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Telmixa

Mix de leituras, organização, tv, filmes, tecnologia e de mim, claro!

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TimeRiders: O dia do Predador, de Alex Scarrow

Autor // Alex Scarrow
Série // TimeRiders (#2 de 9)
Editora // Civilização Editora
Estante // Viagem no Tempo
Período de leitura // de 2 a 11 de Outubro de 2013
Formato // Papel
Língua // Portuguesa
Classificação // 4 estrelas: Gostei muito.

 

Opinião // Após ter ficado maravilhada com o primeiro livro desta série, comecei o segundo com algumas reticências, nomeadamente quanto ao "tempo" que iria ser visitado. É que eu detesto dinossauros. Detesto. E a sinopse dizia-me que que era para lá que Liam ia viajar desta vez. Mesmo assim o primeiro livro tinha sido cativante o suficiente para desejar continuar a ler as aventuras de Liam, Maddy, Sal e a sua Unidade de Apoio.

Alex Scarrow estratificou o enredo de forma a ser algo mais do que "miúdos a fugir de dinossauros", alternando o sofrimento de Liam e Becks (a Unidade de Apoio é menina desta vez), com o de Maddy e Sal. Mas, melhor que tudo, foi termos um ponto de vista do vilão, o dinossauro-chefe.
Acabou por ser uma aventura bestial, com muitos momentos de acção mas também um livro mais maduro, tanto em termos de escrita como de desenvolvimento de personagens. Liam começa a sentir as primeiras pontadas da adolescência mas, simultaneamente os efeitos que as viagens no tempo têm nele. Maddy sente-se culpada pelo que aconteceu a Liam e sente o peso da responsabilidade.
O livro tem um cliffhanger magnífico mas do qual eu já desconfiava. No entanto vai ser interessante perceber como é que vai ser explicado.
Acho que Alex Scarrow consegue a mistura perfeita entre história e aventura e só lamento que a Civilização Editora tenha parado com a publicação desta série. Continuarei a ler as aventuras destes miúdos, a partir de agora, em inglês.

 

Obrigada Slayra por esta prenda de aniversário, gostei muito.

 

Nomes dos personagens // Liam, Maddy, Sal, Foster, Becks, Edward Chan
Nomes dos lugares // Nova Iorque 2001, Texas (futuro), Texas (Cretáceo).
Violência física // Sim, alguma mas pouca.
Violência psicológica // Não.
Mensagem // Amizade, união, confiança.
Pontos positivos //  A aventura, a explicação história, os personagens.
Pontos negativos //  Nenhum, foi uma excelente leitura.
Fez-me reflectir sobre // Que por vezes, tudo o que temos é a nossa inteligência e a confiança noutrém.

The Handmaid's Tale / A história de uma serva, de Margaret Atwood

The Handmaid's Tale / A história de uma serva

Estive a ver um hangout sobre este livro e, grande parte do tempo em que ouvia uma das intervenientes a falar do livro, pensava: "Não, leste tudo ao contrário! Como é que é possível alguma mulher não gostar deste livro? Ultrapassado?! Nem pensar!" E de tanto pensar isto lembrei-me que ainda não tinha escrito sobre o mesmo. Acho que, por ter feito um SLNB sobre o livro, onde falei tanto sobre ele, me meteu de ressaca até agora. Contudo, ouvir alguém expressar uma opinião tão diferente da minha fez o meu sangue ferver e por isso aqui fica a minha opinião.
A Margaret Atwood revelou ser uma escritora excepcional, apresentando no "A História de uma Serva" a possibilidade arrepiante de, o mundo como o conhecemos mudar radicalmente amanhã, ser substituído por uma sociedade teocrática e despir as suas mulheres das suas identidades e direitos.
Offred é a personagem que nos guia através dos eventos. Vivemos toda a história presente e passada através dela. Ela é uma serva: como mulher fértil mas com um passado considerado "imoral", foi entregue a uma família com a finalidade de procriar e fornecer-lhes uma criança. Como é uma sociedade afectada por problemas ambientais, as crianças são o seu bem mais precioso, pois são poucas as que nascem sem problemas ou sobrevivem à gestação.
Este não é um livro para entreter ou ser agradável. Não nos dá uma conclusão moral no fim, não é essa a sua finalidade. Este é um livro para nos fazer pensar: Quem somos como sociedade, o papel do homem, da mulher, da família. O poder da religião nas nossas vidas. A falta de união entre as mulheres. Quem é realmente o sexo fraco?
Agora, enquanto ouvia a opinião de alguém que não gostou do livro dizer "Oh, isto seria impossível de acontecer nos dias de hoje" percebi o papel das "Tias" neste livro. Haverá sempre alguém que vai experienciar a realidade de outra forma, e agir de outra forma. Os nossos valores moldam-nos e temos tendência a lutar por aquilo que acreditamos. Se acreditarmos na ilusão que vivemos numa sociedade livre e segura, negamos a possibilidade de vir a perder a nossa liberdade e segurança. E não lutaremos por eles quando for necessário. Não devemos viver com medo mas é nosso dever vivermos alertas para o que nos rodeia. Este é um livro escrito em 1985 mas que ainda hoje é um verdadeiro alerta: há fragilidade nas nossas instituições, há desunião no nosso sexo (feminino), há imoralidade e há fanatismo religioso. Há a possibilidade de sermos Offreds. Basta olhar para o mundo como ele é hoje e rapidamente percebemos que o mundo está cheio delas.

 

Nomes dos personagens: Offred, Martha, Wife, Serena Joy, Ofglen, Nick, The Commander
Nomes dos lugares: Republic of Gilead
Conteúdo sexual: Pouco descritivo, incómodo.
Violência física: Alguma.
Violência psicológica: Sim, bastante.
Mensagem: Política, religiosa, social.
Pontos positivos: A voz de Offred e as suas reflexões.
Pontos negativos: Não gostei da cena de castigo em praça pública.
Fez-me reflectir sobre: Os direitos da mulher e o quanto isso afecta toda a sociedade.

Autor: Margaret Atwood
Editora: Random House
Estante: Distopia
Leitura temática: Leitura Conjunta para o SLNB
Período de leitura: de 16 de Setembro a 1 de Outubro de 2013
Formato: Ebook
Língua: Inglês
Classificação: 5 estrelas - Adorei-o! É muito bom.

 

Sangue Final, de Charlaine Harris

Sangue Final

Nas mil e uma vezes em que planeei mentalmente como é que iria escrever esta opinião pensava sempre: "Vou tentar falar do livro de forma individual e não apenas como a parte final de uma série." E tantas vezes pensei isso que concluí que seria um erro: afinal de contas este é o livro final de uma série, esta é a última história de um capítulo da vida da história da Sookie Stackhouse. 

Quando um escritor decide começar a contar uma história deveria pensar: "Porque vou eu contar esta história? Porque vale a pena contá-la?" Porque eu, sem dúvida alguma, sempre que pego num livro na livraria e pondero compra-lo ou, quando abro um livro para o começar a ler, penso "Porque é que eu devo ler este livro? O que vou ganhar em ler esta história?".
Há um contrato subentendido entre autor e leitor em cada livro comprado: ao primeiro de escrever uma boa história, ao segundo de apreciar a viagem do herói e de ver as suas expectativas, sejam elas quais forem, satisfeitas. Não é obrigação do autor de ir ao encontro de determinadas expectativas assim como não é dever de um leitor de ficar satisfeito com uma má história.
Neste livro, que é o final de uma série, havia a obrigação de responder a uma pergunta colocada no primeiro livro: Como é que a Sookie iria viver com a sua telepatia, capacidade que a inibia de se relacionar de forma normal com humanos e que, por isso mesmo, a levou a namorar com um vampiro? Eu li 12 livros à espera de encontrar a resposta a esta pergunta. A fórmula parece simples: A heroína sente-se deslocada da sociedade, descobre que a sua deficiência é um super-poder e torna-se super-heroína.
A heroína não se torna uma dona-de-casa mãe de quatro filhos e feliz por voltar a integrar, de forma aparentemente normal, a sociedade que antes a rejeitava. Ela não se contenta por ficar com o gajo normal e desinteressante. MEU DEUS, ninguém lê livros de Fantasia Urbana porque quer que a heroína, que lida com vampiros, metamorfos, lobisomens, demónios e fadas, se torne numa mulher normal, como nós. Que felicidade tiro eu como leitora de fechar o 13º livro de uma saga e a suposta heroína ainda achar que a sua telepatia é uma espécie de deficiência? Que é melhor afastar-se dos vampiros, que antes lhe deram conforto e protecção porque não podem procriar?! Que a mensagem transmitida é que a única fonte de felicidade possível é casar, ter filhos e contentar-se com um emprego medíocre?
Desde Abril que tento perceber porque é que a autora fez estas opções. Várias hipóteses se levantaram: falta de motivação em escrever mais um livro da saga, vontade de dar uma lição aos fãs e mostrar-lhes que era superior ao que estes exigiam como final da série, incapacidade de lidar com o enorme universo que criou, etc. Em Setembro, quando finalmente li o livro, pensei que já não estivesse chateada com o seu conteúdo e que iria ser capaz de o ler com o devido distanciamento e compreender as suas escolhas. Não fui. Hoje, quase cinco meses depois de o ter terminado, já não me interessa saber o porquê. Vou relegar esta autora para a minha lista de "não voltar a ler". Ao escrever algo tão mau, desleixado e insatisfatório só me fez temer pelas outras séries do mesmo género que estou a acompanhar. Temo que outras autoras lhe sigam o exemplo.
Devo muito à Charlaine Harris e aos livros da Sookie Stackhouse, eles ofereceram-me entretenimento e acesso a um mundo que desconhecia: fiz amigos além-fronteiras, ajudei a dinamizar uma comunidade de fãs em Portugal, criei um bom relacionamento com a editora Saída de Emergência (que os editou em Portugal), fizeram-me ler um género de livros que nunca leria se não fosse a série de tv. Até conheci a autora quando veio a Portugal: uma senhora muito amável e bem-humorada. Mesmo assim, apesar da euforia, não sou fã incondicional. Sou fã de boas histórias. Sinto-me incapaz de defender esta saga como antes o fazia perante as más criticas que recebia.
Por fim um breve resumo do livro: Aparentemente alguém tenta matar a Sookie e ela acaba presa já não me lembro bem porquê e ela chama os amigos não vampiros para ajudar e afinal já se pode regressar da terra das fadas quando se quer e fazer a vingança final e a Sookie é incapaz de perdoar a uma boa amiga apenas porque ela lhe tentou um arranjinho no passado. Ah e os vampiros são maus e afinal já não faz mal acasalar com pessoas de quem podemos ouvir os pensamentos.
A sério, a história é simplesmente isto. É apenas mais uma história de crime e mistério. Não ganhei nada em lê-la e quero esquecer que a li.

 

Nomes dos personagens: Sookie Stackhouse, Bill Compton, Sr. Cataliades, Sam Merlotte, Eric Northman, Pam.
Nomes dos lugares: Bon Temps.
Conteúdo sexual: Uma cena de sexo.
Tipo de cenas: A cena é, na sua maioria, incomoda de se ler, em vez de excitante que é o que a autora deveria estar a tentar fazer e falhou redondamente.

 

Pontos positivos: Acabou, finito.
Pontos negativos: Não deveria existir sequer, como um todo.
Fez-me reflectir sobre: Se vale a pena continuar a investir em séries de livros.

 

Autor: Charlaine Harris
Série: Sangue Fresco (#13)
Editora: Saída de Emergência
Estante: Fantasia Urbana
Período de leitura: de 3 a 16 de Setembro
Formato: Papel
Língua: Português
Classificação: 1*: Quero esquecer que o li de tão mau que é.

Livros vs páginas lidas: como o desafio do Goodreads pode ser frustrante

Esta altura de fim-de-ano costuma estar povoada por balanços de toda a espécie e, no que toca às leituras, é uma excelente forma de olhar para o que foi lido. Isto não é um balanço ainda mas queria falar um pouco sobre o quanto o desafio anual do Goodreads pode ser frustrante.

Tenho aumentado a minha meta conforme a minha confiança na velocidade de leitura: de 24 livros em 2011 passei para 29 em 2012 e reduzi para 26 em 2013. Entretanto, decidi retirar os contos isolados que leio, da contagem. Apesar de o número de páginas lidas ser relevante, contos não são propriamente livros. Assim sendo, o resultado final é o seguinte:

Como dá para perceber eu li, nos últimos 3 anos, exactamente o mesmo número de livros, sem tirar nem pôr. Ora, pode ser frustrante quando se faz um esforço tão grande para ler mais e ultrapassar os próprios limites. Contudo o caso muda de figura quando se olha para o número de páginas lidas:
Percebe-se claramente que li muito mais este ano.  Apesar de ainda não me ter debruçado muito sobre as razões, há uma hipótese que me salta imediatamente à vista: li mais livros grandes este ano. Ao ler um livro de 704 páginas como o "O Padrinho" só me fazia pensar que tinha que manter o ritmo para poder alcançar o objectivo de 26 livros lidos.  Por outro lado, livros mais pequenos dão uma sensação falsa de velocidade, de estar a manter o ritmo ("Great, you are 2 books ahead") tornando-me mais "preguiçosa".
Num ano em que procurei ler mais qualidade que quantidade, fico contente em perceber que atingi ambos os objectivos.

O Padrinho, de Mario Puzo

O Padrinho

 

Para mim "O Padrinho" vai ficar para sempre associado à praia, estendida ao sol, tentando acabar as últimas páginas do livro mas lamentando terminá-lo.

Mário Puzo é um escritor excepcional. Esperava uma escrita crua como a de outros escritores que li dentro do mesmo género e fui surpreendida por uma prosa que nos envolve e aconchega. São setecentas e quatro páginas de puro prazer e entretenimento. Todos nós temos uma noção do que é a Máfia italiana mas só quando se lê este livro é que compreendemos a sua verdadeira essência. Como é formada essa teia de influências e favores, por que valores se regem estes homens, que têm uma cultura tão enraizada que nem um novo país com leis diferentes consegue mudar. Submundo, rede de tráfego de influências, luvas, tudo é aqui explicado através das palavras e acções destes senhores. As suas vidas são algo de assombroso: vivem com a morte e a violência diariamente. Afinal, isso é algo que faz parte do negócio. E só ao ler o livro é que percebi (vi os filmes primeiro) o quanto eles acreditam que o que fazem é bom e correcto. Os seus valores morais, intrinsecamente ligados à religião, são o que lhes dão a justificação para fazerem o que fazem. E são de tal forma convincentes que dava por mim a concordar com eles, a torcer por estes "heróis" que nada mais fazem do que proteger os mais desfavorecidos.
Vito Corleone é inegualável. A primeira vez que vi o filme foquei-me mais na transformação de Michael mas depois de ler o livro fiquei rendida à história de este homem que chegara aos EUA ainda menino, sozinho e sem nada e que tudo conseguiu por ter uma mente arguta e um bom par de "cojones".
Na eterna discussão sobre o que é melhor (livro ou filme) eu vacilo neste caso específico. Como não querer ver o Marlon Brandon como Vito Corleone? Como não ver o Al Pacino transformar o vacilante Michael Corleone no poderoso sucessor do seu pai? A minha conclusão é que ambas as obras complementam-se e ajudam à compreensão da complexidade deste enredo que forma "O Padrinho".

 

Nomes dos personagens: Vito Corleone, Sonny e Michael Corleone, Tom Hagen, O "Turco" Sollozo, o capitão da polícia McCluskey, Peter Clemenza, Johnny Fontane, Luca Brasi.

Nomes dos lugares: Sicília, Nova Iorque.

 

Violência física: Sim
Violência psicológica: Sim
Tipo de cenas: Mortes violentas, chantagens, perseguições.
Mensagem: Política, Religiosa
Pontos positivos: O enredo intrincado e complexo, a escrita, as frases tão poderosas que entraram no nosso vocabulário.
Pontos negativos: Os capítulos de Johnny Fontane.
Fez-me reflectir sobre: Valores morais, família, protecção, dever.

 

Autor: Mário Puzo
Editora: Bertrand
Estante: Grandes autores
Período de leitura: de 26 de Julho a 17 de Agosto de 2013
Formato: Papel
Língua: Português
Classificação: 5: Adorei-o! É muito bom.

A casa dos espíritos, de Isabel Allende

 

A Casa dos Espíritos

Apesar de ser apaixonada por literatura sul-americana sentia-me simultaneamente curiosa e intimidada em ler este livro, pela sua popularidade. "A Casa dos Espíritos" foi um livro de grande sucesso em Portugal, sucesso este impulsionado pela filmagem do livro nele baseado ter sido feita quase na sua totalidade no nosso país. Ultrapassada esta pressão mergulhei na sua leitura e depressa percebi que pouco ou nada me lembrava dos acontecimentos que tinha visto no filme há muitos anos atrás.
A acção desta história decorre num país sem nome da América do Sul, em tudo semelhante ao país da família da autora, o Chile. Neste livro seguimos três gerações da mesma família, desde o início do século até ao golpe de estado que depôs "O Candidato" eleito nos anos setenta. É curioso como o vilão da história sobrevive a todos os outros personagens que, de uma forma ou de outra, perecem à sua volta. Esteban é um homem duro e muitas vezes cruel, determinado a impor a sua visão do mundo na vida de todos aqueles que o rodeiam.

Felicitou-se por ter comprado uma passagem mais cara, pela primeira vez na vida, e concluiu que era nos pormenores que estava a diferença entre um cavalheiro e um camponês. Por isso, embora em má situação, desse dia em diante iria gastar dinheiro nas pequenas comodidades que o faziam sentir rico.

 

Essa sua atitude acaba por alienar todos aqueles que ele ama, principalmente Clara, quem ele amava de uma forma quase doentia. 

Enquanto Esteban é o sustento financeiro para as mulheres da sua vida, estas são o seu sustento emocional e espiritual. Sem elas Esteban não é ninguém e a morte de cada uma delas transforma sempre o rumo da sua vida.
Clara é uma dos três narradores da história e, durante grande parte da história, o pilar desta família pouco convencional. As suas qualidades sobrenaturais dão um colorido interessante a esta história maioritariamente de tom político. Aliás, não fossem os conflitos familiares, as características extravagantes de alguns personagens e o romance, "A Casa dos Espíritos" seria um livro terrivelmente monótono abafado pelos ideais políticos que a autora tenta transmitir. Há muito mais para dizer sobre este livro em termos de simbologia mas penso que análises desse tipo são mais dignas para uma dissertação do que para uma opinião geral de um blogue. Além disso sinto que sempre que sobreanaliso uma obra acabo por "matar" um pouco a magia da primeira leitura, patamar onde me quero manter em relação a este livro.
Gostei bastante d' "A Casa dos Espíritos" , principalmente do seu enredo denso e complexo, inundado de personagens interessantes e situações um pouco invulgares. A escrita é muito bonita mas longe da beleza de outros autores sul-americanos, como Gabriel Garcia Marquéz.

 

Nomes dos personagens: Clara, Blanca, Alba, Esteban, Férula, Pedro Tercero.
Nomes dos lugares: Três Marias, a grande casa da esquina, a capital.
Conteúdo sexual: Sensual e pouco descritivo.
Violência física: Sim, algumas cenas de tortura são descritas com bastante detalhe.
Violência psicológica: Sim, discussões e confrontos.
Mensagem: Maioritariamente política.
Pontos positivos: E escrita, a história da família e os poderes de Clara.
Pontos negativos: A parte política da história que quase sufocou o final.
Fez-me reflectir sobre: O quanto estamos ligados e precisamos uns dos outros.


Autor: Isabel Allende
Série: Tripartite (#3 de 3)
Editora: Difel
Estante: Grandes autores
Período de leitura: 21 de Junho a 27 de Julho de 2013.
Formato: Papel
Língua: Português
Classificação: 4: Gostei muito.

O Filho de Thor, de Julliet Marillier

O Filho de Thor

Desconhecia por completo esta autora e "O filho de Thor" mas conheço várias pessoas que gostam bastante dela e decidi aceitar a recomendação da Célia. Não sei bem porquê mas tinha-a associado à Anne Bishop o que agora percebo que foi um erro pois ambas são muito diferentes na escrita e universos. A escrita de Marillier é muito bonita e poética, com muita imaginação e informação histórica mas sem aquele "despejar de informação" que muitos autores acabam por fazer.
A primeira metade do "Filho de Tor" foi a que mais me custou, pois serve para contar como surgiu a amizade entre Sommerled e Eyvind, enquanto rapazes. Não morro de amores por histórias com crianças e cheguei a pensar em desistir. No entanto, a autora coloca estrategicamente alguns mistérios e conflitos que ajudaram a manter o interesse e partir para a segunda metade do livro que se passa nas Ilhas Brilhantes.

Sommerled é desde o início o aparente vilão da história. No entanto como é apenas um rapaz assustado que sofreu bastante na infância ficamos sempre na dúvida se ele é intrinsecamente mau ou apenas produto do seu meio e ambições. Depois há a sua relação com Eyvind. Este é um rapaz lutador e corajoso, de ideais e ambições simples. Só que é essa bondade inata que atrai e mantém Sommeled no seu melhor, impedindo-o de se tornar totalmente mau. Eyvind passa por várias e diversas dificuldades ao longo desta história. Sofre quando tem que agir contra aquilo que acredita e a sua recuperação acontece através de Nessa que se torna a sua mais improvável aliada. Por seu lado Nessa vive em conflito por se apaixonar por um guerreiro do grupo que está em luta com o seu povo e ajudar o seu povo a sobreviver. Foi por causa de Nessa que me apaixonei por esta história. As passagens sobre ela e a sua magia são lindíssimas e transportou-me para um tempo em que nós humanos vivíamos mais ligados à nossa Mãe-Terra.
Em resumo: adorei este livro. Começa de uma forma talvez pouco interessante e lenta mas a pouco e pouco prende-nos, principalmente através dos seus personagens, e faz-nos apaixonar por aquele bonito mundo das Ilhas Brilhantes.

 

Nomes dos personagens: Eyvind, Sommerled, Nessa, Ulf, Margaret.
Nomes dos lugares: As Ilhas Brilhantes, Rogaland
Conteúdo sexual: muito discreto: beijos e carícias.
Violência física: Sim, alguma. Pouco descritiva. Cenas de batalha.
Violência psicológica: Sim, discussões e confrontos verbais.
Mensagem: Política, religiosa.
Pontos positivos: A escrita da autora, as cenas de magia de Nessa, Eyvind.
Pontos negativos: A parte inicial enquanto Sommerled e Eyvind são crianças: apesar de necessária tornou-se um pouco chata.
Fez-me reflectir sobre: Colonização e choque de civilizações. Ligação às forças da Natureza.

 

Autor: Julliet Marilliet
Série: Saga das Ihas Brilhantes (#1 de 2)
Editora: Bertrand
Estante: Romance Histórico
Período de leitura: 6 a 21 Junho de 2013
Formato: Papel
Língua: Português
Classificação: 5 estrelas: Adorei-o! É muito bom.

Faefever, de Karen Marie Moning

Faefever
Eu sabia de antemão que ia sofrer no final deste livro, estava mais que avisada. Quando quase todas as opiniões que lemos começam por "O QUE É QUE ACONTECEU AQUI?!" ou "QUE FINAL FOI ESTE?" sabemos que devemos estar preparados para sofrer. Mesmo assim nada, durante dois terços do livro indicam o que vai acontecer. Ou melhor (e é nisto que eu vejo o brilhantismo de uma autora que planeou a história antes de a escrever) há indícios mas, quando a merda acontece, já é tarde demais. E como leitora fui surpreendida. Este é uma história que é uma autêntica montanha-russa de emoções negras e pesadas.
A Mackayla nunca esteve tão bem como agora. Acho que ela está mesmo no ponto: mais preparada, mais destemida, em que consegue negociar e manipular as várias partes que a tentam manipular e usar, sem ceder demasiado. A Mac está do lado da Mac e de mais ninguém. Adoro-a e detesto-a. Aliás, eu adoro-a. Há muitos momentos neste livro (nos anteriores também) em que percebemos o quanto ela está sozinha e se sente sozinha. Mais do que a dor da morte da irmã é ter de lidar com toda uma realidade e não ter mais ninguém em quem confiar. E nas suas horas mais solitárias somos nós que estamos ali com ela mas não podemos, infelizmente, conforta-la. 

O livro dá uma grande reviravolta no fim, passando de uma simples fantasia urbana a uma distopia, depois de um certo acontecimento de proporções apocalípticas. Mac, Dublin e o mundo: nada fica a salvo do que acontece.
Adoro a forma como Dublin é retratado nestes livros. Dublin não é apenas paisagem de fundo para enfeitar uma história. Dublin é ela própria um personagem que determina o tom, o ambiente, que se agita e sofre através dos seus habitantes. Há todo um parágrafo que resume perfeitamente tudo aquilo que esta história é, na sua essência:

And I had a startling realization: I loved this city.

Even swimming as she was with monsters, deluged by crime, tainted by the violence of the Sinsar Dubh, I loved Dublin. Had Alina felt this way? Terrified of what might come, but more alive that she'd ever been?
And more alone.


Tenho curiosidade e terror em saber o que vai acontecer a seguir a este livro. Será o próximo ainda mais dark? Conseguirei sobreviver como leitora a tanta dor e suspense? Uma coisa é certa: Faefever foi o melhor dos três que li da saga até agora. Se há alguém que quer saber o que é ler uma fantasia urbana, esta é uma boa série para perceber isso mesmo.

 

Nomes dos personagens: McKayla Lane, Jericho Barrons, V'Lane, Dany O’Malley
Nomes dos lugares: Dublin
Conteúdo sexual: Sensual, descritivo, erótico mas com uma cena de sexo apenas e não muito explícita.
Tipo de cenas: Beijos e nudez e uma cena de sexo.
Violência física: Sim
Violência psicológica: Sim
Pontos positivos: Erm.... tudo?
Pontos negativos: Erm.... nada?
Fez-me reflectir sobre: Apocalipse, Inferno, solidão.

 

Autor: Karen Marie Moning
Série: (#3 Fever)
Editora: Dell Publishing
Estante: Fantasia Urbana
Leitura temática: Não
Período de leitura: 31 Maio a 6 de Junho 2013
Formato: ebook
Língua: Inglês
Classificação: 5 estrelas: Adorei-o! É muito bom.

Sought, de Evangeline Anderson

 

Sought

 

Após as histórias de Olívia e Sophia Waterhouse, só faltava contar a história da amiga de ambas, Kat O'Connor. No livro anterior já tinha havido uma introdução ao (futuro) relacionamento de Kat com os gémeos Deep e Lock.
A história destes três é simples: os gémeos só são felizes quando ambos acasalam SIMULTANEAMENTE com a mesma mulher. Além disso têm uma preferência por gordinhas e um dos gémeos é bom enquanto o outro é mau. É no bom vs mau e no sexo a três em simultâneo que consiste grande parte do problema da história romântica.
Tal como nos livros anteriores, "Sought" é condimentado com muito humor e aventuras. Outros "heróis" e damas em apuro são introduzidos nesta história, nomeadamente o filho do vilão, Xairn e a Lauren, prima de Olívia e Sophia. Até agora Xairn tem me despertado muita curiosidade e vai ser interessante ver como será a história dele. Prevejo que este seja venha a ser o herói mais torturado deles todos.
A mitologia destes livros continua a expandir-se mas mantém-se interessante, apresentando as várias culturas planetárias Kindred (e respectivas anatomias) que, por sua vez, originam as cenas mais cómicas ou absurdas. Estou a adorar esta saga porque tem um pouco de tudo o que eu gosto em romances "hot" com o extra do humor e do cenário sci-fi.

 

Nomes dos personagens: Kat, Deep e Lock, Xairn, Lauren, The Allfather.
Nomes dos lugares: Twin Moons, Earth.
Conteúdo sexual: Muito descritivo, com cenas potencialmente chocantes mas pouco frequentes.
Tipo de cenas: Ménage a trois
Pontos positivos: Divertido, criativo, viciante
Pontos negativos: Novamente, a heroína problemática.
Fez-me reflectir sobre: Nada, adoro o efeito anestesiante destes livros.


Autor: Evangeline Anderson
Série: Brides of the Kindred #3
Editora: Kindle Edition
Estante: Romance FC
Período de leitura: de 28 a 31 de Maio de 2013
Formato: ebook
Língua: Inglês
Classificação: 3 estrelas: É assim-assim, gostei.

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