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Telmixa

Mix de leituras, organização, tv, filmes, tecnologia e de mim, claro!

Telmixa

Mix de leituras, organização, tv, filmes, tecnologia e de mim, claro!

300€ em presentes (sem contar com o Natal)

Este fim-de-semana estive já a preparar-me para 2016 e fiz uma listagem de toda a gente a quem quero oferecer prenda de aniversário (ou que deva oferecer, o querer é um bocadinho diferente). Assim, contas por baixo, prendas até 20€ para cada amigo ou parente, totaliza cerca de 300€. Quase que cuspi sangue, tal foi o murro no estômago.

O que me levou a fazer a listagem é que tenho meses em que toda a gente celebra o seu aniversário e outros em que ninguém. O problema é que deveria poupar nuns meses para dar para os outros mais dispendiosos, mas não o faço. Por isso estive a listar a malta toda para meter dinheiro de parte nos meses de vacas gordas para gastar no das vacas magras.

Primeiro foi o choque ao ver o valor. Depois a negação enquanto somava tudo de novo. Depois a auto-censura: "Quem te manda ter tantos amigos?!" e por fim o choque novamente: "E o Natal? Nem incluí o Natal sequer!". Pensei... "bem, talvez mais uns 300€, tudo num só mês!" E pelos vistos é isso mesmo, para mim e para toda a gente.

Costumo pensar que nada paga a amizade mas caramba, se calhar é melhor repensar isto das prendas. Até lá, poupo.

Ted Vs Trainwreck

posters.jpg

Nota: Este vai ser um daqueles textos super-chatos sobre homens e mulheres por isso podem parar de ler agora.

 

Há dias vi o brilhante "Trainwreck" e, como é normal, quis partilhar a experiência com o gajo. Porque isto das relações tem muito a ver com a partilha e, como nós temos o mesmo sentido de humor e rimos das mesmas coisas parvas é natural que ele goste de algo tão espectacular como este filme porque eu também gostei, certo?? Pois, errado 😒. Ao fim de meia-hora e de ouvir apenas as minhas próprias gargalhadas percebi que estava quase a dormir no sofá. De tédio.

 

Por falar em tédio, vi o primeiro "Ted" há uns meses, por alturas de sair o segundo no cinema. Os argumentos com os quais fui persuadida foram os mesmos: "Eu gostei, vais gostar de certeza..." Não. Simplesmente não. Acho que me ri umas duas vezes. Mas aguentei estóicamente até ao fim. Ponto para mim!

 

Percebi, depois desta experiência caseira, que:

  • o humor está a mudar. Antes um filme de comédia fazia rir homens e mulheres de forma (mais ou menos) igual. Hoje em dia até que encontremos um filme em que os dois acabamos às gargalhadas com lágrimas nos olhos é caso sério.
  • haverá sempre algo que nunca entenderemos no sexo oposto. Porque raio é cómico um urso debochado que leva prostitutas para casa? Ou numa mulher que vomita enquanto assiste a uma cirurgia?
  • Por falar em deboche, acho que é exactamente este o ponto fracturante. O Ted é filme para meninos maus, Trainwreck é filme para meninas más. Ou melhor, que gostariam de o ser. Apesar do tom mais carroceiro, são filmes igualmente púdicos e tradicionais: ambos acabam com o felizes para sempre. Ou até à sequela. De qualquer forma, ambos incomodam o sexo oposto porque nos obriga a ver como normal ou aceitável coisas que já nos dão comichão. Coisas como a banalidade do sexo ocasional, a utilização de linguagem obscena A TODA A HORA, ou a forma díspare de como cada uma das partes se apaixona e compromete "para sempre".

E pelas razões apontadas antes (e tantas outras mais que não me lembro agora) é que nós (ambos os sexos) nos remetemos a um silêncio desconfortável quando visionamos um destes dois filmes.

Há também a questão do feminismo e a troca de papéis de sexo. Desculpem mas tinha que ir por aí.

Em Ted, o que mais me incomodou foi ver a Mila Kunis de 32 anos ao lado de um Mark Wahlberg de 44 anos (mas porque raio Hollywood insiste a meter homens velhos com miúdas novas??) remetida ao papel de namorada chata e cockblocker. Em Trainwreck a Amy (protagonista) é quem tem dificuldades em se comprometer com alguém, que de uma forma ou outra tem um comportamento "à homem". E os homens do filme são autênticas gajas. E nós percebemos isso de uma forma clara e transparente porque estamos tão habituados ao "quem é o quê" que se torna cómico ver tudo ao contrário. Pelo menos eu achei.

Mas é aqui que eu quero chegar: podemo-nos justificar com linguagem, sexo, perda de valores e moral mas a verdade é apenas uma: há uma caixinha. É mais confortável para os homens manterem-nos na caixinha. Nós mulheres já conhecemos as dimensões da caixinha, do que é feita, quem a fez e tudo o resto e estamos fartas. Estamos fartas de sermos remetidas à caixinha. De sermos a namorada mais nova nas comédias românticas. Ou a gorda de quem ninguém gosta até que o bonzão da escola percebe o quanto somos maravilhosas e únicas. Ou a miúda gira e adorável que cozinha maravilhosamente e tem ancas de parideira. Já não achamos piada mesmo que esse seja o sonho supremo de alguém.

Ted e Trainwreck incomodam? Sim. Por razões diferentes? Sem sombra de dúvida. Agora só falta o filme com a mensagem de Trainwreck adaptado ao paladar dos fãs de Ted. E uma sequela. Com um namorado diferente e mais novo também, só porque sim.

The Doomsday Code - Timeriders #3

 

É complicado manter a boa disposição quando se está a entrar no Outono, não só porque os dias têm menos horas de luz e o livro anterior (Shadowfever), começado debaixo do sol da Jamaica, foi uma montanha russa de emoções, em que poucas foram de felicidade. Queria pois um livro que me arrebitasse o espírito, um livro de aventuras e de leitura fácil e divertida. A escolha recaiu sobre o terceiro volume da série Timeriders, intitulado "The Doomsday Code".
Primeiro que tudo, eu preciso de dizer que adiei a leitura deste livro durante dois anos. Não por culpa da série, que é excelente, mas porque estive à espera que a Civilização Editora o publicasse em Portugal. Até que percebi que não valia mais a pena esperar mais, porque tal não iria acontecer. Hesitei em comprar em inglês mas, por sorte, o massmarket paperback inglês tem exactamente o mesmo tamanho que os exemplares em português e assim poderei continuar a coleccionar volumes desta saga sem provocar o caos na minha estante.
Neste "The Doomsday Code" os nossos Timeriders viajam para o tempo do Robin dos Bosques, após decifrarem uma frase do Manuscrito Voynich, um manuscrito que ainda hoje não foi descodificado. Descobrem que o Robin dos Bosques no Séc. XII é algo bem diferente da versão conhecida de todos nós: o herói que roubava aos ricos e dava aos pobres. Descobrem uma Inglaterra massacrada pelos impostos com o fim de alimentar mais uma cruzada liderada por Ricardo Coração de Leão, levando a sua população à fome e à revolta. Mas descobrem também que o Futuro pode ser pior do que suspeitam.
Neste 3º volume nota-se que o autor Alex Scarrow começou a desenvolver um tema para toda a série, a ideia de que a contínua destruição dos recursos do nosso planeta acabará por levar à destruição da humanidade. Para um adulto como eu esta ideia pode já estar mais do que batida (embora seja importante pensar nisto!) mas para um público mais jovem, a geração seguinte, este tipo de tema é adequado e faz todo o sentido.
A leitura é fácil e rápida, se bem que os capítulos serem tão curtos, assim como a constante troca de perspectivas não me deixavam interessada o suficiente. Por vezes a acção parecia inexistente e logo a seguir tudo acontecia. O meu maior receio foi que, tal como acontece em outras séries Young Adult, surgisse um romance entre personagens mas tal não aconteceu. Acabei por aprender coisas interessantes, ter uma nova perspectiva sobre o Ricardo Coração de Leão e o Robin dos bosques e poder reencontrar um grupo de miúdos que tanto têm de corajosos como de frágeis, tornando-os por isso muito especiais para mim, como leitora.
Sim, este livro cumpriu a função para o qual eu o escolhi e provou que Timeriders é uma saga para continuar a ler.

Bolo de requeijão

Fiz um bolo este fim-de-semana para levar para um jantar de amigos. A minha mãe faz esta receita há anos e eu sabia que era simples. Desde já peço desculpa por não ter fotos do bolo. Não tirei antes porque não queria ficar com a memória da vergonha, caso estivesse mau, e depois já não deu porque foi todo comido! O pessoal adorou e não sobrou nada. Weeeee!

 

Ingredientes:

  • 300 grs de requeijão
  • 1 chávena de farinha
  • 2 chávenas de açúcar
  • uma chávena de óleo
  • 6 ovos
  • 1 colher de chá de canela
  • 1 colher de chá de fermento

Preparação:

Juntar todos os ingredientes num recipiente e bater até a massa começar a fazer bolhinhas. Untar a forma do bolo com manteiga e levar ao forno já pré-aquecido a 200ºC durante 50 minutos (ou a faca sair seca).

O bolo é húmido e baixinho. Costuma ficar tostadinho nas extremidades para que no centro fique bem cozido.

 

(receita da minha mãe)

Outubros

Chegamos a Outubro e ao início do meu transtorno afectivo sazonal. O Outono e o Inverno são as estações em que mais me custa sair da cama, em que fico em ansiedade só porque está a chover (e por consequência pode acabar a luz ou o meu carro ficar preso numa inundação), e que o horror do Natal se aproxima quando não quero ter de ver ou estar com ninguém.

Dito isto, estou a tentar lutar contra este meu mau humor que se instala anualmente tentando ver o que de bom cada época traz e celebrar, como a Ana dos Cabelos Ruivos, a mudança das estações e a magia de ver a natureza transformar-se de forma tão bela. Como ela diz: "Estou tão feliz por viver num mundo onde há Outubros." e "É da minha experiência que se pode tirar prazer de quase tudo se se acreditar firmemente de que é possível."

Anne dos Cabelos Ruivos, por L.M.Montgomery

Shadowfever, de Karen Marie Moning

Autor // Karen Marie Moning
Série // Fever (#5 de 5)
Editora // Dell Publishing
Estante // Fantasia Urbana
Período de leitura // de 10 de Setembro a 8 de Outubro de 2015
Formato // Ebook
Língua // Inglês
Classificação // 4 estrelas

 

Opinião // Estou um pouco surpreendida com a minha falta de entusiasmo relativamente a 75% deste livro. Tirando a parte final da história (talvez cerca de 120 páginas) e um twist revelado um pouco antes, este Shadowfever foi um livro demasiado longo com demasiados pensamentos da Mac. Demasiados!

Talvez devesse começar por esclarecer que o meu interesse pelo romance Jericho / Mac era inexistente e por isso todo o enredo em torno de Jericho passou de "ah, ele é tão misterioso!" no primeiro livro para "ah não quero saber" no quinto livro. Foram demasiadas páginas à espera que aqueles dois se orientassem um com o outro e sinceramente, desde a cena da violação e fim do mundo que me tornei completamente indiferente com quem a Mac ficava. Isso não é algo mau, pelo contrário. Finalmente a Mac torna-se o centro de tudo, sem necessitar de uma muleta masculina para vencer o Sinsar Duhb. Ela faz as pazes com o seu lado negro e côr-de-rosa, teme e volta a duvidar de tudo e de todos mas segue sempre em frente até ao momento final. Adorei ver todas as pontas soltas serem fechadas, todos os mistérios resolvidos. Tudo fez sentido no final, teve lógica e eu gostei disso. O problema são as 400 páginas a serem lidas até chegar ali. É que é tanta a palha de pensamentos da Mac que eu já nem me queria ouvir a mim mesma a pensar! 

A saga continua (estão neste momento publicados sete livros com o oitavo previsto para 2016) mas este Shadowfever é o último da saga original. O sexto e o sétimo têm a Dany O'Malley como personagem principal e sinceramente não me parece que aguente 600 páginas de Dany como narradora (já bastou os excertos dela nos livros três, quatro e cinco).

  

Nomes dos personagens // McKayla Lane, Jericho Barrons, V'Lane, Dany O’Malley

Nomes dos lugares // Dublin

Conteúdo sexual // As cenas de sexo são intensas mas pouco explícitas.

Violência física // Sim

Violência psicológica // Sim

Pontos positivos // Gosto de tudo nesta série, tudo.

Pontos negativos // Talvez a parte final do livro que ficou um pouco confusa.

Fez-me reflectir sobre // Nem tudo o que parece é. Nem sempre é mau ser mau.

Já foi há 27 anos?

Há 27 anos ardeu o Chiado e eu mal me lembro dessa tragédia. Fazia pouco mais de dois meses que tínhamos saído do Alentejo para Setúbal e andávamos ocupados a desempacotar coisas, a conhecer a cidade e a ir à praia. Chiado para mim só existiu na escola, quando a professora falou no assunto e eu achei que era matéria de teste. Lisboa ainda é para mim (apesar de aqui trabalhar há 14 anos) uma matéria abstracta, uma amálgama de sítios e lugares que eu oiço falar mas que não me interessam realmente.

Morte e Ressurreição

Em Agosto de 2005 decidi começar o "Ler e Reflectir" no Blogger.

Em Dezembro do mesmo ano comecei um blog pessoal nos Blogs do Sapo, onde desabafava ideias e opiniões pessoais e que acabei por fechar em 2009 porque não queria ouvir as opiniões que os outros tinham sobre as minhas opiniões.

Cinco anos começo a reunir no extinto Posterous o "Diário da Casa", onde contava toda a minha aventura de compra de casa, obras e ir viver sozinha.

A divisão temática entre blogs sempre fez sentido para mim: era óbvio que quem queria ler sobre livros, não queria ler sobre decoração. E ninguém teria de levar com as minhas opiniões e argumentos sobre determinados temas no mesmo local onde se procura opiniões sobre livros.

Há 10 anos tudo isto fazia sentido. Achei: o Twitter substitui a opinião pessoal. O Facebook também. Depois comecei a achar que simplesmente me apetecia desligar. E essa vontade até estava a ganhar forma quando uma estranha ideia surgiu e que agora pretendo tentar: e se... juntasse todos os blogs num só? (O horror, o horror! Dizia uma parte de mim).

Um lugar igual a mim, que não fosse tão imediato como as rede sociais, onde não interessasse quem lê ou comenta, onde pudesses falar de livros e séries e filmes e da casa e de tudo e de nada porque sim?! Ou onde imperiasse o silêncio quando não desejo dizer nada? Não eram afinal aqueles três blogs, três facetas de mim? Para quem escrevo afinal? Qual a minha finalidade? (A resposta a esta última pergunta já mudou várias vezes, talvez tantas como os meus blogs mudaram de plataforma).

Assim sendo, e talvez numa derradeira tentativa antes de ficar offline para sempre, decidi unir os posts do meu blog pessoal, do Ler e Reflectir e do Diário da Casa num espaço só. Esse espaço deixará de se chamar Ler e Reflectir e passará a ter outro nome ainda a escolher (aceitam-se sugestões diferentes de "Comer, Orar e Amar", ok?!). O Diário da Casa vai se extinguir. O blog pessoal também.

Vai ser tudo muito confuso para quem subscreve apenas um destes blogs. Desde já lamento o incómodo. Muitos de vocês partirão imediatamente. Outros perderão o interesse a pouco e pouco. Tal como na vida, não é assim?! Para quem fica, obrigada. Ainda não desisti.

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