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Telmixa

Mix de leituras, organização, tv, filmes, tecnologia e de mim, claro!

Telmixa

Mix de leituras, organização, tv, filmes, tecnologia e de mim, claro!

Darkfever

DarkfeverLido no Kindle
Lido em Inglês
Esta opinião contém spoilers

Série: Fever (#1 de 5)

Resumo:  MacKayla Lane é uma miúda de 23 anos, gira, loira de olhos verdes, que tem uma vida confortável como empregada de bar numa terra pequena perto de Dallas. Só que a sua vida transforma-se completamente a partir do momento que sabe da morte da sua irmã Alina, que tinha ido estudado para Dublin, Irlanda. Descontente com o rumo da investigação decide ela própria rumar a Dublin mas ao fazê-lo vai descobrir muito mais do que esperava encontrar: que as fadas existem, que ela consegue vê-las e que existe um livro perdido que precisa de ser recuperado. Confusa, Mac tropeça em Barrons, um homem misterioso que a “ajuda” mas que Mac não compreende realmente com que intenção, em V’Lane, um príncipe que a mera presença desperta a sua libido e numa velhota que é vidente como ela.

Expectativa: Um grupo no Goodreads começou a leitura conjunta deste livro e, apesar de não ter aderido, fiquei curiosa em lê-lo.

Opinião: Ora aqui está uma das boas surpresas deste ano. Se a leitura deste volume aconteceu por impulso, a leitura dos próximos será por interesse puro. A história é enganadoramente simples, pois este livro limita-se a contar o início da jornada de MacKayla, o que a levou a cruzar-se com o mundo dos fae e que mundo é esse. Contado pela própria Mac, como se relembrasse o passado, é interessante ver a perspectiva que ela tinha de si mesma (que não era negativa) e o início da sua transformação de miúda despreocupada para possível heroína. Ao início parece irritante mas depressa percebi que era propositado. Gostei muito dos diálogos internos dela, não caindo no excesso de parvoíce ou de tristeza e amargura. Tudo teve o seu devido espaço e tempo. Esta história também nos apresenta Jericho Barrons, dono de uma livraria e conhecedor dos Fae, uma velhota que vê o mesmo que MacKayla e V’Lane, um príncipe dos Fae. Mac, muito acertadamente, não confia cegamente em nenhum deles, pois é para ela quase impossível perceber, neste momento, se está a ser manipulada ou realmente ajudada.

Pontos positivos: Achei o “Darkfever” um excelente início de série, bem pensado e estruturado, com um ritmo fácil de acompanhar, com um universo e personagens muito interessantes.

Pontos negativos: Não é bem um ponto negativo mas gostava de ter a perspectiva de outras personagens. Esperava mais respostas neste livro, deixou muita água na boca.

Estado de espírito: Boa, tive pena de ter tido de abandonar o livro a meio para ler o Deadlocked porque quebrou um pouco o ritmo de leitura.

Fez-me refletir sobre: Em quem podemos ou não confiar.

Deadlocked

deadlocked-charlaine-harrisLido no Kindle
Lido em Inglês

Esta opinião contém spoilers

Resumo:A vida de Sookie parece estar um pouco melhor: Sam tornou-a sócia do bar, depois do empréstimo de dinheiro, Jason está prestes a casar-se, Tara está quase a ter os bébés. Niall aparece e leva consigo Claude, deixando para trás Dermont a cuidar de todas as outras fadas no clube de strip. No entanto a sua vida com Eric está tudo menos bem: o rei Filipe decide fazer uma visita inesperada e quando a Sookie chega à festa encontra Eric a beber, inebriado, de uma rapariga. Rapariga essa que morre no seu relvado pouco depois. Além disso, Eric continua preso ao compromisso de ter que casar com a rainha do Arkansas e nem Eric nem Sookie parecem conseguir fazer frente a todas as barreiras que lhes surgem. Por fim, Sookie usa o Cluviel dor numa pessoa que ama.

Expectativa:Li recentemente o livro anterior que gostei muito e estava muito curiosa sobre este livro, que nos empurra para o fim.

Opinião: Deixei o livro que tinha em mãos para ler o “Deadlocked”. Já tinha sentido durante a leitura do Sangue Ardente que a autora tinha começado a fechar os vários enredos soltos que tinha criado e este volume veio a confirmar essa sensação. Aliás, para um livro que não é o último da saga, é um livro cheio de finais: Tara chegou ao fim da gravidez e está no pico da felicidade, Jason decide pedir a namorada em casamento, terminando assim com a sua vida amorosa errática, as fadas regressam finalmente a Fairy (sem antes criarem mais alguns distúrbios) com a ajuda de Niall. Também em relação aos seus vários pretendentes, Sookie parece colocar um ponto final a todos eles: Alcide, Bill e Quinn. Só restam na corrida o Sam e Eric.

Como em todos os livros, há vários mistérios para resolver: há uma rapariga morta à porta de Eric, que ele tinha estado a morder minutos antes. É esse enredo que vai revelar as verdadeiras intenções da namorada de Sam e de Claude. A forma como a autora montou e desmontou este crime foi muito boa e o que manteve mais interessada.

Gostei muito do regresso de Niall e do Sr. Catalíades, foram para mim dois pontos altos da história. Também gostei da cena com a Freyda, pela tensão criada. Este foi um livro em que a Sookie se vê rodeada de pessoas que a amam e que lhe demostram esse amor. Excepto da pessoa de quem mais quer essa demonstração.

Então, o que sobra para o último livro da saga? Considerando o fim deste livro  resta saber se Sookie escolherá Sam ou Eric. Ou nenhum. Eric está numa situação muito complicada porque Apius o prometeu em casamento a Freyda, a Rainha do Arkansas, antes de morrer. Ela é uma jovem vampira, bela e ambiciosa, que até visita a Sookie para lhe tirar as medidas. Será favorável para Filipe que Eric case com ela e aparentemente o casamento de Eric e Sookie pouco ou nenhum valor tem para ninguém. Por isso Eric está preso. Sookie também. Há uma cena neste livro entre ambos que é de partir o coração. Falar sobre ela é revelar demasiado mas mostra que tanto Eric como Sookie precisam ambos da mesma coisa: uma prova de amor do outro.

Pontos positivos:O fim de vários enredos, algumas cenas muito emocionantes, a revelação chocante de Claude. A conversa entre Eric e Sookie na noite do seu aniversário.

Pontos negativos: As tarefas domésticas da Sookie: uma vez mais temos que aguentar cenas intermináveis de tarefas domésticas e de listas mentais da Sookie. É irritante e insuportável ao infinito.

Estado de espírito: Boa, ansiosa com este livro. Por várias vezes fui espreitar a opinião de outras pessoas que acabaram o livro antes de mim para saber as suas reações.

Fez-me refletir sobre: Não compreendo as pessoas que chegam ao 12º livro de uma saga de 13 volumes e dizem que não vão ler mais. A sério, no penúltimo livro? Não vão mesmo querer saber o final?

Sangue Ardente

Resumo: Viver com duas fadas e manter um relacionamento com um vampiro xerife não é a situação mais confortável para a Sookie. No entanto tenta manter a sua vida dentro da normalidade possível e, já que tem que albergar um primo stripper e um ainda confuso tio-avô, Sookie decide limpar o sótão da sua casa para arranjar mais espaço para ambos. Eric e Pam estão fartos do domínio de Victor sobre eles: ele é agora o vampiro Regente do Louisiana, sob a alçada de Felipe, e os negócios que abriu estão a afectar tanto o Fangtasia como o Merlotte's. Sookie percebe que chegou o momento de agir e despachar Victor mas há um outro perigo à espreita: Sandra Pelt, que está louca por acabar com a vida de Sookie. No meio disto tudo ainda tem tempo de se ver a braços com um "chá de bébé" para a Tara e com novas revelações sobre o seu passado.

Expectativa: Uma mistura de boa e má expectativa. O facto da saga estar a entrar na recta final deu-me, como leitora, um novo fôlego, pois sei que já não há espaço para dispersão e tudo fica mais condensado.

Opinião: Após dois livros menos bons dou por mim a ficar novamente empolgada durante a leitura de um livro desta saga e gostei muito deste "Sangue Ardente".
Primeiro porque o número de situações perigosas a acontecer em simultâneo reduziram substancialmente. Depois porque os personagens que menos gosto (metamorfos e lobisomens) pouco ou nada apareceram e por fim porque houve revelações muito interessantes sobre o passado da família da Sookie, uma delas que explica porque é que ela é telepata. Sim, há uma explicação e é revelada neste livro. E isso é muito satisfatório.
Outro pormenor que gostei foi que a Sookie está menos preocupada em ser humana. Ela não diz isto com estas palavras mas percebe-se que está mais desligada da sua preocupação de ter ou não a sua família, filhos. Acho que em parte a revelação sobre o que se passou no seu passado, assim como os acontecimentos do seu presente, abrem-lhe os olhos para a sua realidade, que é a de ela não ser uma mortal comum e por isso não pode aspirar a viver uma vida "normal". Há também a questão dos vários pretendentes masculinos e também aí as coisas estão mais definidas.
Aliás, "romper" talvez seja a palavra-chave deste livro. Sookie rompe vários laços de amizade, assim como também rompe com o laço de sangue com Eric porque precisa de esclarecer-se a si mesma do que sente assim como precisa de esclarecer os outros daquilo que sente e pensa sobre a sua própria vida. Apesar de alguns fãs terem reprovado alguns dos eventos deste livro, estes não me chocaram e achei-os necessários para que a nossa heroína reencontrasse a sua identidade.
Por fim, fiquei menos preocupada com as hipóteses de a Sookie ficar com o Sam ou Bill, simplesmente porque ela não me pareceu interessada em nenhum deles, apenas em estreitar o seu relacionamento com Eric.
Pessoalmente fiquei muito satisfeita com este livro e já tenho o próximo pré-encomendado para o Kindle, o "Deadlocked" que deverá descarregar dia 1 de Maio, que planeio começa-lo a ler imediatamente.

Pontos positivos: A revelação do porquê da telepatia de Sookie, o mistério do Cluviel Dor, o romper com a Sookie passiva que é vítima das situações, aceitar a sua realidade e passar à acção.

Pontos negativos: Sandra Pelt, totalmente desnecessário o enredo, pareceu uma cópia do que ela já tinha feito à Debbie Pelt. Enfim...

Estado de espírito: Bom apesar de andar um pouco insatisfeita com as minhas leituras. Tudo o que leio me parece um pouco "morno".

Fez-me refletir sobre: O quanto as decisões dos outros, mesmo que bem intencionadas, nos podem ser prejudiciais.

My Fair Succubi

 

Lido no Kindle
Lido em Inglês


Esta opinião contém spoilers

Resumo: Jackie está a viver há 6 meses na selva do Perú com Noah e cheia de saudades de Zane. Noah surpreende-a com um pedido de casamento mas, antes que a confusa Jackie possa responder que "para sempre" é tempo demais, ambos são levados pelos Serim para serem julgados pelos pecados cometidos pela Jackie. Ajudada por Ethan, um belo e inocente Ninphillin, Jackie foge das garras de Ariel, um Serim determinado a engravidá-la, deixando Noah para trás. Ela só tem uma forma de o recuperar: ajudar a sua amiga Remy a livrar-se do halo que a possui (chamado Joaquim) e entregá-lo ao arcanjo Gabriel. Só assim poderá ajudar a sua amiga, libertar Noah e salvar o mundo.
Ao regressar a New City Jackie descobre que Remy está desaparecida e que apenas os vampiros a poderão ajudar. Reencontra Zane, que está proibido pela rainha de lhe tocar. Caleb, um dos vampiros instruído de os ajudar realiza uma cerimónia para extrair Joaquim da Remy mas acaba por transferir o halo para dentro de si. Jackie tem de encontrar uma forma de recuperar o halo, levá-lo a Gabriel sem se cruzar com a rainha.
No meio disto tudo Jackie descobre finalmente, por causa de uma pintura que Noah tem guardada, porque é que foi transformada em succubus: Zane e Noah tiveram no passado apaixonados pela mesma mulher e Jackie é a cópia viva dela.

Expectativa: Pensava que este era o último livro da saga e por isso estava muito curiosa para saber como alguns pontos iriam ser rematados e com quem Jackie ia ficar no final.

Opinião: Depois de uma primeira impressão pouco positiva do primeiro livro e outra melhor do segundo posso dizer que ao terceiro foi de vez. Estou rendida a esta série de livros: divertidos, leves, com romance, paranormal e hotness quanto baste.
Jackie parece menos idiota e mais centrada. Neste livro é arrastada para as situações, não as provoca por mera burrice e isso tornou-a, a meus olhos, mais agradável. Nem sempre é tarefa fácil ler um livro do qual não se morre de amores pela protagonista feminina, pelo menos para mim. O que este livro teve de muito bom foi que entrelaçou no seu enredo os problemas dos primeiros dois livros: Remy continuava possuída por Joaquim e Jackie é condenada pelos Serim por ter entregue outro succubus a um demónio. Tudo se resolve mais ou menos neste livro. Outra grande questão era "Porque é que o Zane escolheu a Jackie para transformar em succubus?" (essa parte da história é contada no conto Foreplay) também é aqui explicada e não estava muito longe daquilo que eu imaginava.
Enredos à parte, o grande encanto destes livros é abordar a poligamia feminina com pouca ou nenhuma culpa. Jackie tem dois amores que em nada são iguais: Noah é loiro, rico e o seu rochedo, aquele com que ela pode sempre contar. Zane é moreno, perigoso e vampiro, uma espécie de sonho molhado de toda a rapariguinha boa que quer ser má. Ambos apetecíveis e ambos a pressionarem Jackie constantemente para escolher um deles. Que pena tive eu que não tivesse sido ela a escolher mas, há um momento em que Jackie decide abdicar um dos dois por amor e é nesse momento que ela percebe quem realmente ama.
Podia a saga ter terminado aqui e terminava muito bem mas o final deixou em aberto algumas situações para manter a sua continuidade. Assim, brevemente sairá o quarto livro "Succubi are forever" e até lá ainda terei dois contos para ler: "Zane's Tale" e "Succubus, Interrupted".

Pontos Positivos: As cenas hot estão bem melhores, livros divertidos e leves de ler.

Pontos Negativos: As piadinhas a meio das cenas de maior perigo, como cenas de luta e a Jackie vai e pensa algo totalmente idiota.

Estado de Espírito: Bem, usei este livro para contrabalançar uma leitura mais pesada.

Fez-me refletir sobre: Poligamia feminina

L.A. Confidential

Resumo: "L.A. Confidential" conta a história da investigação do violento massacre no "Mocho da Noite" pela polícia de Los Angeles. Através da perspectiva de três polícias - Jack Vincennes, Bud White e Ed Exley - seguimos toda a investigação. Só que estes três polícias detestam-se desde o episódio do "Natal Sangrento" e durante anos eles avançam na investigação sem cruzarem a informação entre si. O caso "Mocho da Noite" é dado como resolvido quando Ed Exley abate três jovens negros tidos como os principais suspeitos do massacre só que, anos mais tarde, descobre-se que estavam de facto inocentes e o caso é reaberto.  Só nesse momento é que estes três polícias começam finalmente a trabalhar em conjunto e a obter respostas sobre quem é a mente por detrás daquele crime.
Expectativa: Eu já conhecia James Ellroy, li o "Dália Negra" há uns anos e por isso não esperava nada menos que uma boa história de crime e mistério deste autor norte-americano.
Opinião: A escrita de James Ellroy não é para todos, dificilmente é para mim. Não desgosto mas é muito cansativa, rápida, telegráfica como muitos a rotulam. Por outro lado é também uma lufada de ar fresco nas minhas leituras com temas predominantemente femininos pois o autor não se retrai de usar e abusar de palavrões, ofensas, cenas de tiroteio, pancadaria, obscenidades. Resumindo, a forma de escrever de James Ellroy é, como expliquei a um amigo meu, muito máscula. E isso é bom!
A construção da história parece megalómana e desorganizada: os personagens abundam (nomes, nomes e mais nomes) e só quando cheguei a meio do livro é que percebi que aquele "caos" tinha um sentido e que ninguém estava ali por acaso.
O "Natal Sangrento", evento que ocupa o primeiro terço do livro serve para nos introduzir aos nossos três protagonistas principais  e atirá-los em direcções completamente diferentes:
Ed Exley é jovem e calculista, tenta racionalizar tudo, é ambicioso e com um grande sentido de dever.
Jack Vicennes é o "Mr Hollywood": conhece as estrelas do cinema, é conselheiro numa série de TV sobre polícias e faz detenções a troco de exclusivos para a revista "Hush-hush".
Bud White é um brutamontes que age antes de pensar. Dedica parte do seu tempo livre a deter abusadores de mulheres devido ao trauma de infância que sofreu.
Confesso que gostei dos três. Por vezes detestava um, depois outro mas no geral gostei deles por serem imperfeitos, com segredos que eram por vezes como pesos que os puxavam para baixo, outras como o combustível que os inflamava e os obrigava a continuar. Adoráveis crápulas! A narrativa muda constantemente entre a visão de cada um deles e nem sempre é fácil de acompanhar o "fluxo de informação" que jorra das páginas deste livro: nomes, lugares, datas, situações é algo que é difícil de acompanhar ou mesmo de visualizar. O mega puzzle que é este livro parece que, a determinado momento, é impossível de resolver ou que vai ser resolvido de forma medíocre. Lembro-me de quando li o Dália Negra de ter sentido isso mesmo: um final que foi fraco pouco credível. No entanto L.A. Confidential supera o seu antecessor por encaixar muito bem as peças de algo que parecia impossível de resolver. A excitação que obtive quando os três rapazes se juntam finalmente (e não se degolam uns aos outros) para encontrarem os cabecilhas por detrás de todos aqueles crimes é incomparável.
Outro ponto forte é a forma como a realidade e ficção se entrelaçam neste livro: o acontecimento do "Natal Sangrento", Lana Turner e Johnny Stompanato, Mickey Cohen e outros foram figuras reais que aqui representam um papel ficcionado.
Comparando com o filme, que conhecia e adorava, posso dizer que o filme é o esqueleto da história onde o livro tem a carne e o sangue. Ambos são muito bons, obras que sobrevivem independentemente um do outro mas que também se complementam: o livro tem mais informação e reviravoltas enquanto o filme nos dá apenas o básico da história.
Sei que houve uma tentativa falhada de adaptar esta história para série de TV no passado mas não consigo deixar de pensar que daria uma excelente série de TV: tem material suficiente para três ou quatro temporadas de 12 episódios.
Por fim, começo a lamentar não estar a ler o "Quarteto de L.A.", o nome dado aos quatro livros que constituem as histórias da polícia de Los Angeles pela devida ordem, visto que há personagens aparecem em mais que um livro e há situações do passado que influenciam a acção do livro presente.

 

Pontos Positivos: A perspectiva do raciocínio de cada um dos polícias, a investigação, a janela que nos mostra uma cidade podre e cheia de vícios que vive apenas de aparências.
Pontos Negativos: Nomes, nomes e mais nomes até à exaustão.
Estado de espírito: Boa mas ando um pouco cansada e a precisar de algo mais leve. Apesar de ter adorado o livro sinto-me aliviada por o ter terminado.
Fez-me refletir sobre: Corrupção, segredos terríveis, chantagens e abuso da autoridade. Ganância.

The Savage

Lido no Kindle
Lido em Inglês

Resumo: Summer Weston é filha de um fazendeiro texano rico, bonita e mimada. Está habituada a brincar com os corações dos homens que a rodeiam mas há Lance Calder continua a escapar-lhe. O livro começa na noite em que Summer consegue finalmente seduzi-lo e com isso fazer com que seja despedido pelo pai dela. Cinco anos e uma guerra civil depois o Texas é um lugar perigoso para se viver. A irmã de Summer foi raptada e o seu único irmão sobrevivente está incapaz de ajudar. Summer recorre a Calder para ajudá-la a recuperar a irmã e o que ele lhe pede em troca é que Summer se case com ele. Casados partem em busca de Amelia e salvam-na. No entanto, a aventura de ambos não termina com o resgate pois terão de enfrentar juntos o racismo e a xenofobia de serem um casal inter-racial.

Expectativa: Esperava um romance meloso com cenas quentes.

Opinião: Ora aqui está uma autora que escreve o tipo de literatura romântica que gosto de ler. Eu gosto muito de histórias em que o casal protagonista não consegue tirar as mãos de cima um do outro e no entanto passam o tempo a discutir, a resistir ao amor, a não acreditar que sejam correspondidos. E esta história tem isso tudo. Lance Calder é mestiço e alvo de xenofobia, tornando-se por isso muito desconfiado e orgulhoso. Summer é a tipica dama frágil e virgem, cheia de pudores, que fica à mercê do selvagem Lance. Coitadinha! No entanto a Summer é uma personagem que tem uma evolução muito positiva e que demonstra uma grande força interior.
Gostei muito do contexto histórico, Texas após a guerra civil Norte Americana, o que me fez relembrar bastante o "E tudo o Vento Levou". A autora dá-nos uma perspectiva dos colonizadores brancos, da guerra pelas terras com os índios, a provação das tribos índias com a invasão dos brancos, as tradições Comanches, etc... Muito bom, sem ser secante.
Depois há também a questão racial que tanta dor provoca. Apesar do "amor vencer no final" gostei que a autora tivesse o cuidado de mostrar que eles só conseguiriam viver como casal se Lance fosse bem aceite pela sociedade branca.
Por fim, as cenas mais quentes são das mais escaldantes que já li. A escritora é mestre em torturar o leitor com "quase" cenas, em que quase acontece mas algo impede que levem o acto até ao fim e lá ficamos nós, leitores, pendurados mais umas 100 páginas até que algo aconteça. Até me obriguei a procurar uma imagem de um índio americano para ter uma boa imagem do rapaz. Escolhi aqui o modelo Rick Mora que é um belo representante da sua etnia:
Com um Lance assim quem é que resistiria?!

Note-se que li este livro no Kindle, numa reedição especial em ebook porque a versão em papel foi apenas publicada nos anos 90. Graças à reedição electrónica pude ler esta história da qual gostei bastante.

Pontos Positivos: O contexto histórico, as cenas de sedução, o argumento de angústia constante que me fez devorar páginas.

Pontos Negativos: A autora repete as mesmas expressões várias vezes, o excesso de amor no fim do livro, o facto das personagens secundárias serem tão bidimensionais.

Estado de Espírito: Boa e este livro tornou-a ainda melhor.

Fez-me reflectir sobre: Racismo, solidão, diferenças culturais.

Um Toque de Sangue


Resumo: Este livro é constituído por 5 contos. Pó de Fada - Neste conto Claude e Claudine procuram Sookie para ajudá-los a descobrir quem matou a sua irmã-gémea, Claudette. Noite de Drácula - É a noite de aniversário de Drácula e Eric espera ansiosamente que o conde honre o Fangtasia com a sua visita. Resposta de Uma Palavra Só - Sookie recebe a visita do advogado da rainha Sophie-Anne com uma triste notícia. Sorte - Sookie e Amelia aceitam ajudar o agente de seguros da Sookie. Presente Embrulhado - Sookie descobre um presente inesperado na floresta na véspera de Natal.

Expectativa: Nenhuma, eu conheço bem esta saga e já sabia que se tratava de uma série de contos já publicados.

Opinião: Os contos desta compilação são pequenos casos ou situações que acontecem com a Sookie em momentos entre os livros que já foram publicados (do primeiro ao décimo volume). Alguns destes contos expandem um pouco o universo, explicam certos rituais, outros esclarecem o que aconteceu antes de alguns livros, como por exemplo o "Resposta de uma Palavra Só" que introduz os acontecimentos do Traição de Sangue. Apesar de não achar esta compilação de contos nada de extraordinário, reconheço que a saga só fica completa com estes contos. Algo que notei e me surpreendeu foi que os casos (de investigação) pareceram-me muito mais interessantes, talvez por serem curtos e não dar muito espaço a passagens como a Sookie a lavar a roupa ou a arrumar a casa.

Pontos Positivos: Uma boa adição à saga. Mais curtos e mais interessantes.

Pontos Negativos: Pouco empolgantes.

Estado de Espírito: Boa.

Fez-me reflectir sobre: Nada.

A Revolta

revoltaSérie: Jogos da Fome (#3 de 3)

~~Esta opinião contém MUITOS spoilers.~~

Resumo: Depois de ter sido resgatada da arena Katniss acorda para uma realidade muito diferente: o Distrito 12 foi completamente destruído pelo Capitólio e apenas a sua família e alguns habitantes sobreviveram. Vivem agora como refugiados no Distrito 13. Esse é o único Distrito que pode agora comandar uma revolução contra o Capitólio e Katniss é o símbolo dessa revolução. Esse é um papel que Katniss aceita com relutância pois sente que está a ser manipulada pelos rebeldes da mesma forma que foi pelo Presidente Snow. Quando Peeta e os outros são recapturados, Peeta está muito diferente do que estava antes e Katniss tem apenas uma missão final em mente: matar o Presidente Snow. Essa perigosa missão, através de Capitólio cheio de armadilhas vai ceifar muitas vidas, colocar em causa a sanidade de Katniss e até o sucesso da revolução.

Expectativa: Terminei a leitura do segundo volume e imediatamente peguei neste para ler.

Opinião: Apesar de ser uma trilogia viciante e de ter gostado muito do mundo distópico, da reflexão política e social que provoca, a verdade é que não fiquei realmente satisfeita da forma como terminou esta história. Como nos livros anteriores, neste “A Revolta” há a pressão sobre Katniss para ela fazer o que não quer, o que ela quer fazer e o que ela deve fazer. Há bons momentos íntimos dela com a família, cenas de batalha excitantes, momentos angustiantes, bem… emoções ao rubro. Vivemos com a Katniss tudo aquilo o que ela vive. Por isso é que não compreendo e nunca compreendi o assunto “Peeta vs Gayle”, porque sempre me pareceu sentimentos deslocados, forçados até. Há um momento no capítulo 24 que ela diz: “Neste momento a escolha seria simples. Consigo sobreviver muito bem sem nenhum dos dois.” Juro que joguei foguetes e serpentinas e tudo. E, se realmente daí em diante, as suas acções deixam de ser dominadas pela pressão que cada um deles exerce sobre ela, a verdade é que há um “vencedor” no fim. O que é que eu lamento mais neste livro foi a perda de personagens importantes e principalmente de a Katniss ter ficado num estado completamente quebrado no fim. Talvez eu tivesse sonhado com um fim apoteótico mas as guerras nunca são “limpas” por isso um final feliz talvez fosse um pouco rebuscado.
“A Revolta” é assim: ao fim de uma semana continuo sem palavras para descrever o que achei deste livro. Não foi mau mas não foi bom. Talvez esquizofrénico seja uma boa palavra para o descrever.
As 4 estrelas devem-se à crítica política e social. A manipulação, a sede de poder, as vítimas, os “jogos”, tudo foi bem pensado. Nenhum personagem surgiu para “resolver” uma cena e este livro fecha bem a critica que a autora tentou passar. A esse nível a construção da história é louvável e como poucos autores “best-sellers” conseguem fazer. 

Pontos positivos: A crítica política e social. O desfecho político. 

Pontos negativos: O fim “uns anos mais tarde a minha vida é assim” era totalmente dispensável. 

Estado de espírito: Bom, estava de férias! Fim-de-ano! 

Fez-me refletir sobre: As vítimas de guerra.

Em Chamas

Série: Jogos da Fome (#2 de 3)

~~Esta opinião contém MUITOS spoilers.~~
Resumo: Depois de ter ganho os Jogos da Fome, Katniss está de regresso ao Distrito 12 e a tentar recuperar a sua vida anterior mas nada está na mesma: o Gale está a trabalhar nas minas e não pode caçar, ela e a sua família vivem agora na aldeia dos vencedores, assim como a família do Peeta. Apesar de o ter salvo, Katniss limita as suas conversas com Peeta ao mínimo possível mas isso irá mudar agora que têm de fazer o tour pelos distritos e continuarem com a mentira que estão apaixonados. É com a visita do Presidente Snow que Katniss toma conhecimento de que a sua estratégia das bagas foi vista por alguns distritos como um acto de rebeldia, um desafio ao Capitólio e que, por isso, deve interpretar no seu melhor o papel de vencedora apaixonada. De regresso ao Distrito 12 Katniss descobre através de duas fugitivas como é que os rebeldes vêm a Katniss como símbolo da revolução e porque é que o presidente Snow a vê como uma ameaça. Além disso os rebeldes acreditam na existência do Distrito 13, apesar de tudo fazer crer que este ficou totalmente destruído na guerra. É então que a maior surpresa de todas acontece: em comemoração do 3º Quarteirão dos Jogos da Fome, todos os anteriores tributos vencedores deverão ser novamente sorteados e Katniss e Peeta voltam novamente à arena para uns Jogos muito diferentes dos anteriores.
Expectativa: Como o livro do meio da trilogia, não esperava que fosse grande coisa, principalmente quando é normalmente apontado, para quem já leu tudo, como o menos favorito dos três.
Opinião: Vou começar a minha opinião com a opinião de outras pessoas com quem falei: É um livro que podia ter dispensado muitas partes ou ser assimilado pelos outros dois. Pessoalmente não concordo. Gostei muito deste livro e compreendo a necessidade de criar 3 livros. Enquanto que no primeiro livro conhecemos o mundo de Katniss e vemo-la passar de desconhecida e possível “carne para canhão” a vencedora dos Jogos da Fome, neste 2º livro temos a reação de quem esteve de fora e a forma como a sua atitude acendeu a chama da rebeldia. É o início da revolução que retrata este livro.
ADORO toda a crítica política e social dos Jogos da Fome e neste “Em Chamas” essa crítica é mais frontal e crua que no livro anterior: as pessoas do Capitólio vivem na abundância, enquanto os restantes distritos passam fome, e desconhecem (ou simplesmente não querem saber) como vivem mal as pessoas dos outros distritos. Os media como manipuladores da opinião. Os Jogos, a fome e a violência como forma de manterem reféns populações inteiras.
A manipulação sobre Katniss ganha novas proporções: Ela ainda está rancorosa com Haymitch e Peeta com a pseudo-paixão na arena e agora temos o Snow a tentar, através do medo, que ela não instigue à rebeldia e os outros tributos que mais parecem querer ajudá-la que matá-la, o que não faz muito sentido, até ao fim do fim do livro. Nós leitores vivemos através dos olhos dela essa manipulação, desconhecemos todos os factos, tudo o que se passa em redor dela e por isso “Em Chamas” é como um grande puzzle que só faz todo sentido no fim.
Então, porque é que eu dei apenas 4 estrelas a este livro se gostei tanto dele? Fácil: Casamento, bébé, “tenho que proteger o Peeta, tenho que salvar o Peeta”. Aaahh, triângulo amorosos, odeio-os. Detesto ter que gramar com a Katniss constantemente a pensar no Gale quando está fora da arena e no Peeta quando está na arena, ao ponto de me dar vómitos. Não gosto desta telenovela mesmo que compreenda que é parte essencial para que Katniss evolua como personagem.
Em conclusão, eu gostei muito do “Em Chamas”, pois é um elo essencial nesta trilogia.
Pontos positivos: As reviravoltas, a crítica política e social, as excelentes personagens secundárias.
Pontos negativos: “Salvar o Peeta”, “proteger o Peeta”, “ai o Gale” e os momentos “emo” como por exemplo a reação que teve quando soube que ia regressar à arena.
Estado de espírito: Bom, apesar de andar um pouco stressada nesta altura do ano. Foi um bom escape!
Fez-me refletir sobre: Sobre o quanto os nossos políticos e meios de comunicação manipulam a nossa informação, para que sejamos constantemente “gado manso”, que não reage mesmo quando temos de enfrentar o matadouro.

Heart of Steel

Heart

Lido em Inglês

Resumo: Archimedes Fox é um aventureiro e uma celebridade. As suas aventuras, escritas pela sua irmã, são lidas em todo o mundo ocidental. A última vez que foi visto com vida foi quando foi atirado borda fora da aeronave da Yasmeen, a jovem capitã do Lady Corsair. Yasmeen é temida e com razão: a bela capitã é ágil e perigosa. E é esse perigo que atrai Archimedes: ele sabe que conquistá-la poderá ser a sua aventura mais difícil e talvez a derradeira. Quando Yasmeen perde tudo e Archimedes precisa de pagar uma dívida, ambos decidem unir esforços e recuperar o esboço de DaVinci roubado. Juntos partem numa aventura em que os amigos e inimigos se confundem, em que o poder da Horde no ocidente encontra-se cada vez mais fragilizado e em que o Archimedes tem que descobrir um caminho para o coração de Yasmeen, para o seu coração de aço.


Expectativa: Muito alta. Tinha adorado o "The Iron Duke" e esperei um ano para poder ler este livro.
Opinião: É sempre complicado para mim escrever opiniões de livros de que gosto muito e este é um desses casos. Talvez daí estar a escrever esta opinião tanto tempo depois de ter terminado o livro, tenho sempre receio de deixar algo importante de fora. Neste caso em concreto a minha dificuldade principal foi: "Sobre o quê é que eu vou escrever sem spoilar demasiado?” O grande prazer deste livro é descobrir o que acontece, é maravilhar-me com a complicada intriga como se de um policial se tratasse, divertir-me com as aventuras estilo "Piratas das Caraíbas" e enamorar-me pelos protagonistas tal como em qualquer livro de literatura romântica.
Sobre os personagens, o que posso dizer é que esta autora escreve heroínas fabulosas e Yasmeen, mais conhecida por Lady Corsair, não é exceção. Ela é, primeiro que tudo capitã, depois perigosa e por último mulher. Coloco o "perigosa" em 2º lugar porque é neste livro que descobrimos o que a torna tão peculiar, não só fisicamente. Archimedes Fox foi um dos meus personagens masculinos favoritos deste ano: ele é divertido e persuasivo, muito charmoso, veste casacos de cores brilhantes e é viciado em situações perigosas. Adorei a abordagem que ele utiliza para seduzir Yasmeen e a “dança” que acontece entre ambos, em que um beijo acaba por significar mais do que o sexo.
O mundo de “The Iron Seas” é agora apresentado de uma outra perspectiva, mais global, onde todos os elementos de Steampunk ainda estão presentes mas já não dominam tanto a história. O grande pano de fundo deste livro é a “Horde” e os povos que vivem no Novo Mundo, por nós conhecido como o continente americano, e que são nada mais que refugiados europeus e africanos. Nunca pensei que viesse a gostar tanto de história alternativa e dei por mim a pensar: “Bem, se o Vaticano está infestado de zombies e se ainda há católicos, onde vive o Papa agora?” pergunta para a qual não sei se irei ter resposta um dia.


Pontos positivos: Archimedes e Yasmeen, o elaborado enredo, os inimigos disfarçados.


Pontos negativos: Apesar de não lhe dar 5 estrelas como ao “The Iron Duke” acho que não lhe ficou aquém. As 4 estrelas são apenas porque achei o livro curto, aliás foi a primeira coisa que pensei quando lhe peguei. Ficou aquém das expectativas? Um pouco. Esperava um livro um pouco mais denso, como o seu antecessor.

Estado de espírito: Muito bom, ó meu Deus eu queria tanto ler este livro, larguei tudo o ler.

Fez-me refletir sobre: Engenharia genética para aperfeiçoamento do corpo humano.

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