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Telmixa

Mix de leituras, organização, tv, filmes, tecnologia e de mim, claro!

Telmixa

Mix de leituras, organização, tv, filmes, tecnologia e de mim, claro!

Grandes autores: de Julian Barnes a Lecticia Wierzchowski

Grandes autores

 

O Sentido do Fim, de Julian Barnes // 3 estrelas

Tinha grandes expectativas para um livro que comprei apenas pela capa e pelo título.

Talvez, o ter sido vencedor do Man Booker Prize em 2011, fosse a razão pela qual eu me tinha convencido que este seria um livro pequeno mas deslumbrante. Pequeno sim mas longe de deslumbrante.

O fim dá sentido às reacções de outras personagens e aos acontecimentos mas, a revelação no final fica tão aquém do surpreendente que pergunto-me o porquê de ter sido o vencedor de um prémio tão prestigiado.

 

O Amor nos Tempos de Cólera, de Gabriel García Márquez // 3 estrelas

Talvez a minha grande desilusão do ano.

Sendo o Cem anos de solidão o meu livro favorito e, querendo marcar a morte deste grande autor com a leitura de um dos seus livros, este O Amor nos Tempos de Cólera revelou-se uma leitura sofrível, que se arrastou por vários meses, por vezes deixando-me a pensar porque é que continuava a lê-lo.

Não gostar do protagonista é, para mim, meio caminho andado para desistir do mesmo e, Florentino Ariza é, provavelmente, um dos mais errados e desinteressantes heróis românticos que já li. Talvez na cabeça de Márquez, a ideia de um indivíduo feio e mulherengo com alma de poeta e perfil de stalker fosse glamorosa o suficiente para daí escrever um livro em que o amor vence, mesmo quando a mulher passa mais de 50 anos a dizer que não. Na minha cabeça não é não, não é amor.

Além disso, a característica que mais gosto da sua escrita, o realismo mágico, pouco ou nada surgiu. Ficam como pontos positivos a sua escrita maravilhosa e um retrato interessante das caraíbas do virar do século XX.

 

Mil Novecentos e Oitenta e Quatro, de George Orwell // 4 estrelas

"Big Brother is watching you" é a expressão que me vem à cabeça sempre que vejo câmaras de vigilância ou sempre que surge um novo debate sobre a perda de privacidade nos dias que correm.

Publicado em 1949, Mil Novecentos e Noventa e Quatro é o livro que dá origem a esta expressão e já estava há muito na minha lista "para ler". É considerado como um dos grandes livros do Séc. XX e ainda hoje (talvez mais do que nunca) actual e é daqueles livros que, por isso mesmo, me intimidam como leitora.

Gostei muito do livro, do conjunto de ideias apresentado (políticas, sociais), gostei de todo o conceito distópico e foi sem dúvida um livro que me deu muito para pensar. No entanto todo o ambiente sufocante e soturno, a prosa monótona e o meu pouco interesse no destino final das personagens, fez com que este livro acabasse por não ser um favorito meu.

 

A casa das sete mulheres, de Lecticia Wierzchowski  // 4 estrelas

Uma das leituras preferidas dos últimos tempos.

Foi-me altamente recomendado por várias pessoas, entre elas a Cat_Sadiablo que foi uma querida por me ter emprestado a sua muito valiosa e muito rara cópia do livro.

Conhecia (e amava) a história e as personagens pela série de TV que afinal, foi criada a partir deste livro. No entanto, enquanto que na série de tv foquei mais a minha atenção nos amores e sofrimentos de cada uma das sete mulheres da casa, no livro também pude usufruir de um pouco de História, nomeadamente o que foi a Revolução Farropilha, que levou à desanexação do estado do Rio Grande do Sul do resto do império do Brasil. Afinal o romance entre Manuela (a minha personagem favorita da série e a narradora de partes desta história) e Garibaldi existiu mesmo e esta ainda é hoje conhecida na zona onde viveu como a "Noiva de Garibaldi".

Além do excelente desenvolvimento da parte histórica que o livro apresenta, outro facto que o torna extraordinário é a linguagem. A mistura de termos portugueses com castelhanos poderia ter dificultado a leitura do mesmo. No entanto, Lecticia Wierzchowski é exímia na forma como o faz, nunca sendo uma leitura de difícil compreensão e ajudando até a entrar no universo que este livro retrata.

Outro ponto a favor é o retrato e o foco nas personagens femininas durante uma época tão turbolenta como é a de um cenário de guerra.

É um livro que recomendo (apesar de ser impossível de encontrar em Portugal) principalmente para quem gosta de ficção histórica e pretende ler algo não anglo-saxónico.

TimeRiders: O dia do Predador, de Alex Scarrow

Autor // Alex Scarrow
Série // TimeRiders (#2 de 9)
Editora // Civilização Editora
Estante // Viagem no Tempo
Período de leitura // de 2 a 11 de Outubro de 2013
Formato // Papel
Língua // Portuguesa
Classificação // 4 estrelas: Gostei muito.

 

Opinião // Após ter ficado maravilhada com o primeiro livro desta série, comecei o segundo com algumas reticências, nomeadamente quanto ao "tempo" que iria ser visitado. É que eu detesto dinossauros. Detesto. E a sinopse dizia-me que que era para lá que Liam ia viajar desta vez. Mesmo assim o primeiro livro tinha sido cativante o suficiente para desejar continuar a ler as aventuras de Liam, Maddy, Sal e a sua Unidade de Apoio.

Alex Scarrow estratificou o enredo de forma a ser algo mais do que "miúdos a fugir de dinossauros", alternando o sofrimento de Liam e Becks (a Unidade de Apoio é menina desta vez), com o de Maddy e Sal. Mas, melhor que tudo, foi termos um ponto de vista do vilão, o dinossauro-chefe.
Acabou por ser uma aventura bestial, com muitos momentos de acção mas também um livro mais maduro, tanto em termos de escrita como de desenvolvimento de personagens. Liam começa a sentir as primeiras pontadas da adolescência mas, simultaneamente os efeitos que as viagens no tempo têm nele. Maddy sente-se culpada pelo que aconteceu a Liam e sente o peso da responsabilidade.
O livro tem um cliffhanger magnífico mas do qual eu já desconfiava. No entanto vai ser interessante perceber como é que vai ser explicado.
Acho que Alex Scarrow consegue a mistura perfeita entre história e aventura e só lamento que a Civilização Editora tenha parado com a publicação desta série. Continuarei a ler as aventuras destes miúdos, a partir de agora, em inglês.

 

Obrigada Slayra por esta prenda de aniversário, gostei muito.

 

Nomes dos personagens // Liam, Maddy, Sal, Foster, Becks, Edward Chan
Nomes dos lugares // Nova Iorque 2001, Texas (futuro), Texas (Cretáceo).
Violência física // Sim, alguma mas pouca.
Violência psicológica // Não.
Mensagem // Amizade, união, confiança.
Pontos positivos //  A aventura, a explicação história, os personagens.
Pontos negativos //  Nenhum, foi uma excelente leitura.
Fez-me reflectir sobre // Que por vezes, tudo o que temos é a nossa inteligência e a confiança noutrém.

Beyond Shame, de Kit Rocha

Beyond Shame

Pois é, se há livros que têm tudo para dar certo para se gostar deles e depois não gosto, há outros que parecem condenados ao insucesso e revelam-se uma boa surpresa. "Beyond Shame" foi o perfeito exemplo dessa segunda situação. Sabia que este era um livro auto-publicado e que a dupla de autoras utilizam o pseudónimo "Kit Rocha" para este tipo de livros eróticos. Logo aí elementos suficientes para me deixar de pé atrás. No entanto este não é apenas mais um livro "feito a metro" para publicação online como muitos que agora existem. Estou a falar de um livro erótico sim, mas com uma linguagem e ritmo eróticos como há muito tempo já não lia, talvez desde os tempos da leitura do "Delta de Venus" de Anaïs Nin. E tremo com a comparação, porque Nin está num pedestal a que é difícil ascender. Como me atrevo eu com uma distopia erótica a fazer tal coisa?
Talvez o melhor é esquecer mesmo que é uma "distopia" e que os personagens são, na sua maioria, "membros de um gang". Tudo isso são cenários, como sempre o são em literatura deste género. Apesar desses cenários, é conseguido um enredo relativamente complexo, que tem Noelle e a sua integração no gang como fio condutor da história, e todo um conjunto de personagens que fazem parte desse gang. Apesar dos clichés este é um livro que está acima da média de muita literatura erótica que está actualmente a ser publicada.

 

Nomes dos personagens: Noelle, Jasper, Lex, Dallas, Rachel e o tatuador Ace.

Nomes dos lugares: Eden, Section Four, City


Conteúdo sexual: Maioritariamente erótico

Tipo de cenas: Sexo oral em público, sexo em grupo, algum BDSM.

Violência física: Sim, pouca.

Violência psicológica: Não

Pontos positivos: A escrita, a estrutura, o universo.

Pontos negativos: A história pouco desenvolvida e alguns personagens.

Fez-me reflectir sobre: Regras de gangs.

 

Autor: Kit Rocha

Série: Beyond (#1)

Editora: Auto-publicado

Estante: Erótica

Período de leitura: 11 a 14 de Abril, 2013

Formato: Digital

Língua: Inglês

Classificação: 4 estrelas - Gostei muito

Hunted, de Evangeline Anderson

 

Série:Brides of the Kindred (#2 de 8)

Expectativa: O livro anterior foi uma verdadeira surpresa e deste só esperava mais do mesmo, um verdadeiro "guilty pleasure".
Estado de espírito: Bom, queria desanuviar um pouco da leitura do "Gone Girl" e acabei devorando o livro todo durante o fim-de-semana.
Opinião: Como eu adoro esta saga! Eu dou por mim agarrada ao Kindle, a virar páginas, completamente agarrada a uma história que eu sei de antemão que nem tem grande qualidade. Mas de certa forma preenche um conjunto estranho de requisitos que até agora não tinha encontrado num livro: é romance e sci-fi sem ser aquelas cenas estranhas japonesas com tentáculos e finais incompreensíveis. 
Em relação a este livro, posso dizer que, a história começa a partir do fim da história da Olívia e do Baird, mais propriamente, a partir do dia de casamento de ambos. Apesar do casal principal ser a Sophia e o Sylvan, eles não foram o único casal destacado nas cenas românticas da história. E ainda bem porque a Sophia é provavelmente uma das protagonistas mais intragáveis que já tive de ler até hoje. Ela tem medo de TUDO!! A mulher vive em terror absoluto de tudo e mais alguma coisa e é cheia de traumas e cenas e temos pena dela, mas bolas, é cansativo. A atracção entre os dois já tinha sido introduzida no livro anterior mas, nessa altura, a Sophia parecia muito mais forte e corajosa do que se revelou neste livro. Houve, sem dúvida, uma alteração de caracterização entre um livro e outro. 
Já o Sylvan tem uma história muito interessante e é giro conhecer a cultura do planeta dele e o quanto ele é um guerreiro em sofrimento e penitência pelo o que lhe aconteceu no passado. Por incrível que pareça, a Sophia até é das melhores coisas que lhe aconteceu mas os dois têm que passar por uma série de peripécias para perderem medos e ganharem intimidade. Por falar em intimidade, a cena da cabana é toda um bocado estranha mas sexy. A sério! Esta escritora é louca e inventa cá cada cena mais mirabolante em que dou por mim a rir às gargalhadas do tipo: "Ó deuses, isto é tão mau, eles não vão mesmo fazer isto, pois não?". É esta estranha mistura de situações sexuais estranhas e incómodas condimentadas com muito sentido de humor que me mantém entretida durante horas seguidas. Mesmo nas situações mais humilhantes há sempre momentos de bom humor.
Quanto aos outros casais, é-nos dada a possibilidade de revisitar a Olívia e Baird na noite de núpcias e é introduzido o futuro romance do terceiro livro entre a Kat, a amiga de Sophia e Olívia, e os irmãos gémeos de Baird e Sylvan. As cenas entre Kat e os gémeos foram bem engraçadas e sim, o terceiro livro promete!
Os desenvolvimentos quanto aos vilões também foram muito interessantes: conhecemos Zairn, o filho do vilão, o AllFather. Ele também tem uma história e passado interessantes e parece que a autora está a preparar algo de interessante para ele.
No geral a saga parece estar a criar aos poucos uma mitologia minimamente interessante para que estes livros sejam algo mais que extra-terrestres e terráqueas a fazerem sexo entre si, por muito divertido que isso seja de ler.
"Hunted" foi um segundo volume da saga muito satisfatório, que ultrapassou "Claimed" em aspectos como a mitologia, e que manteve o mesmo nível de entretenimento, mesmo quando os personagens deixavam um pouco a desejar.
Resumo: Sophia e Sylvian sente-se atraídos um pelo outro, no entanto os obstáculos que cada um deles levanta parece demasiado intransponível de ultrapassar: Sophia tem fobia a agulhas e sangue e foi violada na adolescência, nunca tendo ultrapassado nenhum desses traumas. Como era muito tímida, refugiou-se na sua arte e a ensiná-la a crianças. Por outro lado Sylvian, que é um Kindred de Sangue, tinha sido rejeitado pela sua noiva e fez por isso um voto de celibato em que prometeu nunca tomar uma noiva. Quando ambos se despenham na Terra depois de serem atacados pelos Scorge, Sylvian faz tudo para proteger Sophia dos seus perseguidores, os Scorge, que acreditam que ela pode ser a rapariga que pode concretizar a profecia. A intimidade forçada entre ambos vai levá-los quase à loucura, dividindo-os entre o desejo e os seus medos e promessas. Sobreviver aos Scorge e ultrapassar os medos do passado vai ser a longa odisseia que ambos terão de percorrer para ficarem juntos.
Pontos positivos: O sentido de humor da autora, a forma viciante como a história se desenrola, simplesmente não conseguia pousar o livro. As cenas picantes que não acontecem propriamente apenas entre o casal principal.
Pontos negativos: A Sophia e os seus mil e um terrores. Meu Deus, ela tinha medo de TUDO!! Só mesmo um alienígena alterado pelas hormonas é que conseguia aturar aquilo tudo.
Fez-me reflectir sobre: Sobre a falta de diálogo e a incapacidade de enfrentar os medos do passado.

Riveted, por Meljean Brook

 

Série: The Iron Seas (#3 de 4)
Expectativa: Ó que tola que fui por estar tão receosa de ler este livro, que tola. Deixei que um milhão e meio de dúvidas idiotas me impregnassem e andei a adiar constantemente a leitura deste livro. Depois acabei por ler com a desculpa "por ser por obrigação" porque ia fazer o "Só Ler não Basta" dedicado ao Steampunk em Fevereiro e é óbvio que a leitura foi um verdadeiro prazer.
Estado de espírito: Bom, estava em modo "steampunk" para preparar a discussão para o "Só Ler Não Basta" e o regresso ao mundo "The Iron Seas" era uma forma segura de entrar no estado de espírito certo.
Opinião: O meu irmão tem uma estranha teoria sobre o sucesso das bandas. Segundo ele, se o terceiro álbum de uma banda for um mega-sucesso, tem uma carreira garantida. Três foi a conta que Deus fez. Certo ou não, eu tenho aplicado essa regra não só aos álbuns das bandas mas também aos livros: normalmente se gostar até ao terceiro livro de um autor ou saga, irei provavelmente ler muitos mais. O caso do "Riveted" é que era o terceiro da saga "Iron Seas" e seria provavelmente um "deal breaker" para mim: apesar de ter gostado bastante dos dois anteriores, receava que este não fosse tão bom e que matasse o meu amor pela saga. Posso seguramente dizer que tal não aconteceu.
Por um lado compreendo o meu receio pré-leitura: este "Riveted" é a história mais isolada do universo até ao momento. Nas histórias anteriores ainda encontravamos personagens ou lugares que faziam a ponte entre histórias e que de certa forma faziam o leitor sentir que não está apenas a ler uma sequência de histórias num universo comum mas também uma saga, em que todos os personagens parecem fazer parte de um plano maior. Riveted tem muito pouco ou nada em comum com as personagens ou lugares do "The Iron Duke" ou "Heart of Steel". Da publicidade que foi feita eu sabia que esta história divergia bastante no espaço e ligações às personagens que conhecíamos anteriormente. Mas é, apesar de tudo, um romance da Meljean Brook e por isso não desilude, pelo contrário. Apesar do início de história ser de facto pouco cativante (uma mulher em busca da irmã desaparecida e um homem em busca da aldeia misteriosa da mãe), com as reviravoltas que o enredo sofre, depressa se torna uma viagem mirabolante, uma aventura cheia de perigos e obstáculos incríveis. Com a Islândia como pano de fundo, há gelo, mar, vulcões, minas e trolls para colorir a história.
Esta autora tem o talento de escrever personagens femininas muito fortes e cativantes, verdadeiras heroínas a três dimensões e, neste romance, Annika é tudo isso, mas pouco. Passo a explicar: senti que já apanhava a aventura dela a meio e por isso não senti que ela tivesse que ultrapassar grandes perigos ou que tivesse que ultrapassar uma grande barreira emocional para ficar com o David. A grande dor dela durante parte do livro era se poderia ou não confiar nele, depois se ele iria ficar com ela mas nada que uma boa conversa não resolvesse, na minha opinião.
Já por outro lado David surpreendeu-me bastante e enamorei-me totalmente por ele. De tal forma que dei por mim a pensar a certo ponto: "Eu gosto assim da Annika apenas porque o David gosta dela e está a sofrer neste momento e eu não suporto vê-lo sofrer". A história dele é comovente e enriquecedora, porque não é comum ler-se histórias de pessoas com deficiências físicas, e surpreendi-me com a força e o caracter dele e emocionei-me com o romance dos dois. 
Há também uma reflexão social (e sexual) que é colocada de uma forma muito interessante na história e que é essencial para a resolução do conflito dos personagens principais, que também é uma discussão muito actual nos dias de hoje.
Assim, posso concluir que "Riveted" não só não desiludiu como foi uma excelente adição ao mundo de "The Iron Seas": deu a perspectiva do que acontece noutras partes do mundo na mesma época, como outras culturas foram afectadas, como pensam, como estão a evoluir, que invenções estão a surgir ou como reagem perante os infectados.
Resumo:  Há 5 anos que Annika vagueia pelo mundo à procura da sua irmã, que abandonou a vila secreta onde viviam na Islândia. Há muitos anos que David procura a localidade secreta perto de um vulcão na Islândia onde cresceu a sua mãe, para lá poder enterrar as suas cinzas, tal como lhe prometeu no momento da sua morte. Por um mero acaso os seus destinos cruzam-se no Phatéon, a aeronave aonde trabalha Annika e que vai levar a expedição geológica de David Kentwess à Islândia. Quando David percebe que Annika poderá ser da mesma vila secreta que a sua mãe tudo faz para que ela lhe revele a sua localização mas, ao cruzarem-se com um lunático que ataca navios usando uma baleia mecânica, o mais provável é que os dois nem sobrevivam para lá conseguir chegar.
Pontos positivos: As reviravoltas mirabolantes e surpreendentes da história. A forma inteligente como é abordada a questão da deficiência física de David. A reflexão sobre a homosexualidade.
Pontos negativos: Um início um pouco lento, um vilão demasiado breve e uma heroína pouco interessante.
Fez-me reflectir sobre: Deu-me vontade de visitar a Islândia. Dei por mim a ver um documentário sobre os vulcões da Islândia e realmente há mesmo muito sobre a geologia daquela região que é interessante e merece ser preservada.
Excerto / Citação: "When you're surrounded by stupidity, self-preservation isn't a sin."
Notas: A autora pediu-me, já na fase da revisão, para ajudá-la com uma dúvida de português e eu concordei em ajudá-la. Acabou por não ser necessário porque afinal já tinha utilizado o termo sobre o qual tinha dúvidas anteriormente e decidiu manter o mesmo termo mas mesmo assim foi simpática o suficiente para me adicionar à mesma aos agradecimentos. Eu sim é que lhe ficarei eternamente agradecida.

Claimed, de Evangeline Anderson

 

Série: Brides of the Kindred (#1 de 8)
Expectativa: Confesso que esta foi uma leitura de último recurso: tinha decidido fazer uma semana de "leituras confortáveis" e no meu caso isso significa romances românticos. Como tinha adquirido alguns ebooks grátis na Amazon decidi que era uma boa altura para despachar sem ressentimentos essas leituras.  O que aconteceu foi que dois ebooks revelaram-se muito curtos e o terceiro muito chato (acabei por desistir dele). Eu já tinha adquirido gratuitamente na Amazon o Claimed há algum tempo e pensei "Porque não?" mas a verdade é que a expectativa que eu tinha dele era mesmo muito baixa porque estava a ser promovido como livro erótico de sci-fi (??) de uma autora auto-publicada.
Estado de espírito: Bom, andava um pouco cansada com o trabalho e a precisar desanuviar um pouco. Comecei o "Claimed" no final da semana e não pensei que o fosse ler tão depressa mas acabou por se revelar uma excelente surpresa.
Opinião: Apesar do cenário sci-fi desta história, "Claimed" é o típico romance romântico da "noiva à força". Lembro-me de pensar, durante os primeiros capítulos, que era desnecessário todo aquele cenário sci-fi que a autora estava usar apenas para colorir a história. No entanto, a certa altura, "o cenário" passou a universo relativamente interessante e percebeu-se que a autora tinha organizado bem as suas ideias criando regras, mitologias, vilões e situações de perigo que vão além da esfera do relacionamento e confrontos do casal, e tornou "Claimed" um pouco mais do que apenas o relacionamento do casal protagonista.
O livro é muito bem-humorado: As várias situações caricatas desde a situação ridícula de ser forçada a casar com um alienígena, ao confronto com o estranho animal doméstico que Baird tem na suite na nave espacial, à descoberta dos vários tipos de "homens" Kindred e suas diferenças anatómicas, além dos confrontos de Olívia com aparelhos domésticos desconhecidos, evitaram que o livro se tornasse monótono, aborrecido ou desinteressante. A escritora domina bem a fórmula deste tipo de romance, mantendo o interesse do leitor e oferecendo-lhe pequenos "docinhos" ao longo da narrativa mas deixando-o sempre pendurado a pedir por algo mais. 
Baird é o típico macho-alfa com uma faceta de ursinho carinhoso, protector, em tamanho XXL e em formato alienígena e Olivia a típica "eu-sou-uma-mulher-moderna-e-sei-o-que-quero-por-isso-não-percebo-porque-estou-tão-confusa" que se vê a braços com uma atracção física inexplicável por Baird que a deixa perto da loucura. É por isso fácil gostar e odiar ambos pelas razões do costume: entrega total, teimosia, burrice, ternura, falta de diálogo...
Os personagens secundários são mais do que meros figurantes (Sylvian, Sophia, Kat, além da sacerdotisa e dos vilões) e percebe-se que alguns deles irão merecer destaque em histórias seguintes.
É engraçado que o livro a que eu mais tinha resistido ler acabou por ser o que mais se adequou às minhas leituras confortáveis que eu procurei nessa semana. Simples de ler, divertido, romântico e claro, excitante.
Resumo: Durante seis meses Olívia teve sonhos recorrentes com o mesmo homem, um homem que ela nunca conheceu. Apenas quando foi selecionada para ser noiva de um guerreiro Kindred é que ela percebeu que o "homem" dos seus sonhos é o alienígena que agora a reclama. Os Kindred são uma raça alienígena de guerreiros que protege a Terra e outros planetas, da força maléfica dos Scourge. Em troca dessa proteção, e por sofrerem de um mal genético que resulta em que 95% da sua descendência seja do sexo masculino, eles exigiram em retorno poderem acasalar com as fêmeas humanas. 
Quando Baird estava a ser torturado e mantido em cativeiro pelos Scourge, a sua mente entrou em sintonia com a de Olivia e foi assim que ele soube que ela era a única fêmea do Universo para ele. No entanto, os rituais de acasalamento entre humanos e Kindred não são semelhantes e Olivia tem de passar por um periodo de reivindicação, em que o guerreiro Kindred tem de conquistar a fêmea que escolheu e o qual dura 4 semanas humanas, com as seguintes regras:
A semana do Toque - o guerreiro Kindred pode tocar e agarrar a sua noiva.

A semana do Banho - o guerreiro e a noiva banham-se juntos e ele pode massajá-la com óleos perfumados e dar-lhe prazer.
A semana do Provar - o guerreiro está autorizado a dar prazer oral à sua noiva.
A semana da União - o sexo é permitido mas depende da noiva se deseja ou não ter "sexo vinculativo" que é um processo especial e específico.
Além disso, Olivia é uma humana que se sente raptada da sua vida na Terra e muito contrariada com toda a situação. A promessa de amor eterno e sexo ardente poderá não ser o suficiente para a convencer a ficar com Baird. Ou será?
Pontos positivos: A mitologia em redor à reverência pelo sexo feminino pelos Kindred e o quanto eles estão dispostos a dar a vida para proteger a sua fêmea.
Pontos negativos: O episódio na casa da Jillian foi um pouco desnecessário. Não haver menção quanto à idade dos Kindred e expectativa de vida.
Fez-me reflectir sobre: Esta insistência ridícula de humanizarmos qualquer conceito de biologia extraterreste.

Eu sou a lenda


Resumo: Robert Neville é o último homem sobre a Terra. Uma bactéria transformou a humanidade em vampiros mas ele continua imune à bactéria, apesar de não saber porquê. Neville sofre todos os dias para manter intacta a sua casa, para não ser apanhado pelos vampiros mas acima com a solidão da sua condição.

Expectativa:  Um pouco desanimada com o livro com que iniciei a leitura temática. Felizmente este livro foi bem melhor.

Opinião: Eu gostei muito deste livro apesar de não ser grande fã de terror. "Eu sou a lenda" foi o livro que criou "o sub-género dos mortos-vivos", sub-género hoje muito popular e comum. Achei que, para um livro publicado em 1954, é ainda muito actual. Gostei de  acompanhar a luta de Robert Neville pela conservação da sua espécie, a humana, por querer viver mesmo quando não compreende porquê. Emocionalmente é muito intenso e conseguiu-me levar às lágrimas em determinado ponto.
Eu tinha este livro na minha estante há já algum tempo e ainda não o tinha lido porque detestei a adaptação para filme com o mesmo nome e tendo o Will Smith como protagonista. Felizmente o livro não tem nada a ver com aquela mixórdia de clichés que inventaram.
Aconselho vivamente a leitura, uma daquelas que nos faz pensar e muda algo dentro de nós.

Estado de espírito: Bom, sinto-me menos cansada do que é costume nesta época do ano.

Pontos Positivos: Boas cenas de acção e reflexão, gosto dos diálogos internos de Neville, a escrita do autor e a excelente tradução feita por Fernando Ribeiro e David Soares para a Saída de Emergência.

Pontos Negativos: Os 3 contos no final não estão assinalados como tal, pensei que fossem capítulos finais do livro e confundiram-me imenso.

Fez-me refletir sobre: A solidão. A importância do contacto humano e animal nas nossas vidas.

Eternal Rider

1 Eternal RiderLido no Kindle
Lido em Inglês
Esta opinião contém spoilers

Série: Lords of Deliverance ( #1 de #5)

Resumo: De uma succubus e de um anjo caído foram geradas quatro crianças: três rapazes que foram trocados por crianças humanas (Reseph, Ares e Thanatos) e uma rapariga que cresceu até à idade adulta no Inferno (Limos). Quando chegaram à idade adulta os quatro foram condenados a transportar consigo os selos do apocalipse. Caso estes se quebrem, rendem-se completamente ao lado do Mal e espalharão o apocalipse sobre o Terra.
Quando o selo de Reseph se quebra, e este se transforma no Pestilência, Ares sabe que a contagem decrescente para a quebra do seu selo começou e terá de encontrar e proteger o seu agimortus. O que ele não contava é que o seu agimortus tivesse sido transferido para uma humana, Cara. Esta desconhecia a existência de hellhounds, demónios, anjos ou cavaleiros do Apocalipse mas quando um hellhound cachorro e Ares se atravessam no seu caminho, não há forma como escapar, excepto morrendo, e isso é exactamente o que não pode acontecer.

Expectativa: Nenhuma. Adquiri o livro pelas capas e escolhi lê-lo ao calhas.

Opinião: Este foi o meu primeiro contacto com um dos livros de Larissa Ione mas não será o último. A única autora que eu li que tem um estilo semelhante, tanto na criação do universo assim como no desenrolar da acção e romance, é a Sherrilyn Kenyon (autora da saga O Predador da Noite). As primeiras páginas foram um pouco complicadas para mim: muitos nomes, muita acção, senti-me jogada para universo estranho e complicado. No entanto o livro foi viciante o suficiente para continuar a ler. Rapidamente afeiçoei-me aos protagonistas e a cada reviravolta de enredo eu roubava a mim mesma uma hora de sono.
Cara e Ares são ambos o produto de um passado atormentado e o par mais improvável de acontecer: ele é o todo-poderoso Senhor da Guerra, um dos Cavaleiros do Apocalipse e Cara é o frágil produto dos traumas do seu passado, uma mulher sozinha e sem família. No entanto, na iminência do Apocalipse, o amor e o sexo acontecem. Apesar de apreciar que estes livros tenham cenas mais picantes, confesso que as deste livro, apesar de serem bem descritivas (e detalhadas!!), parecem ter acontecido nas alturas mais estranhas. Houve um momento em que pensei: "Ok, o Apocalipse está prestes a acontecer e AGORA é que lhes apetece fazê-lo?!"
Além dos protagonistas, a história também está recheadinha de personagens interessantes. Os outros Cavaleiros do Apocalipse por exemplo, têm cada um características físicas e temperamentais bem definidas (e serão os protagonistas principais dos próximos livros, incluindo o vilão Reseph). Além deles, há todo um mundo de anjos e demónios, muitos deles emprestados da saga que precede e deu origem a esta, intitulada de Demonica.
Acção, romance, aventura e fantástico é algo que não faltou neste livro, que me encheu as medidas numa altura em que senti falta de algo leve e quente e imaginativo para ler neste verão.

Pontos positivos: O romance e a acção são doseados na forma certa, a forma viciante como tudo se desenrola, o Universo e os Cavaleiros em particular.

Pontos negativos: A inclusão dos personagens da saga Demónica, que fez pouco ou nenhum sentido para quem não os conhece. Acredito que deve ter sido excelente para os fãs que já os conheciam mas para mim foi apenas estranho e demasiado. A constante menção às unhas cravadas na pele do protagonista masculino durante as cenas mais hot.

Estado de espírito: Depois de umas férias um pouco depressivas resolvi pausar o livro que tinha em mãos e escapar para um romance paranormal. Eternal Rider acabou por ser rebuscado e romântico o suficiente para me encher as medidas e ofereceu-me o escape que procurava.

Fez-me refletir sobre: Dos actos de bondade podem vir grandes recompensas.

Duas sagas, três contos

"Zane's Tale", de Jill Myles

Pensei, erradamente, que este conto se inseria noutro momento da história (porque é que Zane abandona a Jackie a meio do 2º livro). 
Na verdade o conto não explica porque é que ele abandonou a Jackie nem contribui com nada de especial para a saga. Apenas serve para mostrar que ele gosta da Jackie e que tem saudades dela, além de aproveitar para ter uma cena de ciúmes do Noah, aquele que a protege e cuida dela quando o Zane desaparece. 
Enfim, cada vez menos percebo o encanto desta personagem. 



"Succubus, Interrupted", de Jill Myles

Este conto, da mesma saga que o conto anterior, é mais focado na amiga succubus de Jackie, a Remy. Basicamente explica que a Remy apenas tem um dos seus criadores vivos e que este exige o seu regresso a cada 100 anos, dando-lhe em troca 100 anos de liberdade. Inconformada com a situação da amiga Jackie decide acompanhá-la e tentar convencer o Serim a libertar Remy dos seus deveres.
Os eventos decorrem depois dos eventos do 3º livro e a cena inicial está relacionada com a promessa que Jackie fez a Gabriel.
O conto está engraçado e é bem humorado mas incomoda-me imenso a tendência que a autora tem de emburrecer os personagens em redor de Jackie para que esta pareça melhor. Senti isso no caso da Remy: voltou-se a enfatizar a superficialidade de Remy para mostrar a inteligência de Jackie e a utilidade e importância de Zane. Mais uma vez mostrou-se o quanto os Serins são maus, mais uma vez as únicas cenas de sexo "vistas" foram as de Jackie.
Podia ter sido bem melhor.

 

"Tethered", de Meljean Brook

Esta saga é actualmente uma das minhas favoritas e foi um privilégio poder ler este conto antes da sua publicação. 
Uma das características que mais gosto é a forma como a autora interliga vários pontos, personagens, locais do universo "The Iron Seas". No caso de Tethered reencontramos Archimedes Fox e Lady Corsair vários meses após o seu casamento, numa aventura que os leva a um dos locais mais assustadores a qualquer capitão do ar (quem leu o The Iron Duke irá rapidamente reconhecer o local).
Tethered significa em português amarrado, e é sobre isso mesmo que fala este conto: não só as amarras que podem prender a nave mas também as amarras que nos prendem aqueles que amamos. Para quem amou o Archimedes Fox em Heart of Steel irá certamente adorar reencontrá-lo.
"You're an incredible man, Archimedes Fox." He often thought so, too.

Bloodfever

bloodfever

Lido no Kindle 
Lido em Inglês
Esta opinião contém spoilers
Série: Fever (#2 de 5)

Resumo: Mackayla ainda mal recuperou do que aconteceu na casa do Lord Master e novos problemas surgem à sua porta: o Inspetor que estava a investigar a morte de Alina aparece morto e Mac é agora a principal suspeita. Fiona tenta matá-la, um espectro começa a assombra-la e o pai aparece para leva-la de volta aos EUA. Ela sabe que não pode regressar, ainda não. O pai revela-lhe como foi adoptar as duas irmãs ainda bebés e que não tem mais informação sobre a mulher que as deu para adopção. A pessoa que pode deter essa informação é Rowena, a idosa que não a ajudou das duas ocasiões que Mac a viu. Mac descobre que que as Sidhe-seers estão organizadas mas ainda é muito cedo para poder confiar nelas. Depois de ser transportada para Fairie por V’Lane, Mac regressa e descobre que perdeu um mês da sua vida. Tudo em Dublin parece estar pior e Hunters são avistados. Um deles persegue-a e Mac acaba por cair nas mãos de um velho inimigo.

Expectativa: Li o 1º volume recentemente e estava curiosa em dar o próximo passo no mundo misterioso de MacKayla Lane.

Opinião: Peguei no Bloodfever ainda estava a ler Os Leões de Al-Rassan, porque precisava de desanuviar um pouco daquela leitura. Depois comecei a ler o E Tudo o Vento Levou (que estou a adorar) e comecei a ficar obcecada com o livro. Para desanuviar voltei a pegar no Bloodfever e… já não o consegui pousar!Que leitura viciante!!!
A nossa amiga MacKayla está menos “loira”, mais atenta e cuidadosa. No entanto, não tendo sido educada como sidhe-seer, volta a cometer erros e a cair em situações perigosas. O mais viciante destes livros é não sabermos ao certo o que se passa e se os nossos aliados são bons ou maus na luta contra os Faeries.
Barrons, o que raio é o Barrons afinal?! Adoro que a Mac passe a vida a desdenhar dele e depois ver que a atração entre eles gera energia elétrica suficiente para alimentar uma pequena cidade durante uma semana. Descobrir o que o Barrons é quase como uma regra de “noves fora”: ele não é humano mas não é Fairie, não é Sidhe-seer, não come UnSeelie e está todo cheio de tatuagens protetoras no corpo. Porque é que ele não abre o jogo?? Fico doente com estes mistérios (e adoro!!).
V’Lane volta a aparecer, da forma mais inconveniente possível, fazendo a Mac a viver uma situação agridoce quando está em Fairie. V’Lane também quer o livro e pouco mais sabemos além disso.
Ficamos a conhecer a Dani, e esta leva-a até à idosa que Mac tinha encontrado duas vezes no livro anterior: Rowena. Com ela ela aprende algo mais sobre a sua espécie mas não dá pulinhos de alegria para se juntar ao resto do bando (boa Mac!!") e abandonar o Barrons.
No fim Mac reencontra um velho inimigo que está MUITO chateado com ela e que a deixa num estado lastimável, pobrezinha.
O livro termina de uma forma semelhante ao primeiro, ou seja, num terrível cliffhanger que me dá vontade de começar a ler o próximo JÁ!
Se dúvidas tive quanto a esta série, Bloodfever anulou-as por completo. É divertida, dark, com tensão sexual q.b. Acima de tudo lê-se e entretém muito bem. Estou a gostar cada vez mais desta heroína.

Pontos positivos: Todos, leiam esta série!!

Pontos negativos: Por vezes a Mac é um bocadinho EMO mas acho que é em parte normal, considerando o que ela está a sofrer.

Estado de espírito:Bom, estava a tentar anular um pouco da minha obsessão com o E Tudo o Vento Levou e a terminar os últimos dias de trabalho. Algumas situações difíceis têm estado a acontecer na minha vida real e tem sido uma boa forma de anular a dor.

Fez-me refletir sobre: O quanto eu gosto deste tipo de livros, cheios de mistérios e algum terror com uma heroína vacilante e por isso credível.

Volume anterior: #1 Darkfever

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