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Telmixa

Mix de leituras, organização, tv, filmes, tecnologia e de mim, claro!

Telmixa

Mix de leituras, organização, tv, filmes, tecnologia e de mim, claro!

A Revolta

revoltaSérie: Jogos da Fome (#3 de 3)

~~Esta opinião contém MUITOS spoilers.~~

Resumo: Depois de ter sido resgatada da arena Katniss acorda para uma realidade muito diferente: o Distrito 12 foi completamente destruído pelo Capitólio e apenas a sua família e alguns habitantes sobreviveram. Vivem agora como refugiados no Distrito 13. Esse é o único Distrito que pode agora comandar uma revolução contra o Capitólio e Katniss é o símbolo dessa revolução. Esse é um papel que Katniss aceita com relutância pois sente que está a ser manipulada pelos rebeldes da mesma forma que foi pelo Presidente Snow. Quando Peeta e os outros são recapturados, Peeta está muito diferente do que estava antes e Katniss tem apenas uma missão final em mente: matar o Presidente Snow. Essa perigosa missão, através de Capitólio cheio de armadilhas vai ceifar muitas vidas, colocar em causa a sanidade de Katniss e até o sucesso da revolução.

Expectativa: Terminei a leitura do segundo volume e imediatamente peguei neste para ler.

Opinião: Apesar de ser uma trilogia viciante e de ter gostado muito do mundo distópico, da reflexão política e social que provoca, a verdade é que não fiquei realmente satisfeita da forma como terminou esta história. Como nos livros anteriores, neste “A Revolta” há a pressão sobre Katniss para ela fazer o que não quer, o que ela quer fazer e o que ela deve fazer. Há bons momentos íntimos dela com a família, cenas de batalha excitantes, momentos angustiantes, bem… emoções ao rubro. Vivemos com a Katniss tudo aquilo o que ela vive. Por isso é que não compreendo e nunca compreendi o assunto “Peeta vs Gayle”, porque sempre me pareceu sentimentos deslocados, forçados até. Há um momento no capítulo 24 que ela diz: “Neste momento a escolha seria simples. Consigo sobreviver muito bem sem nenhum dos dois.” Juro que joguei foguetes e serpentinas e tudo. E, se realmente daí em diante, as suas acções deixam de ser dominadas pela pressão que cada um deles exerce sobre ela, a verdade é que há um “vencedor” no fim. O que é que eu lamento mais neste livro foi a perda de personagens importantes e principalmente de a Katniss ter ficado num estado completamente quebrado no fim. Talvez eu tivesse sonhado com um fim apoteótico mas as guerras nunca são “limpas” por isso um final feliz talvez fosse um pouco rebuscado.
“A Revolta” é assim: ao fim de uma semana continuo sem palavras para descrever o que achei deste livro. Não foi mau mas não foi bom. Talvez esquizofrénico seja uma boa palavra para o descrever.
As 4 estrelas devem-se à crítica política e social. A manipulação, a sede de poder, as vítimas, os “jogos”, tudo foi bem pensado. Nenhum personagem surgiu para “resolver” uma cena e este livro fecha bem a critica que a autora tentou passar. A esse nível a construção da história é louvável e como poucos autores “best-sellers” conseguem fazer. 

Pontos positivos: A crítica política e social. O desfecho político. 

Pontos negativos: O fim “uns anos mais tarde a minha vida é assim” era totalmente dispensável. 

Estado de espírito: Bom, estava de férias! Fim-de-ano! 

Fez-me refletir sobre: As vítimas de guerra.

Em Chamas

Série: Jogos da Fome (#2 de 3)

~~Esta opinião contém MUITOS spoilers.~~
Resumo: Depois de ter ganho os Jogos da Fome, Katniss está de regresso ao Distrito 12 e a tentar recuperar a sua vida anterior mas nada está na mesma: o Gale está a trabalhar nas minas e não pode caçar, ela e a sua família vivem agora na aldeia dos vencedores, assim como a família do Peeta. Apesar de o ter salvo, Katniss limita as suas conversas com Peeta ao mínimo possível mas isso irá mudar agora que têm de fazer o tour pelos distritos e continuarem com a mentira que estão apaixonados. É com a visita do Presidente Snow que Katniss toma conhecimento de que a sua estratégia das bagas foi vista por alguns distritos como um acto de rebeldia, um desafio ao Capitólio e que, por isso, deve interpretar no seu melhor o papel de vencedora apaixonada. De regresso ao Distrito 12 Katniss descobre através de duas fugitivas como é que os rebeldes vêm a Katniss como símbolo da revolução e porque é que o presidente Snow a vê como uma ameaça. Além disso os rebeldes acreditam na existência do Distrito 13, apesar de tudo fazer crer que este ficou totalmente destruído na guerra. É então que a maior surpresa de todas acontece: em comemoração do 3º Quarteirão dos Jogos da Fome, todos os anteriores tributos vencedores deverão ser novamente sorteados e Katniss e Peeta voltam novamente à arena para uns Jogos muito diferentes dos anteriores.
Expectativa: Como o livro do meio da trilogia, não esperava que fosse grande coisa, principalmente quando é normalmente apontado, para quem já leu tudo, como o menos favorito dos três.
Opinião: Vou começar a minha opinião com a opinião de outras pessoas com quem falei: É um livro que podia ter dispensado muitas partes ou ser assimilado pelos outros dois. Pessoalmente não concordo. Gostei muito deste livro e compreendo a necessidade de criar 3 livros. Enquanto que no primeiro livro conhecemos o mundo de Katniss e vemo-la passar de desconhecida e possível “carne para canhão” a vencedora dos Jogos da Fome, neste 2º livro temos a reação de quem esteve de fora e a forma como a sua atitude acendeu a chama da rebeldia. É o início da revolução que retrata este livro.
ADORO toda a crítica política e social dos Jogos da Fome e neste “Em Chamas” essa crítica é mais frontal e crua que no livro anterior: as pessoas do Capitólio vivem na abundância, enquanto os restantes distritos passam fome, e desconhecem (ou simplesmente não querem saber) como vivem mal as pessoas dos outros distritos. Os media como manipuladores da opinião. Os Jogos, a fome e a violência como forma de manterem reféns populações inteiras.
A manipulação sobre Katniss ganha novas proporções: Ela ainda está rancorosa com Haymitch e Peeta com a pseudo-paixão na arena e agora temos o Snow a tentar, através do medo, que ela não instigue à rebeldia e os outros tributos que mais parecem querer ajudá-la que matá-la, o que não faz muito sentido, até ao fim do fim do livro. Nós leitores vivemos através dos olhos dela essa manipulação, desconhecemos todos os factos, tudo o que se passa em redor dela e por isso “Em Chamas” é como um grande puzzle que só faz todo sentido no fim.
Então, porque é que eu dei apenas 4 estrelas a este livro se gostei tanto dele? Fácil: Casamento, bébé, “tenho que proteger o Peeta, tenho que salvar o Peeta”. Aaahh, triângulo amorosos, odeio-os. Detesto ter que gramar com a Katniss constantemente a pensar no Gale quando está fora da arena e no Peeta quando está na arena, ao ponto de me dar vómitos. Não gosto desta telenovela mesmo que compreenda que é parte essencial para que Katniss evolua como personagem.
Em conclusão, eu gostei muito do “Em Chamas”, pois é um elo essencial nesta trilogia.
Pontos positivos: As reviravoltas, a crítica política e social, as excelentes personagens secundárias.
Pontos negativos: “Salvar o Peeta”, “proteger o Peeta”, “ai o Gale” e os momentos “emo” como por exemplo a reação que teve quando soube que ia regressar à arena.
Estado de espírito: Bom, apesar de andar um pouco stressada nesta altura do ano. Foi um bom escape!
Fez-me refletir sobre: Sobre o quanto os nossos políticos e meios de comunicação manipulam a nossa informação, para que sejamos constantemente “gado manso”, que não reage mesmo quando temos de enfrentar o matadouro.

Os Jogos da Fome - o filme

Li o livro este ano e gostei tanto que preferi deixar a leitura do segundo livro até sair o terceiro em português. "Os Jogos da Fome" foi sem dúvida um dos meus favoritos do ano e estou muito MUITO entusiasmada com o filme. Jennifer Lawrence é uma excelente actriz e o que o trailer mostra é que o filme não vai desapontar. Claro que omitiram do trailer tudo o que se passa na arena porque é na arena que tudo se torna interessante. Agora é meter a contagem decrescente até Março de 2012.

Os Jogos da Fome

Série: Jogos da Fome (#1 de 3)


Resumo: Numa América do Norte pós-apocalíptica, agora conhecida por Panem, Katniss Everdeen é uma adolescente do distrito 12, um dos mais pobres, onde todos os dias sai para caçar ilegalmente e assim garantir alguma comida à sua família. A história começa no dia do sorteio para os Jogos da Fome, um evento sangrento que obriga que dois jovens de cada distrito a lutar numa arena, até à morte. Por um azar do acaso a irmã de Katniss é sorteada mas esta oferece-se para ir no seu lugar. Katniss e Peeta, o filho do padeiro, são então levados para o Capitólio onde são preparados para os Jogos. No entanto, uma revelação por parte de Peeta, e com o apoio de Haymitch, poderá garantir a sobrevivência não de um mas de dois tributos. Tudo dependerá da forma como jogarem nos Jogos da Fome.

Crítica: Tomei conhecimento desta trilogia o ano passado, no dia em que foi publicado o último livro "Mockingjay". A minha timeline americana, com quem normalmente falo de Sangue Fresco estava eufórica e bastou perguntar do que falavam para ter todas as respostas que procurava. Apesar de ser um livro que foi comercializado como juvenil (young adult) a verdade é que os Jogos da Fome são muito mais do que isso, e ainda bem. É uma distopia que tem um tema cruel como base e todo o livro está bem pensado, o mundo bem concebido e é credível. A leitura é altamente viciante, mesmo naquela parte de preparação para os jogos em que eles não fazem mais nada senão comer (ok, fazem outras coisas mas parece que só pensam em comida). Durante boa parte do livro pensei: "Hum... a Katniss parece-me estranhamente familiar." Mas foi só quando entrou na arena que consegui perceber com quem era parecida: Lara Croft, dos jogos Tomb Raider. Para quem jogou (como eu) sabe o que é passar horas a correr, a pular e a descobrir coisas com a Lara. A sensação de ler este livro é muito semelhante: trepamos às árvores, caçamos, comemos, fugimos e atacamos com a Katniss. Passamos o período de duas semanas na arena nos pensamentos dela mas, ao contrário de outros livros que li, não é maçudo ou estilo "guião de filme". É neste pormenor que eu dou mais uma estrela em comparação, por exemplo, com o Carbono Alterado, outro livro de FC que gostei bastante mas que tornava-se confuso nas cenas de acção. Quanto à história romântica, que não é bem romântica mas é... é interessante e necessária. É o que por vezes move as personagens numa determinada direcção. Acho que tem várias interpretações e por isso é que eu gostei do relacionamento romântico. Todos os capítulos terminam num "clifhanger" assim como o final mas nem isso me deixou stressada. Gostei mesmo muito deste livro.
Pontos positivos: A escrita, o mundo criado e as motivações altruístas de Katniss. Uma heroína completa na minha opinião.
Pontos negativos: Não tem.
Fez-me reflectir sobre: Fome, sobrevivência, política manipulativa.
Nota: A trilogia vai ser adaptada ao cinema e gostei muito da escolha para Katniss, a talentosa Jennifer Lawrence. Fico também ansiosa pelo filme!

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