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Telmixa

Mix de leituras, organização, tv, filmes, tecnologia e de mim, claro!

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The Handmaid's Tale / A história de uma serva, de Margaret Atwood

The Handmaid's Tale / A história de uma serva

Estive a ver um hangout sobre este livro e, grande parte do tempo em que ouvia uma das intervenientes a falar do livro, pensava: "Não, leste tudo ao contrário! Como é que é possível alguma mulher não gostar deste livro? Ultrapassado?! Nem pensar!" E de tanto pensar isto lembrei-me que ainda não tinha escrito sobre o mesmo. Acho que, por ter feito um SLNB sobre o livro, onde falei tanto sobre ele, me meteu de ressaca até agora. Contudo, ouvir alguém expressar uma opinião tão diferente da minha fez o meu sangue ferver e por isso aqui fica a minha opinião.
A Margaret Atwood revelou ser uma escritora excepcional, apresentando no "A História de uma Serva" a possibilidade arrepiante de, o mundo como o conhecemos mudar radicalmente amanhã, ser substituído por uma sociedade teocrática e despir as suas mulheres das suas identidades e direitos.
Offred é a personagem que nos guia através dos eventos. Vivemos toda a história presente e passada através dela. Ela é uma serva: como mulher fértil mas com um passado considerado "imoral", foi entregue a uma família com a finalidade de procriar e fornecer-lhes uma criança. Como é uma sociedade afectada por problemas ambientais, as crianças são o seu bem mais precioso, pois são poucas as que nascem sem problemas ou sobrevivem à gestação.
Este não é um livro para entreter ou ser agradável. Não nos dá uma conclusão moral no fim, não é essa a sua finalidade. Este é um livro para nos fazer pensar: Quem somos como sociedade, o papel do homem, da mulher, da família. O poder da religião nas nossas vidas. A falta de união entre as mulheres. Quem é realmente o sexo fraco?
Agora, enquanto ouvia a opinião de alguém que não gostou do livro dizer "Oh, isto seria impossível de acontecer nos dias de hoje" percebi o papel das "Tias" neste livro. Haverá sempre alguém que vai experienciar a realidade de outra forma, e agir de outra forma. Os nossos valores moldam-nos e temos tendência a lutar por aquilo que acreditamos. Se acreditarmos na ilusão que vivemos numa sociedade livre e segura, negamos a possibilidade de vir a perder a nossa liberdade e segurança. E não lutaremos por eles quando for necessário. Não devemos viver com medo mas é nosso dever vivermos alertas para o que nos rodeia. Este é um livro escrito em 1985 mas que ainda hoje é um verdadeiro alerta: há fragilidade nas nossas instituições, há desunião no nosso sexo (feminino), há imoralidade e há fanatismo religioso. Há a possibilidade de sermos Offreds. Basta olhar para o mundo como ele é hoje e rapidamente percebemos que o mundo está cheio delas.

 

Nomes dos personagens: Offred, Martha, Wife, Serena Joy, Ofglen, Nick, The Commander
Nomes dos lugares: Republic of Gilead
Conteúdo sexual: Pouco descritivo, incómodo.
Violência física: Alguma.
Violência psicológica: Sim, bastante.
Mensagem: Política, religiosa, social.
Pontos positivos: A voz de Offred e as suas reflexões.
Pontos negativos: Não gostei da cena de castigo em praça pública.
Fez-me reflectir sobre: Os direitos da mulher e o quanto isso afecta toda a sociedade.

Autor: Margaret Atwood
Editora: Random House
Estante: Distopia
Leitura temática: Leitura Conjunta para o SLNB
Período de leitura: de 16 de Setembro a 1 de Outubro de 2013
Formato: Ebook
Língua: Inglês
Classificação: 5 estrelas - Adorei-o! É muito bom.

 

O fim da temporada ficção pós-apocalíptica

Hoje foi o último dia da temporada da ficção pós-apocalíptica mas infelizmente eu já tinha dado o desafio como terminado há algum tempo. Apesar de motivada e de ser um tema que me interessa bastante, a verdade é que não me encontrava com o estado de espírito certo para ler sobre mais sobre o sofrimento humano. Assim sendo, a minha temporada resumiu-se a apenas dois livros, que foram simultaneamente um dos piores e um dos melhores livros do ano:
Divergent, de Veronica Roth - Provavelmente a minha pior leitura do ano. Quanto mais penso nele, mais raiva sinto do tempo que li a ter tamanha porcaria. Que lixo.
Eu sou a lenda, de Richard Matheson - Considerado já por muitos um clássico e o primeiro livro de zombies de sempre, este pequeno livro é um excelente exercício sobre a resistência humana, o instinto de sobrevivência contra a loucura, a morte e brinca com conceitos interessantes como evolução e ataques biológicos.

Por ler ficam os restantes livros da lista, para leituras no futuro, não apocalíptico.

Divergent

 

Lido em Inglês. Lido no Kindle
Série: Divergent (#1 de 3)

Resumo: Após um evento apocalíptico, a população de Chicago é dividida em quatro facções: Os Abnegados, os Intrépidos, os Cândidos, os Cordiais e os Eruditos. (Nota: vi a tradução das facções no Divergente Portugal) Beatrice tem 16 anos e prepara-se para fazer o teste que indicará qual a facção a que tem mais tendência em pertencer. O resultado é inconclusivo e Beatrice vê-se a braços com uma indecisão em vez de uma decisão. Na cerimónia ela lá acaba por decidir e abandona a sua facção (Abnegados) e vai para os Intrépidos. Passa por um período de adaptação e treino intensivo e acaba por ter de enfrentar os seus próprios medos. Entretanto ela percebe que os Eruditos estão a usar os Intrépidos e a planear um golpe de Estado para assumirem o poder da cidade. Resta-lhe a ela e a alguns outros conseguirem parar os planos dos Eruditos.
Expectativa: Foi considerado o melhor livro do ano de 2011 pelos utilizadores do Goodreads e por isso tinha-o debaixo de olho há algum tempo. Fui adiando a sua leitura por ser Young Adult mas depois de uma opinião positiva de uma amiga, decidi integrá-lo na minha "Temporada ficção pós-apocalíptica".
Opinião: Eu não consigo explicar porque é que li o livro até ao fim. Provavelmente tinha curiosidade em perceber qual era a finalidade do livro. Seja como for, livros como Divergent são a razão pela qual detesto ler YA: protagonistas irritantes e bidimensionais, enredos absurdos e desprovidos de sentido, glorificação da violência e delinquência juvenil, enfim... Confesso que estou a fazer um esforço para escrever uma opinião decente mas é difícil quando não gosto do que leio.
Como é que é possível acreditar que uma sociedade tenha aceite a ideia que conseguiria viver em "paz e harmonia" se estivesse tão vincadamente dividida por facções? E que isso obrigaria pais e filhos separarem-se sem poderem voltar a estar juntos? Como acreditar que uma pessoa se vai identificar com uma característica apenas a vida toda e viver de acordo com essa característica? Como... porque é que para ser destemido tem que se saltar de comboios e usar tatuagens e piercings? É QUE É TÃO RIDÍCULO!! Dei por mim a pensar enquanto lia: "Olha, que cliché idiota! Olha outro! E outro!" Exemplo: Beatrice decide visitar o irmão que também escolheu uma facção diferente da original, os Eruditos. Quando se vêm pela primeira vez dizem um ao outro:
"You have a tatoo," he says (...) "You have glasses", I say."
Porque toda a gente sabe que só são inteligentes pessoas que usam óculos e mauzões os que têm tatuagens. Basicamente toda a história, 80% pelo menos, é ver a Beatrice (Tris, que é o seu nome "Intrépido"), que parece uma criança de 12 anos, a levar porrada a torto e a direito, a ser odiada por outros miúdos e a namoriscar com um rapaz mais velho. No fim, os últimos 20% o pior acontece e o mundo como ela o conhecia desmorona. O livro fecha com uma passagem tão EMO como tudo o resto, valendo-me a medicação para a enxaqueca para me anestesiar o suficiente e simplesmente não querer saber de mais nada. Ugh, quero tanto esquecer que li isto!!
Estado de espírito: Bom, encontrava-me motivada para o ler.
Pontos Positivos: A capa é muito bonita.
Pontos Negativos: A protagonista, a escrita, a história.
Fez-me refletir sobre: Sobre a aceitação da sociedade americana relativamente a armas e como é, não só aceitável mas igualmente elogiado este tipo de literatura para crianças que glorifica o uso da violência.

Temporada ficção pós-apocalíptica

Supostamente, segundo o calendário Maia, o mundo acaba a 21 de Dezembro deste ano e como gracinha lembrei-me que era giro assinalar o "fim do mundo" lendo livros sobre o tema. Ou melhor, sobre o que acontece após o fim do mundo.
Das opções que tinha disponíveis tive primeiro que distinguir o que é era "pós-apocalíptico" e apenas "distópico". Feitas as distinções, e sem ordem de leitura, as minhas escolhas são as seguintes:


Kindle
  • Divergent, Veronica Roth (em inglês)
  • The last man, Mary Shelley (em inglês)
  • Boneshaker, Cherie Priest (em inglês)
  • Oryx and Crake, Margaret Atwood (em inglês)
Papel
  • A Canticle for Leibowitz, Walter M. Miller Jr. (em inglês)
  • Eu sou a lenda, Richard Matheson

Desde já agradeço à Slayra (Livros, livros e mais livros) por ter dado o "arranque" e ter feito o magnífico botão ali em cima. Também à White_lady (Este meu cantinho...) e à Diana Marques (Papéis e letras) pelo entusiasmo que também demonstraram quando lancei a ideia. A todos aqueles que se queiram juntar a esta leitura temática estão à vontade e podem saber mais neste texto.

A Revolta

revoltaSérie: Jogos da Fome (#3 de 3)

~~Esta opinião contém MUITOS spoilers.~~

Resumo: Depois de ter sido resgatada da arena Katniss acorda para uma realidade muito diferente: o Distrito 12 foi completamente destruído pelo Capitólio e apenas a sua família e alguns habitantes sobreviveram. Vivem agora como refugiados no Distrito 13. Esse é o único Distrito que pode agora comandar uma revolução contra o Capitólio e Katniss é o símbolo dessa revolução. Esse é um papel que Katniss aceita com relutância pois sente que está a ser manipulada pelos rebeldes da mesma forma que foi pelo Presidente Snow. Quando Peeta e os outros são recapturados, Peeta está muito diferente do que estava antes e Katniss tem apenas uma missão final em mente: matar o Presidente Snow. Essa perigosa missão, através de Capitólio cheio de armadilhas vai ceifar muitas vidas, colocar em causa a sanidade de Katniss e até o sucesso da revolução.

Expectativa: Terminei a leitura do segundo volume e imediatamente peguei neste para ler.

Opinião: Apesar de ser uma trilogia viciante e de ter gostado muito do mundo distópico, da reflexão política e social que provoca, a verdade é que não fiquei realmente satisfeita da forma como terminou esta história. Como nos livros anteriores, neste “A Revolta” há a pressão sobre Katniss para ela fazer o que não quer, o que ela quer fazer e o que ela deve fazer. Há bons momentos íntimos dela com a família, cenas de batalha excitantes, momentos angustiantes, bem… emoções ao rubro. Vivemos com a Katniss tudo aquilo o que ela vive. Por isso é que não compreendo e nunca compreendi o assunto “Peeta vs Gayle”, porque sempre me pareceu sentimentos deslocados, forçados até. Há um momento no capítulo 24 que ela diz: “Neste momento a escolha seria simples. Consigo sobreviver muito bem sem nenhum dos dois.” Juro que joguei foguetes e serpentinas e tudo. E, se realmente daí em diante, as suas acções deixam de ser dominadas pela pressão que cada um deles exerce sobre ela, a verdade é que há um “vencedor” no fim. O que é que eu lamento mais neste livro foi a perda de personagens importantes e principalmente de a Katniss ter ficado num estado completamente quebrado no fim. Talvez eu tivesse sonhado com um fim apoteótico mas as guerras nunca são “limpas” por isso um final feliz talvez fosse um pouco rebuscado.
“A Revolta” é assim: ao fim de uma semana continuo sem palavras para descrever o que achei deste livro. Não foi mau mas não foi bom. Talvez esquizofrénico seja uma boa palavra para o descrever.
As 4 estrelas devem-se à crítica política e social. A manipulação, a sede de poder, as vítimas, os “jogos”, tudo foi bem pensado. Nenhum personagem surgiu para “resolver” uma cena e este livro fecha bem a critica que a autora tentou passar. A esse nível a construção da história é louvável e como poucos autores “best-sellers” conseguem fazer. 

Pontos positivos: A crítica política e social. O desfecho político. 

Pontos negativos: O fim “uns anos mais tarde a minha vida é assim” era totalmente dispensável. 

Estado de espírito: Bom, estava de férias! Fim-de-ano! 

Fez-me refletir sobre: As vítimas de guerra.

Em Chamas

Série: Jogos da Fome (#2 de 3)

~~Esta opinião contém MUITOS spoilers.~~
Resumo: Depois de ter ganho os Jogos da Fome, Katniss está de regresso ao Distrito 12 e a tentar recuperar a sua vida anterior mas nada está na mesma: o Gale está a trabalhar nas minas e não pode caçar, ela e a sua família vivem agora na aldeia dos vencedores, assim como a família do Peeta. Apesar de o ter salvo, Katniss limita as suas conversas com Peeta ao mínimo possível mas isso irá mudar agora que têm de fazer o tour pelos distritos e continuarem com a mentira que estão apaixonados. É com a visita do Presidente Snow que Katniss toma conhecimento de que a sua estratégia das bagas foi vista por alguns distritos como um acto de rebeldia, um desafio ao Capitólio e que, por isso, deve interpretar no seu melhor o papel de vencedora apaixonada. De regresso ao Distrito 12 Katniss descobre através de duas fugitivas como é que os rebeldes vêm a Katniss como símbolo da revolução e porque é que o presidente Snow a vê como uma ameaça. Além disso os rebeldes acreditam na existência do Distrito 13, apesar de tudo fazer crer que este ficou totalmente destruído na guerra. É então que a maior surpresa de todas acontece: em comemoração do 3º Quarteirão dos Jogos da Fome, todos os anteriores tributos vencedores deverão ser novamente sorteados e Katniss e Peeta voltam novamente à arena para uns Jogos muito diferentes dos anteriores.
Expectativa: Como o livro do meio da trilogia, não esperava que fosse grande coisa, principalmente quando é normalmente apontado, para quem já leu tudo, como o menos favorito dos três.
Opinião: Vou começar a minha opinião com a opinião de outras pessoas com quem falei: É um livro que podia ter dispensado muitas partes ou ser assimilado pelos outros dois. Pessoalmente não concordo. Gostei muito deste livro e compreendo a necessidade de criar 3 livros. Enquanto que no primeiro livro conhecemos o mundo de Katniss e vemo-la passar de desconhecida e possível “carne para canhão” a vencedora dos Jogos da Fome, neste 2º livro temos a reação de quem esteve de fora e a forma como a sua atitude acendeu a chama da rebeldia. É o início da revolução que retrata este livro.
ADORO toda a crítica política e social dos Jogos da Fome e neste “Em Chamas” essa crítica é mais frontal e crua que no livro anterior: as pessoas do Capitólio vivem na abundância, enquanto os restantes distritos passam fome, e desconhecem (ou simplesmente não querem saber) como vivem mal as pessoas dos outros distritos. Os media como manipuladores da opinião. Os Jogos, a fome e a violência como forma de manterem reféns populações inteiras.
A manipulação sobre Katniss ganha novas proporções: Ela ainda está rancorosa com Haymitch e Peeta com a pseudo-paixão na arena e agora temos o Snow a tentar, através do medo, que ela não instigue à rebeldia e os outros tributos que mais parecem querer ajudá-la que matá-la, o que não faz muito sentido, até ao fim do fim do livro. Nós leitores vivemos através dos olhos dela essa manipulação, desconhecemos todos os factos, tudo o que se passa em redor dela e por isso “Em Chamas” é como um grande puzzle que só faz todo sentido no fim.
Então, porque é que eu dei apenas 4 estrelas a este livro se gostei tanto dele? Fácil: Casamento, bébé, “tenho que proteger o Peeta, tenho que salvar o Peeta”. Aaahh, triângulo amorosos, odeio-os. Detesto ter que gramar com a Katniss constantemente a pensar no Gale quando está fora da arena e no Peeta quando está na arena, ao ponto de me dar vómitos. Não gosto desta telenovela mesmo que compreenda que é parte essencial para que Katniss evolua como personagem.
Em conclusão, eu gostei muito do “Em Chamas”, pois é um elo essencial nesta trilogia.
Pontos positivos: As reviravoltas, a crítica política e social, as excelentes personagens secundárias.
Pontos negativos: “Salvar o Peeta”, “proteger o Peeta”, “ai o Gale” e os momentos “emo” como por exemplo a reação que teve quando soube que ia regressar à arena.
Estado de espírito: Bom, apesar de andar um pouco stressada nesta altura do ano. Foi um bom escape!
Fez-me refletir sobre: Sobre o quanto os nossos políticos e meios de comunicação manipulam a nossa informação, para que sejamos constantemente “gado manso”, que não reage mesmo quando temos de enfrentar o matadouro.

Os Jogos da Fome

Série: Jogos da Fome (#1 de 3)


Resumo: Numa América do Norte pós-apocalíptica, agora conhecida por Panem, Katniss Everdeen é uma adolescente do distrito 12, um dos mais pobres, onde todos os dias sai para caçar ilegalmente e assim garantir alguma comida à sua família. A história começa no dia do sorteio para os Jogos da Fome, um evento sangrento que obriga que dois jovens de cada distrito a lutar numa arena, até à morte. Por um azar do acaso a irmã de Katniss é sorteada mas esta oferece-se para ir no seu lugar. Katniss e Peeta, o filho do padeiro, são então levados para o Capitólio onde são preparados para os Jogos. No entanto, uma revelação por parte de Peeta, e com o apoio de Haymitch, poderá garantir a sobrevivência não de um mas de dois tributos. Tudo dependerá da forma como jogarem nos Jogos da Fome.

Crítica: Tomei conhecimento desta trilogia o ano passado, no dia em que foi publicado o último livro "Mockingjay". A minha timeline americana, com quem normalmente falo de Sangue Fresco estava eufórica e bastou perguntar do que falavam para ter todas as respostas que procurava. Apesar de ser um livro que foi comercializado como juvenil (young adult) a verdade é que os Jogos da Fome são muito mais do que isso, e ainda bem. É uma distopia que tem um tema cruel como base e todo o livro está bem pensado, o mundo bem concebido e é credível. A leitura é altamente viciante, mesmo naquela parte de preparação para os jogos em que eles não fazem mais nada senão comer (ok, fazem outras coisas mas parece que só pensam em comida). Durante boa parte do livro pensei: "Hum... a Katniss parece-me estranhamente familiar." Mas foi só quando entrou na arena que consegui perceber com quem era parecida: Lara Croft, dos jogos Tomb Raider. Para quem jogou (como eu) sabe o que é passar horas a correr, a pular e a descobrir coisas com a Lara. A sensação de ler este livro é muito semelhante: trepamos às árvores, caçamos, comemos, fugimos e atacamos com a Katniss. Passamos o período de duas semanas na arena nos pensamentos dela mas, ao contrário de outros livros que li, não é maçudo ou estilo "guião de filme". É neste pormenor que eu dou mais uma estrela em comparação, por exemplo, com o Carbono Alterado, outro livro de FC que gostei bastante mas que tornava-se confuso nas cenas de acção. Quanto à história romântica, que não é bem romântica mas é... é interessante e necessária. É o que por vezes move as personagens numa determinada direcção. Acho que tem várias interpretações e por isso é que eu gostei do relacionamento romântico. Todos os capítulos terminam num "clifhanger" assim como o final mas nem isso me deixou stressada. Gostei mesmo muito deste livro.
Pontos positivos: A escrita, o mundo criado e as motivações altruístas de Katniss. Uma heroína completa na minha opinião.
Pontos negativos: Não tem.
Fez-me reflectir sobre: Fome, sobrevivência, política manipulativa.
Nota: A trilogia vai ser adaptada ao cinema e gostei muito da escolha para Katniss, a talentosa Jennifer Lawrence. Fico também ansiosa pelo filme!

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