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Telmixa

Mix de leituras, organização, tv, filmes, tecnologia e de mim, claro!

Telmixa

Mix de leituras, organização, tv, filmes, tecnologia e de mim, claro!

Conto: The Bookmaking Habits of Select Species, de Ken Liu

Autor // Ken Liu
Estante // Conto (pode ser lido gratuitamente aqui)
Período de leitura // 6 de Julho de 2014
Formato // E-book
Língua // Inglês
Classificação // 5 estrelas: Adorei-o! É muito bom.

 

Opinião // Isto de mudar de casa obriga-nos a mudar de hábitos. Enquanto que antes chegava à cama e "apagava", agora dou por mim a dar voltas e voltas, ouvindo todos os barulhos estranhos, até adormecer. Vai daí, farta de não ter sono, decidi esticar o braço e ler algo "leve e rápido" e escolhi, entre as várias possibilidades no meu Kindle, o conto "The Bookmaking Habits of Select Species" por Ken Liu. Eu penso que tinha escolhido ler este conto por ter sido um dos finalistas do Prémio Nébula, em 2012.

O conto surpreendeu-me imediatamente por não contar uma história mas sim as diferentes formas como várias espécies no Universo lêem livros e, o que entendem por conceito de livro. Achei tão original! Foi quase como estar a assistir a um episódio do "Cosmos" mas sobre livros e hábitos de leitura. Aliens e livros!

Gostei imenso e pergunto-me porque não leio eu contos mais frequentemente. Deveria.

Duas sagas, três contos

"Zane's Tale", de Jill Myles

Pensei, erradamente, que este conto se inseria noutro momento da história (porque é que Zane abandona a Jackie a meio do 2º livro). 
Na verdade o conto não explica porque é que ele abandonou a Jackie nem contribui com nada de especial para a saga. Apenas serve para mostrar que ele gosta da Jackie e que tem saudades dela, além de aproveitar para ter uma cena de ciúmes do Noah, aquele que a protege e cuida dela quando o Zane desaparece. 
Enfim, cada vez menos percebo o encanto desta personagem. 



"Succubus, Interrupted", de Jill Myles

Este conto, da mesma saga que o conto anterior, é mais focado na amiga succubus de Jackie, a Remy. Basicamente explica que a Remy apenas tem um dos seus criadores vivos e que este exige o seu regresso a cada 100 anos, dando-lhe em troca 100 anos de liberdade. Inconformada com a situação da amiga Jackie decide acompanhá-la e tentar convencer o Serim a libertar Remy dos seus deveres.
Os eventos decorrem depois dos eventos do 3º livro e a cena inicial está relacionada com a promessa que Jackie fez a Gabriel.
O conto está engraçado e é bem humorado mas incomoda-me imenso a tendência que a autora tem de emburrecer os personagens em redor de Jackie para que esta pareça melhor. Senti isso no caso da Remy: voltou-se a enfatizar a superficialidade de Remy para mostrar a inteligência de Jackie e a utilidade e importância de Zane. Mais uma vez mostrou-se o quanto os Serins são maus, mais uma vez as únicas cenas de sexo "vistas" foram as de Jackie.
Podia ter sido bem melhor.

 

"Tethered", de Meljean Brook

Esta saga é actualmente uma das minhas favoritas e foi um privilégio poder ler este conto antes da sua publicação. 
Uma das características que mais gosto é a forma como a autora interliga vários pontos, personagens, locais do universo "The Iron Seas". No caso de Tethered reencontramos Archimedes Fox e Lady Corsair vários meses após o seu casamento, numa aventura que os leva a um dos locais mais assustadores a qualquer capitão do ar (quem leu o The Iron Duke irá rapidamente reconhecer o local).
Tethered significa em português amarrado, e é sobre isso mesmo que fala este conto: não só as amarras que podem prender a nave mas também as amarras que nos prendem aqueles que amamos. Para quem amou o Archimedes Fox em Heart of Steel irá certamente adorar reencontrá-lo.
"You're an incredible man, Archimedes Fox." He often thought so, too.

Três sagas, três contos

Estes três contos pertencem a sagas que estou a ler e aproveitei para lê-los durante a leitura do Leões de Al-Rassan para cortar um bocadinho o ritmo.

 

Teme a Escuridão, de Sherrilyn Kenyon

Saga “O Predador da Noite"

Este conto encontra-se publicado na Revista Bang nº 12. Eu pausei a saga dos Predadores da Noite após a leitura do Dança com o Diabo, o 4º livro da saga (que adorei!) e, apesar de saber que corria o risco de me spoilar a ler este conto, não resisti a fazê-lo. Spoilei-me sim, e à grande. Fiquei muito surpreendida ao descobrir que certas coisas aconteceram (que nem imaginava serem possíveis de vir a acontecer) e que o Nick era agora um Predador da Noite. E Daemon. E que podia andar à luz do dia. E que odeia o Ash. Num pequeno conto foram tantas revelações que a minha vontade é recomeçar a saga já amanhã. O conto foca-se em duas situações: O regresso de Nick a uma Nova Orleães destruída pelo Katrina e o ódio que o consome desde a morte da mãe. Adoro a escrita de Sherrilyn Kenyon e as voltas que ela dá aos seus personagens. Muito bom!

 


Mina Wentworth and the Invisible City, de Meljean Brook

Saga "The Iron Seas"

 

Este conto foi publicado numa edição especial do "The Iron Duke" em Janeiro passado e funciona, de certa forma, como um final para a Mina e o Rhys depois do abrupto "felizes para sempre" do romance. A acção decorre passados 8 meses. A morte de um dos deputados do parlamento por uma estranha máquina em forma de roda que anda sobre carris lança Mina para mais uma investigação. Como inspectora da Scotland Yard ela corre constantemente perigo, mesmo com o seu fiel Newberry a acompanha-la e isso é algo que deixa o Rhys completamente louco. É que ele não está habituado a viver com o coração fora do corpo, a gostar e preocupar-se com outra pessoa além dele. Esse é o grande desafio de Mina e Rhys ao fim destes meses de casamento: mais do que amarem-se um ao outro, é viverem o dia-a-dia preocupando-se sim mas não morrerem de ansiedade com isso. Muito interessante também é ver como Anne, a menina que Mina adoptou no fim do The Iron Duke, se ajusta a ter uma família, uma espécie de mãe/irmã mais velha em Mina e um pai em Rhys. De resto, foi excelente regressar a Londres e rever os pais de Mina, saber um pouco mais sobre as "crèches", rir à gargalhada com as interacções entre Mina e o muito pudico Newberry, rever o Scarsdale. Apesar do mundo de The Iron Seas estar a evoluir noutras direcções, com outras heroínas e lugares, Mina Wentworth e a sua muito poluída e cinzenta Londres, terão sempre um lugarzinho muito especial no meu coração.

 

“Small-town Wedding”, de Charlaine Harris

Saga “Sangue Fresco”.

 

Este conto foi publicado no The Sookie Stackhouse Companion. Sam tinha convidado a Sookie a acompanhá-lo ao casamento do irmão mesmo já estando numa relação com a Jannilyn. Este conto é sobre isso mesmo: Sookie conhece a família de Sam e pelo meio evitam uma manifestação de ódio contra os metamorfos durante o casamento, instigada pela Irmandade do Sol. Dois terços deste conto são chatos. Como já li os dois livros posteriores aos eventos deste conto passei o tempo todo a revirar os olhos com as interacções Sookie/Sam (porque não quero que a Sookie fique com ele no final da saga). O conto acaba por ficar interessante no terço final quando começa a manifestação assim como o momento pós casamento. Também me surpreendeu pela positiva pela reintrodução de personagens de livros passados assim como o fechar de situações do passado da Sookie, nomeadamente o Quinn. Este conto deve ser lido entre o 9º e o 10º porque, quem como eu não o leu, houve eventos que não compreendi e realmente lamento que a autora tenha decidido colocar alguns eventos importantes para a compreensão da história fora do alcance de tantos fãs.

A Dama Pé-de-Cabra

Resumo: Este livro contém na verdade dois contos: "A Dama Pé-de-Cabra" que conta a história aterrorizante de uma senhora que vira uma alma penada que influencia uma série de homens; e "A Abóbada" que narra a construção da abóbada do Mosteiro da Batalha.

Crítica: Ambos os contos são muito diferentes mas aquele pelo qual lhe peguei foi pela Dama Pé-de-Cabra. Tinha uma vaga memória do conto que tinha passado como peça de teatro na TV há muitos anos. E, após todos estes anos, houve partes que ainda me arrepiaram. A forma como Alexandre Herculano conta toda esta história está muito próxima do que era contado pelos meus avós e aquela sensação de terror quando é mencionado palavras como "bruxa", "alma penada", "belzebu" e outras. Acho que estamos tão imersos na mitologia de outros povos que parece que nem conhecemos a nossa e como é que era contada.

Expectativa e estado de espírito: Muito curiosa e satisfeita com a leitura do conto "A Dama Pé-de-Cabra". Surpreendida por trazer um segundo conto, muito menos interessante.

Pontos positivos:  A escrita de Herculano.
Pontos negativos: A não menção de um 2º conto.

Fez-me reflectir sobre: O quanto perdemos da nossa mitologia e da nossa forma de contar histórias de terror.

Bica Escaldada

Desde o Verão que o andei a ler. Como é constituido de pequenas histórias aproveitava para ler uma ou duas antes de adormecer.
A forma como a Alice Vieira olha o mundo faz-me sorrir, porque até perante o ser mais imbecil ela consegue retrata-lo de uma forma interessante.
Dos vários textos que integram este livro, saliento:
Parquímetros na praia
Jornalista por extenso
Um homem à janela
Jura que telefonas

Para quem gosta de adormecer um pouco melhor humorado, recomendo.
Aliás, Alice Vieira, recomendo SEMPRE!!

Pensatempos - Textos de Opinião


Antes de falar do livro, tenho que falar do autor. Mia Couto foi o escritor que chegou até mim tropeçando em enganos. Eu, não ele é claro.
Primeiro pensava que era mulher por causa do nome. Não, não é mulher... Depois, como o primeiro contacto foi com os Contos, achei-o estranhíssimo. Africano... Fiz logo o retrato completo: negro, gordo, traje tradicional...
Qual não foi o meu choque passados alguns meses quando vi uma foto dele: "Ele é branco!". "Sim, não sabia?", "Não fazia ideia..." Bem, mas um branco que fala com sotaque... nasceu lá, aprendeu a língua de lá, é natural! Enganei-me uma vez mais. Vi uma reportagem sobre a Feira do Livro e lá estava, Mia Couto a ser entrevistado e a responder num português para mim muito perceptível. Sem sotaque.
Senti-me enganada. Afinal de contas, era difícil perceber as suas histórias, os finais inconclusivos, ter que lê-las com sotaque para o próprio não ser nada daquilo que escreve.
As aparências iludem... O que não é por fora pode ser por dentro... e Pensatempos desmistificou para mim muitas destas minhas ideias.
Estes textos de opinião são óptimos para:
  • quem (como eu) não gostou dos seus livros;
  • para quem quer conhecer um pouco do autor e as suas ideias;
  • para quem (como eu) desconhece África, Moçambique, línguas e culturas africanas.
Colocou-me a mim, europeia, em perspectiva, fez-me olhar para mim e a minha forma de olhar o resto do mundo.

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