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Telmixa

Mix de leituras, organização, tv, filmes, tecnologia e de mim, claro!

Telmixa

Mix de leituras, organização, tv, filmes, tecnologia e de mim, claro!

Faefever, de Karen Marie Moning

Faefever
Eu sabia de antemão que ia sofrer no final deste livro, estava mais que avisada. Quando quase todas as opiniões que lemos começam por "O QUE É QUE ACONTECEU AQUI?!" ou "QUE FINAL FOI ESTE?" sabemos que devemos estar preparados para sofrer. Mesmo assim nada, durante dois terços do livro indicam o que vai acontecer. Ou melhor (e é nisto que eu vejo o brilhantismo de uma autora que planeou a história antes de a escrever) há indícios mas, quando a merda acontece, já é tarde demais. E como leitora fui surpreendida. Este é uma história que é uma autêntica montanha-russa de emoções negras e pesadas.
A Mackayla nunca esteve tão bem como agora. Acho que ela está mesmo no ponto: mais preparada, mais destemida, em que consegue negociar e manipular as várias partes que a tentam manipular e usar, sem ceder demasiado. A Mac está do lado da Mac e de mais ninguém. Adoro-a e detesto-a. Aliás, eu adoro-a. Há muitos momentos neste livro (nos anteriores também) em que percebemos o quanto ela está sozinha e se sente sozinha. Mais do que a dor da morte da irmã é ter de lidar com toda uma realidade e não ter mais ninguém em quem confiar. E nas suas horas mais solitárias somos nós que estamos ali com ela mas não podemos, infelizmente, conforta-la. 

O livro dá uma grande reviravolta no fim, passando de uma simples fantasia urbana a uma distopia, depois de um certo acontecimento de proporções apocalípticas. Mac, Dublin e o mundo: nada fica a salvo do que acontece.
Adoro a forma como Dublin é retratado nestes livros. Dublin não é apenas paisagem de fundo para enfeitar uma história. Dublin é ela própria um personagem que determina o tom, o ambiente, que se agita e sofre através dos seus habitantes. Há todo um parágrafo que resume perfeitamente tudo aquilo que esta história é, na sua essência:

And I had a startling realization: I loved this city.

Even swimming as she was with monsters, deluged by crime, tainted by the violence of the Sinsar Dubh, I loved Dublin. Had Alina felt this way? Terrified of what might come, but more alive that she'd ever been?
And more alone.


Tenho curiosidade e terror em saber o que vai acontecer a seguir a este livro. Será o próximo ainda mais dark? Conseguirei sobreviver como leitora a tanta dor e suspense? Uma coisa é certa: Faefever foi o melhor dos três que li da saga até agora. Se há alguém que quer saber o que é ler uma fantasia urbana, esta é uma boa série para perceber isso mesmo.

 

Nomes dos personagens: McKayla Lane, Jericho Barrons, V'Lane, Dany O’Malley
Nomes dos lugares: Dublin
Conteúdo sexual: Sensual, descritivo, erótico mas com uma cena de sexo apenas e não muito explícita.
Tipo de cenas: Beijos e nudez e uma cena de sexo.
Violência física: Sim
Violência psicológica: Sim
Pontos positivos: Erm.... tudo?
Pontos negativos: Erm.... nada?
Fez-me reflectir sobre: Apocalipse, Inferno, solidão.

 

Autor: Karen Marie Moning
Série: (#3 Fever)
Editora: Dell Publishing
Estante: Fantasia Urbana
Leitura temática: Não
Período de leitura: 31 Maio a 6 de Junho 2013
Formato: ebook
Língua: Inglês
Classificação: 5 estrelas: Adorei-o! É muito bom.

Demon Moon, de Meljean Brook

Comecei a ler este livro, sem grandes expectativas e com o desejo de querer "despachá-lo". Tinha tido grandes dificuldades na compreensão do Damon Angel e sabia que, quanto mais depressa ultrapassasse este livro (considerado por alguns fãs da saga e mesmo por indicação da autora, difícil), mais depressa poderia apreciar o resto da saga. Isto pode parecer um pouco cruel mas, quando temos uma estante que parece crescer de dia-para-dia, em vez de diminuir, há alturas do ano em que não o interessa o que lemos, desde que ajude a passar o tempo. Era romance e era de um autor que eu conhecia e gostava: para mim era o suficiente.
Damon Angel tinha sido uma leitura difícil e longa e esperava deste livro algo semelhante mas, estranhamente, não foi isso que aconteceu. Sim, ainda é um universo complexo e difícil. Sim, ainda tive problemas para compreender tudo o que se estava a passar. Neste universo há mesmo muito para absorver mas mesmo assim adorei a aventura e o romance de ambos. Acho que teve momentos muito bons!
Não é segredo que Meljean Brook é uma das minhas escritoras favoritas e esta é uma das razões: ela é excelente quando escreve sobre casais interraciais. É muito fácil cair no erro de mencionar a diferença entre os elementos do casal, como admiração ou temor, nos romances românticos. Muitas escritoras até usam isso como tema do romance, o que é perfeitamente plausível. No caso de Savitri e Colin foi apenas um detalhe.
Colin é simplesmente delicioso. Sim, ele é bonito, vaidoso e orgulha-se disso. Savitri tem muitas restrições: a sua etnia e cultura, a sua mortalidade, a sua independência. Colin é quase como um oposto demasiado oposto para que um relacionamento entre ambos seja credível: ele parece acabado de sair de um livro de Oscar Wilde, ela do filme Blade Runner.

 

Nomes dos personagens: Colin Ames-Beaumont, Savitri Murray, Lilith, Hugh Castleford, Michael, Selah.

Nomes dos lugares: Chaos, Caelum, Auntie's Restaurant, Special Investigations Headquarters, a casa do Colin.

Conteúdo sexual: Muito descritivo, linguagem forte.

Tipo de cenas: Românticas.

Violência física: Cenas de luta

Violência psicológica: Não

Pontos positivos: Romance, cenas de luta, criatividade no universo

Pontos negativos: Demasiados personagens

Fez-me reflectir sobre: O desejo de ser imortal

 

Autor: Meljean Brook

Série: The Guardians (#2)

Editora: Berkley Sensation

Estante: Romance Paranormal

Período de leitura: De 29 de Abril a 16 de Maio de 2013

Formato: Ebook

Língua: Inglês

Classificação: 3 estrelas - É assim-assim, gostei.

The Darkest Night

Lido em Inglês. Lido no Kindle.

 

Série: Lords of the Underworld (#1 de 9)
Resumo: Maddox faz parte de um grupo de guerreiros condenados a viverem com os demónios que libertaram da caixa de Pandora dentro dos próprios corpos. Além disso Maddox tem uma maldição adicional: por ter sido ele a matar Pandora, todas as noites tem de morrer e ser levado para o Inferno. Ashlyn Darrow nasceu com a sua própria maldição: o de ouvir vozes, todas as conversas que aconteceram num determinado local até a um passado distante. É assim que ela toma conhecimento do grupo de guerreiros que vive exilado em Budapeste, que alguns habitantes locais julgam ser demónios mas muitos outros acreditam ser anjos. E quando Ashlyn conhece Maddox ela deseja que ele seja realmente um anjo porque perto dele todas as vozes se silenciam.
Expectativa: Não muito elevada, tinha lido um conto que antecedia este livro que detestei, achei na altura a escrita da autora muito fraquinha.
Opinião: The Darkest Night é o primeiro volume da saga Lords of the Underworld que, é em tudo semelhante a outras sagas de romance paranormal que há actualmente no mercado (como por exemplo O Predador da Noite ou Lords of Deliverance). A história dá-nos a conhecer não apenas Maddox, o protagonista principal desta história, mas também suficientes protagonistas masculinos secundários para ter uma longa saga assegurada. Há que garantir o ganha-pão! A mitologia é interessante, pegando no mito de Pandora e dando-lhe um twist. As protagonistas femininas são todas americanas, o enredo acontece em Budapeste, os guerreiros têm mil anos mas todos se entendem em inglês. Devo dizer que o conceito de vários homens a viverem em conjunto durante milhares de anos debaixo do mesmo tecto e manterem-se razoavelmente sãos psicologicamente pareceu-me algo estranho, assim como o facto de serem guerreiros gerados pelos deuses mas serem em tudo igual aos humanos. Enfim, detalhezinhos menores. 
Ashlyn é uma heroína muito interessante e acaba por ser o elemento dominante do casal. É ela que "persegue" Maddox, tenta protegê-lo e salva-lo. Gosto muito do "dom" dela e do seu trabalho, no entanto tudo o resto é um pouco cliché de heroína romântica, infelizmente. O Maddox foi na sua maioria um personagem bidimensional (ai eu sofro tanto, ai eu sofro e resisto e sou violento e atormentado) com algumas passagens interessantes, como o seu passado como guerreiro. A autora preferiu substituir alguma história de fundo interessante e um romance mais prolongado por cenas de pancadaria que (supostamente) garantiam mais acção e um romance de dois dias que não convence mais que um engate de discoteca.
Quanto a tudo o resto, ou seja, os outros personagens, são muitos e diversificados, há um enredo secundário muito interessante e muitas perguntas que ficam no ar para responder em livros futuros.
Estado de espírito: Boa, acho queria desanuviar um bocadinho da temporada pós-apocalíptica que já me estava a deprimir um pouco e pensei que um romance fosse o remédio que precisava.
Pontos Positivos: A mitologia. O desenvolvimento interessante da história. Ashlyn.
Pontos Negativos: A falta de profundidade tanto dos personagens como na exploração de certos temas, privilegiando cenas de acção à filme.
Fez-me refletir sobre: O mito de Pandora em que todos os males que se espalharam no mundo excepto a esperança.

O beijo da noite

Série: O Predador da Noite ( #4 de #22)

Resumo: Wulf é um Predador da Noite um pouco diferente dos outros: Ele era um viking mas não fez um pacto com Artémis, foi enganado e a sua alma trocada para se tornar num. Além disso foi lhe rogada uma praga terrível: todos os humanos que não fossem da sua família se esqueceriam dele ao fim de cinco minutos de se afastarem dele. Os séculos passaram e a Wulf resta-lhe apenas Chris. Até que encontra Cassandra, a descendente real dos Apollite, a única que se recorda dele, que está marcada para morrer pelo seu povo e inimiga natural dos Predadores da Noite. Wulf vai então que ultrapassar as ideias pré-feitas que tem dos Apollite e dos Daemon e defender Cassandra e o seu próprio futuro da morte certa.

Expectativa: Eu tinha gostado bastante do Dança com o Diabo e por isso sabia que seria difícil que este livro o ultrapassasse. Como era Verão e já tinha passado bastante tempo desde a última vez que peguei nesta saga de que gosto muito porque é leve, sensual e divertida.

Opinião: Confesso que não tenho muito a dizer sobre este livro. Cassandra e os Apollite foram muito interessantes, assim como a maldição do esquecimento sobre Wulf. Wulf foi um bocadinho decepcionante como viking. Digamos que o cabelo preto matou o charme de homem nórdico para mim. No geral achei o livro um pouco feito em cima do joelho, com a nota positiva de nos apresentar um pouco mais sobre a mitologia dos Predadores da Noite. É um bom complemento à saga mas fraco como livro (e romance) individual.

Pontos Positivos: É bom, entretém. Foi bom saber um pouco mais sobre os Appolite e os Daemon.

Pontos Negativos: Os furos na mitologia desta saga são de arrancar cabelos. Além disso este livro sofre de estranhos erros de continuidade e de mudanças de opinião de personagens. Se eu não encarasse a saga de forma tão levezinha, já a teria abandonado.

Fez-me refletir sobre: Porque é que a escritora não tem um controlo maior sobre datas, lugares e mitologia.

Immortal Rider

Lido no Kindle
Lido em Inglês
Esta opinião contém spoilers

Série: Lords of Deliverance ( #2 de #5)
Resumo: Durante a festa de noivado de Ares e Cara, Arik é arrastado para Sheoul depois de ter beijado Limos. Preso e torturado, ele não percebe como é que um simples beijo o deixou em tal situação. A verdade acaba por se revelar mais tarde já em liberdade: Limos, um dos cavaleiros do Apocalipse, é também a noiva de Satanás, algo que ela já não deseja depois de ter beijado Arik. Juntos (e com a ajuda de Ares e Thanatos) decidem que a melhor forma de se livrarem do perigo é assegurarem o agimortus de Limos e resolverem a questão do noivado dela. Entretanto o Pestilência elabora um esquema para quebrar com o selo de Thanatos, com consequências inesperadas. A frágil relação entre os cavaleiros e o Aegis fica ainda mais abalada depois do que Reagan fez a Thanatos.

Expectativa: Depois de ter gostado muito do Eternal Rider decidi continuar a ler esta saga, curiosa e viciante.

Opinião: Este segundo volume do Lords of Deliverance pareceu-me mais fraquinho do que anterior. A história de Limos e Arik é banalíssima: retira-se todos os elementos de sobrenatural e fica-se apenas com uma história simples de virgindade, mentiras e passados angustiantes. É de tal forma banal que a própria autora decidiu introduzir já a história entre Thanatos e Regan. Há muito sangue, suor e quase sexo, lágrimas q.b. também. Irrita-me ver os personagens do Demonica a ocuparem tanto espaço nestes livros, reduzindo (em vez do efeito oposto) o meu interesse em ler a saga anterior. No geral estou satisfeita com o livro, a Larissa Ione domina bem a arte de nos deixar presos ao livro e continuar a ler mas, olhando para trás, é lamentável que seja um livro que tem tão pouco para contar.
 
Pontos positivos: Os acontecimentos entre Reaver e Harvester, o que raio se passa com aqueles dois? A história entre Thanatos e Reagan, apesar de ter acontecido tudo muito de repente.
 
Pontos negativos: A forma rápida com que Arik perdoou a Limos por tudo, parecia que estava doidinho para lhe tirar a virgindade.
 
Estado de espírito: Há um mantra que preciso de repetir a mim mesma: "Não irás ler dois livros seguidos da mesma saga." Eu sei que há pessoas que não têm qualquer problema em fazê-lo mas, hoje em dia percebo que ao segundo livro já não me sinto tão cativada, que me aborreço da "voz" do autor e que tudo me parece mais do mesmo. Esperar é bom e deixar algum espaço de tempo entre livros da mesma saga é o ideal para mim.

Fez-me refletir sobre: Mentiras e mudança de vida.

Eternal Rider

1 Eternal RiderLido no Kindle
Lido em Inglês
Esta opinião contém spoilers

Série: Lords of Deliverance ( #1 de #5)

Resumo: De uma succubus e de um anjo caído foram geradas quatro crianças: três rapazes que foram trocados por crianças humanas (Reseph, Ares e Thanatos) e uma rapariga que cresceu até à idade adulta no Inferno (Limos). Quando chegaram à idade adulta os quatro foram condenados a transportar consigo os selos do apocalipse. Caso estes se quebrem, rendem-se completamente ao lado do Mal e espalharão o apocalipse sobre o Terra.
Quando o selo de Reseph se quebra, e este se transforma no Pestilência, Ares sabe que a contagem decrescente para a quebra do seu selo começou e terá de encontrar e proteger o seu agimortus. O que ele não contava é que o seu agimortus tivesse sido transferido para uma humana, Cara. Esta desconhecia a existência de hellhounds, demónios, anjos ou cavaleiros do Apocalipse mas quando um hellhound cachorro e Ares se atravessam no seu caminho, não há forma como escapar, excepto morrendo, e isso é exactamente o que não pode acontecer.

Expectativa: Nenhuma. Adquiri o livro pelas capas e escolhi lê-lo ao calhas.

Opinião: Este foi o meu primeiro contacto com um dos livros de Larissa Ione mas não será o último. A única autora que eu li que tem um estilo semelhante, tanto na criação do universo assim como no desenrolar da acção e romance, é a Sherrilyn Kenyon (autora da saga O Predador da Noite). As primeiras páginas foram um pouco complicadas para mim: muitos nomes, muita acção, senti-me jogada para universo estranho e complicado. No entanto o livro foi viciante o suficiente para continuar a ler. Rapidamente afeiçoei-me aos protagonistas e a cada reviravolta de enredo eu roubava a mim mesma uma hora de sono.
Cara e Ares são ambos o produto de um passado atormentado e o par mais improvável de acontecer: ele é o todo-poderoso Senhor da Guerra, um dos Cavaleiros do Apocalipse e Cara é o frágil produto dos traumas do seu passado, uma mulher sozinha e sem família. No entanto, na iminência do Apocalipse, o amor e o sexo acontecem. Apesar de apreciar que estes livros tenham cenas mais picantes, confesso que as deste livro, apesar de serem bem descritivas (e detalhadas!!), parecem ter acontecido nas alturas mais estranhas. Houve um momento em que pensei: "Ok, o Apocalipse está prestes a acontecer e AGORA é que lhes apetece fazê-lo?!"
Além dos protagonistas, a história também está recheadinha de personagens interessantes. Os outros Cavaleiros do Apocalipse por exemplo, têm cada um características físicas e temperamentais bem definidas (e serão os protagonistas principais dos próximos livros, incluindo o vilão Reseph). Além deles, há todo um mundo de anjos e demónios, muitos deles emprestados da saga que precede e deu origem a esta, intitulada de Demonica.
Acção, romance, aventura e fantástico é algo que não faltou neste livro, que me encheu as medidas numa altura em que senti falta de algo leve e quente e imaginativo para ler neste verão.

Pontos positivos: O romance e a acção são doseados na forma certa, a forma viciante como tudo se desenrola, o Universo e os Cavaleiros em particular.

Pontos negativos: A inclusão dos personagens da saga Demónica, que fez pouco ou nenhum sentido para quem não os conhece. Acredito que deve ter sido excelente para os fãs que já os conheciam mas para mim foi apenas estranho e demasiado. A constante menção às unhas cravadas na pele do protagonista masculino durante as cenas mais hot.

Estado de espírito: Depois de umas férias um pouco depressivas resolvi pausar o livro que tinha em mãos e escapar para um romance paranormal. Eternal Rider acabou por ser rebuscado e romântico o suficiente para me encher as medidas e ofereceu-me o escape que procurava.

Fez-me refletir sobre: Dos actos de bondade podem vir grandes recompensas.

Duas sagas, três contos

"Zane's Tale", de Jill Myles

Pensei, erradamente, que este conto se inseria noutro momento da história (porque é que Zane abandona a Jackie a meio do 2º livro). 
Na verdade o conto não explica porque é que ele abandonou a Jackie nem contribui com nada de especial para a saga. Apenas serve para mostrar que ele gosta da Jackie e que tem saudades dela, além de aproveitar para ter uma cena de ciúmes do Noah, aquele que a protege e cuida dela quando o Zane desaparece. 
Enfim, cada vez menos percebo o encanto desta personagem. 



"Succubus, Interrupted", de Jill Myles

Este conto, da mesma saga que o conto anterior, é mais focado na amiga succubus de Jackie, a Remy. Basicamente explica que a Remy apenas tem um dos seus criadores vivos e que este exige o seu regresso a cada 100 anos, dando-lhe em troca 100 anos de liberdade. Inconformada com a situação da amiga Jackie decide acompanhá-la e tentar convencer o Serim a libertar Remy dos seus deveres.
Os eventos decorrem depois dos eventos do 3º livro e a cena inicial está relacionada com a promessa que Jackie fez a Gabriel.
O conto está engraçado e é bem humorado mas incomoda-me imenso a tendência que a autora tem de emburrecer os personagens em redor de Jackie para que esta pareça melhor. Senti isso no caso da Remy: voltou-se a enfatizar a superficialidade de Remy para mostrar a inteligência de Jackie e a utilidade e importância de Zane. Mais uma vez mostrou-se o quanto os Serins são maus, mais uma vez as únicas cenas de sexo "vistas" foram as de Jackie.
Podia ter sido bem melhor.

 

"Tethered", de Meljean Brook

Esta saga é actualmente uma das minhas favoritas e foi um privilégio poder ler este conto antes da sua publicação. 
Uma das características que mais gosto é a forma como a autora interliga vários pontos, personagens, locais do universo "The Iron Seas". No caso de Tethered reencontramos Archimedes Fox e Lady Corsair vários meses após o seu casamento, numa aventura que os leva a um dos locais mais assustadores a qualquer capitão do ar (quem leu o The Iron Duke irá rapidamente reconhecer o local).
Tethered significa em português amarrado, e é sobre isso mesmo que fala este conto: não só as amarras que podem prender a nave mas também as amarras que nos prendem aqueles que amamos. Para quem amou o Archimedes Fox em Heart of Steel irá certamente adorar reencontrá-lo.
"You're an incredible man, Archimedes Fox." He often thought so, too.

O Beijo das Sombras


Resumo: Meredith Gentry trabalha em Los Angeles como detective privada e é simultaneamente uma princesa fada em fuga da corte. A sua verdadeira identidade está bem camuflada até que surge na agência um caso invulgar: uma mulher traída pelo marido e a amante deste juntam-se para denunciá-lo de lançar um feitiço com potencialidade de matar a mulher dele. Na tentativa de desmascará-lo Merry é vítima de um feitiço e acaba por revelar a sua verdadeira natureza. A partir desse momento é apenas uma questão de tempo até voltar a ser recapturada e levada para a corte mas Meredith descobre que a sua tia, a Rainha da corte Unselee não a quer morta, pelo contrário. Ao regressar à corte, a princesa Meredith descobre porque quer a sua tia mantê-la viva, reencontra velhos inimigos, descobre um Poder e faz novos amigos entre os guardas da rainha.

Expectativa: Sabia que era um livro de fantasia urbana e que esta escritora tinha fama pela sua escrita "picante" mas sinceramente a minha expectativa era relativamente baixa, devido às criticas negativas que já tinha lido.

Opinião: 
Se há livros sobre os quais não tenho uma opinião definitiva quando os termino, este é um deles. Gostei mas também não gostei e tenho tido algumas dificuldades em decidir qual dos dois sentimentos é o que pesa mais.
Se por um lado achei o enredo muito fraquinho, que não justificasse o seu peso e tamanho, por outro lado gostei do universo que o livro apresenta: multifacetado, negro, perigoso. Não lhe encontrei nada que fosse realmente cativante mas por alguma razão dei por mim viciada na leitura, expectante sobre o que iria acontecer a seguir. Gosto muito de cenas "hot" e este livro tem muitas mas tão bizarras e sem razão real para acontecerem que acabam por serem enormes turn-offs.
O crime inicial resolve-se quase por si mesmo e todo o resto do livro é a Meredith a ir de um sitio para o outro, de uma forma muito demorada. Cada cena tinha diálogos intermináveis que nada mais eram do que se a protagonista deveria ou não regressar ao reino das fadas e o risco que ela corria. No entanto, e tal como já disse, dei por mim como que viciada no livro, porque como cada cena demorava muito a desenvolver estava sempre na ansiedade de saber mais.
Resumido: está longe de ser um dos daqueles livros que goste de ler mas, como é o primeiro de uma saga, prefiro tirar as minhas conclusões definitivas daqui a dois ou três livros.

Pontos Positivos: O universo criado de um mundo de fadas que coexiste num mundo igual ao nosso, o pouco mistério que o livro teve foi interessante, o facto da Meredith ser baixinha.

Pontos Negativos: Confesso que tanto sexo e sensualismo sem romance me meteu alguma confusão e teve o efeito oposto ao desejado. Todo o livro parece uma fantasia sexual muito elaborada com variedade suficiente para constituir um jardim zoológico. Há um que tem tentáculos e tudo.

Estado de espírito: Nem boa nem má, estava a desejar regressar ao romance paranormal e fiquei imediatamente farta assim que o terminei.

Fez-me refletir sobre: Sexo sem sentimentos, que há mentes bem mais perversas que a minha, tramas palacianas.

My Fair Succubi

 

Lido no Kindle
Lido em Inglês


Esta opinião contém spoilers

Resumo: Jackie está a viver há 6 meses na selva do Perú com Noah e cheia de saudades de Zane. Noah surpreende-a com um pedido de casamento mas, antes que a confusa Jackie possa responder que "para sempre" é tempo demais, ambos são levados pelos Serim para serem julgados pelos pecados cometidos pela Jackie. Ajudada por Ethan, um belo e inocente Ninphillin, Jackie foge das garras de Ariel, um Serim determinado a engravidá-la, deixando Noah para trás. Ela só tem uma forma de o recuperar: ajudar a sua amiga Remy a livrar-se do halo que a possui (chamado Joaquim) e entregá-lo ao arcanjo Gabriel. Só assim poderá ajudar a sua amiga, libertar Noah e salvar o mundo.
Ao regressar a New City Jackie descobre que Remy está desaparecida e que apenas os vampiros a poderão ajudar. Reencontra Zane, que está proibido pela rainha de lhe tocar. Caleb, um dos vampiros instruído de os ajudar realiza uma cerimónia para extrair Joaquim da Remy mas acaba por transferir o halo para dentro de si. Jackie tem de encontrar uma forma de recuperar o halo, levá-lo a Gabriel sem se cruzar com a rainha.
No meio disto tudo Jackie descobre finalmente, por causa de uma pintura que Noah tem guardada, porque é que foi transformada em succubus: Zane e Noah tiveram no passado apaixonados pela mesma mulher e Jackie é a cópia viva dela.

Expectativa: Pensava que este era o último livro da saga e por isso estava muito curiosa para saber como alguns pontos iriam ser rematados e com quem Jackie ia ficar no final.

Opinião: Depois de uma primeira impressão pouco positiva do primeiro livro e outra melhor do segundo posso dizer que ao terceiro foi de vez. Estou rendida a esta série de livros: divertidos, leves, com romance, paranormal e hotness quanto baste.
Jackie parece menos idiota e mais centrada. Neste livro é arrastada para as situações, não as provoca por mera burrice e isso tornou-a, a meus olhos, mais agradável. Nem sempre é tarefa fácil ler um livro do qual não se morre de amores pela protagonista feminina, pelo menos para mim. O que este livro teve de muito bom foi que entrelaçou no seu enredo os problemas dos primeiros dois livros: Remy continuava possuída por Joaquim e Jackie é condenada pelos Serim por ter entregue outro succubus a um demónio. Tudo se resolve mais ou menos neste livro. Outra grande questão era "Porque é que o Zane escolheu a Jackie para transformar em succubus?" (essa parte da história é contada no conto Foreplay) também é aqui explicada e não estava muito longe daquilo que eu imaginava.
Enredos à parte, o grande encanto destes livros é abordar a poligamia feminina com pouca ou nenhuma culpa. Jackie tem dois amores que em nada são iguais: Noah é loiro, rico e o seu rochedo, aquele com que ela pode sempre contar. Zane é moreno, perigoso e vampiro, uma espécie de sonho molhado de toda a rapariguinha boa que quer ser má. Ambos apetecíveis e ambos a pressionarem Jackie constantemente para escolher um deles. Que pena tive eu que não tivesse sido ela a escolher mas, há um momento em que Jackie decide abdicar um dos dois por amor e é nesse momento que ela percebe quem realmente ama.
Podia a saga ter terminado aqui e terminava muito bem mas o final deixou em aberto algumas situações para manter a sua continuidade. Assim, brevemente sairá o quarto livro "Succubi are forever" e até lá ainda terei dois contos para ler: "Zane's Tale" e "Succubus, Interrupted".

Pontos Positivos: As cenas hot estão bem melhores, livros divertidos e leves de ler.

Pontos Negativos: As piadinhas a meio das cenas de maior perigo, como cenas de luta e a Jackie vai e pensa algo totalmente idiota.

Estado de Espírito: Bem, usei este livro para contrabalançar uma leitura mais pesada.

Fez-me refletir sobre: Poligamia feminina

Soulless

SoullessLido em Inglês

Resumo:
Alexia Tarabotti é uma solteirona inglesa de ascendência italiana. Além disso não tem alma, pormenor que não a incomoda muito mas que significa que ela é um dos poucos prenaturais existentes em território britânico, capaz de neutralizar os poderes de qualquer vampiro, lobisomem ou fantasma. Por isso mesmo não é difícil Alexia meter-se em sarilhos com qualquer uma destas entidades sobrenaturais, dando muitas dores de cabeça a Lord Maccon, o macho Alfa da matilha de Lobisomens de Londres e chefe do BUR (Bureau of Unnatural Registry). Quando Alexia mata acidentalmente um vampiro dá-se início a uma investigação sobre o aparecimento destes vampiros mal vestidos e mal educados, o desaparecimento de vampiros e lobisomens solitários e uma sociedade secreta de cientistas com uma curiosidade científica muito pouco ortodoxa.

 


Expectativa: Não tinha grande expectativa (e talvez melhor assim). Apesar das boas opiniões de pessoas cujas opiniões valorizo pressenti que não seria bem o meu tipo de leitura de eleição.

Opinião:
Ora aqui está uma opinião difícil de escrever porque tanto adorei como detestei este livro, pelas razões que vou passar a explicar.
O primeiro impacto que tive com Soulless foi a linguagem. Já é um bocadinho complicado para mim ler em inglês (mas até me desenrasco relativamente bem) mas a autora tentou ser fiel ao que seria a linguagem dos ingleses do séc. XIX, recorrendo a vocabulário mais rebuscado e pouco usual. Por isso mesmo dei por mim a não perceber certas piadas e a ficar frustrada com isso. O tipo de humor é “nonsense” e que funciona muito bem sendo, sem dúvida, um dos seus pontos fortes. Tudo parece um pouco bizarro: uma senhora inglesa com vestidos elaborados a matar um vampiro com um acessório para prender o cabelo e fingir um desmaio para pouco depois beber uma chávena de chá enquanto fala com dois lobisomens.
A seguir é a criatividade. Apesar de retratar vampiros, lobisomens e outras entidades sobrenaturais integrados na sociedade (Olá Sangue Fresco!), esta é uma sociedade do séc. XIX, uma versão alternativa à nossa em que os sobrenaturais se revelaram ao mundo durante o Renascimento e por isso a sua tecnologia é mais desenvolvida para a época. A Gail Carringer conseguiu surpreender-me várias vezes, tanto com o conceito de “prenatural”, ou sem alma, ou por ter adoptado vampiros e lobisomens sob a sua forma mais tradicional: não podem ver o sol, animais noctívagos e que enlouquecem com a lua cheia. Também gostei bastante do mistério no livro que, apesar de pouco elaborado e até um pouco previsível apresentou-se como suficientemente interessante e diferente de outros que já tinha lido.
O que eu não gostei muito foi do romance. Porque este livro é, na sua forma mais simples, um livro de literatura romântica. Um daqueles muito fraquinhos e cheios de clichés que me fazem ranger os dentes.
Alexia é o cliché de “menina inteligente e feia”: por ser inglesa mas de ascendência italiana tem um nariz aquilino e a pele mais escura, deixando-a de fora dos padrões de beleza aceitáveis. Basicamente Alexia acha-se feia e esse facto é-nos repetido, mencionando ou a pele ou nariz, vezes e vezes sem conta. As observações acutilantes de Alexia perante as situações são bem divertidas mas, ao contrário do que a autora nos quis fazer acreditar, não achei a Miss Alexia Tarabotti nada de inteligente por aí além. Apenas metediça. O romance entre ela e Lord Maccon oferece-nos momentos muito interessantes e adorei a forma como os dois interagem. Lord Maccon é o primeiro lobisomem que eu gostei realmente de ler e um bom herói romântico: forte, grande, teimoso, alfa e paciente. É que eu tenho este problema: quando passam o livro inteiro a dizer-me que certa pessoa é feia e a escritora não a consegue dotar (na minha opinião) com a devida inteligência, apesar de ter tentado, é-me muito difícil perceber o que é que o herói romântico vê nela. Tudo me pareceu muito forçado, muito óbvio e sem grandes obstáculos. O final foi perfeito, demasiado perfeito para o meu gosto.
Os personagens secundários só existem para que os principais pareçam melhores. O Professor Lyall e a Miss Hisselpenny são o exemplo disso, assim como as duas irmãs bonitas e burras de Alexia. O Lord Akeldama é a personagem gay do livro (ai, os estereótipos).
Em conclusão, Soulless é um livro romântico e levezinho, com um mistério e alguma acção. É um bom livro para quem gosta do chamado romance paranormal ou histórico e uma excelente introdução ao steampunk pois tem muito pouco mas o suficiente para aguçar o apetite por mais. É também um bom primeiro livro para uma autora que acredito que será capaz de fazer melhor.

Pontos positivos:
O humor e a criatividade, os elementos steampunk, o Lord Maccon.

Pontos negativos:
A previsibilidade da história e do romance. Cada cena era um momento “ó não, lá vão eles sentarem-se e conversar durante o chá”. Tudo me pareceu uma sequência de diálogos interrompido apenas por três ou quatro cenas de acção.

Estado de espírito:
Boa, apesar de este não ser bem o livro que me apetecia ler agora. No entanto, e já na fase final da leitura, ajudou-me bastante a não pensar em nada.

Fez-me refletir sobre:
Até os seres sobrenaturais precisam de preencher papelada. As miúdas feias também têm direito a divertirem-se.
Nota: Este livro foi emprestado pela WhiteLady3.

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