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Telmixa

Mix de leituras, organização, tv, filmes, tecnologia e de mim, claro!

Telmixa

Mix de leituras, organização, tv, filmes, tecnologia e de mim, claro!

Demon Moon, de Meljean Brook

Comecei a ler este livro, sem grandes expectativas e com o desejo de querer "despachá-lo". Tinha tido grandes dificuldades na compreensão do Damon Angel e sabia que, quanto mais depressa ultrapassasse este livro (considerado por alguns fãs da saga e mesmo por indicação da autora, difícil), mais depressa poderia apreciar o resto da saga. Isto pode parecer um pouco cruel mas, quando temos uma estante que parece crescer de dia-para-dia, em vez de diminuir, há alturas do ano em que não o interessa o que lemos, desde que ajude a passar o tempo. Era romance e era de um autor que eu conhecia e gostava: para mim era o suficiente.
Damon Angel tinha sido uma leitura difícil e longa e esperava deste livro algo semelhante mas, estranhamente, não foi isso que aconteceu. Sim, ainda é um universo complexo e difícil. Sim, ainda tive problemas para compreender tudo o que se estava a passar. Neste universo há mesmo muito para absorver mas mesmo assim adorei a aventura e o romance de ambos. Acho que teve momentos muito bons!
Não é segredo que Meljean Brook é uma das minhas escritoras favoritas e esta é uma das razões: ela é excelente quando escreve sobre casais interraciais. É muito fácil cair no erro de mencionar a diferença entre os elementos do casal, como admiração ou temor, nos romances românticos. Muitas escritoras até usam isso como tema do romance, o que é perfeitamente plausível. No caso de Savitri e Colin foi apenas um detalhe.
Colin é simplesmente delicioso. Sim, ele é bonito, vaidoso e orgulha-se disso. Savitri tem muitas restrições: a sua etnia e cultura, a sua mortalidade, a sua independência. Colin é quase como um oposto demasiado oposto para que um relacionamento entre ambos seja credível: ele parece acabado de sair de um livro de Oscar Wilde, ela do filme Blade Runner.

 

Nomes dos personagens: Colin Ames-Beaumont, Savitri Murray, Lilith, Hugh Castleford, Michael, Selah.

Nomes dos lugares: Chaos, Caelum, Auntie's Restaurant, Special Investigations Headquarters, a casa do Colin.

Conteúdo sexual: Muito descritivo, linguagem forte.

Tipo de cenas: Românticas.

Violência física: Cenas de luta

Violência psicológica: Não

Pontos positivos: Romance, cenas de luta, criatividade no universo

Pontos negativos: Demasiados personagens

Fez-me reflectir sobre: O desejo de ser imortal

 

Autor: Meljean Brook

Série: The Guardians (#2)

Editora: Berkley Sensation

Estante: Romance Paranormal

Período de leitura: De 29 de Abril a 16 de Maio de 2013

Formato: Ebook

Língua: Inglês

Classificação: 3 estrelas - É assim-assim, gostei.

Damon Angel


Formato: e-book 
Lido em Inglês

 

Resumo: Esta história divide-se em 3 partes. A primeira conta quando Hugh conhece a Lilith ele é apenas um cavaleiro medieval com 17 anos e ela é um demónio que se disfarçou de donzela para espalhar a tentação. Ambos se sentem atraídos um pelo outro: ele, muito seguro do que é certo ou errado, cheio de regras de cavalheirismo e ela que é tão divertida e enganadora. No entanto, os planos dela acabam por prejudicar Hugh levando-o à morte. Michael salva-o e transforma-o num Guardião. A 2ª parte conta os séculos em que ambos se encontraram: ele como guardião e ela ainda como demónio. Conta também como ele decidiu deixar de ser guardião e matar a Lilith. Na 3ª parte encontramos Hugh como humano, com 30 e poucos anos e o seu reencontro com Lilith, em São Francisco. Ele é agora professor e é o principal suspeito da morte dos seus alunos. Mas Lilith e Hugh sabem que aquelas mortes fazem parte de um estranho ritual dos Nosferatu para conseguirem caminhar durante o dia.

Crítica: Se, quando comecei o livro estava entusiasmada (este é um livro sobre anjos e é o primeiro livro publicado pela autora do The Iron Duke), esse entusiasmo foi se desvanecendo ao longo da leitura. É extremamente longo! Tem cenas desnecessárias de diálogos infinitos entre Hugh e Lilith em que nada acontece. É um livro que poderia ter sido dividido em duas partes: a parte medieval e os séculos de Hugh como guardião e a outra metade, em que se investiga os crimes. É que nem Hugh e Lilith parecem os mesmos personagens, é desconcertante. A estrutura dos capítulos também poderia ter sido repensada para não ser tão maçudo.
Sendo este o primeiro livro publicado da autora e tendo adorado o último que ela publicou, acredito que, nos outros livros da saga, só pode melhorar. Mas houve muita coisa que me escapou, não sei se por estar a lê-lo em inglês, se por causa da estrutura ou mesmo pelo meu desinteresse em geral. Por exemplo: não compreendi a aposta feita entre Michael e Lúcifer e como é que Lilith a conseguiu resolver. Aqui culpo a minha interpretação do texto. No entanto, gostei muito de todo o mundo sobrenatural aqui criado: roça o terror, falando em vísceras, escamas e tendo partes mesmo nojentas de se ler. Toda a estrutura de criaturas e seres é muito boa e é um romance muito invulgar e distante do que é convencional.

Expectativa e estado de espírito: A expectativa era alta mas o livro acabou por desiludir. Quanto ao estado de espírito é bom, ler tem me ajudado imenso em escapar à realidade.

Pontos positivos: O Universo criado, baseado no Paradise Lost de Milton, e a originalidade no romance.

Pontos negativos: Cenas longas, aborrecidas e desnecessárias. Um enredo complicado com um desenlace que me pareceu demasiado fácil. Pouco emocionante.

Fez-me reflectir sobre: Sexo pouco convencional...

Conto: Falling for Anthony

Formato: e-book
Lido em Inglês
Resumo: 1811, Inglaterra. Anthony é um médico e amigo de infância de Emily e Colin. Apesar da atracção que sente por Emily, por serem de classes sociais diferentes, nunca se atreveu a declarar-lhe o que sente. É por isso um dia surpreendido por Emily e este promete-lhe que regressará um dia. Anthony parte como médico de campanha para a guerra a decorrer em Espanha e aí tem um encontro fatal com uma criatura sobrenatural. Mas, por ter salvo no último minuto o seu colega, Michael decide transformar Anthony num guardião. Contra as regras, Michael decide enviar Anthony de regresso à Terra apenas 10 meses a sua transformação, para proteger Emily e Colin de um Nosferatu. E é durante esse período que Emily e Anthony assumem a atracção que sentem um pelo outro, mesmo sem a esperança de ficarem juntos. Mas talvez as regras tenham cláusulas que permitam excepções.

Crítica: Depois de ter lido o fantástico The Iron Duke da mesma escritora, procurei que mais tinha escrito. Este conto, Falling for Anthony, é a sua primeira publicação e introduz a saga dos The Guardians. Muito diferente, e muito distante da qualidade do The Iron Duke. Não achei que fosse mau, porque a criação do universo assim como todo o contexto onde se desenrola a acção, é muito bom. No entanto, a acção e o romance foram em muitos aspectos fracos. Fiquei um pouco com a impressão que a escritora se sentiu pressionada quanto ao tamanho do conto e então tentou condensar o máximo de acção, sexo e romance possíveis, fora introduzir uma mitologia. Por isso os personagens resultam um bocadinho como folha de papel, sem uma verdadeira profundidade. Acredito que estes aspectos irão melhorar ao longo da saga.

Expectativa e estado de espírito: Esperava uma história bem escrita e boa para adormecer. Li em pouco tempo porque estou de férias.

Pontos positivos: O universo criado, muito interessante. A escritora explica neste vídeo um pouco o universo dos The Guardians:

Pontos negativos: A pressa com que as coisas acontecem com os personagens.

Fez-me reflectir sobre: Nada.

Nota adicional: Um texto muito interessante da autora sobre como foi escrever este conto e porque é que falhou em muitos aspectos.


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