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Telmixa

Mix de leituras, organização, tv, filmes, tecnologia e de mim, claro!

Telmixa

Mix de leituras, organização, tv, filmes, tecnologia e de mim, claro!

Dreamfever, de Karen Marie Moning

Dreamfever

Autor // Karen Marie Moning

Série // Fever (#4 de 5)

Editora // Dell Publishing

Estante // Fantasia Urbana

Período de leitura // de 25 de Novembro a 3 de Dezembro de 2013

Formato // Ebook

Língua // Inglês

Classificação // 5 estrelas

 

Opinião // Gosto muito de livros narrados na primeira pessoa e, talvez por isso, tenha ficado fã desta série desde o primeiro livro. A narrativa contada por Mac, vai a cada livro, assumindo contornos mais dark, a voz dela vai mudando, amadurece e nós com ela.

Apesar do que outros fãs me diziam, Dreamfever conseguiu manter e elevar o meu gosto por esta saga. A cena final do livro anterior foi um ponto de viragem, sem dúvida, o qual não me desmotivou de todo em continuar. Dreamfever é o mais rebuscado dos 4 livros que li até ao momento mas não me demoveu de continuar (e terminar) a sua leitura. No último terço do livro dei por mim o tempo todo a pensar: "Mas que raio estou eu a ler?" E depois termina noutro cliffhanger. Yupii, not!

Porque gosto tanto destes livros? É difícil explicar. Um misto de heroísmo com o desejo terrível em descobrir o que vai acontecer a seguir. É ver alguém cair vezes sem conta e voltar a erguer-se cada vez mais fortes. É serem tão básicos na escrita e, simultaneamente, tão envolventes. É o serem tão criativos e surpreendentes. É conseguirem apagar o mundo que me rodeia. Dreamfever conseguiu isso e por isso encheu as minhas medidas de leitora.

  

Nomes dos personagens // McKayla Lane, Jericho Barrons, V'Lane, Dany O’Malley

Nomes dos lugares // Dublin

Conteúdo sexual // É descrita uma cena de violação mas de forma pouco explícita. As cenas de sexo são igualmente intensas mas pouco explícitas.

Violência física // Sim

Violência psicológica // Sim

Pontos positivos // Gosto de tudo nesta série, tudo.

Pontos negativos // Talvez a parte final do livro que ficou um pouco confusa.

Fez-me reflectir sobre // Labirintos e más decisões.

TimeRiders: O dia do Predador, de Alex Scarrow

Autor // Alex Scarrow
Série // TimeRiders (#2 de 9)
Editora // Civilização Editora
Estante // Viagem no Tempo
Período de leitura // de 2 a 11 de Outubro de 2013
Formato // Papel
Língua // Portuguesa
Classificação // 4 estrelas: Gostei muito.

 

Opinião // Após ter ficado maravilhada com o primeiro livro desta série, comecei o segundo com algumas reticências, nomeadamente quanto ao "tempo" que iria ser visitado. É que eu detesto dinossauros. Detesto. E a sinopse dizia-me que que era para lá que Liam ia viajar desta vez. Mesmo assim o primeiro livro tinha sido cativante o suficiente para desejar continuar a ler as aventuras de Liam, Maddy, Sal e a sua Unidade de Apoio.

Alex Scarrow estratificou o enredo de forma a ser algo mais do que "miúdos a fugir de dinossauros", alternando o sofrimento de Liam e Becks (a Unidade de Apoio é menina desta vez), com o de Maddy e Sal. Mas, melhor que tudo, foi termos um ponto de vista do vilão, o dinossauro-chefe.
Acabou por ser uma aventura bestial, com muitos momentos de acção mas também um livro mais maduro, tanto em termos de escrita como de desenvolvimento de personagens. Liam começa a sentir as primeiras pontadas da adolescência mas, simultaneamente os efeitos que as viagens no tempo têm nele. Maddy sente-se culpada pelo que aconteceu a Liam e sente o peso da responsabilidade.
O livro tem um cliffhanger magnífico mas do qual eu já desconfiava. No entanto vai ser interessante perceber como é que vai ser explicado.
Acho que Alex Scarrow consegue a mistura perfeita entre história e aventura e só lamento que a Civilização Editora tenha parado com a publicação desta série. Continuarei a ler as aventuras destes miúdos, a partir de agora, em inglês.

 

Obrigada Slayra por esta prenda de aniversário, gostei muito.

 

Nomes dos personagens // Liam, Maddy, Sal, Foster, Becks, Edward Chan
Nomes dos lugares // Nova Iorque 2001, Texas (futuro), Texas (Cretáceo).
Violência física // Sim, alguma mas pouca.
Violência psicológica // Não.
Mensagem // Amizade, união, confiança.
Pontos positivos //  A aventura, a explicação história, os personagens.
Pontos negativos //  Nenhum, foi uma excelente leitura.
Fez-me reflectir sobre // Que por vezes, tudo o que temos é a nossa inteligência e a confiança noutrém.

TimeRiders – Os Guardiões da História

timeriders1Resumo: Liam, Maddy e Sal são 3 miúdos salvos no momento das suas mortes por um misterioso homem chamado Foster, que diz ser um viajante do tempo. O que ele lhes propõe é simples: tornarem-se viajantes no tempo como ele, formando uma equipa de "vigilantes" que deverão corrigir o tempo sempre que há nele uma alteração, ou regressar para o momento das suas mortes. Os três aceitam a oferta e depressa percebem porque é que foram escolhidos: Liam, pela sua inteligência e criatividade, será o agente de campo. Maddy, pelos seus conhecimentos informáticos e capacidade de encontrar informação rapidamente, será a agente informática e líder. Sal, pela sua capacidade de encontrar pequenas diferenças, será aquela a procurar as pequenas alterações no tempo. E de facto, pouco após a formação inicial de cada um, uma grande alteração acontece e os timeriders entram em acção. Só que nem tudo é simples, os imprevistos acontecem e o mundo que eles conhecem transforma-se em algo absolutamente horrível. Se não corrigirem a história, será o fim da humanidade e deles também.

Expectativa: Eu não tinha ideia que era um livro infanto-juvenil. Tinha lido a sinopse, que me pareceu muito interessante e ia tendo um enfarte quando a funcionária da Bertrand foi busca-lo à secção infanto-juvenil. Receei que fosse muito "acriançado".

Opinião: Ora que bela surpresa que este TimeRiders se revelou. É, em poucas palavras, um livro de aventuras em que as viagens do tempo são tudo do início ao fim, e foi por isso o que adorei. A história está bem pensada e construída e não é nada complicado acompanhar as alterações no tempo. Mesmo assim há um gráfico no final que ajuda a visualizar essas alterações.
Acompanhamos os vários personagens da história através dos  pontos de vista de cada um o que nos permite ter uma visão global de todos os acontecimentos.
Paul Kramer é o vilão desta história e talvez seja, de todos os personagens, aquele sobre o qual mais sabemos: a sua genialidade como cientista, porque lhe surgiu a ideia de mudar o mundo, os seus sonhos e receios, todo o seu caminho até à sua loucura.
Os miúdos, Liam, Maddy e Sal, são amorosos e, apesar de ter esperado deles um pouco mais de tristeza e sofrimento por terem de abandonado as suas vidas anteriores, até foi bom não se ter caído numa lamechice que provavelmente só roubaria interesse à história. Até acabei por me afeiçoar a eles e já sinto uma pontada de saudades.
Foster é o elemento mistério de todo este livro: é o mentor da equipa e parece saber mais sobres estes miúdos do que pretende revelar. Bob é a unidade de apoio e o único que me proporcionou umas belas gargalhadas.
O facto de viajarem para o passado e interferirem em momentos históricos como a 2ª Guerra Mundial, permite ensinar-nos de uma forma muito descontraída sobre eventos da História Mundial (e Americana em particular) como foi que tudo aconteceu. Além disso o autor apresenta-nos a sua ideia de história alternativa naquelas épocas o que ainda torna tudo mais interessante.
Só não concordei com o conceito de causa-efeito de alteração no tempo do livro. Este é a mesmo do dos filmes "Regresso ao Futuro", também conhecido pelo "paradoxo do avô": um elemento do futuro viaja para o passado e muda a sua história, criando uma alteração significativa no presente. Ora, no livro isso funciona muito bem mas dei por mim a pensar: "ok, as janelas só abrem de hora a hora mas podiam abrir passado 1 minuto no "presente" é indiferente que passe uma hora no presente também". São artifícios que, apesar de não terem muita lógica para mim, ajudaram a criar mais suspense na aventura.
Em conclusão, apesar de nenhuma das ideias ser original para quem conhece livros de história alternativa e algumas histórias de viagens no tempo, o livro no total funciona muito bem e é tão bom para graúdos como para miúdos.

Pontos positivos: A boa construção da história, assim como um desenrolar muito interessante cheio de voltas e reviravoltas que me fizeram devorar páginas. A escolha dos eventos históricos as reviravoltas nos eventos.

Pontos negativos: Como referi, a escolha tipo de alteração de tempo e os seus efeitos. A falta da história da Sal assim como uma resposta mais emocional dos miúdos perante a nova situação.

Estado de espírito: Boa, estava um bocadinho ansiosa em terminar o livro antes do fim de Setembro e consegui. 

Fez-me refletir sobre: Que os ideais são difíceis de pôr em prática e ninguém é feliz debaixo de um regime fascista.

Nota: O próximo Timeriders sai já em Outubro.

Duas irmãs, Um rei

Resumo: A história começa com a chegada de Ana Bolena à corte de Henrique VIII depois de ter vivido na corte francesa. Maria, a sua irmã mais nova, com apenas 14 anos, aguarda a chegada da sua irmã e rival, com um misto de saudade e de ansiedade. Apesar de já estar casada, Maria é alvo da atenção do rei e rapidamente a família faz o que é necessário para que essa atenção se mantenha e tenha proveitos. Ela passa a ser amante do rei mas Maria está encantada: o rei é um ídolo e ela, a sua fã apaixonada. Ela engravida dele 2 vezes. Primeiro uma menina, a quem dá o nome de Catarina, em homenagem à rainha, e depois um rapaz, Henrique, como o seu pai. Mas, após o nascimento do Henrique, rapidamente percebe que Ana já tinha capturado a atenção do rei durante o período que tinha estado em repouso. Para a sua família é indiferente que seja Ana ou Maria, desde que continuem a ter uma posição forte na hierarquia, mas Ana é ambiciosa e sabe que pode ir mais além do que apenas amante do Rei. Aproveitando-se da sua fraqueza em não conseguir ter um filho varão legítimo, Ana continua a seduzir o rei incitando-o a divorciar-se da rainha Catarina. O divórcio arrasta-se durante anos mas finalmente concretiza-se e Henrique VIII casa com Ana Bolena e esta é coroada rainha. Após Ana ter uma filha, Isabel, Henrique começa a perder o interesse e a paciência com Ana. Rapidamente outra rapariga da corte, em tudo o oposto de Ana, captura o olho do rei. Ana sofre abortos atrás de abortos e começam a surgir suspeitas de bruxaria assim como incesto entre ela e o seu irmão Jorge. E é por estes crimes que ambos acabam por perder a cabeça. Maria, que no início tinha sido o centro de toda a história e atenção, passa para mera espectadora destes eventos e acaba por encontrar o amor e a felicidade onde menos espera.

Crítica: Foi a primeira ficção histórica que li desde há muito tempo e adorei-o. Primeiro porque me deu a conhecer uma personagem que desconhecia: Maria Bolena. Depois, como o relacionamento entre estas e Jorge (o terceiro Bolena) estão intimamente interligados entre si e à história que se desenvolve. Ana e Maria Bolena são o Ying e Yang desta história. 

Maria, a mais nova, é doce, meiga, maternal e encarna todos os elementos ternurentos e delicados de ser mulher. Já Ana é cheia de vivacidade, destemida, ambiciosa, inteligente e divertida. Juntas seriam a mulher perfeita mas os atributos de ambas chocam entre si em vez de se compensarem. E, é nesta simbiose, sempre com a presença e apoio de Jorge, que a história dos 3 Bolena se desenvolve. Desengane-se quem pensa que 640 páginas é muito. A história está muito bem contada e desenvolvida e permite-nos a nós, leitor, crescer e amadurecer com a Maria, a nossa narradora.  Henrique VIII é a razão da ascensão e queda das irmãs Bolena. Não houve um único momento em que conseguisse gostar dele. É o exemplo de puro egoísmo, ele vive e alimenta-se dos impulsos e dos elogios. Não entendo porque é que ele é tão fascinante, já que não o consigo ver sequer como uma figura romântica. Mas todas as figuras secundárias, todos os elementos da corte, os pais e o tio, todos eles compõem a imagem do que foi a corte de Henrique VIII e a sua época. Vale a pena ser lido, sem dúvida. 

Expectativa e estado de espírito: Estava muito curiosa com este livro, pois quem me emprestou leu já quase todos os livros da autora, de quem é fã. O tema e o ter sido adaptado para filme eram indicadores suficientes que estava perante um bom livro e foi isso mesmo o que encontrei. Foi uma boa altura para o ler, considerando que é uma altura “morna” do ano, ajudando a escapar à rotina do dia-a-dia. 

Pontos Positivos: A escrita simples e fluida. A construção do livro e o excelente desenvolvimento das personagens e das cenas.
Pontos Negativos: Volume do livro, um sacrifício para transportar.

Fez-me reflectir sobre: A posição inferior das mulheres, mesmo nas classes mais elevadas, onde eram trocadas pela ambição. Ambição a que preço?! Filhos e filhas. Gravidezes e abortos.

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