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Telmixa

Mix de leituras, organização, tv, filmes, tecnologia e de mim, claro!

Telmixa

Mix de leituras, organização, tv, filmes, tecnologia e de mim, claro!

Sangue Final, de Charlaine Harris

Sangue Final

Nas mil e uma vezes em que planeei mentalmente como é que iria escrever esta opinião pensava sempre: "Vou tentar falar do livro de forma individual e não apenas como a parte final de uma série." E tantas vezes pensei isso que concluí que seria um erro: afinal de contas este é o livro final de uma série, esta é a última história de um capítulo da vida da história da Sookie Stackhouse. 

Quando um escritor decide começar a contar uma história deveria pensar: "Porque vou eu contar esta história? Porque vale a pena contá-la?" Porque eu, sem dúvida alguma, sempre que pego num livro na livraria e pondero compra-lo ou, quando abro um livro para o começar a ler, penso "Porque é que eu devo ler este livro? O que vou ganhar em ler esta história?".
Há um contrato subentendido entre autor e leitor em cada livro comprado: ao primeiro de escrever uma boa história, ao segundo de apreciar a viagem do herói e de ver as suas expectativas, sejam elas quais forem, satisfeitas. Não é obrigação do autor de ir ao encontro de determinadas expectativas assim como não é dever de um leitor de ficar satisfeito com uma má história.
Neste livro, que é o final de uma série, havia a obrigação de responder a uma pergunta colocada no primeiro livro: Como é que a Sookie iria viver com a sua telepatia, capacidade que a inibia de se relacionar de forma normal com humanos e que, por isso mesmo, a levou a namorar com um vampiro? Eu li 12 livros à espera de encontrar a resposta a esta pergunta. A fórmula parece simples: A heroína sente-se deslocada da sociedade, descobre que a sua deficiência é um super-poder e torna-se super-heroína.
A heroína não se torna uma dona-de-casa mãe de quatro filhos e feliz por voltar a integrar, de forma aparentemente normal, a sociedade que antes a rejeitava. Ela não se contenta por ficar com o gajo normal e desinteressante. MEU DEUS, ninguém lê livros de Fantasia Urbana porque quer que a heroína, que lida com vampiros, metamorfos, lobisomens, demónios e fadas, se torne numa mulher normal, como nós. Que felicidade tiro eu como leitora de fechar o 13º livro de uma saga e a suposta heroína ainda achar que a sua telepatia é uma espécie de deficiência? Que é melhor afastar-se dos vampiros, que antes lhe deram conforto e protecção porque não podem procriar?! Que a mensagem transmitida é que a única fonte de felicidade possível é casar, ter filhos e contentar-se com um emprego medíocre?
Desde Abril que tento perceber porque é que a autora fez estas opções. Várias hipóteses se levantaram: falta de motivação em escrever mais um livro da saga, vontade de dar uma lição aos fãs e mostrar-lhes que era superior ao que estes exigiam como final da série, incapacidade de lidar com o enorme universo que criou, etc. Em Setembro, quando finalmente li o livro, pensei que já não estivesse chateada com o seu conteúdo e que iria ser capaz de o ler com o devido distanciamento e compreender as suas escolhas. Não fui. Hoje, quase cinco meses depois de o ter terminado, já não me interessa saber o porquê. Vou relegar esta autora para a minha lista de "não voltar a ler". Ao escrever algo tão mau, desleixado e insatisfatório só me fez temer pelas outras séries do mesmo género que estou a acompanhar. Temo que outras autoras lhe sigam o exemplo.
Devo muito à Charlaine Harris e aos livros da Sookie Stackhouse, eles ofereceram-me entretenimento e acesso a um mundo que desconhecia: fiz amigos além-fronteiras, ajudei a dinamizar uma comunidade de fãs em Portugal, criei um bom relacionamento com a editora Saída de Emergência (que os editou em Portugal), fizeram-me ler um género de livros que nunca leria se não fosse a série de tv. Até conheci a autora quando veio a Portugal: uma senhora muito amável e bem-humorada. Mesmo assim, apesar da euforia, não sou fã incondicional. Sou fã de boas histórias. Sinto-me incapaz de defender esta saga como antes o fazia perante as más criticas que recebia.
Por fim um breve resumo do livro: Aparentemente alguém tenta matar a Sookie e ela acaba presa já não me lembro bem porquê e ela chama os amigos não vampiros para ajudar e afinal já se pode regressar da terra das fadas quando se quer e fazer a vingança final e a Sookie é incapaz de perdoar a uma boa amiga apenas porque ela lhe tentou um arranjinho no passado. Ah e os vampiros são maus e afinal já não faz mal acasalar com pessoas de quem podemos ouvir os pensamentos.
A sério, a história é simplesmente isto. É apenas mais uma história de crime e mistério. Não ganhei nada em lê-la e quero esquecer que a li.

 

Nomes dos personagens: Sookie Stackhouse, Bill Compton, Sr. Cataliades, Sam Merlotte, Eric Northman, Pam.
Nomes dos lugares: Bon Temps.
Conteúdo sexual: Uma cena de sexo.
Tipo de cenas: A cena é, na sua maioria, incomoda de se ler, em vez de excitante que é o que a autora deveria estar a tentar fazer e falhou redondamente.

 

Pontos positivos: Acabou, finito.
Pontos negativos: Não deveria existir sequer, como um todo.
Fez-me reflectir sobre: Se vale a pena continuar a investir em séries de livros.

 

Autor: Charlaine Harris
Série: Sangue Fresco (#13)
Editora: Saída de Emergência
Estante: Fantasia Urbana
Período de leitura: de 3 a 16 de Setembro
Formato: Papel
Língua: Português
Classificação: 1*: Quero esquecer que o li de tão mau que é.

Tempted, de Megan Hart


Expectativa: Considerando que era um livro com opiniões tão positivas sobre um livro cuja temática é uma ménage à trois, eu esperava uma leitura leve, rápida e hot.

Estado de espírito: Precisava de ler algo para desanuviar da leitura de Gone Girl. 

Opinião: É difícil falar o quanto fiquei desiludida com o livro quando se trata de uma autora que não conhecia mas a premissa do livro (um bromance e um casal que aceita um melhor amigo na cama com eles) foi muito enganadora quanto ao conteúdo emocional do livro. 
Primeiro que tudo este é um livro "sério": não é erótica, não é romance, não é nada excepto chato e maçador e cheio de drama. Depois é contado da perspectiva da Anne. Pessoalmente preferia que fosse contado da perspectiva do James, o verdadeiro vértice do triângulo amoroso e alvo dos afectos de ambos. Teria sido mais interessante porque ele tinha muitos mais barreiras emocionais a ultrapassar.
Para mim o pior de todo o livro foi os dramas familiares: tudo aquilo foi uma completa perda de tempo, não acrescentou nada ao enredo, não tinha uma história propriamente dita e parecia apenas uma desculpa esfarrapada da autora para dizer "Vêem?! Isto não é apenas erótica, tem profundidade, tem drama". Haja paciência!

Depois as cenas de sexo, que poderiam ter salvo um pouco a coisa, acabaram por ser indutoras de sono, de tão desinteressantes que foram de ler. As regras de quem pode fazer o quê a quem foram simplesmente idiotas. A cena final absolutamente ridícula. A sério, que dramazinho de telenovela.  Ou seja, não gostei de nada, começando pela Anne e o seu egoísmo, pelo argumento, dramas familiares, final deprimente, etc.

Resumo: Anne e James vêm a sua vida doméstica repentinamente alterada quando um amigo de infância de James decide visitá-los. Depressa Anne percebe que o relacionamento entre os Alex e James é algo de especial: quando eram rapazes pertenciam a extractos sociais diferentes mas mantiveram a sua amizade até à universidade, altura em que tiveram uma grande discussão e se separaram. Muitos anos depois a reaproximação acontece, agora também englobando a Anne, não só a nível de amizade, mas a nível físico. Conseguirá o casamento de Anne e James resistir a um verão escaldante a três?

Pontos positivos: Nenhum.

Pontos negativos: Tudo.

Fez-me reflectir sobre: Decidem escrever livros sobre menáges à trois e depois inundam aquilo de preconceitos tornando-os leituras intragáveis.

Divergent

 

Lido em Inglês. Lido no Kindle
Série: Divergent (#1 de 3)

Resumo: Após um evento apocalíptico, a população de Chicago é dividida em quatro facções: Os Abnegados, os Intrépidos, os Cândidos, os Cordiais e os Eruditos. (Nota: vi a tradução das facções no Divergente Portugal) Beatrice tem 16 anos e prepara-se para fazer o teste que indicará qual a facção a que tem mais tendência em pertencer. O resultado é inconclusivo e Beatrice vê-se a braços com uma indecisão em vez de uma decisão. Na cerimónia ela lá acaba por decidir e abandona a sua facção (Abnegados) e vai para os Intrépidos. Passa por um período de adaptação e treino intensivo e acaba por ter de enfrentar os seus próprios medos. Entretanto ela percebe que os Eruditos estão a usar os Intrépidos e a planear um golpe de Estado para assumirem o poder da cidade. Resta-lhe a ela e a alguns outros conseguirem parar os planos dos Eruditos.
Expectativa: Foi considerado o melhor livro do ano de 2011 pelos utilizadores do Goodreads e por isso tinha-o debaixo de olho há algum tempo. Fui adiando a sua leitura por ser Young Adult mas depois de uma opinião positiva de uma amiga, decidi integrá-lo na minha "Temporada ficção pós-apocalíptica".
Opinião: Eu não consigo explicar porque é que li o livro até ao fim. Provavelmente tinha curiosidade em perceber qual era a finalidade do livro. Seja como for, livros como Divergent são a razão pela qual detesto ler YA: protagonistas irritantes e bidimensionais, enredos absurdos e desprovidos de sentido, glorificação da violência e delinquência juvenil, enfim... Confesso que estou a fazer um esforço para escrever uma opinião decente mas é difícil quando não gosto do que leio.
Como é que é possível acreditar que uma sociedade tenha aceite a ideia que conseguiria viver em "paz e harmonia" se estivesse tão vincadamente dividida por facções? E que isso obrigaria pais e filhos separarem-se sem poderem voltar a estar juntos? Como acreditar que uma pessoa se vai identificar com uma característica apenas a vida toda e viver de acordo com essa característica? Como... porque é que para ser destemido tem que se saltar de comboios e usar tatuagens e piercings? É QUE É TÃO RIDÍCULO!! Dei por mim a pensar enquanto lia: "Olha, que cliché idiota! Olha outro! E outro!" Exemplo: Beatrice decide visitar o irmão que também escolheu uma facção diferente da original, os Eruditos. Quando se vêm pela primeira vez dizem um ao outro:
"You have a tatoo," he says (...) "You have glasses", I say."
Porque toda a gente sabe que só são inteligentes pessoas que usam óculos e mauzões os que têm tatuagens. Basicamente toda a história, 80% pelo menos, é ver a Beatrice (Tris, que é o seu nome "Intrépido"), que parece uma criança de 12 anos, a levar porrada a torto e a direito, a ser odiada por outros miúdos e a namoriscar com um rapaz mais velho. No fim, os últimos 20% o pior acontece e o mundo como ela o conhecia desmorona. O livro fecha com uma passagem tão EMO como tudo o resto, valendo-me a medicação para a enxaqueca para me anestesiar o suficiente e simplesmente não querer saber de mais nada. Ugh, quero tanto esquecer que li isto!!
Estado de espírito: Bom, encontrava-me motivada para o ler.
Pontos Positivos: A capa é muito bonita.
Pontos Negativos: A protagonista, a escrita, a história.
Fez-me refletir sobre: Sobre a aceitação da sociedade americana relativamente a armas e como é, não só aceitável mas igualmente elogiado este tipo de literatura para crianças que glorifica o uso da violência.

The Darkest Fire

Resumo: Este conto, que serve de prequela à saga Lords of the Underworld, conta a história de Geryon, guardião do Inferno, e de Kadence, a deusa da Opressão. Kadence está ligada ao muro que previne que os demónios saiam do Inferno e pressente que o muro está a ser atacado e a ficar fragilizado. Pede então ajuda a Geryon para conduzi-la através do Inferno e encontrar estes demónios mas, para que este abandone o seu posto, Kadence faz um acordo com Lúcifer. Já no Inferno, ambos conseguem ultrapassar as suas inseguranças e revelarem o que sentem um pelo outro. Infelizmente o encontro com os Demónios do submundo não corre da melhor forma, Kadence morre, Geryon suicida-se, e as almas de ambos ficam livres para vaguearem na Terra. Dos ossos de Kadence os deuses criam uma caixa, a caixa de Pandora, onde ficam guardados todos os males que podem assolar o mundo. 


Crítica: Confesso que não há muito mais a acrescentar além do que já foi dito no resumo. O conto está muito mal estruturado, é muito difícil compreender o tempo que decorre entre o momento em que a Kadence diz ao Geryon para a acompanhar no Inferno até ao fim do conto. Tudo parece decorrer muito apressadamente: o romance, o sexo, as cenas de acção, enquanto que por outro lado perde-se tempo em divagações melosas sobre o quanto o personagem gosta do outro. É incrível como uma ideia tão boa se perde porque a autora está mais preocupada em partilhar os sentimentos nostálgicos e depressivos, cheios de pena própria dos dois amantes. Enfim, eu acho-o mau o suficiente para receber uma estrela apenas (Quero esquecer que o li) mas não assim tão mau, apenas não gostei. A ideia geral do mundo criado parece-me muito boa e acredito que os próximos livros da saga sejam um bocadinho melhores.

Expectativa e estado de espírito: Com uma expectativa muito positiva, dado que a saga me foi recomendada e as capas são deliciosas. Mais uma das minhas leituras noturnas, excelentes para descontrair e adormecer.

Pontos positivos: O mundo criado.

Pontos Negativos: A escrita melosa e apressada.

Fez-me reflectir sobre: Mitologia grega, o mito da caixa de Pandora.

Ebook lido em inglês

Laços que Perduram

 

Resumo: Julie é uma viúva que tem um cão e é cabeleireira numa cidade pequena. Decide recomeçar a namorar e aceita o convite de Richard, um estranho que foi ao salão cortar o cabelo, e a convida. Após algumas saídas percebe que não está muito interessada em Richard e começa a sair com Mike, o seu melhor amigo. No entanto, Richard não desiste de Julie, está obcecado e vai fazer tudo para ficar com ela.
Crítica: Eu vou ser breve, não gostei do livro. Já é o terceiro livro de Nicholas Sparks que eu leio mas, apesar dos livros anteriores até terem sido engraçadinhos, este detestei. Parece que entre 2006 e hoje passou uma vida e ler Nicholas Sparks agora foi uma experiência agonizante. Além disso o autor aventura-se num género diferente daquele que é o seu habitual, espalhando-se ao comprido ao fazê-lo, na minha opinião. Há um constante mudar de perspectivas, com intervalos de apenas parágrafos entre si. Isto é algo que funciona no cinema ou TV mas não em livros. Diálogos em vez de texto, um vilão mediano, vítimas irracionais, enfim... Nem o romance foi suficientemente interessante. Dei por mim a revirar os olhos tantas vezes que já pensei que tivesse um tique e se tiver que apontar alguma coisa boa será apenas a investigação da agente Jenniffer qualquer-coisa. Respeito quem gosta de ler Nicholas Sparks (este livro foi-me oferecido por um grande amigo meu que é fã) mas para mim chega.
Expectativa e estado de espírito: Já era a minha 2ª tentativa de pegar no livro e li-o mais por teimosia do que vontade.
Pontos positivos: A investigação da jovem polícia.
Pontos negativos: O enredo, a escrita.
Fez-me reflectir sobre: Psicopatas que perseguem pessoas. Direitos dos animais.
Título Original: The Guardian.

Eis o Homem

Resumo: Glogauer viaja no tempo para assistir a um momento histórico da humanidade: a crucificação de Cristo mas depressa descobre que Cristo é um deficiente mental e não o Messias que esperava encontrar. Então assume o lugar do Messias e é crucificado na cruz em seu lugar.  

Crítica: Tenho que confessar que se não tivesse lido a nota do autor no final da história, estaria um pouco mais chateada do que estou neste momento. Na sua nota o autor explica que não intencionava contar uma história sobre viagens no tempo mas simplesmente testar uma ideia. E apesar de não ver nesta história nenhum ataque à crença Cristã, e de seguir a minha crença que Cristo era primeiro que tudo um homem, não compreendi qual a finalidade desta história. Afinal, porque é que Glogauer aceitou fazer isto, tomar o lugar do outro? Desta forma e não doutra? Acima de tudo, senti-me frustrada e não consegui compreender a finalidade desta história. 

Expectativa e estado de espírito:  Altas, pois tinha sido um livro altamente recomendado sobre viagens no tempo. Desilusão e incompreensão foram o resultado. 

Pontos positivos:  A pesquisa do autor. 

Pontos negativos:  A história em si. 

Fez-me reflectir sobre: Frustrados, gente frustrada e deprimida.

Sexy Devil

Formato: e-book
Lido em Inglês

Resumo: Este livro, estilo romance paranormal, é composto por 3 contos: The Devil Inside, Devil's Jewel e Mountain Retreat. As 3 histórias estão interligadas pelas personagens, que se conhecem umas às outras. The Devil Inside, conta a história de Gina e Caleb. Gina tem premonições desde criança e uma ligação empática com o seu irmão Angelo (Devil). Caleb é o típico homem normal, que tem o orgulho ferido após uma ex-namorada lhe ter dito que era um amante monótono. Claro que tudo muda a partir do momento em que conhece Gina, mas Caleb vai ter sérias dificuldades em aceitar o lado paranormal da sua amante. 
Devil's Jewel conta a história de Angelo (irmão de Gina) que tem a alcunha de Devil, e de Jewel, uma cigana cuja irmã é raptada por um demónio. Devil lê pensamentos e pertence a uma elite de soldados que luta contra forças maléficas paranormais e choca com Jewel quando ambos observam a casa do demónio que raptou a irmã de Jewel. Esta foi raptada porque é uma metamorfa. Devil e Jewel não conseguem afastar a atracção que sentem um pelo outro apesar do perigo em que estão submersos. Por fim, Mountain Retreat é a história do polícia amigo de Gina, Mac Goodman e da sua namorada da adolescência Nikki. Nikki regressa à sua vida após 15 anos de ausência, de uma forma estranha e repentina, para voltar a desaparecer. Mac vai encontrá-la na casa  que tem na montanha determinado a descobrir o que se passa com ela. Ela receia que ele a repudie quando lhe revelar o seu segredo: que é agora uma lobisomem.

Crítica: Sendo curta e grossa: não gostei. É daquelas histórias que não é carne nem é peixe, tentam-se misturar demasiados elementos e sai dali uma salganhada medonha que não cativa ninguém. Mas, começando pelo início... Este é um livro que está a ser comercializado como erótico. Sim, as cenas de sexo são descritas ao pormenor mas são desinteressantes e pobres... e toda a preparação até ao primeiro acto sexual é banal, limitando-se à simples atracção e "ele/ela é aquele" ou "uau, ele/ela é especial", o que por si só não diz nada ao leitor. E, após umas rodadas de sexo fenomenal, sai pedido de casamento, nos três contos. Então? É erótico ou é romântico? Também é comercializado como um livro com "bad boys". Confesso, que sendo o meu estilo de espécime masculino favorito, foi o que me cativou mais para começar a lê-lo. Outra desilusão, porque os rapazes desta história são todos homens certinhos, dentro dos possíveis, e são elas na verdade as "bad girls". Publicidade enganosa!! Para piorar uma história já de si fraca são acrescentados elementos sobrenaturais que nos são explicados como se tivéssemos 5 anos: ele é telepata, logo lê pensamentos. Ela tem premonições logo tem visões do futuro... Por fim, não sei até que ponto os ciganos dos EUA e Canadá são diferentes, mas sempre soube que cigana que se preze só perde a virgindade no casamento, não anda com este e outro como se fosse algo banal. Claramente que a escritora partiu de uma ideia pré-concebida que tem dos ciganos e escreveu a partir daí. Enfim...

Expectativa e estado de espírito: Sem expectativas, desejava apenas ter uma leitura relaxante à noite, antes de adormecer.

Pontos positivos: A capa.

Pontos negativos: Tudo o resto.

Fez-me reflectir sobre: que há demasiadas pessoas a escrever paranormal só para terem um público, quando nem sabem o que estão a fazer.

A arte das listas - Simplificar, Organizar e Enriquecer a sua vida

Por se tratar de um livro de ajuda, reflexão e transmissão de ideias, opto pela sinopse e não pelo resumo. 

Sinopse:  E se experimentasse fazer listas? «As listas são um suporte indispensável para organizar as tarefas do quotidiano e constituem também um dos meios mais acessíveis, mais divertidos e mais eficazes para se libertar interiormente.» Um guia prático: como organizar melhor o quotidiano (a lida da casa, as refeições, os convites para jantar, as contas, os presentes, as malas das férias…) a fim de ter tempo para si? E simultaneamente convite lúdico para explorar de forma escrita, e poética, o essencial: criar o seu próprio «caderno de listas» é aprender a clarificar o espírito, a afinar os gostos, a enriquecer a vida interior. Apoiando-se em dezenas de exemplos precisos, este guia apresenta todos os conselhos, todos os truques para se apropriar desta verdadeira arte de bem viver. 

Crítica: Quando o comprei procurava mais informação sobre como organizar o meu trabalho e como estava curiosa sobre o método do Getting Things Done e este livro dedica  um capítulo a esse método, achei que seria uma boa leitura. Não gostei nada e foi provavelmente uma das minhas piores aquisições dos últimos tempos. A autora é monótona e nada cativante na sua escrita. É uma boa investigadora e dúvido que haja muita informação sobre listas, mas ela conseguiu bastante. Só que, como não tem nenhuma teoria formulada, todo este livro parece uma manta de retalhos de informação. Se este livro tivesse um formato de um blog, seria perfeito: não se espera qualidade de escrita, nenhuma teoria a desenvolver, apenas a compilação de informação. Mas não o é! E como livro é pobre na sua forma, com capítulos em que é claramente visível de que foi escrito primeiro o tópico e depois desenvolvido o texto para encher! É só palha! Então os últimos capítulos mais virados para a auto-ajuda, são de brandir aos céus de tão maus que são.
No entanto, acho que não falha o seu objectivo: falar sobre listas e o quanto estas podem ser úteis na nossa vida. As referência bibliográficas, excertos, poemas e sugestões de listas são muito interessantes, assim como a perspectiva sobre a cultura japonesa. Para mim bastar-me-ia ter lido isso apenas e saltar as partes escritas pela autora.  

Pontos Positivos: As sugestões de listas. As citações e a pesquisa feita para o livro. 

Pontos Negativos: A escrita da autora, a estrutura do livro e a falta de uma perspectiva comercial , de negócios, sobre o assunto.   

Expectativa e estado de espírito: Eu comprei este livro por razões erradas, que na altura me pareciam certas, e acabou por ser uma escolha pobre que não me deu nada daquilo que eu procurava. Li-o quase obrigada, por peso nas consciência de ter gasto dinheiro nele e não o conseguir ler. 
  
Fez-me reflectir sobre: Nada. Só queria acabar a porcaria do livro.

A Luz

Resumo: Jack Torrance e a sua família mudam-se para o Overlook Hotel depois de este ter aceite um trabalho como zelador nos meses de Inverno. Danny, o filho do casal, é uma criança com um poder psíquico extraordinário e a sua "luz" brilha intensamente. Aos poucos o hotel começa a revelar os seus "segredos" a Danny e aos seus pais, levando-os a enlouquecer aos poucos...

Crítica: Não gostei. Não gosto da forma como o Stephen King escreve. Parece que estou a ler um guião de um livro. Se bem que este "A luz" é de longe muito melhor que o "Cell", dei por mim a ler uma página e a adormecer de seguida. Não me agarrou ou inspirou e muitas vezes pensei em desistir do mesmo.
Pontos positivos:
Os pequenos e súbitos pensamentos que as personagens tinham.
A construção da história: pequenos pormenores no início tornam-se importantes no final e vice-versa.
A densidade das personagens.

Pontos negativos:
O saltitar de personagem em personagem (outra vez a minha teoria do guião).
A escrita pouco poética, talvez um pouco redundante e definitivamente cansativa!

Expectativa e estado de espírito: Tinha uma grande expectativa em relação a este livro, por ser uma grande fã do filme. Conhecia a polémica entre o Stephen King e o Kubrick, relativamente à adaptação e por isso a curiosidade não podia maior. Estou desiludida acima de tudo. Estive para desistir várias vezes porque foi, acima de tudo, uma leitura angustiante.

Esta obra fez-me reflectir sobre: A família, doenças mentais e poderes psíquicos.

Cell - Chamada para a morte

A história começa momentos antes do Impulso. Momentos antes do mundo desabar. E tudo porque algo (um vírus informático talvez...) é enviado a todos os telemóveis do mundo, levando a que todos aqueles que atendem a chamada, enlouquecem...
Seguimos a história do ponto de vista dos sobreviventes, dos normais, aqueles que não tinham telemóvel ou que perceberam a tempo que este era o veículo da loucura.
A ideia é boa, não é? Infelizmente a história é contada de uma forma pouco ou nada cativante. A primeira sensação que tive foi que estava a ler um guião de um filme. Os diálogos existiam mas o raciocínio das personagens é quase inexistente. Foi, por isso, muito difícil identificar-me com eles, sentir pena ou horror com elas. Por vezes (demasiadas até...) desejei-lhes a morte para acabar com o meu sofrimento e acabar o livro de vez.
Por falar em horror, as descrições das partes mutiladas e cheias de puz de uns e outro são óptimas, tiram a fome a qualquer um. No entanto, são tão gratuitas e desprovidas de dramatismo que a nem isso é interessante de ler.
Esperava mais do Stephen King. Li o "Carrie" há muitos anos e lembro-me de ter adorado. O que é que aconteceu afinal? Estará o Stephen King cansado de escrever, ou então com a sua escrita tão mecanizada que já perdeu a sua paixão pelas palavras?
Fraco este "Cell" e não fiquei nada contente com o fim... Fraco, muito fraco...

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