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Telmixa

Mix de leituras, organização, tv, filmes, tecnologia e de mim, claro!

Telmixa

Mix de leituras, organização, tv, filmes, tecnologia e de mim, claro!

A importância de ter ou não uma licenciatura.

Sempre quis ser secretária. Acho que nunca ponderei outra profissão sequer. É algo que gosto de fazer, sinto-me confortável, divirto-me, encontro desafios todos os dias. Outros não aturariam o que eu aturo, mas quem corre por gosto não cansa, não é assim?

Quando terminei o 12º ano achei que tinha tudo o que precisava para ser uma boa secretária. No entanto, os meus pais insistiram que fosse tirar uma licenciatura, que era melhor, etc, etc... Depois de analisar o assunto, concorri para Assistente Administrativa em Portalegre e acabei por terminar o bacharelato e tirar a licenciatura em Assessoria.

Arranjei logo emprego. Nunca estive um dia desempregada. A grande maioria dos meus colegas também ficaram a trabalhar imediatamente. É aquilo que eu chamo de uma licenciatura adequada ao mercado de trabalho existente. Quantas licenciaturas se podem gabar do mesmo?

No entanto nunca fui doutora na boca de ninguém. Não me importo (até prefiro) mas irrita-me completamente esta ideia de haver profissões mais nobres que outras. Se é advogado, economista ou até professor, é doutor. Eu sou sempre a Telma. Porque a secretária serve os outros, não se vai chamar de doutora a quem serve, não é?

O problema (e é aqui que eu quero chegar) é quando se mistura estes tratamentos sociais com a com a ideia de que uma determinada profissão precisa ou não de ter ou não uma formação superior.

Em resposta a este texto, deixei o meu comentário esclarecendo a minha posição sobre o assunto. A uma resposta educada ao meu comentário segue-se outra, claramente preconceituosa, onde é colocada em causa a necessidade de haver ou não administrativos com licenciatura.

 

Ora eu nunca coloquei em causa a qualidade do trabalho dos meus colegas com 12º ano. A desenvoltura vem da personalidade de cada um, o know-how com a experiência. Agora achar que esses argumentos são o suficiente para justificar a existência de um curso superior é ridículo e preconceituoso, principalmente quando o mercado de trabalho já provou que tem necessidade de pessoas formadas na área.

Na entrevista para o meu emprego actual concorri directamente com professores e uma série de licenciados de outras áreas assim como pessoas apenas com o 12º ano. Eu sei porque perguntei isso à psicóloga que me fez a entrevista. Fui sincera: tirei o curso porque gosto da profissão e acredito na formação académica que tive. E aqui estou eu. Onde trabalho tenho colegas licenciadas (que trabalham com os directores de topo) e outras com apenas o 12º ano. Não me sinto superior a ninguém quando tiro fotocópias ou faço arquivo, mas sou eu que desenrasco as chamadas telefónicas em inglês ou que tenho o know-how para preparar um evento em maior escala que uma reunião.

Se o mercado ja demonstrou o que quer, para quê continuar a pôr os preconceitos pessoais à frente, como argumentos? Na minha opinião, um dos problemas do nosso país é haver tantos "doutores" desempregados, em áreas sobrelotadas, quando poderiam tirar formação noutras áreas, como a minha, e terem empregos reais.

Para rematar, há pouco tempo num jantar elogiaram-me a minha escola ainda antes de saberem que eu lá tinha estudado. Pela qualidade de formação que oferecia. Para quem estiver interessado, aqui fica a página da ESTG de Portalegre.

Sobre o desperdício de papel

Todos os dias depois de dar entrada do correio do escritório fico sempre com a sensação que preciso de um balde do lixo maior. A razão é simples e óbvia: A quantidade de papel que deito fora é tanta ou mais que aquela que realmente guardo e interessa.

Mais triste ainda é saber que poderia evitar-se deitar tanto papel fora, principalmente agora que vivemos numa época de consciência ambiental.

As empresas continuam a ser extremamente autistas em relação a este assunto e insistem no mesmo tipo de divulgação e publicidade, sem considerarem que há alternativas menos dispendiosas e ecológicas.


 


Para terem uma perspectiva do meu correio, isto é o que eu deito para o lixo:


 


- Os envelopes: Todos, excepto os registados. Há empresas que enviam facturas em separado, uma por envelope, por exemplo. Uma alternativa inteligente é a adoptada pelo serviço de finanças em que a informação é dobrada sobre si mesma e transformada em envelope. Entendo que empresas pequenas como a minha não tenham acesso a esse tipo de envelopagem, mas com tanta inovação em design, porque não uma alternativa viável para as pequenas e médias empresas?


- A publicidade: Eu sou cuidadosa e paciente o suficiente para de vez em quando ligar para as empresas e dizer: "Olhe, agradecidos pela informação mas envie para o email. Não precisa de enviar em papel." Ou então simplesmente digo que não queremos continuar a receber. De pouco ou nada serve. A Makro por exemplo, levantou tanta burocracia que simplesmente desisti!


E mais do que ser publicidade em papel, aflige-me ver publicidade em papel tão caro! Uma escola Superior envia a informação sobre os cursos e pós-graduações em papel caro, em formato de folheto agrafado, a cores, pesadíssimo. Porquê gastar tanto dinheiro das propinas dos alunos nesta informação que vai directamente para o lixo?? Não é o conteúdo que interessa afinal?


 


Enfim... fica aqui algumas divagações sobre o assunto, de certeza que mais alguma me ocorrerá, entretanto, se por acaso alguém se interessar por este artigo, um ou dois conselhos simples:


 


- Pergunte antes se realmente queremos receber a sua informação. Se não somos o seu público-alvo, poupará à sua empresa de estar a deitar dinheiro ao lixo (literalmente).


 


- Reveja a sua mailing list: os que foram devolvidos, os que nunca encomendaram nada...


 


- Considere o email uma alternativa: uma newsletter bem feita poderá conseguir mais resultados que uma brochura em papel. O email é automaticamente reencaminhado para os chefes, a brochura anda de secretária em secretária a ganhar pó.


 


Se acha que o deito para o lixo por vontade própria, desengane-se: quando vim para este emprego, distribuía a publicidade por todos, pois desconhecia o que deitar fora. Foi por indicação dos meus chefes que fui separando o que lhes interessava e o que eles nem querem ver. E se, depois de ler isto, ainda achar que a publicidade em papel ainda vale a pena bem... então sempre terei de arranjar um caixote do lixo maior.

Tarefas activas vs passivas

Enquanto almoçava no outro dia e ponderava sobre a organização do meu trabalho (e porque é que eu às vezes perco tanto tempo) apercebi-me que as actividades dividiam-se em duas forças:


 


- A que atrasa a realização da tarefa.


- A que impulsiona a realização da tarefa.


 


A questão é esta: por mais aprumadinho que esteja o meu trabalho, as minhas listas de "o que fazer a seguir", etc... sofro sempre interrupções que destabilizam a minha concentração e focus na actividade em mãos. Vejamos algumas:


 


Tarefas passivas


- Chamadas telefónicas que recebo;


- Tarefas pedidas pelos meus chefes;


- Tarefas pedidas pelos meus colegas;


- Visitantes não programados ao escritório;


- Entrada do correio e email.


 


Basicamente, é no acto de receber que se encontra a passividade. Enquanto recebo não posso fazer.


 


Do outro lado do espectro estão tarefas activas, aquelas que produzem resultados:


 


Tarefas activas


- Chamadas telefónicas que faço;


- Cartas, faxes, emails que escrevo.


- Respostas a questões que me foram colocadas.


- Arquivo.


 


O meu grande (e contínuo) problema é que é practicamente impossível gerir as minhas tarefas passivas. Como não depende da minha vontade, dou por mim a ter momentos constantes de quebra de actividade ao longo do dia. É algo que não se gere mas é possivel minimizar os seus efeitos quando se gere bem as tarefas activas.


Ter as tarefas activas visíveis e bem organizadas possibilita pegar no ponto em que se tinha ficado aquando da interrupção.

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