por tocar determinados momentos da vida dos personagens. No entanto, não deixo de sentir isso como insuficiente, porque acho que a narrativa deveria explicar-se por si só, o que não aconteceu. 

Pontos Positivos: Os líderes dos Trezentos, as descrições de Lisboa, Pessoa e Crowley como dupla de investigação. 

Pontos Negativos: O vocabulário demasiado rebuscado, cenas muito longas que não contribuem para a narrativa. 

Fez-me reflectir sobre: Conspirações, luto, sonhos.

O Codex 632

Este livro é mesmo bom!Para quem gosta de histórias com grandes revelações históricas, estilo Código de Da Vinci, este é o livro a ler!Eu estava um pouco apreensiva, porque o José Rodrigues dos Santos é uma cara conhecida, um bom jornalista e pivô, mas daí a escrever um livro... Mas escreveu-o muito bem.
A intriga: Qual a verdadeira identidade de Cristóvão Colombo? Seria ele realmente um pobre tecelão genovês? Ah... as perguntas que nunca fizémos, o encanto de descobrir a verdade. Sim, porque eu sempre estranhei haver uma Cuba no Alentejo e uma ilha-país com o mesmo nome.
Acabaram-se as dúvidas, leia-se o livro, descubra-se a verdade!
Shvoong - O Codex 632

O Historiador


Aaaahhhh..... Adorei o livro!! E estou mesmo excitada por falar dele. Muito bom mesmo!!
Porquê? Primeiro retrata um tema que eu adoro: Drácula. Depois envolve pesquisa histórica, viagens.... Adorei.
Tou com uma vontade imensa de conhecer a Bulgária, a Hungria, Istambul (apesar da gripe das aves e tal).
Boas referências: "Drácula" do Francis Ford Coppola. Este filme demonstra uma excelente pesquisa a nível dos guarda-roupa e referências históricas. Excelente para recordar ao ler este livro.
Outras imagens a ter por perto aquando a leitura são a da imagem do próprio Drácula, ou melhor dizendo, Vlad Tepes:
E algumas referências aos países por onde os historiadores viajam em busca do Drácula:
Vlad Tepes - Wikipedia

Hungria:
Wikipédia
Budapeste

Roménia:
Wikipédia
O Espírito da Roménia

Bulgária:
Wikipedia

Imprimatur - O segredo do Papa

 

 

Terminei hoje a leitura de Imprimatur - O segredo do Papa.
Não me lembro de demorar tanto tempo a ler um livro. Encontro várias razões para isto ter acontecido.
Primeiro porque não tinha ideia do que tratava o livro. É história, história, história... é muito manual escolar de história e pouca narrativa. Fiquei muito desiludida.
Segundo, porque a intriga parece nunca avançar.
Cómico é que, quando estava prestes a desistir, li a seguinte passagem:

A minha escrupulosa educadora não se enganava; é melhor não ler um livro que ler apenas uma parte, conservando a seu respeito parcial memória ou erróneo juízo. Talvez as páginas seguintes me ajudassem a redimensionar, pensava eu, o alcance dos poderes obscuros que até então tinha atribuído ao misterioso livrinho.

 

E prossegui. A verdade é que o livro só ficou mesmo bom nas últimas 20 páginas...

3 aspectos positivos:

  1. O verdadeiro motor por detrás da intriga levanta suspeitas sobre a veracidade dos nossos livros de história;
  2. É óptimo para quem gosta de romances históricos;
  3. Algumas personagens que, por serem cómicas, acabam por serem as únicas interessantes.

3 aspectos negativos:

  1. Longo e maçudo;
  2. Descrições políticas demasiado longas que mais parecem indicar o desejo que os autores tinham em trasmitir a quantidade de conhecimentos que possui;
  3. Pouca empatia com quem lê.

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