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Telmixa

Mix de leituras, organização, tv, filmes, tecnologia e de mim, claro!

Telmixa

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Limpezas de fim de ano

Em anos anteriores preocupei-me em contabilizar o que tinha lido, o que ainda tinha na pilha por ler e na minha lista de desejos para o ano seguinte. Este ano como li tão pouco (metade do que o ano passado e tão pouco como em 2010) o meu foco de atenção vai dirigir-se para ler melhor.

Ler melhor é complicado. Nunca sabemos o que vamos ler até abrir as primeiras páginas de um livro. Acho que este é, aliás, o meu dilema constante: como escolher e comprar um livro que preencha os meus interesses?

Assim sendo e, aproveitando os dias de Natal que aí vêm, vou aproveitar o tempo extra para decidir o que vou fazer em 2015, no momento de escolher o próximo livro. O que vou fazer?

 

Menos livros na lista de desejos

Um dos primeiros passos (e um dos mais fáceis de concretizar) vai ser rever a wishlist que tenho no Goodreads, pois neste momento tem tantos livros quanto aqueles que li. Vou me fazer a mim mesma estas perguntas para manter ou apagar cada livro:

- Ainda me lembro porque é que o quero ler?

- Ainda quero ler este autor / género / saga / tema?

- É premiado?

- Aparece repetidas vezes em listas de sugestões?

- Foi me recomendado por alguém cuja opinião tenho em consideração?

Se responder pelo menos a 4 destas 6 questões, fica. 

 

Menos ebooks americanos

Ok, a opção pode parecer estranha para quem tem um kindle mas grande parte da "avalanche" de livros maus que tenho lido têm estas duas características. Assim, vou olhar para o Calibre, onde guardo os ebooks, e colocar as mesmas perguntas que farei para purgar a wishlist. 

 

Zeitgeist

Quero estar em mais sintonia com o agora. Sinto que não tenho andado a ler novidades e apetece-me. Foquei-me muito na "pilha" ultimamente (e devo continuar a focar-me) mas por vezes também sabe bem ler algo acabadinho de sair, aqueles livros de que toda a gente fala neste momento e não que falavam há 2 anos atrás. Outra opção são os livros de culto ou livros que foram premiados (Pulitzer, por exemplo). As minhas últimas experiências foram positivas e quero manter-me nessa onda.

 

Menos blogues, mais sites e revistas da especialidade

Grande parte das recomendações que obtive nos últimos anos tem sido através de blogues, nacionais e estrangeiros. Descobri livros fabulosos e verdadeiras desgraças literárias graças a essas recomendações. Mas ultimamente perdi o interesse. Simplesmente não me apetece ler opiniões escritas num blog (irónico, não é?) excepto se for de alguém cuja opinião valorizo. Por isso vou me focar em ler mais revistas como a Estante, A Revista Bang! ou mesmo a Somos Livros da Bertrand. No caso de literatura estrangeira a Tor enche-me as medidas. Aceito sugestões de mais revistas e websites do género.

 

Mais offline

Esta será talvez a resolução mais difícil de concretizar e no entanto é aquela que mais desejo neste momento.

Os últimos meses passei mais tempo offline e tem me sabido muito bem: parece que aquele bombardeamento constante de novidades, promoções, listas de "tenho de ler", os updates de leitura dos amigos no Goodreads, os booktubers etc... desapareceram. Na minha casa tudo o que tenho é as pilhas dos lidos e não lidos. Dos não lidos, olhos para alguns e penso: "Como é que tu vieste parar aqui? Que febre é que me deu para achar que ias ser interessante para mim?" Esta distância entre o momento em que desejei ler algo até ao momento em que o li não é saudável. Culpo em parte ao excesso de recomendações a que estive exposta nestes últimos anos. Menos é mais e espero que menos seja melhor.

 

A quem lê este blogue um feliz Natal e um excelente 2015.

 

 

 

Dois anos!

O SLNB faz dois anos de existência. Apesar de considerarmos o vídeo do final de 2013 como o vídeo zero, a verdade é que o projecto nasceu mesmo nessa altura, e desde então não parámos de conversar. Entre nós e para vocês.

Como parte da celebração deste segundo aniversário, vamos aceitar questões dos nossos espectadores (não serão respondidas perguntas pessoais) e respondê-las no último vídeo deste ano.

Poderão colocar as vossas questões aqui no blog ou no nosso grupo do Goodreads.

 

Dreamfever, de Karen Marie Moning

Dreamfever

Autor // Karen Marie Moning

Série // Fever (#4 de 5)

Editora // Dell Publishing

Estante // Fantasia Urbana

Período de leitura // de 25 de Novembro a 3 de Dezembro de 2013

Formato // Ebook

Língua // Inglês

Classificação // 5 estrelas

 

Opinião // Gosto muito de livros narrados na primeira pessoa e, talvez por isso, tenha ficado fã desta série desde o primeiro livro. A narrativa contada por Mac, vai a cada livro, assumindo contornos mais dark, a voz dela vai mudando, amadurece e nós com ela.

Apesar do que outros fãs me diziam, Dreamfever conseguiu manter e elevar o meu gosto por esta saga. A cena final do livro anterior foi um ponto de viragem, sem dúvida, o qual não me desmotivou de todo em continuar. Dreamfever é o mais rebuscado dos 4 livros que li até ao momento mas não me demoveu de continuar (e terminar) a sua leitura. No último terço do livro dei por mim o tempo todo a pensar: "Mas que raio estou eu a ler?" E depois termina noutro cliffhanger. Yupii, not!

Porque gosto tanto destes livros? É difícil explicar. Um misto de heroísmo com o desejo terrível em descobrir o que vai acontecer a seguir. É ver alguém cair vezes sem conta e voltar a erguer-se cada vez mais fortes. É serem tão básicos na escrita e, simultaneamente, tão envolventes. É o serem tão criativos e surpreendentes. É conseguirem apagar o mundo que me rodeia. Dreamfever conseguiu isso e por isso encheu as minhas medidas de leitora.

  

Nomes dos personagens // McKayla Lane, Jericho Barrons, V'Lane, Dany O’Malley

Nomes dos lugares // Dublin

Conteúdo sexual // É descrita uma cena de violação mas de forma pouco explícita. As cenas de sexo são igualmente intensas mas pouco explícitas.

Violência física // Sim

Violência psicológica // Sim

Pontos positivos // Gosto de tudo nesta série, tudo.

Pontos negativos // Talvez a parte final do livro que ficou um pouco confusa.

Fez-me reflectir sobre // Labirintos e más decisões.

Conto: The Bookmaking Habits of Select Species, de Ken Liu

Autor // Ken Liu
Estante // Conto (pode ser lido gratuitamente aqui)
Período de leitura // 6 de Julho de 2014
Formato // E-book
Língua // Inglês
Classificação // 5 estrelas: Adorei-o! É muito bom.

 

Opinião // Isto de mudar de casa obriga-nos a mudar de hábitos. Enquanto que antes chegava à cama e "apagava", agora dou por mim a dar voltas e voltas, ouvindo todos os barulhos estranhos, até adormecer. Vai daí, farta de não ter sono, decidi esticar o braço e ler algo "leve e rápido" e escolhi, entre as várias possibilidades no meu Kindle, o conto "The Bookmaking Habits of Select Species" por Ken Liu. Eu penso que tinha escolhido ler este conto por ter sido um dos finalistas do Prémio Nébula, em 2012.

O conto surpreendeu-me imediatamente por não contar uma história mas sim as diferentes formas como várias espécies no Universo lêem livros e, o que entendem por conceito de livro. Achei tão original! Foi quase como estar a assistir a um episódio do "Cosmos" mas sobre livros e hábitos de leitura. Aliens e livros!

Gostei imenso e pergunto-me porque não leio eu contos mais frequentemente. Deveria.

Recordar-te-ei com o coração.

Não é todos os dias que choro a morte de um estranho. Mas também não é todos os dias que perco alguém que me é tão importante como leitora, pois devolveu-me ao mundo da leitura.

Houve um momento da minha vida em que sentia-me um pouco alienada do mundo, dos amigos, da família. Então veio o Natal e uma pessoa que trabalhava ocasionalmente com a nossa Associação ofereceu-nos livros. A mim calhou-me o Cem Anos de Solidão. Como eu não tinha nada para ler, comecei-o imediatamente.

Se me perguntarem do que me recordo de Macondo ou dos Buendia a resposta é "pouco, quase nada" mas lembro-me de me sentir maravilhada. De levar o livro comigo para a mesa da cozinha e esquecer-me que estava a comer. De estar deitada na cama horas seguidas a ler e não querer terminar. Da tristeza de o ter terminado, do sentimento de bênção por o ter lido. De pensar: "Nunca mais vou ler nada assim". E, desde então, todas as lombadas que tenho dobrado têm sido para encontrar o substituto para esse livro, o meu número um. Este blog foi, em parte, consequência dessa leitura.

Devo a Gabriel Garcia Marquéz ter reaprendido a ler: passei de ler porcarias de auto-ajuda para me aventurar a ler mais ficção. Como dizia no Twitter: "Foi como reaprender a amar." Fez-me acreditar que ainda havia coisas boas a serem lidas, que poderia haver outro como o "Cem Anos de Solidão". Que podia ser o Gabo a escrevê-lo.

É por isso que eu agora choro: com a sua morte, morre essa hipótese. Morre a hipótese mas não o génio. Esse prosseguirá na sua obra, tocando tantos outros como eu. Enchendo corações com a melodia da sua prosa e o colorido dos seus personagens.

Gabriel Garcia Marquéz disse:

Recordar es fácil para el que tiene memoria. Olvidar es difícil para quien tiene corazón.

 

Não serás esquecido, Gabo. Não serás.

Nada Tenho de Meu, vários autores

 

Todos sabemos que o ser humano é multifacetado e que não deve ser rotulado apenas por uma das suas características. Nunca tinha pensado nisso em relação à forma como uma história é contada até ter recebido em casa o livro e CD "Nada Tenho de Meu" de Miguel Gonçalves Mendes, Tatiana Salem Levy e João Paulo Cuenca.
Primeiro peguei no livro e, apesar de ser uma novela gráfica, demorei 4 dias a lê-lo. Custei a compreender a mensagem, talvez pela sua narrativa fragmentada, talvez porque não me fosse claro quem era o narrador ou simplesmente pela sua natureza gráfica.
Foi então que, ao ver os episódios desta série e que tudo se encaixou. Sob a direcção Miguel Gonçalves Mendes, as palavras de João Paulo e Tatiana ganham forma, cores, sentimentos. O livro é uma imagem da mini-série. Não bem igual mas quase. Uma ficção sobre a ficção.
"Nada tenho de meu" parece ser um diário de viagem em que os personagens viajam, não só ao extremo oriente mas dentro de si mesmos e nós com eles. Fez-me, por exemplo, viajar dentro de mim mesma e deu-me vontade de rever "O Amante" de Jean-Jacques Annaud e a obra homónima e autobriográfica que lhe deu origem, de Marguerite Duras.
Estes personagens, que se reúnem para um evento específico em Macau, partem em viagem e é a partir daí que surge a desconstrução: a narrativa fragmentada faz o leitor/espectador sentir-se ao princípio um pouco perdido (tal como os personagens) para depois poder apreciar apenas os conceitos: medo, solidão, amor, vazio, desilusão, humanidade.
Apesar de não ter apreciado o livro isoladamente, este, em conjunto com a mini-série, acaba por se tornar muito mais interessante. Duas facetas que se complementam e que formam uma história só, um registo documental ficcionado a três mãos, que une duas culturas díspares, a Ocidental e Oriental, que se encontram para mostrar que humanos somos todos nós. Um só.
Fiquei muito impressionada com a direcção do Miguel Gonçalves Mendes. A fotografia, a edição, o som... tudo é apresentado de uma forma tão bela e sensível (e ao mesmo tempo esmagadora) que me provoca um amargo de boca de arrependimento por não ter visto o "José e Pilar" (até agora, vou tratar disso!). Deu-me também a conhecer dois escritores: a Tatiana Salem Levy, com cujas ideias me identifiquei bastante e João Paulo Cuenca, o mais niilista dos três e de quem quero ler mais coisas num futuro próximo.
Podem ver os episódios que já passaram na RTP2 (sextas-feiras à noite) publicados online no Sapo Vídeos. Cada um tem a duração de 10 minutos. Ou comprarem o livro com o DVD e assim obterem a experiência completa.

Outlander - a série de TV

Eu sei que este é um blogue sobre livros mas é muito difícil para mim não falar das adaptações televisivas e cinematográficas de livros que li e, principalmente, de livros que gostei bastante.

"Outlander - nas asas do tempo" foi para mim uma longa leitura de verão e uma das minhas favoritas de 2011. Quase um ano depois veio a notícia que esta estava a ser adaptada para série de TV.

Muita coisa aconteceu entretanto. Apesar de estar muito activa a falar sobre o tema nas redes sociais tenho evitado entupir este blog a cada novidade que surgia mas agora existem novidades suficientes para fazer um texto mais compostinho e que possa abrir o apetite a todos aqueles que ainda não decidiram se querem ver a série ou se querem arriscar a ler o livro.

 

Outlander é resumidamente a história de Claire, uma mulher que foi enfermeira durante a 2ª Guerra Mundial e que está de lua-de-mel-pós-guerra com o seu marido Frank Randall, na Escócia. Frank é professor e está muito interessado na sua árvore geneologica e Claire nas plantinhas que crescem pela Escócia. Numa das suas explorações Claire descobre um monumento de pedras e viaja no tempo para o passado, mais precisamente para o ano de 1743. Confusa, perdida e muito inglesa, numa época em que os escoceses se rebelavam contra os ingleses, Claire é levada por um grupo de escoceses e depressa percebe que o antepassado do seu marido Frank é um inglês pouco simpático chamado Jack Randall. Para se safar das garras do Jack Randall e se manter com os escoceses, Claire casa (e mais tarde apaixona-se) por Jamie Fraser.

 

No final de 2011, ao fazer o balanço do ano, escolhi dois actores que seriam boas opções para interpretar Claire e o Jamie. Para a Claire escolhi a atriz Emily Blunt e para o Jaime o actor Henry Cavill. Os actores escolhidos para estes papéis foram dois actores desconhecidos: Caitriona Balfe e Sam Heughan. Para o Frank/Jack Randall foi escolhido o actor Tobias Menzies, que entrou na Guerra dos Tronos.

 

 Claire (Caitriona Balfe) Jamie (Sam Heughan)
  
 Frank Randall (Tobias Menzies) Jack Randall (Tobias Menzies)

O elenco está recheado de actores interessantes além destes 3 protagonistas, como poderão ver na página oficial da série. A loucura do casting começou em Julho de 2013 quando, inesperadamente, surgiu a confirmação da escritora Diana Gabaldon de que o Jamie tinha sido encontrado. Aquele que parecia a escolha mais complicada acabou por ser a primeira. Depois outros actores foram sendo escolhidos para os mais variados papéis mas nada de Claire! Foram precisos mais dois meses até que se encontrasse aquela que vai ser a protagonista desta história. A minha primeira reacção?! "Oh, ela é tão bonita!"

 

Além da página do Facebook e da conta no Twitter, onde promovem e interagem com os fãs, há também o Instagram onde colocam as imagens dos bastidores da série, que está a ser filmada na Escócia. Aí podemos ver a qualidade da fotografia, cenários e guarda-roupa que está a ser depositada nesta produção.

A estreia está prevista para o verão mas ainda não há data marcada. Até lá vamos nos entretendo a stalkar actores, escritores e produção no Twitter, a aprender a dizer Sassenach ou Craig na Dun, a rir dos posts no "That's Normal" e a ver streamings online de eventos com fãs a que não podemos ir, como o que aconteceu no sábado passado. Ah, é verdade, e já existe um trailer, apesar de apenas 4 episódios (num total de 16) terem sido filmados:

 

Até lá, se procuram um lugar em português para saber todas as novidades sobre a série e discutir a série e o livro, existe o grupo no Facebook chamado Outlander Portugal. Por enquanto ainda é um grupo fechado mas que pretendemos abrir no verão quando a série estrear.

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