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Telmixa

Mix de leituras, organização, tv, filmes, tecnologia e de mim, claro!

Telmixa

Mix de leituras, organização, tv, filmes, tecnologia e de mim, claro!

O Padrinho, de Mario Puzo

O Padrinho

 

Para mim "O Padrinho" vai ficar para sempre associado à praia, estendida ao sol, tentando acabar as últimas páginas do livro mas lamentando terminá-lo.

Mário Puzo é um escritor excepcional. Esperava uma escrita crua como a de outros escritores que li dentro do mesmo género e fui surpreendida por uma prosa que nos envolve e aconchega. São setecentas e quatro páginas de puro prazer e entretenimento. Todos nós temos uma noção do que é a Máfia italiana mas só quando se lê este livro é que compreendemos a sua verdadeira essência. Como é formada essa teia de influências e favores, por que valores se regem estes homens, que têm uma cultura tão enraizada que nem um novo país com leis diferentes consegue mudar. Submundo, rede de tráfego de influências, luvas, tudo é aqui explicado através das palavras e acções destes senhores. As suas vidas são algo de assombroso: vivem com a morte e a violência diariamente. Afinal, isso é algo que faz parte do negócio. E só ao ler o livro é que percebi (vi os filmes primeiro) o quanto eles acreditam que o que fazem é bom e correcto. Os seus valores morais, intrinsecamente ligados à religião, são o que lhes dão a justificação para fazerem o que fazem. E são de tal forma convincentes que dava por mim a concordar com eles, a torcer por estes "heróis" que nada mais fazem do que proteger os mais desfavorecidos.
Vito Corleone é inegualável. A primeira vez que vi o filme foquei-me mais na transformação de Michael mas depois de ler o livro fiquei rendida à história de este homem que chegara aos EUA ainda menino, sozinho e sem nada e que tudo conseguiu por ter uma mente arguta e um bom par de "cojones".
Na eterna discussão sobre o que é melhor (livro ou filme) eu vacilo neste caso específico. Como não querer ver o Marlon Brandon como Vito Corleone? Como não ver o Al Pacino transformar o vacilante Michael Corleone no poderoso sucessor do seu pai? A minha conclusão é que ambas as obras complementam-se e ajudam à compreensão da complexidade deste enredo que forma "O Padrinho".

 

Nomes dos personagens: Vito Corleone, Sonny e Michael Corleone, Tom Hagen, O "Turco" Sollozo, o capitão da polícia McCluskey, Peter Clemenza, Johnny Fontane, Luca Brasi.

Nomes dos lugares: Sicília, Nova Iorque.

 

Violência física: Sim
Violência psicológica: Sim
Tipo de cenas: Mortes violentas, chantagens, perseguições.
Mensagem: Política, Religiosa
Pontos positivos: O enredo intrincado e complexo, a escrita, as frases tão poderosas que entraram no nosso vocabulário.
Pontos negativos: Os capítulos de Johnny Fontane.
Fez-me reflectir sobre: Valores morais, família, protecção, dever.

 

Autor: Mário Puzo
Editora: Bertrand
Estante: Grandes autores
Período de leitura: de 26 de Julho a 17 de Agosto de 2013
Formato: Papel
Língua: Português
Classificação: 5: Adorei-o! É muito bom.

Gone Girl, de Gillian Flynn


Quando saltei para a leitura deste livro (foi lido para uma leitura conjunta) estava tudo menos entusiasmada. Algures na minha mente tinha-me convencido que tanto burburinho em torno de uma autora americana pouco conhecida só poderia ser mais um daqueles casos de sucesso de "muita parra e pouca uva" e não estava com vontade de ler algo que toda a gente andava a ler. O livro "da moda", por assim dizer.
Agora, olhando em perspectiva, enquanto escrevo esta opinião vários meses depois de o ter lido, chego à conclusão que foi uma das leituras mais marcantes do ano e ainda bem que a fiz. Não é um livro confortável, pelo contrário: houve momentos em que tive de intercalar com outras leituras porque não aguentava tanto "pensamento mau", apetecia-me tomar duches depois de ler certas passagens de tão suja que me fazia sentir. No entanto impressionou-me e dou os meus parabéns à Gillian Flynn por ter tido a audácia de verbalizar tantos pensamentos feios que nós mulheres por vezes temos mas somos incapazes de os admitir.
A estrutura da história é deliberadamente repartida entre Nick e o diário da Amy dando-nos duas perspectivas aparentemente opostas sobre o mesmo problema: um casal em crise, numa sociedade com a sua economia e valores em profunda decadência. Em quem acreditar? Amy ou Nick? Enquanto lemos e ponderamos a nossa decisão, Gillian Flynn apresenta um dos melhores livros sobre a nossa realidade contemporânea: fala sobre a crise económica, as consequências reais que esta teve sobre as famílias, as cidades, o país. Faz-nos pensar na nossa geração, na geração dos nossos pais e na geração dos nossos filhos.
Também gostei do seu estilo de escrita: é rico e visual mas, acima de tudo, destemido. É apresentado um buffet de personagens que são complexas, repulsivas e ao mesmo tempo cativantes apesar de assustadoras, todas elas dentro de uma situação que se vai revelando ao leitor por partes como matrioskas. Os segredos e a manipulação, a violência psicológica (e também alguma física) incomodam mas é a natureza intima de toda a situação que mais perturba ao ler este "Gone Girl".


Nomes dos personagens: Nick Dunne, Amy Dunne

Nomes dos lugares: North Carthage, Missouri, Mississipi, Nova Iorque.

Pontos positivos: Escrita, o crescendo dos eventos, o quanto a Amy é retorcida.

Pontos negativos: O quanto me incomodou a leitura: tive que fazer várias paragens.

Fez-me reflectir sobre: Que uma mulher também é capaz de ser tão psicopata como um homem.

 

Autor: Gillian Flynn

Editora: Crown / Bertrand

Estante: Thriller

Leitura temática: L. Conjunta SLNB Abril

Período de leitura: 27 de Março a 22 de Abril 2013

Formato: ebook

Língua: Inglês

Classificação: 3 estrelas - Gostei

Cell - Chamada para a morte

A história começa momentos antes do Impulso. Momentos antes do mundo desabar. E tudo porque algo (um vírus informático talvez...) é enviado a todos os telemóveis do mundo, levando a que todos aqueles que atendem a chamada, enlouquecem...
Seguimos a história do ponto de vista dos sobreviventes, dos normais, aqueles que não tinham telemóvel ou que perceberam a tempo que este era o veículo da loucura.
A ideia é boa, não é? Infelizmente a história é contada de uma forma pouco ou nada cativante. A primeira sensação que tive foi que estava a ler um guião de um filme. Os diálogos existiam mas o raciocínio das personagens é quase inexistente. Foi, por isso, muito difícil identificar-me com eles, sentir pena ou horror com elas. Por vezes (demasiadas até...) desejei-lhes a morte para acabar com o meu sofrimento e acabar o livro de vez.
Por falar em horror, as descrições das partes mutiladas e cheias de puz de uns e outro são óptimas, tiram a fome a qualquer um. No entanto, são tão gratuitas e desprovidas de dramatismo que a nem isso é interessante de ler.
Esperava mais do Stephen King. Li o "Carrie" há muitos anos e lembro-me de ter adorado. O que é que aconteceu afinal? Estará o Stephen King cansado de escrever, ou então com a sua escrita tão mecanizada que já perdeu a sua paixão pelas palavras?
Fraco este "Cell" e não fiquei nada contente com o fim... Fraco, muito fraco...

O poder da Kabbalah


"Não há aqui truques. Nada que tenha a haver com dogmas religiosos; as ideias neste livro são tão avassaladoras e contudo tão simples." - Madonna

Foi ela quem me fez comprar o livro. Aliás, foi ela que deu a conhecer a meio mundo o que era isto da Kabbalah. E eu como não sabia e queria saber, comprei-o.
Fiquei esclarecida sobre o que é a Kabbalah, pois o livro explica-o muito bem. Convertida? Huumm... ainda não. Ou leio o livro uma segunda vez o terei que procurar um pouco mais.
Vejo este livro como um aperitivo: abre o apetite e prepara o estômago para o que se segue.
Alguns conceitos, por me parecerem tão simples, não os compreendi (eu sei que parece bizarro!). Os conceitos são tão diferentes e no entanto, tão semelhantes a outras teorias New Age, que me deixou um pouco confusa.
Mas há coisas interessantes. Vejamos:
De acordo com o livro o Mundo Superior é formado por dez dimensões. Normalmente é retratado como a Árvore da Vida, algo mais ou menos com este aspecto
Ora isto teria me passado ao lado não fosse ele mencionar a física quântica e o autor do livro anterior que andei a ler. Não há coincidências? Acho demasiada coincidência...
De qualquer forma, compreende-se porque tantos começaram a estudar a Kabbalah, é interessante, simples e acessível.

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