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Telmixa

Mix de leituras, organização, tv, filmes, tecnologia e de mim, claro!

Telmixa

Mix de leituras, organização, tv, filmes, tecnologia e de mim, claro!

Balanço de leitura de 2012

Ao contrário do ano passado, em que dividi o balanço em várias partes, o deste ano será apenas um texto mais curto, em grande parte devido à surpresa preparada para ser revelada amanhã.

Vou começar o meu balanço olhando para as decisões que tinha tomado no final do ano passado e perceber quais foram os que falhei ou acertei.
  • Reduzir números
  • Adquirir menos. 
  • Não olhar a recordes.
  • Apostar na qualidade. 
  • Ler o que compro. 
  • Fazer mais leituras temáticas. 
Reduzir números / Adquirir menos - Consegui gastar menos 51,79€ em livros (para mim) mas também recebi menos prendas em livros e menos livros emprestados. Por outro lado gastei 130€ num Kindle, que eu considero um investimento e não propriamente uma despesa.
No entanto queria acrescentar uma conclusão a que cheguei no outro dia, enquanto esperava pelo comboio: Gastei menos em livros num ano do que em dois meses de passe. E eu não tiro prazer nenhum em comprar o passe. Porque me hei-de sentir culpada por gastar o meu dinheiro em algo que me dá prazer? O meu ordenado não deveria servir apenas para as “despesas” e só eu sei o quanto eu já levo uma vida espartana. O meu auto-controlo é apenas para evitar a compra por impulso, para continuar a comprar livros de forma ponderada e inteligente e não apenas porque é novidade ou porque toda a gente fala “daquele” livro.

Não olhar a recordes / Apostar na qualidade - É mais fácil dizer do que fazer. Sim eu tentei ler mais devagar, até meti o desafio do Goodreads para 18 livros, muito abaixo dos 29 livros do ano anterior. Depois cheguei a Abril (ou Maio) e reparei que já estava quase a atingir os 18 livros. Percebi que a minha velocidade da leitura não é algo que ligo e desligo conforme me apetece mas sim conforme a opção de livros que faço. Infelizmente a escolha de leituras deste ano não foram as melhores e aqui sinto que falhei no objectivo que queria realmente atingir: qualidade. Se há uma justificação então eu tenho duas. A primeira é que eu tentei ler muitos dos livros que eu já tinha comprado em anos anteriores e muitos deles não se encaixavam na no tipo de leitura que eu procurava fazer agora. Por outro lado, este foi um ano complicado a nível pessoal e simplesmente fugi de ler livros que à partida seriam melhores mas que me iriam consumir mais a nível emocional. 
Uma terceira razão, talvez a mais estranha de todas, foi que dei por mim um pouco obcecada com as sagas que já tinha começado e, ou que pelo menos já tinha comprado um livro. Quando finalmente as listei todas fiquei assustada: neste momento tenho dezasseis sagas iniciadas, tenho dezasseis por iniciar (em que tenho um ou mais livro comprados), duas terminadas e quatro abandonadas. E, por norma, a qualidade de uma saga nem sempre está condensada num só livro. 
Assim, encontro-me nesta estranha fase de transição em que me apetece apagar muito do que li nos últimos anos e recomeçar de novo mas olho para as minhas estantes e não posso negar o que já comprei.

Ler o que compro / Fazer mais leituras temáticas  - Este foi o objectivo que eu acho que fui mais bem sucedida este ano. Aderi ao desafio Mount TBR Challenge do blog My Reader’s Block e desafiei-me a ler o “monte” mais pequeno do desafio: 12 livros comprados antes de 2012. Consegui ler 15 livros. 
As leituras temáticas já não correram assim tão bem mas mais por culpa da minha falta de desejo em ser fiel a um tema, por mais interessante que que este parecesse.

As Estantes
As estantes lidas em 2012 (incluindo contos) foram:

Romance Paranormal - 13
Saga Sangue Fresco: (c) Small Town Wedding / Deadlocked / Sangue Ardente / (c) Um toque de Sangue
Saga Lords of the Underworld: The Darkest Night
Saga O Predador da Noite: O Beijo da Noite / (c) Teme a escuridão
Saga Lords of Deliverance: Immortal Rider / Eternal Rider
Saga Succubus Diaries: (c) Zane’s Tale / (c) Succubus Interrupted / My Fair Succubi
Saga Meredith Gentry: O Beijo das Sombras

Fantasia Urbana - 2
Série Fever: Bloodfever / Darkfever

Steampunk - 3
Saga The Iron Seas: (c) Tethered / (c) Mina Wentworth and the Invisible City
Trilogia Leviatã: Leviatã

Fantástico - 3
Série Veneficas Americana: The Native Star
O Prestígio
Os leões de Al-Rassan

Literatura Romântica - 2
The Prince of Pleasure
The Savage

Grandes Autores - 2
Revolutionary Road
O Grande Gatsby

Terror - 1
Eu sou a lenda

Distopia - 1
Trilogia Divergent: Divergent

Auto-ajuda - 1
The Happiness Project

Ficção Científica - 1
Blade Runner – Perigo Iminente

Policial e Espionagem - 1
L.A. Confidential

Os Números
Lidos - 24 livros e 12 contos
Livros comprados - 14 
Livros recebidos - 13

Os melhores três (e meio)
Revolutionary Road
O Grande Gatsby
The Happiness Project
E Tudo o Vento Levou - Vol. 1

Para 2013 não me vou auto-impor muitas regras:
  • Decidi começar um livro de cada saga que ainda tenho por começar e assim excluir e/ou desistir daquelas que não achar interessantes.
  • Decidi participar novamente no Mount TBR Challenge e assim reduzir a pilha de livros comprados.
  • Quero ler menos fantasia e mais livros contemporâneos.
Desejo que 2013 seja um ano generoso e  feliz a todos aqueles que lêem este blogue. Espero que gostem da surpresa que preparámos para ser revelada amanhã. Feliz Ano Novo e um 2013 cheio de boas leituras!

Leviatã

 

Lamentavelmente este resumo contém spoilers

Série: Leviatã (#1 de 3)

Resumo: Após o assassinato dos pais, Alek é levado durante a noite por um pequeno grupo fiel à sua família para parte incerta porque ele é uma peça fulcral da guerra europeia que está agora a começar. Dentro do "Trovão", Alek é agora o herdeiro sobrevivente de um império que poderá ou não herdar quando a guerra terminar.
Deryn é uma rapariga do povo que recusa que o sexo com que nasceu e a idade que tem sejam impedimentos para ser aquilo que mais deseja: um aviador da Força Aérea. Disfarçada como rapaz como Dylan Sharp, inicia a sua aventura logo no dia da sua recruta quando se perde e vai parar ao poderoso Leviatã. Deryn acaba por fazer o seu treino a bordo do Leviatã nas semanas seguintes e percebe que o poderoso navio voador tem a seu cargo uma missão secreta muito importante na guerra europeia que começa agora a desenrolar-se.
É assim que, algures no centro da europa, os destinos de Alek e Deryn se cruzam da forma mais peculiar, em que um príncipe herdeiro fugitivo une forças a um grupo que são potencialmente seus inimigos.
Expectativa: Elevada. A trilogia tinha sido comercializada declaradamente como steampunk, a edição portuguesa estava muito bonita e de boa qualidade, a ideia parecia muito boa e tudo indicava que eu tinha a oportunidade de ler uma boa aventura infanto-juvenil de steampunk.

Opinião: Quando comprei o Leviatã em 2011 nunca pensei que o iria deixar na estante tanto tempo à espera de ser lido. Depois em Abril deste ano comprei o "Besta" e o "Golias" e a espera continuou. Finalmente, quando o grupo "Diários Steampunk" decidiram fazer um episódio sobre o livro decidi que estava na altura de acabar com a preguiça e saltar finalmente para a leitura do mesmo.
Leviatã acabou por não se revelar tão bom como esperava. Não sei se as minhas expectativas eram demasiado altas, se o meu problema é com a primeira metade da história que é bastante chata. 
Para adolescentes de 15 e 16 anos, parecem ter maturidade de 12 anos e mesmo a escrita do autor poderia ser mais elaborada. Se a nível criativo exige que imaginemos uma baleia que voe no ar e morcegos que cospem flechas, penso que a nível de escrita também poderia ser menos "guião de filme" e mais denso. Leviatã é um livro cheio de boas ideias, muito cinematográfico mas com muito poucas ou nenhumas cenas de introspecção. 
Quando Alek finalmente chora a morte dos pais eu achei que foi um pouco tarde demais. Afinal, o que move aquele miúdo? Ele não tem nada a perder, porque raio quer ele perder tempo em fazer alianças com o inimigo ou viver a bordo de um navio?
Além disso, mas isto é implicância minha, achei que perdia sempre algo quando olhava para uma das imagens do livro. Perdia o ritmo, perdia a cor, perdia o momento que tinha tão perfeitamente imaginado na minha mente.
Continuo a ter muitos sentimentos contraditórios sobre Leviatã, mesmo agora depois de o ter terminado. Gostei mais do livro do meio para o fim, acho que é uma forma genial de explicar história da Primeira Grande Guerra a um miúdo, mas acho-o muito distante do livro que prometia ser.
Estado de espírito: Boa, motivada com a leitura conjunta promovida pelo grupo "Diários Steampunk".
Pontos Positivos: O conjunto de ideias originais que o autor pensou muito bem, a tecnologia avançada, a genética animal, etc...
Pontos Negativos: O saltar de perspectiva entre Alek e Deryn a cada 2 capítulos. A distracção dos desenhos. A falta de introspecção dos personagens.
Fez-me reflectir sobre: Que mundo diferente seria o nosso se a tecnologia tivesse evoluído de forma diferente.

O Prestígio


Lamentavelmente este resumo contém spoilers

Resumo: "O Prestígio" é uma história contada a quatro vozes, em duas épocas diferentes. Andrew Westley, Kate Angier, Alfred Borden, e Rupert Angier são os quatro narradores de uma história sobre a rivalidade entre dois ilusionistas do século XIX. Esta rivalidade entre Alfred Borden e Rupert Angier nasce quase por acaso e rapidamente passa do desejo de um em desmascarar o outro para uma vingança e ambição desmedidas de parte a parte. A obsessão de Rupert Angier em descobrir o segredo de Alfred Borden era tão grande que este acabou por recorrer a Nicholas Tesla para lhe criar uma engenhoca que criasse o mesmo efeito de ilusão que  o truque a que Borden chamava de "O Novo Homem Transportado".
Levados aos limites, ambos destroem as suas vidas pessoais e profissionais e, anos mais tarde, a pequena Kate Angier assiste à morte de uma criança numa máquina estranha na cave de sua casa. Convencida que se trata do irmão gémeo de Andrew Westley, descendente de Alfred Borden, escreve-lhe e desvenda-lhe a história da família. Andrew não tem alternativa a não ser ficar naquele lugar sinistro durante a noite onde algo parece pedir-lhe para ficar desde o momento em que chegou e é então que se depara com uma revelação inesperada, resultado da rivalidade dos seus antepassados.

Expectativa:  Estava um pouco apreensiva. Conhecia e gostei imenso do filme que foi adaptado a partir deste livro e por isso receava não gostar.

Opinião: Tal como mencionei na expectativa, estava um pouco apreensiva relativamente a este livro, um receio que agora vejo ter sido infundado e tolo da minha parte e que me afastou durante muito tempo de uma boa história.
O melhor de "O Prestígio", na minha humilde opinião, é o seu formato epistolar. Por não ser contado de uma forma linear, mas sim através de relatos escritos em diário ou recordações, o que fica por dizer na perspectiva de um personagem só mais tarde é preenchido pelo relato de outro personagem. E, tal como num truque de magia, somos nós leitores que temos que preencher as lacunas sobre o que não nos é dito, sobre o que está por detrás da cortina.
Quando um mistério parece se desvendar, outro surge e todos eles estão relacionados com as vidas de Kate e Andrew, os descendentes dos ilusionistas rivais. O livro é por isso uma sucessão de acontecimentos e mistérios, quase como se o próprio livro fosse um espectáculo de ilusionismo. É engraçado, eu detesto ilusionismo, é uma arte que me aborrece de morte, no entanto no contexto histórico em que a história acontece compreende-se porque é que o ilusionismo era a arte admirável e surpreendente que era, assim como o circo, por exemplo. Este "O Prestígio" fez diminuir um pouco a minha aversão em pegar em livros sobre artes circenses.
E depois Christopher Priest faz algo que eu penso que é formidável: de certa forma, logo ao início, conseguiu implantar-me a ideia que algo de muito errado iria acontecer no fim do livro e senti que toda a história era um crescendo para uma revelação final, como num truque de magia. Não houve por isso um momento do livro que eu achasse particularmente chato porque estive sempre cativada em descobrir algum mistério em particular. E claro que no fim todo o ilusionista apresenta o seu melhor truque.
Quanto aos personagens, apesar de não ter tido favoritos, foram todos suficientemente interessantes, cada um à sua maneira. É um romance dominado pelos personagens masculinos, em que mulheres e amantes são apenas satélites nas vidas destes homens. Até Kate Angier é mais uma personagem secundária que serve apenas para ajudar a contar a história de Andrew, apesar de ela ter sido a faísca que dá início à acção.
"O Prestígio" é por isso excelente livro de crime, mistério, fantástico, histórico e algum (mas muito pouco) terror, bem contado e que, além de inteligente, entretém.
A adaptação foi feita ao cinema pela mão de Christopher Nolan, em 2006, tendo como protagonistas Hugh Jackman (Robert Angier) e Christian Bale (Alfred Borden). O filme é um pouco diferente do livro o que eu acho que é óptimo porque assim nenhum estraga a experiência do outro. Os finais de ambos (livro e filme) são arrepiantes e agrada-me que sejam diferentes.

Estado de espírito: Boa, com uma rotina estável mas sem desejo de ler coisas tristes.

Pontos Positivos: O formato diário, epistolar do livro, a narrativa na primeira pessoa acaba por aumentar o suspense, por dar um ponto de vista mais pessoal à história contada. A revelação final está à altura do suspense que criou ao longo do livro.

Pontos Negativos: Não lhe encontrei nenhuns pontos negativos.

Fez-me refletir sobre: Para se contar bem uma história tem que ser bem  preparada, assim como um truque de magia.

The Darkest Night

Lido em Inglês. Lido no Kindle.

 

Série: Lords of the Underworld (#1 de 9)
Resumo: Maddox faz parte de um grupo de guerreiros condenados a viverem com os demónios que libertaram da caixa de Pandora dentro dos próprios corpos. Além disso Maddox tem uma maldição adicional: por ter sido ele a matar Pandora, todas as noites tem de morrer e ser levado para o Inferno. Ashlyn Darrow nasceu com a sua própria maldição: o de ouvir vozes, todas as conversas que aconteceram num determinado local até a um passado distante. É assim que ela toma conhecimento do grupo de guerreiros que vive exilado em Budapeste, que alguns habitantes locais julgam ser demónios mas muitos outros acreditam ser anjos. E quando Ashlyn conhece Maddox ela deseja que ele seja realmente um anjo porque perto dele todas as vozes se silenciam.
Expectativa: Não muito elevada, tinha lido um conto que antecedia este livro que detestei, achei na altura a escrita da autora muito fraquinha.
Opinião: The Darkest Night é o primeiro volume da saga Lords of the Underworld que, é em tudo semelhante a outras sagas de romance paranormal que há actualmente no mercado (como por exemplo O Predador da Noite ou Lords of Deliverance). A história dá-nos a conhecer não apenas Maddox, o protagonista principal desta história, mas também suficientes protagonistas masculinos secundários para ter uma longa saga assegurada. Há que garantir o ganha-pão! A mitologia é interessante, pegando no mito de Pandora e dando-lhe um twist. As protagonistas femininas são todas americanas, o enredo acontece em Budapeste, os guerreiros têm mil anos mas todos se entendem em inglês. Devo dizer que o conceito de vários homens a viverem em conjunto durante milhares de anos debaixo do mesmo tecto e manterem-se razoavelmente sãos psicologicamente pareceu-me algo estranho, assim como o facto de serem guerreiros gerados pelos deuses mas serem em tudo igual aos humanos. Enfim, detalhezinhos menores. 
Ashlyn é uma heroína muito interessante e acaba por ser o elemento dominante do casal. É ela que "persegue" Maddox, tenta protegê-lo e salva-lo. Gosto muito do "dom" dela e do seu trabalho, no entanto tudo o resto é um pouco cliché de heroína romântica, infelizmente. O Maddox foi na sua maioria um personagem bidimensional (ai eu sofro tanto, ai eu sofro e resisto e sou violento e atormentado) com algumas passagens interessantes, como o seu passado como guerreiro. A autora preferiu substituir alguma história de fundo interessante e um romance mais prolongado por cenas de pancadaria que (supostamente) garantiam mais acção e um romance de dois dias que não convence mais que um engate de discoteca.
Quanto a tudo o resto, ou seja, os outros personagens, são muitos e diversificados, há um enredo secundário muito interessante e muitas perguntas que ficam no ar para responder em livros futuros.
Estado de espírito: Boa, acho queria desanuviar um bocadinho da temporada pós-apocalíptica que já me estava a deprimir um pouco e pensei que um romance fosse o remédio que precisava.
Pontos Positivos: A mitologia. O desenvolvimento interessante da história. Ashlyn.
Pontos Negativos: A falta de profundidade tanto dos personagens como na exploração de certos temas, privilegiando cenas de acção à filme.
Fez-me refletir sobre: O mito de Pandora em que todos os males que se espalharam no mundo excepto a esperança.

Eu sou a lenda


Resumo: Robert Neville é o último homem sobre a Terra. Uma bactéria transformou a humanidade em vampiros mas ele continua imune à bactéria, apesar de não saber porquê. Neville sofre todos os dias para manter intacta a sua casa, para não ser apanhado pelos vampiros mas acima com a solidão da sua condição.

Expectativa:  Um pouco desanimada com o livro com que iniciei a leitura temática. Felizmente este livro foi bem melhor.

Opinião: Eu gostei muito deste livro apesar de não ser grande fã de terror. "Eu sou a lenda" foi o livro que criou "o sub-género dos mortos-vivos", sub-género hoje muito popular e comum. Achei que, para um livro publicado em 1954, é ainda muito actual. Gostei de  acompanhar a luta de Robert Neville pela conservação da sua espécie, a humana, por querer viver mesmo quando não compreende porquê. Emocionalmente é muito intenso e conseguiu-me levar às lágrimas em determinado ponto.
Eu tinha este livro na minha estante há já algum tempo e ainda não o tinha lido porque detestei a adaptação para filme com o mesmo nome e tendo o Will Smith como protagonista. Felizmente o livro não tem nada a ver com aquela mixórdia de clichés que inventaram.
Aconselho vivamente a leitura, uma daquelas que nos faz pensar e muda algo dentro de nós.

Estado de espírito: Bom, sinto-me menos cansada do que é costume nesta época do ano.

Pontos Positivos: Boas cenas de acção e reflexão, gosto dos diálogos internos de Neville, a escrita do autor e a excelente tradução feita por Fernando Ribeiro e David Soares para a Saída de Emergência.

Pontos Negativos: Os 3 contos no final não estão assinalados como tal, pensei que fossem capítulos finais do livro e confundiram-me imenso.

Fez-me refletir sobre: A solidão. A importância do contacto humano e animal nas nossas vidas.

Divergent

 

Lido em Inglês. Lido no Kindle
Série: Divergent (#1 de 3)

Resumo: Após um evento apocalíptico, a população de Chicago é dividida em quatro facções: Os Abnegados, os Intrépidos, os Cândidos, os Cordiais e os Eruditos. (Nota: vi a tradução das facções no Divergente Portugal) Beatrice tem 16 anos e prepara-se para fazer o teste que indicará qual a facção a que tem mais tendência em pertencer. O resultado é inconclusivo e Beatrice vê-se a braços com uma indecisão em vez de uma decisão. Na cerimónia ela lá acaba por decidir e abandona a sua facção (Abnegados) e vai para os Intrépidos. Passa por um período de adaptação e treino intensivo e acaba por ter de enfrentar os seus próprios medos. Entretanto ela percebe que os Eruditos estão a usar os Intrépidos e a planear um golpe de Estado para assumirem o poder da cidade. Resta-lhe a ela e a alguns outros conseguirem parar os planos dos Eruditos.
Expectativa: Foi considerado o melhor livro do ano de 2011 pelos utilizadores do Goodreads e por isso tinha-o debaixo de olho há algum tempo. Fui adiando a sua leitura por ser Young Adult mas depois de uma opinião positiva de uma amiga, decidi integrá-lo na minha "Temporada ficção pós-apocalíptica".
Opinião: Eu não consigo explicar porque é que li o livro até ao fim. Provavelmente tinha curiosidade em perceber qual era a finalidade do livro. Seja como for, livros como Divergent são a razão pela qual detesto ler YA: protagonistas irritantes e bidimensionais, enredos absurdos e desprovidos de sentido, glorificação da violência e delinquência juvenil, enfim... Confesso que estou a fazer um esforço para escrever uma opinião decente mas é difícil quando não gosto do que leio.
Como é que é possível acreditar que uma sociedade tenha aceite a ideia que conseguiria viver em "paz e harmonia" se estivesse tão vincadamente dividida por facções? E que isso obrigaria pais e filhos separarem-se sem poderem voltar a estar juntos? Como acreditar que uma pessoa se vai identificar com uma característica apenas a vida toda e viver de acordo com essa característica? Como... porque é que para ser destemido tem que se saltar de comboios e usar tatuagens e piercings? É QUE É TÃO RIDÍCULO!! Dei por mim a pensar enquanto lia: "Olha, que cliché idiota! Olha outro! E outro!" Exemplo: Beatrice decide visitar o irmão que também escolheu uma facção diferente da original, os Eruditos. Quando se vêm pela primeira vez dizem um ao outro:
"You have a tatoo," he says (...) "You have glasses", I say."
Porque toda a gente sabe que só são inteligentes pessoas que usam óculos e mauzões os que têm tatuagens. Basicamente toda a história, 80% pelo menos, é ver a Beatrice (Tris, que é o seu nome "Intrépido"), que parece uma criança de 12 anos, a levar porrada a torto e a direito, a ser odiada por outros miúdos e a namoriscar com um rapaz mais velho. No fim, os últimos 20% o pior acontece e o mundo como ela o conhecia desmorona. O livro fecha com uma passagem tão EMO como tudo o resto, valendo-me a medicação para a enxaqueca para me anestesiar o suficiente e simplesmente não querer saber de mais nada. Ugh, quero tanto esquecer que li isto!!
Estado de espírito: Bom, encontrava-me motivada para o ler.
Pontos Positivos: A capa é muito bonita.
Pontos Negativos: A protagonista, a escrita, a história.
Fez-me refletir sobre: Sobre a aceitação da sociedade americana relativamente a armas e como é, não só aceitável mas igualmente elogiado este tipo de literatura para crianças que glorifica o uso da violência.

The Happiness Project


Lido em Inglês. Lido no Kindle

Resumo: Num dia chuvoso, enquanto levava a filha à escola de autocarro, Gretchen Rubin perguntava-se se era feliz. Era realmente feliz? Ela achava que sim mas esta reflexão não a largou durante muito tempo. Percebeu que queria aproveitar ao máximo os dias com a sua família, amigos, no trabalho e no dia-a-dia em geral. Incomodada com a possibilidade que estaria a deixar escapar "momentos de felicidade" e que não estava interessada em abandonar a sua vida e ir à procura da felicidade, Gretchen decide passar um ano inteiro a melhorar a sua própria felicidade. A esta tarefa chamou-lhe "Projecto Felicidade". Este livro é o relato desse ano de experiências.

Expectativa: Eu já conhecia o blog da autora há algum tempo e nunca tinha realmente me interessado pelo livro até que vi o vídeo no canal Thnkr no Youtube. Achei que esta era a leitura ideal para o momento que estava a passar.


Opinião: Há muito tempo que não lia um livro de auto-ajuda e é sempre aquele tipo de livros que nunca dizemos que lemos porque é foleiro e transmite a ideia que não estamos bem quando até estamos. Até ao dia em que não estamos e não sabemos bem porquê.
Acho que a história da experiência da Gretchen Rubin é baseada um pouco nessa ideia: ela já era feliz, apenas queria ser mais sem negar a vida dela, "sem ter de partir pelo mundo" em busca da felicidade. Decidida a passar um ano a descobrir a sua fórmula pessoal para ser mais feliz, a autora decidiu abordar 12 aspectos da sua vida (um por mês) tentando várias estratégias, pesquisando, fazendo experiências, acertando e errando. Resumidamente: 
Janeiro - vitalidade; Fevereiro - casamento; Março - trabalho; Abril - ser uma mãe melhor; Maio - lazer; Junho - amizade; Julho - dinheiro; Agosto - Eternidade; Setembro - perseguir uma paixão; Outubro - prestar mais atenção; Novembro - atitude; Dezembro - Todas as anteriores.
Em cada capítulo, além de falar da sua experiência ela cita várias personalidades famosas e obscuras, menciona estudos sobre o tema, conta situações de amigos e partilha comentários que as pessoas fizeram no seu blogue. Por ser uma boa escritora ela passa toda esta informação de uma forma muito interessante, nunca chata, o que acabou por tornar toda a leitura relativamente agradável e pouco "auto-ajuda" como em livros que li antes deste. Devido à quantidade de informação acabei por fazer uma série de anotações no meu kindle (23 no total) sobre como encontrar ou produzir felicidade a cada momento da nossa vida em vez de esperarmos que os momentos de felicidade "aconteçam". Alguns exemplos:
"It is by studying little things," wrote Samuel Johnson, "that we attain the great art of having as little misery, and as much happiness as possible."
"We tend to think that we we'll be slightly happier in the future than we are in the present."
"Having some kind of physical way of preserving information keeps good ideas vivid and creates unexpected juxtapositions."
"Unless you make consistent efforts, your friendships aren't going to survive".
"A common theme in religion and philosophy, as well as in catastrophe memoirs, is the admonition to live fully and thankfully in the present."
"Refusing to be happy because someone else is unhappy, though, is a bit like cleaning your plate because babies are starving in India."
"It is easy to be heavy; hard to be light".
E a minha favorita de todas:
"The days are long, but the years are short."

No fim achei que este livro não me trouxe nada de novo mas fez algo melhor que isso: trouxe-me a confirmação, através de outra pessoa, daquilo que eu já sabia ser a "fórmula da felicidade".

Estado de espírito: O meu Verão foi um pouco complicado em relação à "felicidade": tive duas mortes na família e no geral sentia que não estava bem, apesar de não saber o porquê. Enquanto reavaliava as razões da minha "infelicidade" comecei a ler este livro e imediatamente percebi que estava no bom caminho em endireitar o meu dia-a-dia, que precisava de rever certas áreas da minha vida, livrar-me de certos hábitos, criar novos, procurar ter mais pequenos momentos felizes. Foi o livro certo no momento certo.

Pontos Positivos: A escrita, os muitos exemplos, citações e truques. É um livro muito prático que inspira a ser prático também. Tem uma listagem porreira no fim de todos os livros que a autora consultou e menciona no livro.

Pontos Negativos: Acho que não encontrei nenhum.

Fez-me refletir sobre: A felicidade nas pequenas coisas. A gratidão. Trabalhar mais nas minhas amizades.

O blogue da autora: The Happiness Project

O beijo da noite

Série: O Predador da Noite ( #4 de #22)

Resumo: Wulf é um Predador da Noite um pouco diferente dos outros: Ele era um viking mas não fez um pacto com Artémis, foi enganado e a sua alma trocada para se tornar num. Além disso foi lhe rogada uma praga terrível: todos os humanos que não fossem da sua família se esqueceriam dele ao fim de cinco minutos de se afastarem dele. Os séculos passaram e a Wulf resta-lhe apenas Chris. Até que encontra Cassandra, a descendente real dos Apollite, a única que se recorda dele, que está marcada para morrer pelo seu povo e inimiga natural dos Predadores da Noite. Wulf vai então que ultrapassar as ideias pré-feitas que tem dos Apollite e dos Daemon e defender Cassandra e o seu próprio futuro da morte certa.

Expectativa: Eu tinha gostado bastante do Dança com o Diabo e por isso sabia que seria difícil que este livro o ultrapassasse. Como era Verão e já tinha passado bastante tempo desde a última vez que peguei nesta saga de que gosto muito porque é leve, sensual e divertida.

Opinião: Confesso que não tenho muito a dizer sobre este livro. Cassandra e os Apollite foram muito interessantes, assim como a maldição do esquecimento sobre Wulf. Wulf foi um bocadinho decepcionante como viking. Digamos que o cabelo preto matou o charme de homem nórdico para mim. No geral achei o livro um pouco feito em cima do joelho, com a nota positiva de nos apresentar um pouco mais sobre a mitologia dos Predadores da Noite. É um bom complemento à saga mas fraco como livro (e romance) individual.

Pontos Positivos: É bom, entretém. Foi bom saber um pouco mais sobre os Appolite e os Daemon.

Pontos Negativos: Os furos na mitologia desta saga são de arrancar cabelos. Além disso este livro sofre de estranhos erros de continuidade e de mudanças de opinião de personagens. Se eu não encarasse a saga de forma tão levezinha, já a teria abandonado.

Fez-me refletir sobre: Porque é que a escritora não tem um controlo maior sobre datas, lugares e mitologia.

Immortal Rider

Lido no Kindle
Lido em Inglês
Esta opinião contém spoilers

Série: Lords of Deliverance ( #2 de #5)
Resumo: Durante a festa de noivado de Ares e Cara, Arik é arrastado para Sheoul depois de ter beijado Limos. Preso e torturado, ele não percebe como é que um simples beijo o deixou em tal situação. A verdade acaba por se revelar mais tarde já em liberdade: Limos, um dos cavaleiros do Apocalipse, é também a noiva de Satanás, algo que ela já não deseja depois de ter beijado Arik. Juntos (e com a ajuda de Ares e Thanatos) decidem que a melhor forma de se livrarem do perigo é assegurarem o agimortus de Limos e resolverem a questão do noivado dela. Entretanto o Pestilência elabora um esquema para quebrar com o selo de Thanatos, com consequências inesperadas. A frágil relação entre os cavaleiros e o Aegis fica ainda mais abalada depois do que Reagan fez a Thanatos.

Expectativa: Depois de ter gostado muito do Eternal Rider decidi continuar a ler esta saga, curiosa e viciante.

Opinião: Este segundo volume do Lords of Deliverance pareceu-me mais fraquinho do que anterior. A história de Limos e Arik é banalíssima: retira-se todos os elementos de sobrenatural e fica-se apenas com uma história simples de virgindade, mentiras e passados angustiantes. É de tal forma banal que a própria autora decidiu introduzir já a história entre Thanatos e Regan. Há muito sangue, suor e quase sexo, lágrimas q.b. também. Irrita-me ver os personagens do Demonica a ocuparem tanto espaço nestes livros, reduzindo (em vez do efeito oposto) o meu interesse em ler a saga anterior. No geral estou satisfeita com o livro, a Larissa Ione domina bem a arte de nos deixar presos ao livro e continuar a ler mas, olhando para trás, é lamentável que seja um livro que tem tão pouco para contar.
 
Pontos positivos: Os acontecimentos entre Reaver e Harvester, o que raio se passa com aqueles dois? A história entre Thanatos e Reagan, apesar de ter acontecido tudo muito de repente.
 
Pontos negativos: A forma rápida com que Arik perdoou a Limos por tudo, parecia que estava doidinho para lhe tirar a virgindade.
 
Estado de espírito: Há um mantra que preciso de repetir a mim mesma: "Não irás ler dois livros seguidos da mesma saga." Eu sei que há pessoas que não têm qualquer problema em fazê-lo mas, hoje em dia percebo que ao segundo livro já não me sinto tão cativada, que me aborreço da "voz" do autor e que tudo me parece mais do mesmo. Esperar é bom e deixar algum espaço de tempo entre livros da mesma saga é o ideal para mim.

Fez-me refletir sobre: Mentiras e mudança de vida.

Eternal Rider

1 Eternal RiderLido no Kindle
Lido em Inglês
Esta opinião contém spoilers

Série: Lords of Deliverance ( #1 de #5)

Resumo: De uma succubus e de um anjo caído foram geradas quatro crianças: três rapazes que foram trocados por crianças humanas (Reseph, Ares e Thanatos) e uma rapariga que cresceu até à idade adulta no Inferno (Limos). Quando chegaram à idade adulta os quatro foram condenados a transportar consigo os selos do apocalipse. Caso estes se quebrem, rendem-se completamente ao lado do Mal e espalharão o apocalipse sobre o Terra.
Quando o selo de Reseph se quebra, e este se transforma no Pestilência, Ares sabe que a contagem decrescente para a quebra do seu selo começou e terá de encontrar e proteger o seu agimortus. O que ele não contava é que o seu agimortus tivesse sido transferido para uma humana, Cara. Esta desconhecia a existência de hellhounds, demónios, anjos ou cavaleiros do Apocalipse mas quando um hellhound cachorro e Ares se atravessam no seu caminho, não há forma como escapar, excepto morrendo, e isso é exactamente o que não pode acontecer.

Expectativa: Nenhuma. Adquiri o livro pelas capas e escolhi lê-lo ao calhas.

Opinião: Este foi o meu primeiro contacto com um dos livros de Larissa Ione mas não será o último. A única autora que eu li que tem um estilo semelhante, tanto na criação do universo assim como no desenrolar da acção e romance, é a Sherrilyn Kenyon (autora da saga O Predador da Noite). As primeiras páginas foram um pouco complicadas para mim: muitos nomes, muita acção, senti-me jogada para universo estranho e complicado. No entanto o livro foi viciante o suficiente para continuar a ler. Rapidamente afeiçoei-me aos protagonistas e a cada reviravolta de enredo eu roubava a mim mesma uma hora de sono.
Cara e Ares são ambos o produto de um passado atormentado e o par mais improvável de acontecer: ele é o todo-poderoso Senhor da Guerra, um dos Cavaleiros do Apocalipse e Cara é o frágil produto dos traumas do seu passado, uma mulher sozinha e sem família. No entanto, na iminência do Apocalipse, o amor e o sexo acontecem. Apesar de apreciar que estes livros tenham cenas mais picantes, confesso que as deste livro, apesar de serem bem descritivas (e detalhadas!!), parecem ter acontecido nas alturas mais estranhas. Houve um momento em que pensei: "Ok, o Apocalipse está prestes a acontecer e AGORA é que lhes apetece fazê-lo?!"
Além dos protagonistas, a história também está recheadinha de personagens interessantes. Os outros Cavaleiros do Apocalipse por exemplo, têm cada um características físicas e temperamentais bem definidas (e serão os protagonistas principais dos próximos livros, incluindo o vilão Reseph). Além deles, há todo um mundo de anjos e demónios, muitos deles emprestados da saga que precede e deu origem a esta, intitulada de Demonica.
Acção, romance, aventura e fantástico é algo que não faltou neste livro, que me encheu as medidas numa altura em que senti falta de algo leve e quente e imaginativo para ler neste verão.

Pontos positivos: O romance e a acção são doseados na forma certa, a forma viciante como tudo se desenrola, o Universo e os Cavaleiros em particular.

Pontos negativos: A inclusão dos personagens da saga Demónica, que fez pouco ou nenhum sentido para quem não os conhece. Acredito que deve ter sido excelente para os fãs que já os conheciam mas para mim foi apenas estranho e demasiado. A constante menção às unhas cravadas na pele do protagonista masculino durante as cenas mais hot.

Estado de espírito: Depois de umas férias um pouco depressivas resolvi pausar o livro que tinha em mãos e escapar para um romance paranormal. Eternal Rider acabou por ser rebuscado e romântico o suficiente para me encher as medidas e ofereceu-me o escape que procurava.

Fez-me refletir sobre: Dos actos de bondade podem vir grandes recompensas.

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