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Telma_txr

Mix de leituras, organização, tv, filmes, tecnologia e de mim, claro!

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Mix de leituras, organização, tv, filmes, tecnologia e de mim, claro!

26.09.11

succubiResumo: Jackie estabeleceu uma rotina simpática com os seus dois criadores: Zane à noite, Noah durante o dia. No entanto é um equilíbrio frágil, dado que ambos não se podem nem ver nem veem com bons olhos terem de partilhar Jackie. Esse equilíbrio desaparece rapidamente quando uma maldição cai sobre Jackie obrigando-a fazer um acordo com um demónio para encontrar uma sacerdotisa voodoo em Nova Orleães que a poderá ajudar. Remy decide que a melhor forma de chegarem a Nova Orleães é fazerem um tour porno em que Jackie será a sua assistente e é assim que as duas Succumbi se fazem à estrada. Claro que tudo corre mal: Zane desaparece subitamente deixando a Jackie sozinha, Noah está zangado com ela, Remy tem um demónio dentro dela e há um estranho que persegue Jackie e a tenta raptar. Tudo corre mal mas Jackie consegue desenvencilhar-se sozinha de toda a situação e descobrir o que se passa com Zane.

Expectativa: Um livro leve e divertido, sem uma história decente.


Crítica: Ah, este sim, foi muito melhor que o livro anterior, Gentlemen Prefer Succubi. Talvez eu esteja a dizer isto porque não esperava uma história de jeito e acabei por ser surpreendida pela positiva. É uma aventura mirabolante mas com cabeça tronco e membros, em que o mistério é revelado no fim e tem lógica, há momentos de verdadeiro perigo e a Jackie parece que finalmente ganhou um cérebro. O triângulo amoroso não é chato porque ambos os criadores de Jackie são amorosos à sua maneira e pessoalmente ainda não decidi qual dos dois gosto mais, o que é divertido. Mal posso esperar para ler o terceiro.

 

Estado de espírito: Boa, se bem que fiz longas pausas nesta leitura porque andava demasiado ocupada com outras coisas.
Pontos positivos: O sentido de humor, a mitologia, Remy em todos os seus estados, os criadores de Jackie.
Pontos Negativos: Fico sempre com a sensação que a autora não tem capacidade de ir mais além, o que é pena.
Fez-me reflectir sobre: Morrer com fome de sexo e jogar bingo no subconsciente e perder sempre.
E-book, lido em inglês.

19.07.11

Resumo: Este conto, que serve de prequela à saga Lords of the Underworld, conta a história de Geryon, guardião do Inferno, e de Kadence, a deusa da Opressão. Kadence está ligada ao muro que previne que os demónios saiam do Inferno e pressente que o muro está a ser atacado e a ficar fragilizado. Pede então ajuda a Geryon para conduzi-la através do Inferno e encontrar estes demónios mas, para que este abandone o seu posto, Kadence faz um acordo com Lúcifer. Já no Inferno, ambos conseguem ultrapassar as suas inseguranças e revelarem o que sentem um pelo outro. Infelizmente o encontro com os Demónios do submundo não corre da melhor forma, Kadence morre, Geryon suicida-se, e as almas de ambos ficam livres para vaguearem na Terra. Dos ossos de Kadence os deuses criam uma caixa, a caixa de Pandora, onde ficam guardados todos os males que podem assolar o mundo. 


Crítica: Confesso que não há muito mais a acrescentar além do que já foi dito no resumo. O conto está muito mal estruturado, é muito difícil compreender o tempo que decorre entre o momento em que a Kadence diz ao Geryon para a acompanhar no Inferno até ao fim do conto. Tudo parece decorrer muito apressadamente: o romance, o sexo, as cenas de acção, enquanto que por outro lado perde-se tempo em divagações melosas sobre o quanto o personagem gosta do outro. É incrível como uma ideia tão boa se perde porque a autora está mais preocupada em partilhar os sentimentos nostálgicos e depressivos, cheios de pena própria dos dois amantes. Enfim, eu acho-o mau o suficiente para receber uma estrela apenas (Quero esquecer que o li) mas não assim tão mau, apenas não gostei. A ideia geral do mundo criado parece-me muito boa e acredito que os próximos livros da saga sejam um bocadinho melhores.

Expectativa e estado de espírito: Com uma expectativa muito positiva, dado que a saga me foi recomendada e as capas são deliciosas. Mais uma das minhas leituras noturnas, excelentes para descontrair e adormecer.

Pontos positivos: O mundo criado.

Pontos Negativos: A escrita melosa e apressada.

Fez-me reflectir sobre: Mitologia grega, o mito da caixa de Pandora.

Ebook lido em inglês

07.07.11

Decidi fazer a crítica simultânea destas duas leituras porque Foreplay é um pequeno conto que funciona como o capítulo em falta de Gentleman prefer Succubi. 


Resumo de Gentlemen prefer Succubi: Jackie dá por si a acordar num caixote do lixo, com um sem-abrigo a roubar-lhe a mala e a insistir que ela estava morta. Confusa, tenta-se recordar como é que foi ali parar mas os detalhes são muito vagos: sabe que não foi promovida no emprego, que foi para um bar afogar as mágoas e que fez sexo com um belo desconhecido. Ou seriam dois? Um deles meteu-a na lixeira, disso não havia dúvida. Quando reencontra o belo desconhecido loiro com quem tinha passado a noite ele conta-lhe, depois de ter somado os poucos dados que ela se recordava, que ela poderá ter sido transformada em Succubi: uma mulher com capacidades sobrenaturais, como seduzir os homens e imortal. Para ter sido transformada teve de ser mordida por um vampiro e ter feito sexo com um anjo. Que naquele caso era Noah, o belo desconhecido. Após ter tentado resistir, sem sucesso, à realidade actual e aos seus novos desejos, Jackie dá por si a ser usada como peão numa guerra entre anjos e demónios-vampiros. Entre ambos os opostos, a Succubi Jackie tem agora de encontrar um equilíbrio entre os anjos e o belo Noah, e os vampiros e o delicioso Zane. 

Resumo de Foreplay: Depois de lhe ter sido negada a promoção, que tanto tinha trabalhado para ter, Jackie decide ir para um bar afogar as mágoas em álcool. Ao sair do bar, já bastante embriagada, é mordida por um vampiro que de certa forma se enternece com Jackie e, sabendo que a sua dentada tinha aumentado a libido dela, decide levá-la até Noah, para que esta se transforme numa Succubi. Noah é um anjo caído cujo castigo é matar o seu apetite sexual, que o ataca como se fosse uma fome, uma vez por mês. Quando Jackie vai ter com ele, tão ansiosa por sexo, exactamente no dia em que ele mais precisa, Noah não se recusa. Assim, Jackie, quando regressa ao vampiro, que acaba por a deixar num contentor, começa a morrer para a sua vida mortal e a nascer para ser uma Succubi.


Crítica: Gostei bastante desta história mas tenho muitos "mas" a apontar. Gostei por causa dos elementos sobrenaturais, anjos caídos e vampiros (que são anjos que venderam a alma a Lúcifer) e achei que toda a mitologia é bem explicada. O sentido de humor da autora é fantástico e toda a história está temperada de bom humor. A Jackie tem um sentido de humor sarcástico, muito semelhante ao meu, o que adorei. No entanto os elogios ficam por aqui.
Começo pela auto-imagem da personagem principal: é uma geekzinha curadora de museu com excesso de peso que ao transformar-se em Succubi passa a ser esbelta e mamalhuda, a fantasia de qualquer homem. O estereotipo de que a Jackie só passa a viver uma vida excitante após ter ficado toda boa é proporcional ao de ter perdido a inteligência durante a transformação. É de gritos a quantidade de burrices que ela faz (aliás, o enredo só desenvolve por causa disso), tudo isto intercalado com a fome de Succubi de que ela padece de dois em dois dias, e que tanto tenta negar. Porque, apesar das mamas copa duplo D e carta verde sobrenatural para ser uma tarada, ela ainda tem moral e princípios e tal. A "fome" de que falo é um desejo incontrolável de fazer sexo.
O que me leva às cenas em si (porque eu gosto de ler livros hot): Todo o desenrolar até às cenas de sexo é muito bom e como leitores agonizamos um bocado até chegar ao momento em si e depois... é rápido demais! Os personagens ficam satisfeitos mas nós não. Caraças, são anjos e vampiros e fazem sempre sexo em posição de missionário? Um deles até tem asas, mais criatividade se faz favor! Eu sei que escrever bem uma cena destas deve ser difícil mas se a intenção é escrever um livro desta natureza, há que dominar a "arte" de descrever o acto, digo eu. Enfim...
Igualmente rápido demais é o final, que depois de tanta expectativa criada se desenrola demasiado depressa, deixando-me a pensar: Ok, é só isto? Isto resolve tudo?!
No total é uma leitura leve e divertida, com os seus momentos quentes mas pouco satisfatórios e com uma história muito fraquinha. Acho que a autora tem espaço e capacidade para fazer mais e já adquiri os outros dois livros, porque acredito que irá melhorar.

Expectativa e estado de espírito: Não tinha grandes expectativas, porque não conhecia a autora mas acreditei num mínimo de qualidade, considerando uma opinião que tinha lido sobre estes livros. Como eu costumo ler este tipo de livros antes de adormecer, e considerando o quanto este é bem humorado, o estado de espírito esteve sempre muito animado.

Pontos positivos: O sentido de humor, o mundo criado.

Pontos Negativos: Fraca construção da história, direi até banal, com estereótipos que fazem imensa comichão à feminista que há em mim.

Fez-me reflectir sobre: Anjos caídos e sexo em confissionários.

E-book, lido em inglês.

09.05.11

O Natal de um predador da Noite
O Natal de um Predador da Noite é um pequeno conto que conta a história de Gallagher, um predador da noite ainda novo,cuja a angústia da sua situação é acordada quando se cruza com uma sua descendente.
Para quem conhece a saga sabe que uma das características da mesma é a luta das seus personagens contra a solidão. Este conto foca isso mesmo, especialmente numa época do ano em que a solidão parece mais real e dolorosa. De uma forma engenhosa, Sherrilyn Kenyon coloca uma das minhas personagens favoritas, Simi, a mostrar a Gallagher que não está realmente sozinho e que o conceito de família pode ir vai além dos laços de sangue.
Pontos interessantes: a mulher de Gallagher era luso-descendente.
Um bom complemento a uma das minhas sagas favoritas.

29.01.11


Formato: e-book 
Lido em Inglês

 

Resumo: Esta história divide-se em 3 partes. A primeira conta quando Hugh conhece a Lilith ele é apenas um cavaleiro medieval com 17 anos e ela é um demónio que se disfarçou de donzela para espalhar a tentação. Ambos se sentem atraídos um pelo outro: ele, muito seguro do que é certo ou errado, cheio de regras de cavalheirismo e ela que é tão divertida e enganadora. No entanto, os planos dela acabam por prejudicar Hugh levando-o à morte. Michael salva-o e transforma-o num Guardião. A 2ª parte conta os séculos em que ambos se encontraram: ele como guardião e ela ainda como demónio. Conta também como ele decidiu deixar de ser guardião e matar a Lilith. Na 3ª parte encontramos Hugh como humano, com 30 e poucos anos e o seu reencontro com Lilith, em São Francisco. Ele é agora professor e é o principal suspeito da morte dos seus alunos. Mas Lilith e Hugh sabem que aquelas mortes fazem parte de um estranho ritual dos Nosferatu para conseguirem caminhar durante o dia.

Crítica: Se, quando comecei o livro estava entusiasmada (este é um livro sobre anjos e é o primeiro livro publicado pela autora do The Iron Duke), esse entusiasmo foi se desvanecendo ao longo da leitura. É extremamente longo! Tem cenas desnecessárias de diálogos infinitos entre Hugh e Lilith em que nada acontece. É um livro que poderia ter sido dividido em duas partes: a parte medieval e os séculos de Hugh como guardião e a outra metade, em que se investiga os crimes. É que nem Hugh e Lilith parecem os mesmos personagens, é desconcertante. A estrutura dos capítulos também poderia ter sido repensada para não ser tão maçudo.
Sendo este o primeiro livro publicado da autora e tendo adorado o último que ela publicou, acredito que, nos outros livros da saga, só pode melhorar. Mas houve muita coisa que me escapou, não sei se por estar a lê-lo em inglês, se por causa da estrutura ou mesmo pelo meu desinteresse em geral. Por exemplo: não compreendi a aposta feita entre Michael e Lúcifer e como é que Lilith a conseguiu resolver. Aqui culpo a minha interpretação do texto. No entanto, gostei muito de todo o mundo sobrenatural aqui criado: roça o terror, falando em vísceras, escamas e tendo partes mesmo nojentas de se ler. Toda a estrutura de criaturas e seres é muito boa e é um romance muito invulgar e distante do que é convencional.

Expectativa e estado de espírito: A expectativa era alta mas o livro acabou por desiludir. Quanto ao estado de espírito é bom, ler tem me ajudado imenso em escapar à realidade.

Pontos positivos: O Universo criado, baseado no Paradise Lost de Milton, e a originalidade no romance.

Pontos negativos: Cenas longas, aborrecidas e desnecessárias. Um enredo complicado com um desenlace que me pareceu demasiado fácil. Pouco emocionante.

Fez-me reflectir sobre: Sexo pouco convencional...

31.12.10

Formato: e-book
Lido em Inglês
Resumo: 1811, Inglaterra. Anthony é um médico e amigo de infância de Emily e Colin. Apesar da atracção que sente por Emily, por serem de classes sociais diferentes, nunca se atreveu a declarar-lhe o que sente. É por isso um dia surpreendido por Emily e este promete-lhe que regressará um dia. Anthony parte como médico de campanha para a guerra a decorrer em Espanha e aí tem um encontro fatal com uma criatura sobrenatural. Mas, por ter salvo no último minuto o seu colega, Michael decide transformar Anthony num guardião. Contra as regras, Michael decide enviar Anthony de regresso à Terra apenas 10 meses a sua transformação, para proteger Emily e Colin de um Nosferatu. E é durante esse período que Emily e Anthony assumem a atracção que sentem um pelo outro, mesmo sem a esperança de ficarem juntos. Mas talvez as regras tenham cláusulas que permitam excepções.

Crítica: Depois de ter lido o fantástico The Iron Duke da mesma escritora, procurei que mais tinha escrito. Este conto, Falling for Anthony, é a sua primeira publicação e introduz a saga dos The Guardians. Muito diferente, e muito distante da qualidade do The Iron Duke. Não achei que fosse mau, porque a criação do universo assim como todo o contexto onde se desenrola a acção, é muito bom. No entanto, a acção e o romance foram em muitos aspectos fracos. Fiquei um pouco com a impressão que a escritora se sentiu pressionada quanto ao tamanho do conto e então tentou condensar o máximo de acção, sexo e romance possíveis, fora introduzir uma mitologia. Por isso os personagens resultam um bocadinho como folha de papel, sem uma verdadeira profundidade. Acredito que estes aspectos irão melhorar ao longo da saga.

Expectativa e estado de espírito: Esperava uma história bem escrita e boa para adormecer. Li em pouco tempo porque estou de férias.

Pontos positivos: O universo criado, muito interessante. A escritora explica neste vídeo um pouco o universo dos The Guardians:

Pontos negativos: A pressa com que as coisas acontecem com os personagens.

Fez-me reflectir sobre: Nada.

Nota adicional: Um texto muito interessante da autora sobre como foi escrever este conto e porque é que falhou em muitos aspectos.


06.12.10

 Resumo: Após as atribuladas aventuras vividas em Nova Orleães, Zarek é castigado a regressar ao Alasca. Sabe que irá morrer em breve: se não for às mãos do escudeiro que o transporta, será Artémis ou Acheron a acabar com a sua vida. Ele pouco se importa, aliás, ele não se importa com ele nem com ninguém. Ou pelo menos assim pensa. Astrid é uma ninfa da justiça e é enviada a Zarek para o julgar, na sequência de um pacto entre Artémis e Acheron que este deveria ser julgado pelo que fez. Sem visão, ela terá que julga-lo apenas pelo que ele lhe revela, o que não parece ser muito já que Zarek, após ter passado centenas de anos sozinho no Alasca, não é muito sociável. Mas, com alguma ajuda, Astrid consegue ver o verdadeiro Zarek e porque ele é uma pessoa tão torturada. O amor nasce entre ambos mas isso não significa que será fácil ficarem juntos ou até manterem-se vivos...

Crítica: Adorei este livro, talvez o meu favorito dos Predadores da Noite até ao momento. Quando pensamos que a escritora, Sherrilyn Kenyon, nos vai dar mais do mesmo (o que por si já é bom), eis que nos volta a surpreender, apresentando um livro mais emotivo e mais excitante. A originalidade da mitologia, os excelentes momentos de humor misturados com situações de perigo e os personagens, misteriosos, sofridos e torturados, fazem com que seja difícil pousar o livro. Destaco neste livro, a citação de várias passagens de um outro livro, o Principezinho, servindo de instrumento de aproximação entre o casal principal do livro. Tal como os outros, o Dança com o Diabo pode ser lido isoladamente, mas é sem dúvida aconselhável seguir a ordem de publicação da saga, para melhor compreensão de quem são todos os personagens envolvidos ou mencionados. As cenas de sexo são igualmente escaldantes mas é muito interessante como tudo se desenrola até realmente acontecer. Sim, como leitora sofro imenso com os personagens cujos conflitos interiores são maiores do que qualquer vilão surja para os derrubar. E Zarek é um personagem sofrido, ó se é!!
Há novos vilões e os do costume, neste caso Artémis que está mais insuportável que sempre. Destaco a Simi, a mulher-diabo-dragão que vive no corpo de Acheron que me arrancou gargalhadas valentes. É uma personagem inesperada mas deliciosa. Adorei-a!

Expectativa e estado de espírito: Sabia que ia ter uma boa aventura para ler e não me desiludiu. Li-o de uma assentada, quase, porque é o tipo de leitura excelente para escapar da realidade.

Pontos positivos: Os personagens torturados como Zarek. Simi pelo seu fascínio por churrasco. O misterioso Acheron.

Pontos negativos:
Fiquei com a sensação que a Astrid tinha recebido o Principezinho quando era criança mas se este foi publicado em 1943 e Astrid tinha mais de 800 anos seria impossível. E se Zarek esteve isolado tantos anos como é que mesmo assim conseguiu comprar livros? De certeza que há mais um pormenor ou outro que eu não me lembro de momento mas apenas revela alguma falta de cuidado da escritora, ou de quem revê o livro, em chamar a atenção para os pormenores.

Fez-me reflectir sobre:
Frio, sonhos escaldantes e a crueldade humana.

Título Original:  Dance with the Devil

03.06.10

Resumo: Talon é um Predador da Noite de origem Celta que está satisfeito por ser quem é. Mas, uma noite, ele cruza-se com Sunshine e tudo muda. Ela surpreende-o quando, após uma tarde apaixonada, ela não lhe pede para ficar com ela, como todas as mulheres faziam. E ele percebe que não a consegue esquecer. Mais tarde eles percebem porquê: ela é a reencarnação do seu amor há muito desaparecido e eles são almas gémeas. há no entanto uma maldição que os impede de ficar juntos, que acaba por ser quebrada. Sunshine descobre, para felicidade de ambos, que ela também é imortal e como tal, não precisam de se separar nunca mais. Outras histórias entre-cruzam-se, que são bem resumidas por Acheron (pág. 215):  
"Tinha uma deusa assanhada e irritada com quem lidar. Um celta desaparecido em combate. Um general romano numa cidade onde 3 homens desejavam esventrá-lo. Um Predador da Noite impossível de controlar, que a Polícia queria prender por homicídio. E, agora, uma matilha Katagari que estava a deitar cá para fora 3 ninhadas de cachorrinhos mesmo no meio dos seus inimigos."  
A revelação sobre o que Acheron é, e o quanto é poderoso, é muito interessante e um dos pontos altos do livro.   

Crítica: É notória a evolução de escrita de Sherrilyn Kenyon neste "Abraço da Noite". A trama passa de se focar apenas no par romântico principal para alternar entre outros Predadores da Noite, deuses e lobisomens. E todos se entre-cruzam de uma forma louca, levando a um crescendo de emoções e confrontos, impossíveis de controlar. Este volume também apresenta mais informação sobre Acheron e o seu relacionamento com a Deusa Artémis. Se bem que a quantidade de novos personagens e novos conflitos parece exagerada para introduzir num só livro, a forma como a escritora os utiliza é bem ponderada, deixando-nos com a pulga atrás da orelha se veremos aquele personagem num volume futuro da saga. Com uma intrincada e original mitologia, cenas íntimas bem audazes, heróis "bad boy" lindos de morrer, e cenas de luta q.b., Sherrilyn Kenyon oferece-nos mais um livro divertido e emocionante, sem preconceitos, ideal para um público feminino que deseja algo mais que o típico romance light.

Expectativa e estado de espírito: Como já sei o que esperar desta saga da Sherrilyn Kenyon, abrir um dos seus livros é sempre um prazer. O facto de não desenvolver grandes questões filosóficas e morais permite uma leitura sem preocupações, ideal para o escape.  

Pontos positivos: Menos foco no casal principal, mais sobre Acheron e outros Predadores da Noite. Sentido de humor.  

Pontos Negativos: Cenas de luta pouco ou nada desenvolvidas, com fraca descrição. Algumas "soluções" são um pouco à pressa.
Fez-me reflectir sobre: Imortalidade, reencarnação, o poder de controlar outros.

04.04.10

Resumo: Amanda Deveraux acredita seriamente que foi adoptada. É contabilista e a única da sua família que não está ligada ao esóterico ou paranormal. Até a sua irmã gémea tem como hobby caçar vampiros. Numa noite em que decide fazer um favor à irmã, cai numa emboscada e acaba por acordar algemada a Kyrian que é, nada mais nada menos, que um vampiro. Mas o desejo de o abandonar vai diminuindo a cada hora que passa com ele e apesar do perigo que é apaixonar-se por um Predador da Noite, resistir-lhe é ainda mais doloroso. Após muitas peripécias e perigo de morte, Kyrian recupera a sua alma com a ajuda da Amanda e esta descobre que, afina, ela própria não é assim tão normal.

Crítica: Sherrilyn Kenyon segue neste livro a mesma fórmula que utilizou no "Amante de Sonho". Um herói trágico, com milhares de anos, preso a uma "maldição", que encontra a sua salvação através de o amor de uma mulher. Mas esta autora vai um pouco mais além do que um simples romance com componentes paranormais. Este "Prazer da Noite" dá início a uma saga, dos "Predadores da Noite", que assenta numa mitologia própria, elaborada e bastante incomum. Sim, Kyrian é um vampiro, mas porque os Predadores da Noite ao tornarem-se num entregam a sua alma a Artémis, a deusa da lua. Logo, apanhar Sol está fora de questão. Outras características também são explicadas tendo como base a mitologia grega. Foi também bom ver que ela interligou a história com os anteriores protagonistas, Julian e Grace, do "Amante de Sonho"; assim como introduz um conjunto de novos personagens que serão protagonistas nos livros seguintes da saga.

Expectativa e estado de espírito: Eu esperava o que encontrei: uma história leve e divertida, mas com momentos de grande tensão que nos impede de pousar o livro, mesmo quando o sono o exige. Este, tal como o anterior, é um livro com momentos cheios de passagens sensuais bastante explícitas, o que o torna uma excelente escolha para livro de cabeceira.

Pontos positivos: Divertido, com imensas referências à cultura pop actual. Uma excelente e elaborada mitologia. Personagens muito atraentes.

Pontos negativos: Algumas cenas descritas "à pressa" em que, quando me apercebia, já a cena tinha terminado, principalmente as de luta. Fraca explicação sobre as características dos vilões ou das suas intenções. Pobre na criação de momentos de tensão.

Fez-me reflectir sobre: Nada! Um dos melhores livros para "escapar" possíveis.

02.09.09

Resumo: Selena, amante das artes esotéricas, descobre um livro muito antigo onde está preso um amante de sonho. Imediatamente lembra-se da sua amiga Grace Alexander, que apesar de ser terapeuta sexual, não faz sexo há muito tempo. Mas, a bênção de qualquer mulher que liberte o Julian, o amante de sonho, e possa usufruir dele durante um mês, é na verdade a maldição dele. Tudo muda quando Grace o liberta do livro e juntos começam a trabalhar para o libertarem da maldição.

Crítica:
é um livro muito divertido, com uma história fora do vulgar. A escrita simples e fluída da escritora torna-o muito fácil de ler (demorei dia e meio) sem, no entanto, ser de fraca qualidade. Houve espaço para conhecer cada um dos personagens, assim como houve momento de acção muito empolgantes. É um bom livro de escape e, por ser bem humorado, excelente para descomprimir do stress do dia-a-dia.

Pontos positivos:
Sentido de humor, criatividade e acessibilidade na linguagem.

Pontos negativos:
Cenas de perigo que parecem ter sido criadas propositadamente para fazer emergir o herói que salva a donzela. Falta de desenvolvimento nas cenas de conflito entre as personagens, como se a autora tentasse evitar momentos de angústia muito prolongados.


Expectativa e estado de espírito: Como já tinha lido o primeiro capítulo deste livro, sabia seguramente que ia ser um bom livro para ler durante as férias. A expectativa não era alta mas, por me ser uma autora desconhecida, temia mesmo assim desiludir-me. Ainda bem que assim não foi.


Fez-me reflectir sobre: que homens (e mulheres) de sonho, só existem nas fantasias.

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