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Telmixa

Mix de leituras, organização, tv, filmes, tecnologia e de mim, claro!

Telmixa

Mix de leituras, organização, tv, filmes, tecnologia e de mim, claro!

Conto: Falling for Anthony

Formato: e-book
Lido em Inglês
Resumo: 1811, Inglaterra. Anthony é um médico e amigo de infância de Emily e Colin. Apesar da atracção que sente por Emily, por serem de classes sociais diferentes, nunca se atreveu a declarar-lhe o que sente. É por isso um dia surpreendido por Emily e este promete-lhe que regressará um dia. Anthony parte como médico de campanha para a guerra a decorrer em Espanha e aí tem um encontro fatal com uma criatura sobrenatural. Mas, por ter salvo no último minuto o seu colega, Michael decide transformar Anthony num guardião. Contra as regras, Michael decide enviar Anthony de regresso à Terra apenas 10 meses a sua transformação, para proteger Emily e Colin de um Nosferatu. E é durante esse período que Emily e Anthony assumem a atracção que sentem um pelo outro, mesmo sem a esperança de ficarem juntos. Mas talvez as regras tenham cláusulas que permitam excepções.

Crítica: Depois de ter lido o fantástico The Iron Duke da mesma escritora, procurei que mais tinha escrito. Este conto, Falling for Anthony, é a sua primeira publicação e introduz a saga dos The Guardians. Muito diferente, e muito distante da qualidade do The Iron Duke. Não achei que fosse mau, porque a criação do universo assim como todo o contexto onde se desenrola a acção, é muito bom. No entanto, a acção e o romance foram em muitos aspectos fracos. Fiquei um pouco com a impressão que a escritora se sentiu pressionada quanto ao tamanho do conto e então tentou condensar o máximo de acção, sexo e romance possíveis, fora introduzir uma mitologia. Por isso os personagens resultam um bocadinho como folha de papel, sem uma verdadeira profundidade. Acredito que estes aspectos irão melhorar ao longo da saga.

Expectativa e estado de espírito: Esperava uma história bem escrita e boa para adormecer. Li em pouco tempo porque estou de férias.

Pontos positivos: O universo criado, muito interessante. A escritora explica neste vídeo um pouco o universo dos The Guardians:

Pontos negativos: A pressa com que as coisas acontecem com os personagens.

Fez-me reflectir sobre: Nada.

Nota adicional: Um texto muito interessante da autora sobre como foi escrever este conto e porque é que falhou em muitos aspectos.


O Monte dos Vendavais

Resumo: A história de o Monte dos Vendavais afecta duas gerações. Na primeira, Catherine e Hindley são crianças quando o pai deles, Mr. Earnshaw regressa a casa após uma viagem de 3 dias com um rapazinho órfão, escuro como um cigano, que encontrou deambulando sozinho. O rapaz chama-se Heathcliff e fica no Monte dos Vendavais para ser educado de forma igual aos seus filhos. Mas após a morte deste, Hindley toma conta do monte e relega Heathcliff para criado da casa. Catherine percebe que não terá um futuro confortável se ficar com Heathcliff e decide aceitar o pedido de casamento de Edgar Linton, um dos herdeiros da Granja. Ao ouvir esta decisão confessada por Catherine a Nelly, a criada do Monte, Heathcliff decide partir e só regressa 3 anos depois, rico e sedento de vingança. Decide seduzir a irmã de Edgar, Elizabeth, que já se tinha enamorado por ele entretanto. Elizabeth, Catherine e Edgar têm então uma briga terrível, levando Catherine a cair numa depressão após de 3 dias trancada no quarto sem comer. Elizabeth foge com Heathcliff e casam e Edgar corta relações com a irmã. Catherine está grávida e recupera lentamente mas, quando Heathcliff sabe, meses depois que esta não está bem, pede a Nelly para se encontrar com ela. A intensidade do encontro entre ambos é devastador para ambos: Catherine dá à luz horas depois, uma menina, e morre. Algumas horas após o funeral Elizabeth foge do Monte dos Vendavais, levando no ventre o fruto da sua infeliz união a Heathcliff.
Treze anos passam. Cathy, a filha de Catherine e Edgar cresce feliz na Granja junto a seu pai e a Nelly. Elizabeth e Edgar reconciliam-se quando esta lhe escreve que está prestes a morrer e deixar o seu filho Linton órfão. Linton vai buscá-lo mas a lei não lhe permite a adopção dado que o pai Heathcliff ainda está vivo. O rapaz é levado para o monte dos vendavais para viver junto do pai, de Heraton Earnshaw, o filho de Hindley que morreu após uma vida de abuso de álcool, e do empregados. Heathcliff aproveita-se da inocência de Catherine, para levá-la a casar com Linton e assim ficar com toda a fortuna que pertenceu aos Earnshaw e aos Linton. Quando isso finalmente acontece e a sua vingança é terminada, Heathcliff morre.

Crítica: Há tanto para falar deste livro que é difícil escolher sobre o que não falar.
É sem dúvida um livro com uma prosa de elevada qualidade, já tão difícil de encontrar. Achei inacreditável a imaginação e criatividade demonstrada para elaborar algo tão denso de acções e sentimentos. Penso que na altura não deveria ser difícil considerando o número mínimo de distracções existentes. As discussões são páginas e páginas de gritaria, levando os personagens quase ao limite do razoável. São todos egoístas e manipuladores. Acho que de todos só gostei do Hareton, porque conseguiu sublimar-se. Este não é um livro de heróis mas sim um livro de vilões.
A forma como a história é contada levanta muitas questões: é nos contada por Lockwood, que sabe grande parte da história contada por Nelly (ou Ellen) que por sua vez conta os diálogos e os conteúdos dos bilhetes e conversas dos outros. Dei por mim a pensar inúmeras vezes que estupenda memória a Nelly tinha, especialmente ao relembrar as discussões de forma tão detalhada.
Um dos elementos que mais gostei foi do estilo Romântico ou Gótico da história. Toda a paisagem agreste, fria e constantemente fustigada de temporais, chuva vento. A descrição de Heathcliff por ter desenterrado a Cathy e que queria ser enterrado ao seu lado para sentir o rosto frio encostado ao seu, foi uma das descrições que me arrepiou até aos ossinhos. Recordou-me um daqueles poemas do Bocage sobre tormentos e noites escuras. Em muitos pontos os personagens referem a morte como libertação ou salvação.
Mas o que me fez mais gostar do livro foi a quantidade de perguntas que levanta: De que raça era o Heathcliff? Como é que ele enriqueceu? Será que ele era na verdade filho de Mr. Earnshaw e não apenas um órfão que encontrou?
Gostei também imenso do paralelismo entre Heathcliff e Heraton: a ambos foram retiradas a esperança de evoluirem socialmente mas Heraton opta por não se tornar mau embora tenha sido educado para o ser. A diferença de classes, principalmente através da educação, é um tema que surge constantemente. E é interessante como Heraton é descrito: apesar de brutamontes tem um “ar” superior, como se ser de uma classe superior fosse algo genético. Talvez por isso é que Heraton se salva e Heathcliff não.

Expectativa e estado de espírito: É sem dúvida um livro difícil de ler porque em momento nenhum transmite sentimentos de felicidade ou esperança. Comecei a lê-lo na Primavera e tive de parar porque parecia fora de contexto. Foi uma boa opção tê-lo lido agora. Já conhecia a história da sua adaptação de 1992 mas devo confessar que nada me tinha preparado para o que li. É uma leitura muito intensa emocionalmente, com discussões de páginas e páginas em que todos sentem tudo tão ardentemente que por vezes pura e simplesmente não tinha paciência. Sei que se tivesse lido este livro aos 16 ou 17 anos teria feito toda a diferença, para mim. Mas não li, apenas agora e talvez por isso não me tenha deixado impressionar tanto com os amores arrebatadores das personagens.

Pontos positivos: Nesta edição que comprei tenho que elogiar a tradução, estava excelente. A criatividade da autora. A complexidade emocional dos personagens.

Pontos negativos: Nenhum a apontar.
 

Fez-me reflectir sobre: O desejo de manipular os outros. A vingança. A sensação de não ser suficientemente amado.

Links interessantes: The reading guide to Emily Jane Brontë "Wuthering Heights"

Título Original: Wuthering Heights

Dança com o Diabo

 Resumo: Após as atribuladas aventuras vividas em Nova Orleães, Zarek é castigado a regressar ao Alasca. Sabe que irá morrer em breve: se não for às mãos do escudeiro que o transporta, será Artémis ou Acheron a acabar com a sua vida. Ele pouco se importa, aliás, ele não se importa com ele nem com ninguém. Ou pelo menos assim pensa. Astrid é uma ninfa da justiça e é enviada a Zarek para o julgar, na sequência de um pacto entre Artémis e Acheron que este deveria ser julgado pelo que fez. Sem visão, ela terá que julga-lo apenas pelo que ele lhe revela, o que não parece ser muito já que Zarek, após ter passado centenas de anos sozinho no Alasca, não é muito sociável. Mas, com alguma ajuda, Astrid consegue ver o verdadeiro Zarek e porque ele é uma pessoa tão torturada. O amor nasce entre ambos mas isso não significa que será fácil ficarem juntos ou até manterem-se vivos...

Crítica: Adorei este livro, talvez o meu favorito dos Predadores da Noite até ao momento. Quando pensamos que a escritora, Sherrilyn Kenyon, nos vai dar mais do mesmo (o que por si já é bom), eis que nos volta a surpreender, apresentando um livro mais emotivo e mais excitante. A originalidade da mitologia, os excelentes momentos de humor misturados com situações de perigo e os personagens, misteriosos, sofridos e torturados, fazem com que seja difícil pousar o livro. Destaco neste livro, a citação de várias passagens de um outro livro, o Principezinho, servindo de instrumento de aproximação entre o casal principal do livro. Tal como os outros, o Dança com o Diabo pode ser lido isoladamente, mas é sem dúvida aconselhável seguir a ordem de publicação da saga, para melhor compreensão de quem são todos os personagens envolvidos ou mencionados. As cenas de sexo são igualmente escaldantes mas é muito interessante como tudo se desenrola até realmente acontecer. Sim, como leitora sofro imenso com os personagens cujos conflitos interiores são maiores do que qualquer vilão surja para os derrubar. E Zarek é um personagem sofrido, ó se é!!
Há novos vilões e os do costume, neste caso Artémis que está mais insuportável que sempre. Destaco a Simi, a mulher-diabo-dragão que vive no corpo de Acheron que me arrancou gargalhadas valentes. É uma personagem inesperada mas deliciosa. Adorei-a!

Expectativa e estado de espírito: Sabia que ia ter uma boa aventura para ler e não me desiludiu. Li-o de uma assentada, quase, porque é o tipo de leitura excelente para escapar da realidade.

Pontos positivos: Os personagens torturados como Zarek. Simi pelo seu fascínio por churrasco. O misterioso Acheron.

Pontos negativos:
Fiquei com a sensação que a Astrid tinha recebido o Principezinho quando era criança mas se este foi publicado em 1943 e Astrid tinha mais de 800 anos seria impossível. E se Zarek esteve isolado tantos anos como é que mesmo assim conseguiu comprar livros? De certeza que há mais um pormenor ou outro que eu não me lembro de momento mas apenas revela alguma falta de cuidado da escritora, ou de quem revê o livro, em chamar a atenção para os pormenores.

Fez-me reflectir sobre:
Frio, sonhos escaldantes e a crueldade humana.

Título Original:  Dance with the Devil

Eis o Homem

Resumo: Glogauer viaja no tempo para assistir a um momento histórico da humanidade: a crucificação de Cristo mas depressa descobre que Cristo é um deficiente mental e não o Messias que esperava encontrar. Então assume o lugar do Messias e é crucificado na cruz em seu lugar.  

Crítica: Tenho que confessar que se não tivesse lido a nota do autor no final da história, estaria um pouco mais chateada do que estou neste momento. Na sua nota o autor explica que não intencionava contar uma história sobre viagens no tempo mas simplesmente testar uma ideia. E apesar de não ver nesta história nenhum ataque à crença Cristã, e de seguir a minha crença que Cristo era primeiro que tudo um homem, não compreendi qual a finalidade desta história. Afinal, porque é que Glogauer aceitou fazer isto, tomar o lugar do outro? Desta forma e não doutra? Acima de tudo, senti-me frustrada e não consegui compreender a finalidade desta história. 

Expectativa e estado de espírito:  Altas, pois tinha sido um livro altamente recomendado sobre viagens no tempo. Desilusão e incompreensão foram o resultado. 

Pontos positivos:  A pesquisa do autor. 

Pontos negativos:  A história em si. 

Fez-me reflectir sobre: Frustrados, gente frustrada e deprimida.

The Iron Duke

Formato: e-book
Lido em Inglês

Resumo: Mina é uma inspectora da era vitoriana da Scotland Yard em Londres. A história começa quando esta está num baile de celebração dos 9 anos do do fim do domínio da Horde sobre Londres, para investigar um corpo que foi encontrado na casa do Iron Duke. Este é considerado um herói nacional porque foi ele que, 9 anos antes, derrubou a torre que emitia o sinal de rádio que controlava os sentimentos dos londrinos, libertando-os dessa escravatura e dando origem à revolta contra a Horde.
Mina dirige-se à casa do Duque acompanhada de do seu guarda-costas e rapidamente se apercebe que algo de estranho se passa com aquele corpo, devido ao estado em que este se encontra. Conhece o Duque, ex-pirata de poucas falas, e interroga-o sobre o corpo em questão, do qual o Duque nada sabe. Ao examinar o corpo, Mina descobre que algo não bate certo com os nanoagentes do cadáver e decide consultar o Blacksmith (figura misteriosa altamente respeitada) para obter a sua opinião. O duque atravessa-se no seu caminho: por um lado, também ele parte interessada na investigação em curso, por outro, interessado por Mina, que de certa forma o impressionara na noite anterior. Após a revelação feita pelo Blacksmith sobre o cadáver, ambos se apercebem que aquele corpo não caiu do céu para a propriedade do Duque por acaso e ambos juntam forças e meios para desvendarem o mistério, lançando-os numa incrível aventura por terra, ar e mar.

Crítica: Este foi o melhor livro que li este ano. Considerando que li 18 livros antes deste diz bastante sobre ele. Mantive o resumo ao mínimo porque não quero desvendar muito da aventura mas tenho que falar sobre os vários elementos que me fizeram adorar este livro.
Em primeiro lugar, o género: steampunk . Foi o primeiro livro que li do género e fiquei rendida. Imaginar uma tecnologia mecânica de certa forma demasiado avançada numa época vitoriana é absolutamente fantástico. Adorei as naves voadoras, os barcos, os carros a vapor e tanto mais que me poderá ter escapado devido ao meu fraco vocabulário inglês.
Depois o universo criado pela escritora que é tão grande, meticuloso, pormenorizado, cheio de detalhes e explicações, que de tão inacreditáveis parecem impossíveis mas que fazem sentido neste mundo alternativo. Porque o universo do The Iron Seas é um mundo com uma história alternativa, de uma Europa infestada de zombies e uma Inglaterra a recuperar de 200 anos de invasão da Horde. É como olhar para um mundo pós-apocaliptico, onde certos humanos tinham de viver com martelos ou picaretas como braços ou pernas e que agora os recuperam em forma de próteses mecânicas. Em que para conseguir viver na infestada Londres tem que se estar infectado pelos nanoagentes, agora inertes mas que antes os subjugavam às vontades do Khan. E foram estes mil e um detalhes (inclusive menções constantes ao império Lusitânico) que me mantiveram agarrada, de uma forma quase viciante, ao livro.
A sua heroína, Mina. Adorei-a do início ao fim, maravilhosa. A sua inteligência acutilante fez-me pensar vezes nela como uma “Dana Scully” vitoriana. Mina é o resultado de uma violação da sua mãe por um membro da Horde e devido aos seus traços asiáticos é alvo-constante de ataques físicos. Daí ela ter um guarda-costas. No entanto é, apesar da sua aparência, uma filha amada pelos seus pais e irmãos, com amigos próximos que a adoram e é também uma respeitada inspectora da Scotland Yard. Não é, ao contrário da maioria dos romances, uma heroína desamparada. O Iron Duke, Rhys, tem que fazer um jogo menos limpo para conseguir que Mina partilhe a sua cama.
Quanto ao duque, já não o adorei tanto assim. É, durante a primeira metade do livro, um bronco, que parece que o seu único objectivo é levar Mina para a cama. No entanto, com o desenrolar da aventura descobrimos o seu lado pirata e aventureiro, alguém cujo seu estado normal é estar ao comando de um navio e revela-se, pouco a pouco, o que o levou a cometer o tal acto heróico assim como o seu passado difícil. Sendo este um romance steampunk é o romance a base da história, o fio condutor que empurra a acção, mas não é a totalidade do livro.
As cenas intimas entre Mina e Rhys são descritas ao pormenor e muito muito quentes. Houve até algumas críticas que se interrogavam se duas das cenas eram ou não cenas de violação. Eu achei que não mas a dúvida criada e a a mestria como a escritora montou as cenas eleva-a a um patamar acima das restantes escritoras românticas.
Os personagens secundários também são eles fascinantes: a família de Mina, Newberry, Scarsdale, Lady Corsair, o Blacksmith e outros são personagens secundárias activas, divertidas, surpreendentes. Dei por a gostar tanto deles como de Mina e Rhys.
Por fim, as criaturas. Há zombies, krakens, gatos gigantes e até humanos alterados geneticamente devido à presença dos nanoagentes.
E há mais, muito mais, como questões de xenofobia ou homossexualidade que são abordados no livro e que não cabem nesta crítica. Cenas de batalha em alto mar, vilões que não ficarão limitados a este livro, um final aflitivo que me levou às lágrimas. 
Foi tudo isto que me levou a considerar este livro como o meu favorito do ano.

Expectativa e estado de espírito: Não tinha grande expectativa, o livro foi-me recomendado por uma amiga minha que lê imensos romances românticos e não esperava mais do que isso. Fui por isso surpreendida com este livro fantástico que me deixou várias noites acordada até mais tarde. 

Pontos positivos: Todos os mencionados antes: a aventura, o universo complexo, o romance sem ser piegas, uma heroína fabulosa. 

Pontos negativos: Por incrível que pareça, a capa. Acho que diminui ou desvaloriza o mesmo. Compreendo a opção porque o livro e autora são promovidos como romance e sendo o público alvo maioritariamente feminino, tem a sua lógica. Mas acho que merecia uma capa melhor, talvez uma imagem do Marco’s Terror em Londres, ou assim. 

Fez-me reflectir sobre: História alternativa.

Notas extra: 
  • O The Iron Duke é o primeiro volume da série The Iron Seas.
  • A escritora só tem, actualmente, contrato para escrever mais dois livros e um conto. Será, até decisão em contrário, uma triologia. Nota: A escritora acabou de anunciar que terá contrato para mais 3 livros, perfazendo assim uma saga de 6 volumes e 2 contos no total.
  • Cada volume poderá ser lido individualmente sem necessitar de ler o anterior.
  • Existe um conto que o antecede que se chama "Here there be monsters" e que pode ser lido na colectânea Burning Up.
  • O próximo volume será lançado em Novembro de 2011 e chamar-se-á "Heart of Steel". Irá focar a história de Lady Corsair.
  • No website da escritora encontra-se uma breve descrição dos acontecimentos históricos que antecedem e dão origem a este mundo alternativo do The Iron Seas.
  • Participei num Book Chat com a autora onde muitos detalhes da saga foram explicados e spoilers contados.

Here There Be Monsters

Burning Up (Includes: The Iron Seas, Prequel; Children of the Sea, #3.5; Psy/Changeling #8.5) Compilação Burning Up by Angela Knight
My rating: 4 of 5 stars

Adorei! Li esta história por ser uma prequela do THE IRON DUKE, mas que pode ser lida isoladamente. Nunca tinha lido steampunk e achava que não ia gostar mas a autora faz um trabalho fenomenal em tornar este mundo credível.
Passa-se na época vitoriana, 200 anos após a invasão das "Hordes" mongóis, tecnologicamente mais avançados e que dominaram o povo inglês através da nanotecnologia. Nesta história temos a Ivy, que trabalha em todo o tipo de metal e mecânica, desesperada por escapar de Londres e de Ebel, mais conhecido por Mad Machen, cirurgião transformado em pirata. Ela consegue escapar-lhe, ele consegue recaptura-la. A razão pela qual ele a recaptura não é apenas romântica, pois a capacidade e engenho de Ivy é uma mais valia para os planos do capitão do Vesuvius.
Tenho que confessar que há muito tempo que não lia algo com tanta excitação. Dei por mim a dar gritos de frustração em certas partes e fui realmente surpreendida pelo desenrolar dos eventos. Há muito mais para dizer mas isso seria spoilar demasiado.
É mesmo muito bom, tanto a nível da criação de mundo, de acção, de romance e de sexo.

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Sexy Devil

Formato: e-book
Lido em Inglês

Resumo: Este livro, estilo romance paranormal, é composto por 3 contos: The Devil Inside, Devil's Jewel e Mountain Retreat. As 3 histórias estão interligadas pelas personagens, que se conhecem umas às outras. The Devil Inside, conta a história de Gina e Caleb. Gina tem premonições desde criança e uma ligação empática com o seu irmão Angelo (Devil). Caleb é o típico homem normal, que tem o orgulho ferido após uma ex-namorada lhe ter dito que era um amante monótono. Claro que tudo muda a partir do momento em que conhece Gina, mas Caleb vai ter sérias dificuldades em aceitar o lado paranormal da sua amante. 
Devil's Jewel conta a história de Angelo (irmão de Gina) que tem a alcunha de Devil, e de Jewel, uma cigana cuja irmã é raptada por um demónio. Devil lê pensamentos e pertence a uma elite de soldados que luta contra forças maléficas paranormais e choca com Jewel quando ambos observam a casa do demónio que raptou a irmã de Jewel. Esta foi raptada porque é uma metamorfa. Devil e Jewel não conseguem afastar a atracção que sentem um pelo outro apesar do perigo em que estão submersos. Por fim, Mountain Retreat é a história do polícia amigo de Gina, Mac Goodman e da sua namorada da adolescência Nikki. Nikki regressa à sua vida após 15 anos de ausência, de uma forma estranha e repentina, para voltar a desaparecer. Mac vai encontrá-la na casa  que tem na montanha determinado a descobrir o que se passa com ela. Ela receia que ele a repudie quando lhe revelar o seu segredo: que é agora uma lobisomem.

Crítica: Sendo curta e grossa: não gostei. É daquelas histórias que não é carne nem é peixe, tentam-se misturar demasiados elementos e sai dali uma salganhada medonha que não cativa ninguém. Mas, começando pelo início... Este é um livro que está a ser comercializado como erótico. Sim, as cenas de sexo são descritas ao pormenor mas são desinteressantes e pobres... e toda a preparação até ao primeiro acto sexual é banal, limitando-se à simples atracção e "ele/ela é aquele" ou "uau, ele/ela é especial", o que por si só não diz nada ao leitor. E, após umas rodadas de sexo fenomenal, sai pedido de casamento, nos três contos. Então? É erótico ou é romântico? Também é comercializado como um livro com "bad boys". Confesso, que sendo o meu estilo de espécime masculino favorito, foi o que me cativou mais para começar a lê-lo. Outra desilusão, porque os rapazes desta história são todos homens certinhos, dentro dos possíveis, e são elas na verdade as "bad girls". Publicidade enganosa!! Para piorar uma história já de si fraca são acrescentados elementos sobrenaturais que nos são explicados como se tivéssemos 5 anos: ele é telepata, logo lê pensamentos. Ela tem premonições logo tem visões do futuro... Por fim, não sei até que ponto os ciganos dos EUA e Canadá são diferentes, mas sempre soube que cigana que se preze só perde a virgindade no casamento, não anda com este e outro como se fosse algo banal. Claramente que a escritora partiu de uma ideia pré-concebida que tem dos ciganos e escreveu a partir daí. Enfim...

Expectativa e estado de espírito: Sem expectativas, desejava apenas ter uma leitura relaxante à noite, antes de adormecer.

Pontos positivos: A capa.

Pontos negativos: Tudo o resto.

Fez-me reflectir sobre: que há demasiadas pessoas a escrever paranormal só para terem um público, quando nem sabem o que estão a fazer.

Sangue Felino

Resumo: Sangue Felino começa com uma reunião no Fangtasia para preparar a ida à conferência vampírica em Rhodes, no rescaldo do Katrina e depois do efeito devastador que este teve nas vidas dos humanos e vampiros que viviam naquele território, nomeadamente a rainha Sophie-Anne. Após o desfecho sangrento em Nova Orleães e da perda financeira graças ao Katrina, Sophie-Anne encontra-se numa posição fragilizada e precisa do apoio total da sua comitiva, que inclui a Sookie. Já em Rodes, toda a acção se passa dentro do hotel: os membros da comitiva do Arkansas são assassinados, há ameaças de bomba, o julgamento da rainha e até um baile. Sookie está decidida a cimentar o seu relacionamento com Quinn mas tudo parece interferir entre ambos e ela própria compreende que a sua história com o Eric não está terminada. Após muitas voltas e reviravoltas, Sookie sobrevive e regressa a Bon Temps e a história termina com ela determinada a manter-se afastada dos vampiros, lobisomens e outros sobrenaturais afins.

Crítica: É o meu livro favorito da saga até ao momento. Percebe-se que a autora reflectiu bem sobre o que queria escrever e a acção desenvolve-se com muitas surpresas interessantes. Foi o primeiro em que se percebe realmente como funciona a política vampírica e como esta é perigosa (e fatal!). A Sookie assume e aceita o seu dom de telepata e há muitos momentos em que o utiliza (algo que sempre gostei e ansiei na saga). Barry volta a surgir, partilhando com ela muitas cenas e adorei particularmente os seus diálogos sem falar. Poucos ou nenhuns metamorfos e lobisomens, o que foi uma bênção para mim, que não gosto deles. Quinn está presente ao início e vê-se que a Sookie está empenhada em ter um relacionamento com ele, mas é uma relação frágil que é posta à prova, principalmente após a terceira troca de sangue com Eric. Aliás é neste livro que é introduzido o conceito do laço de sangue entre o Eric e a Sookie, que os irá afectar bastante nos próximos livros. Gosto muito do Eric, das suas perguntas directas e da forma como a protege sem a sufocar. Pam está maravilhosa, não só no capítulo inicial como noutras passagens, onde fala com a Sookie ou apenas surge vestida de odalisca. Há muitos detalhes e pontos interessantes neste livro, que o tornam rico e uma excelente âncora da série, fechando detalhes dos livros anteriores e introduzindo toda uma nova perspectiva para os seguintes.

Expectativa e estado de espírito: Eu já esperava que este livro fosse relativamente melhor que os anteriores mas superou bastante as expectativas. Nesta fase depressiva do ano foi a leitura necessária para escapar à realidade: O sofrimento da Sookie ajuda a relativizar os problemas do dia-a-dia. De facto, um dos pontos altos do livro foi lido enquanto esperava o resultado da operação da minha mãe e o que me segurou os nervos enquanto esperava.

Pontos Positivos: Sentido de humor. A construção e desenvolvimento da intriga. O laço de sangue.

Pontos Negativos: Algumas gralhas no texto.

Fez-me reflectir sobre:
Coragem do indivíduo comum em caso de tragédia. Confiança. Medo do desconhecido.

Título Original: All Together Dead

Traição de Sangue

Resumo: Traição de Sangue começa com a Sookie nos braços de um homem belo e sensual, que é fada e gay. Na verdade é uma sessão fotográfica, que Sookie aceitou participar para ajudar Claude a tornar-se um belo modelo fotográfico de romances cor-de-rosa. Depois de regressar a casa ajuda o irmão a salvar o bebé de Crystal e para aliviar o stress decide aceitar sair com o Quinn. Ela está determinada em esquecer o passado: Bill, Eric, a morte da avó, e seguir em frente. Infelizmente o mundo sobrenatural persegue-a. Desta vez é a rainha do Luisiana, Sophie-Anne, que manda chamar a Sookie a Nova Orleães para ir buscar a herança que a prima lhe deixara. Ainda antes de partir começam as mortes e muitas são as situações de perigo, com porrada, cortes, dentadas, sangue e até uma recriação ectoplasmatica em que Sookie se vê envolvida. Apesar de Quinn ser o pretendente com a presença mais forte neste livro, Eric e Bill surgem, quase como se fossem sombras no passado de Sookie mas ainda presentes.

Crítica: Depois do volume anterior, Sangue Furtivo, as expectativas não eram muito altas mas este Traição de Sangue conseguiu dar a volta por cima. Por um lado houve mais interacção com vampiros do que lobisomens ou metamorfos. Posso dizer, que de uma forma geral, todos os sobrenaturais e afins estiveram presentes de uma forma equilibrada. Gostei imenso da Sookie neste livro, apesar de todos os males, teve momentos muito cómicos e senti-a, de uma forma geral, mais corajosa. Neste livro acontece um momento muito dramático para a Sookie e gostei de assistir a esta mudança de atitude nela, em relação a Bill. Adorei o trio Amélia, Claudine e Sookie: muito divertidas e bem-humoradas, o tipo de amigas que a Sookie já estava a precisar há algum tempo. Não gosto do Quinn mas isso já eu sabia. Acho-o muito dentro do estilo "gangster recuperado" que eu detesto e os constantes "querida" dele dão-me vómitos, mas enfim... a Sookie parece gostar.

Expectativa e estado de espírito: A expectativa era baixa mas foi positivamente recuperada. Ando um pouco cansada (normal para esta altura do ano) e daí ter decidido apostar numa leitura mais light.

Pontos Positivos: Uma Sookie mais corajosa, inteligente e divertida. A história mais bem construída. Bom humor.

Pontos Negativos: Pouco Eric. O constante ping-pong da Sookie sobre os ex-pretendentes: gostei do Bill mas partiu-me o coração, gostei do Eric mas ele não se lembra.... credo! Uma pessoa até fica tonta.

Fez-me reflectir sobre:
Como se recupera de um coração partido? Existe dor maior que essa?

Título Original: Definitely Dead (Sookie Stackhouse, Book 6)
 

A Dama Pé-de-Cabra

Resumo: Este livro contém na verdade dois contos: "A Dama Pé-de-Cabra" que conta a história aterrorizante de uma senhora que vira uma alma penada que influencia uma série de homens; e "A Abóbada" que narra a construção da abóbada do Mosteiro da Batalha.

Crítica: Ambos os contos são muito diferentes mas aquele pelo qual lhe peguei foi pela Dama Pé-de-Cabra. Tinha uma vaga memória do conto que tinha passado como peça de teatro na TV há muitos anos. E, após todos estes anos, houve partes que ainda me arrepiaram. A forma como Alexandre Herculano conta toda esta história está muito próxima do que era contado pelos meus avós e aquela sensação de terror quando é mencionado palavras como "bruxa", "alma penada", "belzebu" e outras. Acho que estamos tão imersos na mitologia de outros povos que parece que nem conhecemos a nossa e como é que era contada.

Expectativa e estado de espírito: Muito curiosa e satisfeita com a leitura do conto "A Dama Pé-de-Cabra". Surpreendida por trazer um segundo conto, muito menos interessante.

Pontos positivos:  A escrita de Herculano.
Pontos negativos: A não menção de um 2º conto.

Fez-me reflectir sobre: O quanto perdemos da nossa mitologia e da nossa forma de contar histórias de terror.

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