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Telmixa

Mix de leituras, organização, tv, filmes, tecnologia e de mim, claro!

Telmixa

Mix de leituras, organização, tv, filmes, tecnologia e de mim, claro!

Duas sagas, três contos

"Zane's Tale", de Jill Myles

Pensei, erradamente, que este conto se inseria noutro momento da história (porque é que Zane abandona a Jackie a meio do 2º livro). 
Na verdade o conto não explica porque é que ele abandonou a Jackie nem contribui com nada de especial para a saga. Apenas serve para mostrar que ele gosta da Jackie e que tem saudades dela, além de aproveitar para ter uma cena de ciúmes do Noah, aquele que a protege e cuida dela quando o Zane desaparece. 
Enfim, cada vez menos percebo o encanto desta personagem. 



"Succubus, Interrupted", de Jill Myles

Este conto, da mesma saga que o conto anterior, é mais focado na amiga succubus de Jackie, a Remy. Basicamente explica que a Remy apenas tem um dos seus criadores vivos e que este exige o seu regresso a cada 100 anos, dando-lhe em troca 100 anos de liberdade. Inconformada com a situação da amiga Jackie decide acompanhá-la e tentar convencer o Serim a libertar Remy dos seus deveres.
Os eventos decorrem depois dos eventos do 3º livro e a cena inicial está relacionada com a promessa que Jackie fez a Gabriel.
O conto está engraçado e é bem humorado mas incomoda-me imenso a tendência que a autora tem de emburrecer os personagens em redor de Jackie para que esta pareça melhor. Senti isso no caso da Remy: voltou-se a enfatizar a superficialidade de Remy para mostrar a inteligência de Jackie e a utilidade e importância de Zane. Mais uma vez mostrou-se o quanto os Serins são maus, mais uma vez as únicas cenas de sexo "vistas" foram as de Jackie.
Podia ter sido bem melhor.

 

"Tethered", de Meljean Brook

Esta saga é actualmente uma das minhas favoritas e foi um privilégio poder ler este conto antes da sua publicação. 
Uma das características que mais gosto é a forma como a autora interliga vários pontos, personagens, locais do universo "The Iron Seas". No caso de Tethered reencontramos Archimedes Fox e Lady Corsair vários meses após o seu casamento, numa aventura que os leva a um dos locais mais assustadores a qualquer capitão do ar (quem leu o The Iron Duke irá rapidamente reconhecer o local).
Tethered significa em português amarrado, e é sobre isso mesmo que fala este conto: não só as amarras que podem prender a nave mas também as amarras que nos prendem aqueles que amamos. Para quem amou o Archimedes Fox em Heart of Steel irá certamente adorar reencontrá-lo.
"You're an incredible man, Archimedes Fox." He often thought so, too.

My Fair Succubi

 

Lido no Kindle
Lido em Inglês


Esta opinião contém spoilers

Resumo: Jackie está a viver há 6 meses na selva do Perú com Noah e cheia de saudades de Zane. Noah surpreende-a com um pedido de casamento mas, antes que a confusa Jackie possa responder que "para sempre" é tempo demais, ambos são levados pelos Serim para serem julgados pelos pecados cometidos pela Jackie. Ajudada por Ethan, um belo e inocente Ninphillin, Jackie foge das garras de Ariel, um Serim determinado a engravidá-la, deixando Noah para trás. Ela só tem uma forma de o recuperar: ajudar a sua amiga Remy a livrar-se do halo que a possui (chamado Joaquim) e entregá-lo ao arcanjo Gabriel. Só assim poderá ajudar a sua amiga, libertar Noah e salvar o mundo.
Ao regressar a New City Jackie descobre que Remy está desaparecida e que apenas os vampiros a poderão ajudar. Reencontra Zane, que está proibido pela rainha de lhe tocar. Caleb, um dos vampiros instruído de os ajudar realiza uma cerimónia para extrair Joaquim da Remy mas acaba por transferir o halo para dentro de si. Jackie tem de encontrar uma forma de recuperar o halo, levá-lo a Gabriel sem se cruzar com a rainha.
No meio disto tudo Jackie descobre finalmente, por causa de uma pintura que Noah tem guardada, porque é que foi transformada em succubus: Zane e Noah tiveram no passado apaixonados pela mesma mulher e Jackie é a cópia viva dela.

Expectativa: Pensava que este era o último livro da saga e por isso estava muito curiosa para saber como alguns pontos iriam ser rematados e com quem Jackie ia ficar no final.

Opinião: Depois de uma primeira impressão pouco positiva do primeiro livro e outra melhor do segundo posso dizer que ao terceiro foi de vez. Estou rendida a esta série de livros: divertidos, leves, com romance, paranormal e hotness quanto baste.
Jackie parece menos idiota e mais centrada. Neste livro é arrastada para as situações, não as provoca por mera burrice e isso tornou-a, a meus olhos, mais agradável. Nem sempre é tarefa fácil ler um livro do qual não se morre de amores pela protagonista feminina, pelo menos para mim. O que este livro teve de muito bom foi que entrelaçou no seu enredo os problemas dos primeiros dois livros: Remy continuava possuída por Joaquim e Jackie é condenada pelos Serim por ter entregue outro succubus a um demónio. Tudo se resolve mais ou menos neste livro. Outra grande questão era "Porque é que o Zane escolheu a Jackie para transformar em succubus?" (essa parte da história é contada no conto Foreplay) também é aqui explicada e não estava muito longe daquilo que eu imaginava.
Enredos à parte, o grande encanto destes livros é abordar a poligamia feminina com pouca ou nenhuma culpa. Jackie tem dois amores que em nada são iguais: Noah é loiro, rico e o seu rochedo, aquele com que ela pode sempre contar. Zane é moreno, perigoso e vampiro, uma espécie de sonho molhado de toda a rapariguinha boa que quer ser má. Ambos apetecíveis e ambos a pressionarem Jackie constantemente para escolher um deles. Que pena tive eu que não tivesse sido ela a escolher mas, há um momento em que Jackie decide abdicar um dos dois por amor e é nesse momento que ela percebe quem realmente ama.
Podia a saga ter terminado aqui e terminava muito bem mas o final deixou em aberto algumas situações para manter a sua continuidade. Assim, brevemente sairá o quarto livro "Succubi are forever" e até lá ainda terei dois contos para ler: "Zane's Tale" e "Succubus, Interrupted".

Pontos Positivos: As cenas hot estão bem melhores, livros divertidos e leves de ler.

Pontos Negativos: As piadinhas a meio das cenas de maior perigo, como cenas de luta e a Jackie vai e pensa algo totalmente idiota.

Estado de Espírito: Bem, usei este livro para contrabalançar uma leitura mais pesada.

Fez-me refletir sobre: Poligamia feminina

Succubi Like It Hot

succubiResumo: Jackie estabeleceu uma rotina simpática com os seus dois criadores: Zane à noite, Noah durante o dia. No entanto é um equilíbrio frágil, dado que ambos não se podem nem ver nem veem com bons olhos terem de partilhar Jackie. Esse equilíbrio desaparece rapidamente quando uma maldição cai sobre Jackie obrigando-a fazer um acordo com um demónio para encontrar uma sacerdotisa voodoo em Nova Orleães que a poderá ajudar. Remy decide que a melhor forma de chegarem a Nova Orleães é fazerem um tour porno em que Jackie será a sua assistente e é assim que as duas Succumbi se fazem à estrada. Claro que tudo corre mal: Zane desaparece subitamente deixando a Jackie sozinha, Noah está zangado com ela, Remy tem um demónio dentro dela e há um estranho que persegue Jackie e a tenta raptar. Tudo corre mal mas Jackie consegue desenvencilhar-se sozinha de toda a situação e descobrir o que se passa com Zane.

Expectativa: Um livro leve e divertido, sem uma história decente.


Crítica: Ah, este sim, foi muito melhor que o livro anterior, Gentlemen Prefer Succubi. Talvez eu esteja a dizer isto porque não esperava uma história de jeito e acabei por ser surpreendida pela positiva. É uma aventura mirabolante mas com cabeça tronco e membros, em que o mistério é revelado no fim e tem lógica, há momentos de verdadeiro perigo e a Jackie parece que finalmente ganhou um cérebro. O triângulo amoroso não é chato porque ambos os criadores de Jackie são amorosos à sua maneira e pessoalmente ainda não decidi qual dos dois gosto mais, o que é divertido. Mal posso esperar para ler o terceiro.

 

Estado de espírito: Boa, se bem que fiz longas pausas nesta leitura porque andava demasiado ocupada com outras coisas.
Pontos positivos: O sentido de humor, a mitologia, Remy em todos os seus estados, os criadores de Jackie.
Pontos Negativos: Fico sempre com a sensação que a autora não tem capacidade de ir mais além, o que é pena.
Fez-me reflectir sobre: Morrer com fome de sexo e jogar bingo no subconsciente e perder sempre.
E-book, lido em inglês.

Gentlemen prefer Succubi / Foreplay

Decidi fazer a crítica simultânea destas duas leituras porque Foreplay é um pequeno conto que funciona como o capítulo em falta de Gentleman prefer Succubi. 


Resumo de Gentlemen prefer Succubi: Jackie dá por si a acordar num caixote do lixo, com um sem-abrigo a roubar-lhe a mala e a insistir que ela estava morta. Confusa, tenta-se recordar como é que foi ali parar mas os detalhes são muito vagos: sabe que não foi promovida no emprego, que foi para um bar afogar as mágoas e que fez sexo com um belo desconhecido. Ou seriam dois? Um deles meteu-a na lixeira, disso não havia dúvida. Quando reencontra o belo desconhecido loiro com quem tinha passado a noite ele conta-lhe, depois de ter somado os poucos dados que ela se recordava, que ela poderá ter sido transformada em Succubi: uma mulher com capacidades sobrenaturais, como seduzir os homens e imortal. Para ter sido transformada teve de ser mordida por um vampiro e ter feito sexo com um anjo. Que naquele caso era Noah, o belo desconhecido. Após ter tentado resistir, sem sucesso, à realidade actual e aos seus novos desejos, Jackie dá por si a ser usada como peão numa guerra entre anjos e demónios-vampiros. Entre ambos os opostos, a Succubi Jackie tem agora de encontrar um equilíbrio entre os anjos e o belo Noah, e os vampiros e o delicioso Zane. 

Resumo de Foreplay: Depois de lhe ter sido negada a promoção, que tanto tinha trabalhado para ter, Jackie decide ir para um bar afogar as mágoas em álcool. Ao sair do bar, já bastante embriagada, é mordida por um vampiro que de certa forma se enternece com Jackie e, sabendo que a sua dentada tinha aumentado a libido dela, decide levá-la até Noah, para que esta se transforme numa Succubi. Noah é um anjo caído cujo castigo é matar o seu apetite sexual, que o ataca como se fosse uma fome, uma vez por mês. Quando Jackie vai ter com ele, tão ansiosa por sexo, exactamente no dia em que ele mais precisa, Noah não se recusa. Assim, Jackie, quando regressa ao vampiro, que acaba por a deixar num contentor, começa a morrer para a sua vida mortal e a nascer para ser uma Succubi.


Crítica: Gostei bastante desta história mas tenho muitos "mas" a apontar. Gostei por causa dos elementos sobrenaturais, anjos caídos e vampiros (que são anjos que venderam a alma a Lúcifer) e achei que toda a mitologia é bem explicada. O sentido de humor da autora é fantástico e toda a história está temperada de bom humor. A Jackie tem um sentido de humor sarcástico, muito semelhante ao meu, o que adorei. No entanto os elogios ficam por aqui.
Começo pela auto-imagem da personagem principal: é uma geekzinha curadora de museu com excesso de peso que ao transformar-se em Succubi passa a ser esbelta e mamalhuda, a fantasia de qualquer homem. O estereotipo de que a Jackie só passa a viver uma vida excitante após ter ficado toda boa é proporcional ao de ter perdido a inteligência durante a transformação. É de gritos a quantidade de burrices que ela faz (aliás, o enredo só desenvolve por causa disso), tudo isto intercalado com a fome de Succubi de que ela padece de dois em dois dias, e que tanto tenta negar. Porque, apesar das mamas copa duplo D e carta verde sobrenatural para ser uma tarada, ela ainda tem moral e princípios e tal. A "fome" de que falo é um desejo incontrolável de fazer sexo.
O que me leva às cenas em si (porque eu gosto de ler livros hot): Todo o desenrolar até às cenas de sexo é muito bom e como leitores agonizamos um bocado até chegar ao momento em si e depois... é rápido demais! Os personagens ficam satisfeitos mas nós não. Caraças, são anjos e vampiros e fazem sempre sexo em posição de missionário? Um deles até tem asas, mais criatividade se faz favor! Eu sei que escrever bem uma cena destas deve ser difícil mas se a intenção é escrever um livro desta natureza, há que dominar a "arte" de descrever o acto, digo eu. Enfim...
Igualmente rápido demais é o final, que depois de tanta expectativa criada se desenrola demasiado depressa, deixando-me a pensar: Ok, é só isto? Isto resolve tudo?!
No total é uma leitura leve e divertida, com os seus momentos quentes mas pouco satisfatórios e com uma história muito fraquinha. Acho que a autora tem espaço e capacidade para fazer mais e já adquiri os outros dois livros, porque acredito que irá melhorar.

Expectativa e estado de espírito: Não tinha grandes expectativas, porque não conhecia a autora mas acreditei num mínimo de qualidade, considerando uma opinião que tinha lido sobre estes livros. Como eu costumo ler este tipo de livros antes de adormecer, e considerando o quanto este é bem humorado, o estado de espírito esteve sempre muito animado.

Pontos positivos: O sentido de humor, o mundo criado.

Pontos Negativos: Fraca construção da história, direi até banal, com estereótipos que fazem imensa comichão à feminista que há em mim.

Fez-me reflectir sobre: Anjos caídos e sexo em confissionários.

E-book, lido em inglês.

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