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Telmixa

Mix de leituras, organização, tv, filmes, tecnologia e de mim, claro!

Telmixa

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Sangue Final, de Charlaine Harris

Sangue Final

Nas mil e uma vezes em que planeei mentalmente como é que iria escrever esta opinião pensava sempre: "Vou tentar falar do livro de forma individual e não apenas como a parte final de uma série." E tantas vezes pensei isso que concluí que seria um erro: afinal de contas este é o livro final de uma série, esta é a última história de um capítulo da vida da história da Sookie Stackhouse. 

Quando um escritor decide começar a contar uma história deveria pensar: "Porque vou eu contar esta história? Porque vale a pena contá-la?" Porque eu, sem dúvida alguma, sempre que pego num livro na livraria e pondero compra-lo ou, quando abro um livro para o começar a ler, penso "Porque é que eu devo ler este livro? O que vou ganhar em ler esta história?".
Há um contrato subentendido entre autor e leitor em cada livro comprado: ao primeiro de escrever uma boa história, ao segundo de apreciar a viagem do herói e de ver as suas expectativas, sejam elas quais forem, satisfeitas. Não é obrigação do autor de ir ao encontro de determinadas expectativas assim como não é dever de um leitor de ficar satisfeito com uma má história.
Neste livro, que é o final de uma série, havia a obrigação de responder a uma pergunta colocada no primeiro livro: Como é que a Sookie iria viver com a sua telepatia, capacidade que a inibia de se relacionar de forma normal com humanos e que, por isso mesmo, a levou a namorar com um vampiro? Eu li 12 livros à espera de encontrar a resposta a esta pergunta. A fórmula parece simples: A heroína sente-se deslocada da sociedade, descobre que a sua deficiência é um super-poder e torna-se super-heroína.
A heroína não se torna uma dona-de-casa mãe de quatro filhos e feliz por voltar a integrar, de forma aparentemente normal, a sociedade que antes a rejeitava. Ela não se contenta por ficar com o gajo normal e desinteressante. MEU DEUS, ninguém lê livros de Fantasia Urbana porque quer que a heroína, que lida com vampiros, metamorfos, lobisomens, demónios e fadas, se torne numa mulher normal, como nós. Que felicidade tiro eu como leitora de fechar o 13º livro de uma saga e a suposta heroína ainda achar que a sua telepatia é uma espécie de deficiência? Que é melhor afastar-se dos vampiros, que antes lhe deram conforto e protecção porque não podem procriar?! Que a mensagem transmitida é que a única fonte de felicidade possível é casar, ter filhos e contentar-se com um emprego medíocre?
Desde Abril que tento perceber porque é que a autora fez estas opções. Várias hipóteses se levantaram: falta de motivação em escrever mais um livro da saga, vontade de dar uma lição aos fãs e mostrar-lhes que era superior ao que estes exigiam como final da série, incapacidade de lidar com o enorme universo que criou, etc. Em Setembro, quando finalmente li o livro, pensei que já não estivesse chateada com o seu conteúdo e que iria ser capaz de o ler com o devido distanciamento e compreender as suas escolhas. Não fui. Hoje, quase cinco meses depois de o ter terminado, já não me interessa saber o porquê. Vou relegar esta autora para a minha lista de "não voltar a ler". Ao escrever algo tão mau, desleixado e insatisfatório só me fez temer pelas outras séries do mesmo género que estou a acompanhar. Temo que outras autoras lhe sigam o exemplo.
Devo muito à Charlaine Harris e aos livros da Sookie Stackhouse, eles ofereceram-me entretenimento e acesso a um mundo que desconhecia: fiz amigos além-fronteiras, ajudei a dinamizar uma comunidade de fãs em Portugal, criei um bom relacionamento com a editora Saída de Emergência (que os editou em Portugal), fizeram-me ler um género de livros que nunca leria se não fosse a série de tv. Até conheci a autora quando veio a Portugal: uma senhora muito amável e bem-humorada. Mesmo assim, apesar da euforia, não sou fã incondicional. Sou fã de boas histórias. Sinto-me incapaz de defender esta saga como antes o fazia perante as más criticas que recebia.
Por fim um breve resumo do livro: Aparentemente alguém tenta matar a Sookie e ela acaba presa já não me lembro bem porquê e ela chama os amigos não vampiros para ajudar e afinal já se pode regressar da terra das fadas quando se quer e fazer a vingança final e a Sookie é incapaz de perdoar a uma boa amiga apenas porque ela lhe tentou um arranjinho no passado. Ah e os vampiros são maus e afinal já não faz mal acasalar com pessoas de quem podemos ouvir os pensamentos.
A sério, a história é simplesmente isto. É apenas mais uma história de crime e mistério. Não ganhei nada em lê-la e quero esquecer que a li.

 

Nomes dos personagens: Sookie Stackhouse, Bill Compton, Sr. Cataliades, Sam Merlotte, Eric Northman, Pam.
Nomes dos lugares: Bon Temps.
Conteúdo sexual: Uma cena de sexo.
Tipo de cenas: A cena é, na sua maioria, incomoda de se ler, em vez de excitante que é o que a autora deveria estar a tentar fazer e falhou redondamente.

 

Pontos positivos: Acabou, finito.
Pontos negativos: Não deveria existir sequer, como um todo.
Fez-me reflectir sobre: Se vale a pena continuar a investir em séries de livros.

 

Autor: Charlaine Harris
Série: Sangue Fresco (#13)
Editora: Saída de Emergência
Estante: Fantasia Urbana
Período de leitura: de 3 a 16 de Setembro
Formato: Papel
Língua: Português
Classificação: 1*: Quero esquecer que o li de tão mau que é.

Documentário sobre Margaret Mitchell

Está disponível online um documentário muito interessante sobre a autora de "E Tudo o Vento Levou", o livro que estou a ler de momento.

 

Como este foi o único livro que ela escreveu e devido ao tremendo sucesso que teve, torna-se muito interessante saber um pouco sobre a pessoa por detrás da história. Vi este documentário o ano passado (quando li a primeira metade do livro) e fiquei tão fascinada pela autora como estava pelo livro.

O Padrinho, de Mario Puzo

O Padrinho

 

Para mim "O Padrinho" vai ficar para sempre associado à praia, estendida ao sol, tentando acabar as últimas páginas do livro mas lamentando terminá-lo.

Mário Puzo é um escritor excepcional. Esperava uma escrita crua como a de outros escritores que li dentro do mesmo género e fui surpreendida por uma prosa que nos envolve e aconchega. São setecentas e quatro páginas de puro prazer e entretenimento. Todos nós temos uma noção do que é a Máfia italiana mas só quando se lê este livro é que compreendemos a sua verdadeira essência. Como é formada essa teia de influências e favores, por que valores se regem estes homens, que têm uma cultura tão enraizada que nem um novo país com leis diferentes consegue mudar. Submundo, rede de tráfego de influências, luvas, tudo é aqui explicado através das palavras e acções destes senhores. As suas vidas são algo de assombroso: vivem com a morte e a violência diariamente. Afinal, isso é algo que faz parte do negócio. E só ao ler o livro é que percebi (vi os filmes primeiro) o quanto eles acreditam que o que fazem é bom e correcto. Os seus valores morais, intrinsecamente ligados à religião, são o que lhes dão a justificação para fazerem o que fazem. E são de tal forma convincentes que dava por mim a concordar com eles, a torcer por estes "heróis" que nada mais fazem do que proteger os mais desfavorecidos.
Vito Corleone é inegualável. A primeira vez que vi o filme foquei-me mais na transformação de Michael mas depois de ler o livro fiquei rendida à história de este homem que chegara aos EUA ainda menino, sozinho e sem nada e que tudo conseguiu por ter uma mente arguta e um bom par de "cojones".
Na eterna discussão sobre o que é melhor (livro ou filme) eu vacilo neste caso específico. Como não querer ver o Marlon Brandon como Vito Corleone? Como não ver o Al Pacino transformar o vacilante Michael Corleone no poderoso sucessor do seu pai? A minha conclusão é que ambas as obras complementam-se e ajudam à compreensão da complexidade deste enredo que forma "O Padrinho".

 

Nomes dos personagens: Vito Corleone, Sonny e Michael Corleone, Tom Hagen, O "Turco" Sollozo, o capitão da polícia McCluskey, Peter Clemenza, Johnny Fontane, Luca Brasi.

Nomes dos lugares: Sicília, Nova Iorque.

 

Violência física: Sim
Violência psicológica: Sim
Tipo de cenas: Mortes violentas, chantagens, perseguições.
Mensagem: Política, Religiosa
Pontos positivos: O enredo intrincado e complexo, a escrita, as frases tão poderosas que entraram no nosso vocabulário.
Pontos negativos: Os capítulos de Johnny Fontane.
Fez-me reflectir sobre: Valores morais, família, protecção, dever.

 

Autor: Mário Puzo
Editora: Bertrand
Estante: Grandes autores
Período de leitura: de 26 de Julho a 17 de Agosto de 2013
Formato: Papel
Língua: Português
Classificação: 5: Adorei-o! É muito bom.

A casa dos espíritos, de Isabel Allende

 

A Casa dos Espíritos

Apesar de ser apaixonada por literatura sul-americana sentia-me simultaneamente curiosa e intimidada em ler este livro, pela sua popularidade. "A Casa dos Espíritos" foi um livro de grande sucesso em Portugal, sucesso este impulsionado pela filmagem do livro nele baseado ter sido feita quase na sua totalidade no nosso país. Ultrapassada esta pressão mergulhei na sua leitura e depressa percebi que pouco ou nada me lembrava dos acontecimentos que tinha visto no filme há muitos anos atrás.
A acção desta história decorre num país sem nome da América do Sul, em tudo semelhante ao país da família da autora, o Chile. Neste livro seguimos três gerações da mesma família, desde o início do século até ao golpe de estado que depôs "O Candidato" eleito nos anos setenta. É curioso como o vilão da história sobrevive a todos os outros personagens que, de uma forma ou de outra, perecem à sua volta. Esteban é um homem duro e muitas vezes cruel, determinado a impor a sua visão do mundo na vida de todos aqueles que o rodeiam.

Felicitou-se por ter comprado uma passagem mais cara, pela primeira vez na vida, e concluiu que era nos pormenores que estava a diferença entre um cavalheiro e um camponês. Por isso, embora em má situação, desse dia em diante iria gastar dinheiro nas pequenas comodidades que o faziam sentir rico.

 

Essa sua atitude acaba por alienar todos aqueles que ele ama, principalmente Clara, quem ele amava de uma forma quase doentia. 

Enquanto Esteban é o sustento financeiro para as mulheres da sua vida, estas são o seu sustento emocional e espiritual. Sem elas Esteban não é ninguém e a morte de cada uma delas transforma sempre o rumo da sua vida.
Clara é uma dos três narradores da história e, durante grande parte da história, o pilar desta família pouco convencional. As suas qualidades sobrenaturais dão um colorido interessante a esta história maioritariamente de tom político. Aliás, não fossem os conflitos familiares, as características extravagantes de alguns personagens e o romance, "A Casa dos Espíritos" seria um livro terrivelmente monótono abafado pelos ideais políticos que a autora tenta transmitir. Há muito mais para dizer sobre este livro em termos de simbologia mas penso que análises desse tipo são mais dignas para uma dissertação do que para uma opinião geral de um blogue. Além disso sinto que sempre que sobreanaliso uma obra acabo por "matar" um pouco a magia da primeira leitura, patamar onde me quero manter em relação a este livro.
Gostei bastante d' "A Casa dos Espíritos" , principalmente do seu enredo denso e complexo, inundado de personagens interessantes e situações um pouco invulgares. A escrita é muito bonita mas longe da beleza de outros autores sul-americanos, como Gabriel Garcia Marquéz.

 

Nomes dos personagens: Clara, Blanca, Alba, Esteban, Férula, Pedro Tercero.
Nomes dos lugares: Três Marias, a grande casa da esquina, a capital.
Conteúdo sexual: Sensual e pouco descritivo.
Violência física: Sim, algumas cenas de tortura são descritas com bastante detalhe.
Violência psicológica: Sim, discussões e confrontos.
Mensagem: Maioritariamente política.
Pontos positivos: E escrita, a história da família e os poderes de Clara.
Pontos negativos: A parte política da história que quase sufocou o final.
Fez-me reflectir sobre: O quanto estamos ligados e precisamos uns dos outros.


Autor: Isabel Allende
Série: Tripartite (#3 de 3)
Editora: Difel
Estante: Grandes autores
Período de leitura: 21 de Junho a 27 de Julho de 2013.
Formato: Papel
Língua: Português
Classificação: 4: Gostei muito.

O Filho de Thor, de Julliet Marillier

O Filho de Thor

Desconhecia por completo esta autora e "O filho de Thor" mas conheço várias pessoas que gostam bastante dela e decidi aceitar a recomendação da Célia. Não sei bem porquê mas tinha-a associado à Anne Bishop o que agora percebo que foi um erro pois ambas são muito diferentes na escrita e universos. A escrita de Marillier é muito bonita e poética, com muita imaginação e informação histórica mas sem aquele "despejar de informação" que muitos autores acabam por fazer.
A primeira metade do "Filho de Tor" foi a que mais me custou, pois serve para contar como surgiu a amizade entre Sommerled e Eyvind, enquanto rapazes. Não morro de amores por histórias com crianças e cheguei a pensar em desistir. No entanto, a autora coloca estrategicamente alguns mistérios e conflitos que ajudaram a manter o interesse e partir para a segunda metade do livro que se passa nas Ilhas Brilhantes.

Sommerled é desde o início o aparente vilão da história. No entanto como é apenas um rapaz assustado que sofreu bastante na infância ficamos sempre na dúvida se ele é intrinsecamente mau ou apenas produto do seu meio e ambições. Depois há a sua relação com Eyvind. Este é um rapaz lutador e corajoso, de ideais e ambições simples. Só que é essa bondade inata que atrai e mantém Sommeled no seu melhor, impedindo-o de se tornar totalmente mau. Eyvind passa por várias e diversas dificuldades ao longo desta história. Sofre quando tem que agir contra aquilo que acredita e a sua recuperação acontece através de Nessa que se torna a sua mais improvável aliada. Por seu lado Nessa vive em conflito por se apaixonar por um guerreiro do grupo que está em luta com o seu povo e ajudar o seu povo a sobreviver. Foi por causa de Nessa que me apaixonei por esta história. As passagens sobre ela e a sua magia são lindíssimas e transportou-me para um tempo em que nós humanos vivíamos mais ligados à nossa Mãe-Terra.
Em resumo: adorei este livro. Começa de uma forma talvez pouco interessante e lenta mas a pouco e pouco prende-nos, principalmente através dos seus personagens, e faz-nos apaixonar por aquele bonito mundo das Ilhas Brilhantes.

 

Nomes dos personagens: Eyvind, Sommerled, Nessa, Ulf, Margaret.
Nomes dos lugares: As Ilhas Brilhantes, Rogaland
Conteúdo sexual: muito discreto: beijos e carícias.
Violência física: Sim, alguma. Pouco descritiva. Cenas de batalha.
Violência psicológica: Sim, discussões e confrontos verbais.
Mensagem: Política, religiosa.
Pontos positivos: A escrita da autora, as cenas de magia de Nessa, Eyvind.
Pontos negativos: A parte inicial enquanto Sommerled e Eyvind são crianças: apesar de necessária tornou-se um pouco chata.
Fez-me reflectir sobre: Colonização e choque de civilizações. Ligação às forças da Natureza.

 

Autor: Julliet Marilliet
Série: Saga das Ihas Brilhantes (#1 de 2)
Editora: Bertrand
Estante: Romance Histórico
Período de leitura: 6 a 21 Junho de 2013
Formato: Papel
Língua: Português
Classificação: 5 estrelas: Adorei-o! É muito bom.

Faefever, de Karen Marie Moning

Faefever
Eu sabia de antemão que ia sofrer no final deste livro, estava mais que avisada. Quando quase todas as opiniões que lemos começam por "O QUE É QUE ACONTECEU AQUI?!" ou "QUE FINAL FOI ESTE?" sabemos que devemos estar preparados para sofrer. Mesmo assim nada, durante dois terços do livro indicam o que vai acontecer. Ou melhor (e é nisto que eu vejo o brilhantismo de uma autora que planeou a história antes de a escrever) há indícios mas, quando a merda acontece, já é tarde demais. E como leitora fui surpreendida. Este é uma história que é uma autêntica montanha-russa de emoções negras e pesadas.
A Mackayla nunca esteve tão bem como agora. Acho que ela está mesmo no ponto: mais preparada, mais destemida, em que consegue negociar e manipular as várias partes que a tentam manipular e usar, sem ceder demasiado. A Mac está do lado da Mac e de mais ninguém. Adoro-a e detesto-a. Aliás, eu adoro-a. Há muitos momentos neste livro (nos anteriores também) em que percebemos o quanto ela está sozinha e se sente sozinha. Mais do que a dor da morte da irmã é ter de lidar com toda uma realidade e não ter mais ninguém em quem confiar. E nas suas horas mais solitárias somos nós que estamos ali com ela mas não podemos, infelizmente, conforta-la. 

O livro dá uma grande reviravolta no fim, passando de uma simples fantasia urbana a uma distopia, depois de um certo acontecimento de proporções apocalípticas. Mac, Dublin e o mundo: nada fica a salvo do que acontece.
Adoro a forma como Dublin é retratado nestes livros. Dublin não é apenas paisagem de fundo para enfeitar uma história. Dublin é ela própria um personagem que determina o tom, o ambiente, que se agita e sofre através dos seus habitantes. Há todo um parágrafo que resume perfeitamente tudo aquilo que esta história é, na sua essência:

And I had a startling realization: I loved this city.

Even swimming as she was with monsters, deluged by crime, tainted by the violence of the Sinsar Dubh, I loved Dublin. Had Alina felt this way? Terrified of what might come, but more alive that she'd ever been?
And more alone.


Tenho curiosidade e terror em saber o que vai acontecer a seguir a este livro. Será o próximo ainda mais dark? Conseguirei sobreviver como leitora a tanta dor e suspense? Uma coisa é certa: Faefever foi o melhor dos três que li da saga até agora. Se há alguém que quer saber o que é ler uma fantasia urbana, esta é uma boa série para perceber isso mesmo.

 

Nomes dos personagens: McKayla Lane, Jericho Barrons, V'Lane, Dany O’Malley
Nomes dos lugares: Dublin
Conteúdo sexual: Sensual, descritivo, erótico mas com uma cena de sexo apenas e não muito explícita.
Tipo de cenas: Beijos e nudez e uma cena de sexo.
Violência física: Sim
Violência psicológica: Sim
Pontos positivos: Erm.... tudo?
Pontos negativos: Erm.... nada?
Fez-me reflectir sobre: Apocalipse, Inferno, solidão.

 

Autor: Karen Marie Moning
Série: (#3 Fever)
Editora: Dell Publishing
Estante: Fantasia Urbana
Leitura temática: Não
Período de leitura: 31 Maio a 6 de Junho 2013
Formato: ebook
Língua: Inglês
Classificação: 5 estrelas: Adorei-o! É muito bom.

Demon Moon, de Meljean Brook

Comecei a ler este livro, sem grandes expectativas e com o desejo de querer "despachá-lo". Tinha tido grandes dificuldades na compreensão do Damon Angel e sabia que, quanto mais depressa ultrapassasse este livro (considerado por alguns fãs da saga e mesmo por indicação da autora, difícil), mais depressa poderia apreciar o resto da saga. Isto pode parecer um pouco cruel mas, quando temos uma estante que parece crescer de dia-para-dia, em vez de diminuir, há alturas do ano em que não o interessa o que lemos, desde que ajude a passar o tempo. Era romance e era de um autor que eu conhecia e gostava: para mim era o suficiente.
Damon Angel tinha sido uma leitura difícil e longa e esperava deste livro algo semelhante mas, estranhamente, não foi isso que aconteceu. Sim, ainda é um universo complexo e difícil. Sim, ainda tive problemas para compreender tudo o que se estava a passar. Neste universo há mesmo muito para absorver mas mesmo assim adorei a aventura e o romance de ambos. Acho que teve momentos muito bons!
Não é segredo que Meljean Brook é uma das minhas escritoras favoritas e esta é uma das razões: ela é excelente quando escreve sobre casais interraciais. É muito fácil cair no erro de mencionar a diferença entre os elementos do casal, como admiração ou temor, nos romances românticos. Muitas escritoras até usam isso como tema do romance, o que é perfeitamente plausível. No caso de Savitri e Colin foi apenas um detalhe.
Colin é simplesmente delicioso. Sim, ele é bonito, vaidoso e orgulha-se disso. Savitri tem muitas restrições: a sua etnia e cultura, a sua mortalidade, a sua independência. Colin é quase como um oposto demasiado oposto para que um relacionamento entre ambos seja credível: ele parece acabado de sair de um livro de Oscar Wilde, ela do filme Blade Runner.

 

Nomes dos personagens: Colin Ames-Beaumont, Savitri Murray, Lilith, Hugh Castleford, Michael, Selah.

Nomes dos lugares: Chaos, Caelum, Auntie's Restaurant, Special Investigations Headquarters, a casa do Colin.

Conteúdo sexual: Muito descritivo, linguagem forte.

Tipo de cenas: Românticas.

Violência física: Cenas de luta

Violência psicológica: Não

Pontos positivos: Romance, cenas de luta, criatividade no universo

Pontos negativos: Demasiados personagens

Fez-me reflectir sobre: O desejo de ser imortal

 

Autor: Meljean Brook

Série: The Guardians (#2)

Editora: Berkley Sensation

Estante: Romance Paranormal

Período de leitura: De 29 de Abril a 16 de Maio de 2013

Formato: Ebook

Língua: Inglês

Classificação: 3 estrelas - É assim-assim, gostei.

Gone Girl, de Gillian Flynn


Quando saltei para a leitura deste livro (foi lido para uma leitura conjunta) estava tudo menos entusiasmada. Algures na minha mente tinha-me convencido que tanto burburinho em torno de uma autora americana pouco conhecida só poderia ser mais um daqueles casos de sucesso de "muita parra e pouca uva" e não estava com vontade de ler algo que toda a gente andava a ler. O livro "da moda", por assim dizer.
Agora, olhando em perspectiva, enquanto escrevo esta opinião vários meses depois de o ter lido, chego à conclusão que foi uma das leituras mais marcantes do ano e ainda bem que a fiz. Não é um livro confortável, pelo contrário: houve momentos em que tive de intercalar com outras leituras porque não aguentava tanto "pensamento mau", apetecia-me tomar duches depois de ler certas passagens de tão suja que me fazia sentir. No entanto impressionou-me e dou os meus parabéns à Gillian Flynn por ter tido a audácia de verbalizar tantos pensamentos feios que nós mulheres por vezes temos mas somos incapazes de os admitir.
A estrutura da história é deliberadamente repartida entre Nick e o diário da Amy dando-nos duas perspectivas aparentemente opostas sobre o mesmo problema: um casal em crise, numa sociedade com a sua economia e valores em profunda decadência. Em quem acreditar? Amy ou Nick? Enquanto lemos e ponderamos a nossa decisão, Gillian Flynn apresenta um dos melhores livros sobre a nossa realidade contemporânea: fala sobre a crise económica, as consequências reais que esta teve sobre as famílias, as cidades, o país. Faz-nos pensar na nossa geração, na geração dos nossos pais e na geração dos nossos filhos.
Também gostei do seu estilo de escrita: é rico e visual mas, acima de tudo, destemido. É apresentado um buffet de personagens que são complexas, repulsivas e ao mesmo tempo cativantes apesar de assustadoras, todas elas dentro de uma situação que se vai revelando ao leitor por partes como matrioskas. Os segredos e a manipulação, a violência psicológica (e também alguma física) incomodam mas é a natureza intima de toda a situação que mais perturba ao ler este "Gone Girl".


Nomes dos personagens: Nick Dunne, Amy Dunne

Nomes dos lugares: North Carthage, Missouri, Mississipi, Nova Iorque.

Pontos positivos: Escrita, o crescendo dos eventos, o quanto a Amy é retorcida.

Pontos negativos: O quanto me incomodou a leitura: tive que fazer várias paragens.

Fez-me reflectir sobre: Que uma mulher também é capaz de ser tão psicopata como um homem.

 

Autor: Gillian Flynn

Editora: Crown / Bertrand

Estante: Thriller

Leitura temática: L. Conjunta SLNB Abril

Período de leitura: 27 de Março a 22 de Abril 2013

Formato: ebook

Língua: Inglês

Classificação: 3 estrelas - Gostei

Beyond Shame, de Kit Rocha

Beyond Shame

Pois é, se há livros que têm tudo para dar certo para se gostar deles e depois não gosto, há outros que parecem condenados ao insucesso e revelam-se uma boa surpresa. "Beyond Shame" foi o perfeito exemplo dessa segunda situação. Sabia que este era um livro auto-publicado e que a dupla de autoras utilizam o pseudónimo "Kit Rocha" para este tipo de livros eróticos. Logo aí elementos suficientes para me deixar de pé atrás. No entanto este não é apenas mais um livro "feito a metro" para publicação online como muitos que agora existem. Estou a falar de um livro erótico sim, mas com uma linguagem e ritmo eróticos como há muito tempo já não lia, talvez desde os tempos da leitura do "Delta de Venus" de Anaïs Nin. E tremo com a comparação, porque Nin está num pedestal a que é difícil ascender. Como me atrevo eu com uma distopia erótica a fazer tal coisa?
Talvez o melhor é esquecer mesmo que é uma "distopia" e que os personagens são, na sua maioria, "membros de um gang". Tudo isso são cenários, como sempre o são em literatura deste género. Apesar desses cenários, é conseguido um enredo relativamente complexo, que tem Noelle e a sua integração no gang como fio condutor da história, e todo um conjunto de personagens que fazem parte desse gang. Apesar dos clichés este é um livro que está acima da média de muita literatura erótica que está actualmente a ser publicada.

 

Nomes dos personagens: Noelle, Jasper, Lex, Dallas, Rachel e o tatuador Ace.

Nomes dos lugares: Eden, Section Four, City


Conteúdo sexual: Maioritariamente erótico

Tipo de cenas: Sexo oral em público, sexo em grupo, algum BDSM.

Violência física: Sim, pouca.

Violência psicológica: Não

Pontos positivos: A escrita, a estrutura, o universo.

Pontos negativos: A história pouco desenvolvida e alguns personagens.

Fez-me reflectir sobre: Regras de gangs.

 

Autor: Kit Rocha

Série: Beyond (#1)

Editora: Auto-publicado

Estante: Erótica

Período de leitura: 11 a 14 de Abril, 2013

Formato: Digital

Língua: Inglês

Classificação: 4 estrelas - Gostei muito

Aries Revealed, de Mina Carter

 

Expectativa: Na verdade, nenhuma. Encontrei este livro como leitura recomendada num grupo do Goodreads intitulado "The Erotic SciFi Club" e pareceu-me interessante.
Estado de espírito: Estava ainda a precisar de desanuviar da leitura de Gone Girl... sim... estava a ser uma leitura pesada e longa.
Opinião: Então... se um ciborg tem consciência que é um, porque é que se comporta como um humano? Acho que foi a resposta a esta minha dúvida que nunca foi realmente respondida. Não podia estar à espera de muito, afinaç isto é um romance erótico e isso não interessa nada. É como ele ser vampiro e brilhar à luz do dia. Ok. Confesso que a pergunta foi suficientemente irritante para me meter comichão até ao fim da história. Não me meteu confusão que ela o visse como homem-objecto ou brinquedo para o prazer e o conto (ou noveleta?) aquece bastante nesse departamento, mas confundiu-me imenso que ele tivesse sentimentos e preferências, sendo ele uma máquina. É que estragou um bocado a piada toda de estar a ler uma história com um ciborg, porque ele parecia humano. Enfim... O conto até dá umas reviravoltas interessantes na história, dá para o Johnny ter um momento à herói e a Milly o seu momento de vingança.
Resumo: Johnny é um ciborg que se disfarça de stripper e no seu espectáculo finge que é um ciborg. Milly, é capitã de uma nave espacial de carga e vai todas as semanas ver Johnny actuar. Os dois sentem-se atraídos um pelo outro. Quando Johnny vê que Milly vai à loja da sua "irmã" buscar um boneco de prazer para passar o fim-de-semana, ele decide agarrar a oportunidade para passar o fim-de-semana com ela. Só que Milly é alvo de um ataque ordenado pelo ex-marido e está nas mãos de ambos regressar à Terra sãos e salvos. Só que isso poderá implicar desmascarar a verdadeira identidade de Johnny.
Pontos positivos: As cenas de sexo: muito quentes, sim senhor!
Pontos negativos: Ciborgs com sentimentos, só modernices estranhas...
Fez-me reflectir sobre: Blade Runner.

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