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Telmixa

Mix de leituras, organização, tv, filmes, tecnologia e de mim, claro!

Telmixa

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Daenerys - A mãe dos dragões

Se quiser ler este livro a Saída de Emergência disponibilizou o e-book grátis do mesmo. Pode fazer download aqui. Para ler apenas um excerto, download aqui. 

Resumo: A história começa na noite em que Daenerys (Dani) vai ser apresentada ao seu futuro marido, Drogo. O seu irmão ofereceu-a em casamento em troca de um exército de homens. Dany e o seu irmão são os últimos descendentes de uma longa linhagem de reis, que são sangue do Dragão e herdeiros de um trono que perderam ainda antes de Dany nascer. O maior desejo do irmão é reconquistar o "seu" trono e torna-se impaciente, pois o pagamento do seu acordo, demora em ser cumprido. No limite da paciência, e vendo que a irmã já não o teme ou lhe obedece, por se sentir protegida por um marido carinhoso, decide infringir a lei da cidade Vaes Dothrak, desembainhando uma espada e como consequência morrendo. Mais tarde, após uma batalha, Drogo é ferido e a ferida infecta derrubando Drogo para a morte. Numa tentativa desesperada de salvar o marido, Dani pede a uma curandeira que o salve através da magia. Mas, apesar de ele sobreviver fica num estado catatónico. Dani perde o filho que trazia no ventre e o povo de Drogo abandona-a com a excepção de alguns. Sem esperança no futuro, Dani avança para o fogo da pilha funerária do seu marido com os seus 3 ovos de dragão Em vez de morrer queimada sobrevive e dos ovos nascem 3 dragões. 

Crítica: Uau!! Este livro, editado para a colecção teen da Saída de Emergência, é a compilação dos capítulos respeitantes a esta personagem, integrados na saga "Canção do Gelo e do Fogo" do George R. R. Martin. E são fabulosos!! Abre definitivamente o apetite para ler o resto da Saga. É bem escrito, emocionante, com personagens ricas e uma história densa sem ser maçuda. É um outro mundo, maravilhoso. Recomendo vivamente a qualquer adolescente e adulto. 

Pontos positivos: Excelente construção de personagens e de enredo. Narrativa densa mas excitante, com um excelente ritmo e transmitindo uma boa visualização das cenas. Muito bem escrito. 

Pontos negativos: Se bem que é "outro mundo" não gosto de ler actos sexuais entre um homem adulto e uma adolescente muito jovem. No entanto, os actos não estão descritos ao pormenor (nem de perto), são apenas sugeridos. E, se eu tivesse 13 anos sei que adoraria lê-los. Portanto, sendo este o meu único ponto negativo a apontar, reconheço que estou a impor os meus valores e ponto de vista à obra do autor. 

Expectativa e estado de espírito: Eu queria ler algo bem levezinho, depois do livro anterior. Pensei que, como era da colecção teen e considerando o seu tamanho modesto, que iria cumprir este meu desejo. Fui absolutamente surpreendida com a qualidade da obra e fiquei com uma vontade enorme de ler toda a saga. 

Fez-me reflectir sobre: Que a capacidade de liderança é algo com que se nasce, não que se adquira. Sobre a força do espírito ao ter de enfrentar condições adversas.

As noites das Mil e Uma Noites

Resumo: A história começa no dia a seguir a Xerazade ter contado as suas mil e uma histórias. O Sultão decide poupar-lhe a vida. A partir daí a história é levada de personagem em personagem, como se fosse um conto oral transmitido de boca em boca. O bairro é o local onde quase todas as situações decorrem, o café dos Emires o epicentro da vida social das personagens. Ódios, amores, mortes, génios, feiticeiros, homens de deus e políticos, todos surgem numa amálgama de acontecimentos. Deus está sempre presente, nas bocas e espíritos dos homens.

Crítica: Andei a tentar recordar-me se já tinha antes lido um autor árabe mas penso que não. Tive várias dificuldades com este livro, sendo a principal a linguagem. A forma da escrita, o ritmo das palavras é tão diferente que senti-me dividida entre o fascínio e o aborrecimento. Por outro lado tem frases e ideias carregados de simbolismo, religião e valores humanos que convidam a ler devagar. A reflectir sobre aquela ideia. Compreendo por isso porque é que este autor ganhou o Nobel da Literatura. Tal como o outro Nobel que li, Gabriel Garcia Marquéz, o “Cem anos de Solidão”, a solução para ler este livro com sucesso é o desprendimento absoluto. Não há mistério a resolver nem solução ou destino. É uma panóplia de pequenas histórias que se entrecruzam dando um olhar sobre uma sociedade que é social e religiosamente diferente da nossa.

Pontos positivos: As frases maravilhosas, cheias de religiosidade, filosofia e reflexão. A mistura entre o real e o mágico.

Pontos negativos: Sidi al-Warraq, Hasan al-Altar, Galil al-Bazzaz, Suleiman al-Zeimi, Al-Muin Sawi, Shamoul, Fadil Sannan, Ugr, Maruf, Ibrahim, Ragab, Abbas al-Khaligi, Sami Shukri... são alguns dos inúmeros personagens desta história. Ler estes nomes é uma dôr-de-cabeça...

Expectativa e estado de espírito: Sem expectativas, fui surpreendida com uma obra de qualidade, talvez acima da minha actual capacidade de compreensão. Eu realmente precisava de ler um livro mais leve do que este foi.

Fez-me reflectir sobre: As diferenças culturais entre oriente e ocidente, começam na língua mas passam pela cultura e educação. Será possível lançar pontes de entendimento?

Os homens que odeiam as mulheres - Millenium I

Resumo: Mikael Blomkvist é um jornalista financeiro que foi condenado por difamação. Este é o ponto de partida do livro que encerra em si vários enredos: o desaparecimento de Harriet Vanger há 40 anos, o caso Wennerström que leva Blomkvist à prisão e Lisbeth Salander, uma investigadora que é legalmente interdita. Durante o espaço de um ano acompanhamos estes 3 enredos que se entrecuzam e que são quase todos resolvidos.


Crítica: O prazer que tirei da leitura deste livro flutuou bastante durante a sua leitura. As minhas referências de comparação neste género são o "Código de Da Vinci" do Dan Brown e os livros do José Rodrigues dos Santos ("A fórmula de Deus" e o "Codex 632"). Conseguirei colocá-lo entre ambos, a nível de excitação: menos compulsivo que o "Código de Da Vinci" e muito mais interessante e bem escrito que os do José Rodrigues dos Santos. Mas... foi um pouco complicado para mim sentir-me agarrada a esta história. Grande parte do início do livro é contado da perspectiva do Mikael Blomkvist que é um personagem chato e desinteressante. Senti-o mais como um narrador do que verdadeiramente um personagem, pois é um pouco vazio de personalidade própria. Em comparação, no lado oposto do espectro, temos a Lisbeth Salander, tão altamente caracterizada que deixou-me a pensar ser impossível existir alguém assim. No entanto ela é magnética e todas as passagens sobre ela li-as ávidamente.
O livro ganhou ritmo a partir da página 270, quando ambos se conhecem e formam a equipa de investigação. A partir desse momento, o mistério Harriet ocupa 100% do enredo e o seu desvendar é muito empolgante e surpreendente.
Para minha grande surpresa, o mistério Harriet ficou resolvido 100 páginas antes do fim, deixando-me a pensar: "E então agora?!" Agora era resolver o caso Wennerström e dar o mote para os próximos dois livros.
 


Pontos positivos: Um livro inteligente. Boas descrições sem ser enfastiante. Lisbeth Salander. Erika Berger (as mulheres dominam e são maravilhosas!). 


Pontos negativos: Demasiadas personagens. Nem com a ajuda da árvore geneológica eu conseguia lembrar-me de quem era quem. 


Expectativa e estado de espírito: Não há nada que motive mais a leitura de um livro do que ser altamente recomendado por pessoas em quem confiamos a opinião. Deveria tê-lo lido no Verão, altura talvez que tivesse em melhor estado de espírito. Não o achei extraordinário, daí estar talvez um pouco desiludida. Os próximos dois só os lerei por empréstimo. 


Fez-me reflectir sobre: Tráfico humano. Violência contra as mulheres. Falta de interesse da sociedade em se envolver mais nestes casos, ajudar mulheres em risco.

Clube de Sangue

Resumo: Alguns meses passaram e a relação de Sookie e Bill arrefeceu um pouco. Ele não larga o computador e é por acidente que Sookie descobre o que ele está a fazer. Ele acaba por confessar: tem uma missão secreta, para a rainha do Louisiana. Logo depois ele desaparece e Sookie fica com um dilema: foi raptado ou deixou-a?
Decide então procurá-lo, e dirige-se para Jackson, seguindo uma pista. Após várias aventuras no Clube de Sangue, ao lado do belo Alcides, descobre Bill e salva-o. Mas isto não signifique que ela também não precise de protecção. E os sarilhos seguem-na até casa... 

Crítica: Bem me tinham dito que os livros iam melhorando com a continuação da saga e este Clube de Sangue é a prova disso mesmo. Mais excitante, com mais sangue, mais peripécias, mais Sookie como a improvável heroína. Tenho pena que ela veja a telepatia dela como um defeito e não como um dom. As conversas são apenas percursores de momentos de acção não havendo por isso momentos mortos.
O mundo dos supernaturais abre-se completamente. Também eles têm uma hierarquia e os lobisomens consideram-se os mais puros daqueles que se transformam. É uma história que nos deixa a salivar por mais. Venha o próximo! 


Pontos Positivos: Mais supernaturais: metamorfos, lobisomens e "indefinidos"? A hierarquia vampírica: os Xerifes governam áreas que são agrupadas em reinos. Eric e Alcides, adorei-os! 


Pontos Negativos: Bill. O Clube de Sangue em si pareceu-me fantasia a mais... 


Expectativa e estado de espírito: Muito ansiosa porque desconhecia a história e satisfeita com a leitura. O Alcides, personagem que eu tinha decidido de antemão não gostar, acabei por adorá-lo, por ser tão humano e real. Logo, estou 100% satisfeita. 


Fez-me reflectir sobre: Até que ponto conhecemos bem alguém. Que existem mais peixes no mar. Na emancipação da Mulher.


Nota: O blog Sangue Fresco está a promover uma leitura conjunta deste livro. Para saber mais, aqui.

Dívida de Sangue

Resumo: No estacionamento do Merlotte's é encontrado o cadáver de Lafayette, o cozinheiro. Mas antes que Sookie pudesse ajudar a descobrir quem matou o seu amigo, é "emprestada" aos vampiros de Dallas, por Eric, para descobrir o paradeiro de um vampiro desaparecido. Desconfiando de uma Igreja de fanáticos que odeiam vampiros, Sookie e Hugo, um humano que também tem um relacionamento com uma vampira, dirigem-se às instalações da Igreja Irmandade do Sol para a investigar. Depressa percebe que caíu numa armadilha. Depois de várias situações de perigo vividas em Dallas, Sookie percebe que nem sempre pode esperar que Bill reaja como um humano e decide voltar para Bons Temps sozinha.
Decidida em retomar a investigação da morte de Lafayette, infiltra-se numa orgia com o apoio de Eric e uma ménade acaba por ajudar na festa... Já de pazes feitas, Sookie e Bill desvendam um novo mistério, agora relacionado com a família deste...


Crítica: É possível ler-se este Dívida de Sangue sem ter lido o primeiro livro, Sangue Fresco. Isto porque Charlaine Harris tem o cuidado de desenvolver um pouco melhor as personagens que foram introduzidas no primeiro livro e a trama desenrola-se de uma forma independente do enredo anterior. Há também um cuidado maior em falar das características de cada criatura apresentada: vampiros, metamorfos, ménade, etc... Sookie parece, por isso, estar mais alerta, mais observadora e mais consciente do mundo que a rodeia.
Há personagens que começam a ganhar mais destaque, como por exemplo Eric e foi fácil perceber porque é que ele é um dos personagens favoritos destes livros.
Dívida de Sangue é, primeiro que tudo, um romance policial de crime e mistério, com uma componente de sobrenatural à mistura.


Pontos Positivos: Sentido de humor, um maior foco e exploração na telepatia da Sookie, muita aventura e momentos de grande tensão.


Pontos Negativos: Algumas cenas são difíceis de visualizar, porque são descritas muito rapidamente e em poucas frases, não se percebendo bem o que está a acontecer.


Expectativa e estado de espírito: O livro revelou-se melhor do que pensava (sem dúvida melhor do que o primeiro) e melhor que a segunda temporada da série de televisão nele baseado. As personagens revelaram-se consistentes nos seus actos o que me agradou bastante. Foi muito satisfatório.


Fez-me reflectir sobre: A falta de controlo e a vontade de controlar os actos dos outros. O querer manter uma moral quanto todos os que nos rodeiam revelam não a ter.

Amante de Sonho

Resumo: Selena, amante das artes esotéricas, descobre um livro muito antigo onde está preso um amante de sonho. Imediatamente lembra-se da sua amiga Grace Alexander, que apesar de ser terapeuta sexual, não faz sexo há muito tempo. Mas, a bênção de qualquer mulher que liberte o Julian, o amante de sonho, e possa usufruir dele durante um mês, é na verdade a maldição dele. Tudo muda quando Grace o liberta do livro e juntos começam a trabalhar para o libertarem da maldição.

Crítica:
é um livro muito divertido, com uma história fora do vulgar. A escrita simples e fluída da escritora torna-o muito fácil de ler (demorei dia e meio) sem, no entanto, ser de fraca qualidade. Houve espaço para conhecer cada um dos personagens, assim como houve momento de acção muito empolgantes. É um bom livro de escape e, por ser bem humorado, excelente para descomprimir do stress do dia-a-dia.

Pontos positivos:
Sentido de humor, criatividade e acessibilidade na linguagem.

Pontos negativos:
Cenas de perigo que parecem ter sido criadas propositadamente para fazer emergir o herói que salva a donzela. Falta de desenvolvimento nas cenas de conflito entre as personagens, como se a autora tentasse evitar momentos de angústia muito prolongados.


Expectativa e estado de espírito: Como já tinha lido o primeiro capítulo deste livro, sabia seguramente que ia ser um bom livro para ler durante as férias. A expectativa não era alta mas, por me ser uma autora desconhecida, temia mesmo assim desiludir-me. Ainda bem que assim não foi.


Fez-me reflectir sobre: que homens (e mulheres) de sonho, só existem nas fantasias.

A Luz

Resumo: Jack Torrance e a sua família mudam-se para o Overlook Hotel depois de este ter aceite um trabalho como zelador nos meses de Inverno. Danny, o filho do casal, é uma criança com um poder psíquico extraordinário e a sua "luz" brilha intensamente. Aos poucos o hotel começa a revelar os seus "segredos" a Danny e aos seus pais, levando-os a enlouquecer aos poucos...

Crítica: Não gostei. Não gosto da forma como o Stephen King escreve. Parece que estou a ler um guião de um livro. Se bem que este "A luz" é de longe muito melhor que o "Cell", dei por mim a ler uma página e a adormecer de seguida. Não me agarrou ou inspirou e muitas vezes pensei em desistir do mesmo.
Pontos positivos:
Os pequenos e súbitos pensamentos que as personagens tinham.
A construção da história: pequenos pormenores no início tornam-se importantes no final e vice-versa.
A densidade das personagens.

Pontos negativos:
O saltitar de personagem em personagem (outra vez a minha teoria do guião).
A escrita pouco poética, talvez um pouco redundante e definitivamente cansativa!

Expectativa e estado de espírito: Tinha uma grande expectativa em relação a este livro, por ser uma grande fã do filme. Conhecia a polémica entre o Stephen King e o Kubrick, relativamente à adaptação e por isso a curiosidade não podia maior. Estou desiludida acima de tudo. Estive para desistir várias vezes porque foi, acima de tudo, uma leitura angustiante.

Esta obra fez-me reflectir sobre: A família, doenças mentais e poderes psíquicos.

Sangue Fresco

Neste livro submergimos no mundo de Sookie Stackhouse. E quem é a Sookie? É uma empregada de mesa que se descreve assim mesma desta forma:
"Sou loura, tenho olhos azuis e vinte e cinco anos, as minhas
pernas são fortes e o meu peito é considerável, com uma cinturinha de
vespa. Fico bem na farda de Verão que Sam escolheu para as empregadas:
calções pretos, camisola de manga curta branca, meias brancas,
ténis Nike pretos.
Mas tenho uma deficiência. É assim que gosto de a referir."
Essa deficiência é que ela consegue ler os pensamentos dos humanos.
O seu mundo é em tudo semelhante ao nosso excepto num pormenor: há dois anos que os vampiros se revelaram ao mundo. A Grande Revelação foi possível graças à invenção japonesa de sangue sintético, deixando por isso de serem uma ameaça à humanidade.
A história começa com o primeiro vampiro que entra no bar onde trabalha, o Merlotte's, assim como na sua vida. Muitas revelações acontecem a partir daí: os vampiros estão organizados hierarquicamente, têm negócios próprios, há outras criaturas além dos vampiros e anda um assassino à solta.
Bill, o vampiro que entra no Merlotte's, é um verdadeiro puzzle para Sookie, misterioso e de poucas falas. Sookie percebe que não lhe consegue ler a mente e isso agrada-lhe.
Este é um romance policial mais do que um livro de fantasia. E sendo o primeiro de uma colecção de 10 livros (o 9º será lançado dia 5 de Maio nos Eua, o 10º livro em 2010), "Sangue Fresco - Vol. 1" tem realmente um sabor a introdução.
Adorei a Sookie (toda a história é contada na primeira pessoa e através do seu olhar) mas não gostei muito do Vampiro Bill.
Há personagens realmente assustadoras, como por exemplo os 3 vampiros que visitam o Bill e outros que, apesar de pouco aparecerem já são por si muito interessantes, como o Vampiro Eric Northman, que tem 1000 anos de idade e tinha sido Viking e é o dono do Bar Fangtasia.
Existe uma série de televisão baseada nestes livros, que se chama True Blood e cuja primeira temporada baseou-se neste livro. Foi a série que me levou ao livro e surpreendentemente gostei mais do fim do livro.
Uma leitura leve e muito divertida, que recomendo!!

A minha opinião em inglês: Go tell Dallas: Portuguese translation
Outras opiniões de quem já leu: Estante de livros, As Leituras do Corvo

Cell - Chamada para a morte

A história começa momentos antes do Impulso. Momentos antes do mundo desabar. E tudo porque algo (um vírus informático talvez...) é enviado a todos os telemóveis do mundo, levando a que todos aqueles que atendem a chamada, enlouquecem...
Seguimos a história do ponto de vista dos sobreviventes, dos normais, aqueles que não tinham telemóvel ou que perceberam a tempo que este era o veículo da loucura.
A ideia é boa, não é? Infelizmente a história é contada de uma forma pouco ou nada cativante. A primeira sensação que tive foi que estava a ler um guião de um filme. Os diálogos existiam mas o raciocínio das personagens é quase inexistente. Foi, por isso, muito difícil identificar-me com eles, sentir pena ou horror com elas. Por vezes (demasiadas até...) desejei-lhes a morte para acabar com o meu sofrimento e acabar o livro de vez.
Por falar em horror, as descrições das partes mutiladas e cheias de puz de uns e outro são óptimas, tiram a fome a qualquer um. No entanto, são tão gratuitas e desprovidas de dramatismo que a nem isso é interessante de ler.
Esperava mais do Stephen King. Li o "Carrie" há muitos anos e lembro-me de ter adorado. O que é que aconteceu afinal? Estará o Stephen King cansado de escrever, ou então com a sua escrita tão mecanizada que já perdeu a sua paixão pelas palavras?
Fraco este "Cell" e não fiquei nada contente com o fim... Fraco, muito fraco...

Alice no País das Maravilhas

Eu vou ser sincera, durante a leitura deste livro pensei:


"Oh, porque é que eu comprei isto? Isto é para crianças e ainda por cima não faz sentido nenhum..."

A verdade é que não é suposto fazer sentido, descobri isso já a meio da história. Lamento não o ter lido em inglês, penso que deve ser muito mais engraçado e interessante, por causa das canções e poemas que a história tem. De referir que esta edição da Bisleya contém os desenhos originais, o que é muito divertido de ver.
No entanto fiquei cheia de saudades da Alice que eu conheci da série de desenhos animados que eu via quando era pequena. Essa Alice era mais simpática do que a do livro, sem dúvida.

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