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Telmixa

Mix de leituras, organização, tv, filmes, tecnologia e de mim, claro!

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Cinco livros (e respectivos filmes) para compreender o racismo no Sul dos EUA

Fui ver o Doze Anos Escravo, um dos filmes candidatos ao Oscar de melhor filme, deste ano.

"O Sul" é uma das regiões dos EUA (senão a única) que mais me fascina naquele país, provavelmente não pelas melhores razões. Os Estados que o constituem são, ainda hoje, profundamente racistas e é, no entanto, a estranha simbiose entre brancos e negros que permitiu a formação de uma cultura única e claramente distinta, num país que é ainda é jovem demais para ter uma cultura própria. É também a região que deu origem a um leque de grandes escritores americanos, como bem exemplifica este texto do The Of Blog.

Para compreender melhor o racismo que ainda hoje persiste nestes Estados do Sul, desde os tempos da escravatura até aos dias de hoje, sugiro cinco livros, cada um deles com a sua adaptação cinematográfica. Não li todos e nem todos considero ler. Além disso, muitos ficam de fora que talvez fossem melhores exemplos desta questão.

Aqui ficam cinco sugestões por ordem cronológica:

 

1841 - Twelve Years a Slave, de Solomon Northup

 

Grátis, em inglês


O livro que dá nome ao filme. Publicado em 1953, imediatamente após a sua libertação como escravo numa fazenda de algodão no Louisiana, este livro narra a história de Solomon Northup, homem que vive livre no Estado de Nova Iorque, que é raptado para um dos estados do sul e aí é vendido como escravo. Grande parte da história acontece no Estado do Louisiana, no período antes da Guerra Civil e que viria a ser um dos estados confederados do sul. A publicação desta história ajudou a incendiar um pouco mais a discussão da abolição da escravatura.

 

De 1861 a 1865 - "E tudo o vento levou" de Margaret Mitchell

 


Após a eleição de Abraham Lincoln em 1960 1860, sete estados esclavagistas do Sul decidem separar-se do resto da nação e formarem um novo país. Mais tarde outros estados se lhe juntam e rebenta a Guerra Civil Americana, que terminou apenas em 1865 e a rendição dos Estados do Sul. "E tudo o vento levou" abrange o período imediatamente antes do início da guerra e termina dez anos depois, já durante a fase da reconstrução. É visto através da perspectiva de Scarlett O'Hara, uma dama branca do sul, filha de um fanzendeiro de algodão. O livro é apontado como extremamente racista, não só devido à linguagem utilizada mas também porque fala de uma forma "cor de rosa" sobre escravatura no sul. Para mim foi muito interessante conhecer a questão de outra perspectiva: porque é que a derrota na guerra e a consequente libertação dos escravos deu origem a mais rancor e ódio entre brancos e negros e que veio a perdurar por mais de cem anos após o seu término.

 

 

1935 - Por favor não matem a cotovia - Harper Lee

Escrito nos anos 50 do século passado, a acção decorre na década de 30, durante a Grande Depressão e período onde reinava a segregação entre brancos e negros nos estados do sul. Retrata a defesa de um homem negro acusado de violar uma mulher branca. É considerado um dos melhores livros da literatura americana do séc. XX.

 

 

1962 - As Serviçais - Kathryn Stockett

A minha opinião.

 

Na década de 60 os EUA viu nascer uma nova fase na luta pelos direitos dos negros, desta vez contra a Segregação que decorria principalmente nos estados do Sul. "As Serviçais" retrata a vida de várias empregadas domésticas de Jackson, no Mississipi e o seu relacionamento com as respectivas patroas. Uma jovem branca decide recolher vários testemunhos das serviçais e muitas delas expõem não só o tratamento racista que recebem mas também o apoio e carinho que sentem pelas respectivas patroas. A publicação do livro de testemunhos tem repercussões imprevisíveis e assustadoras.

 

1989 - Tempo de Matar - John Grisham

Com uma história semelhante ao Por favor não matem a cotovia mas invertida: Dois homens brancos violam e maltratam uma criança negra e o caso é levado a tribunal. Tudo isto acontece numa cidade do sul, maioritariamente racista e por isso Carl Lee, o pai da criança, decide fazer justiça pelas próprias mãos e matar ambos com uma espingarda. Todo o livro é sobre a defesa deste homem negro, por um advogado branco, no tribunal de uma cidade racista disposta a condená-lo. É uma história empolgante até ao fim.

 

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