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Telmixa

Mix de leituras, organização, tv, filmes, tecnologia e de mim, claro!

Telmixa

Mix de leituras, organização, tv, filmes, tecnologia e de mim, claro!

Duas sagas, três contos

"Zane's Tale", de Jill Myles

Pensei, erradamente, que este conto se inseria noutro momento da história (porque é que Zane abandona a Jackie a meio do 2º livro). 
Na verdade o conto não explica porque é que ele abandonou a Jackie nem contribui com nada de especial para a saga. Apenas serve para mostrar que ele gosta da Jackie e que tem saudades dela, além de aproveitar para ter uma cena de ciúmes do Noah, aquele que a protege e cuida dela quando o Zane desaparece. 
Enfim, cada vez menos percebo o encanto desta personagem. 



"Succubus, Interrupted", de Jill Myles

Este conto, da mesma saga que o conto anterior, é mais focado na amiga succubus de Jackie, a Remy. Basicamente explica que a Remy apenas tem um dos seus criadores vivos e que este exige o seu regresso a cada 100 anos, dando-lhe em troca 100 anos de liberdade. Inconformada com a situação da amiga Jackie decide acompanhá-la e tentar convencer o Serim a libertar Remy dos seus deveres.
Os eventos decorrem depois dos eventos do 3º livro e a cena inicial está relacionada com a promessa que Jackie fez a Gabriel.
O conto está engraçado e é bem humorado mas incomoda-me imenso a tendência que a autora tem de emburrecer os personagens em redor de Jackie para que esta pareça melhor. Senti isso no caso da Remy: voltou-se a enfatizar a superficialidade de Remy para mostrar a inteligência de Jackie e a utilidade e importância de Zane. Mais uma vez mostrou-se o quanto os Serins são maus, mais uma vez as únicas cenas de sexo "vistas" foram as de Jackie.
Podia ter sido bem melhor.

 

"Tethered", de Meljean Brook

Esta saga é actualmente uma das minhas favoritas e foi um privilégio poder ler este conto antes da sua publicação. 
Uma das características que mais gosto é a forma como a autora interliga vários pontos, personagens, locais do universo "The Iron Seas". No caso de Tethered reencontramos Archimedes Fox e Lady Corsair vários meses após o seu casamento, numa aventura que os leva a um dos locais mais assustadores a qualquer capitão do ar (quem leu o The Iron Duke irá rapidamente reconhecer o local).
Tethered significa em português amarrado, e é sobre isso mesmo que fala este conto: não só as amarras que podem prender a nave mas também as amarras que nos prendem aqueles que amamos. Para quem amou o Archimedes Fox em Heart of Steel irá certamente adorar reencontrá-lo.
"You're an incredible man, Archimedes Fox." He often thought so, too.

Uma reflexão sobre a presença online de leitores e escritores

Há quem diga que O que acontece online, fica online. Para sempre. Por outro lado eu acho que a internet é efémera: o que é interessante hoje já está esquecido amanhã. É preciso ser-se muito obstinado ou rancoroso para reavivar constantemente um tema ou perseguir alguém que se detesta online. Normalmente designa-se essas pessoas por “trolls”. 
Por vezes os trolls somos nós. 
Eu admito que já dei por mim a apontar o quanto outras pessoas são ridículas online, e o quanto os seus blogues são ridículos assim como alguns livros “sucesso de vendas” são ridículos. E que bem que soube encontrar pessoas que concordavam comigo e que achavam o mesmo que eu. É tão fácil formar grupinhos de chacota online e entrar (e manter) num padrão de comportamento que nós próprios censuramos e recriminamos.
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 Do que é que estás para aí a falar, rapariga?!

Esta minha reflexão começou quando estava a ler este texto da escritora Stacia Kane: “I don’t need you to avenge me, thanks!” partilhado no blogue da escritora Meljean Brook (link). Foi uma questão de segundos até googlar o que era o tal blog “Stop the GR Bullies” e descobrir quem era essa tal de Kat Kennedy, “reviewer” no Goodreads e blogger, acusada de ter um comportamento abusador no Goodreads e Twitter perante certos escritores. Primeiro fiquei chocada com a dita Kat Kennedy, depois chocada com um website que expõe este tipo de leitores, por fim chocada por ver uma autora a defender a dita leitora acusada de mau comportamento. Foi muito choque junto! 
Já no início do ano tinha acontecido um episódio semelhante de mau comportamento de uma escritora que não tinha gostado de uma critica, tendo gerado uma onda de opiniões em defesa dos leitores que criticam o que leem, atacando a dita escritora e vice-versa. (Inclusive a escritora Meljean Brook escreveu no seu blog uma série de textos intitulada: “Diário de um autor” onde basicamente revela, de uma forma bem cómica, o quanto um jovem escritor pode entrar numa espiral de comportamento paranoico com o que lê online sobre si mesmo). 
Agora surge este episódio em que são os leitores que não só escrevem as suas opiniões mas que mostram o seu mau comportamento mas, parece que há quem os defenda também.
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 Liberdades e exageros 

Talvez o que eu vou dizer a seguir vá ferir algumas susceptibilidades e desde já lamento! De coração. Eu valorizo a opinião escrita de um blogger literário da mesma forma que valorizo a opinião da senhora que está no café e que é entrevistada sobre a a crise: É interessante, provavelmente até partilho dessa opinião, ajuda a ter a devida perspectiva do estado do livro/país mas não é, na realidade, uma opinião especializada. 
Por isso acho condenável bloggers que se levam demasiado a sério ao ponto de trollarem escritores e tentarem denegrir o trabalho destes de forma a prejudica-los. 
Por outro lado vejo os escritores cada vez mais na posição ingrata de manterem uma presença online, com um site ou blog pessoal, de forma a ajudarem a promover os seus trabalhos. A constante sede dos leitores-fãs por mais informação “obriga-os” a actualizarem sobre o que estão a fazer, onde vão estar, porque é que tomaram determinadas decisões ao mudarem o rumo de uma história, entre outros tópicos. Isto dá uma percepção de proximidade entre leitor e escritor, proximidade essa que era inexistente antes do advento da internet. E esta falsa intimidade leva a que os leitores-fãs tenham, mesmo inconscientemente, comportamentos algo abusadores. 
Não são apenas os leitores que opinam que têm comportamentos condenáveis: como demonstrou recentemente o Pedro Rebelo no seu blogue Browserd.com, no texto “Saber estar no Facebook é importante”, também os escritores arriscam-se a denegrir a sua própria imagem ao cederem ao impulso da rápida e fácil publicação que as redes sociais permitem.
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 O meu cadastro não está limpo 

Como eu disse no início do texto, também eu já dei por mim a ter comportamentos menos louváveis online e provavelmente irei repeti-los. 
A questão aqui é: até que ponto estamos dispostos a admitir que nos portamos mal quando somos confrontados com o nosso mau comportamento? Até que ponto estamos dispostos a enfrentar as consequências de ver a nossa imagem denegrida (no caso dos escritores) ou sermos expostos como pseudo-trolls (como no caso da tal Kat Kennedy) porque publicamos algo que pensámos mas sobre o qual não refletimos seriamente sobre isso? Em que, por causa de umas piadas fáceis, podemos ter de enfrentar umas horas valentes a “esclarecer” a nossa posição e apagar um fogo do qual já nenhum de nós se lembrará daqui a uns meses? Ou, pelo contrário, será constantemente relembrado a cada passo em falso? 
Eu acho que a internet é efémera, este texto poderá não ter relevância nenhuma amanhã. No entanto a memória das pessoas por detrás da Web 2.0 é um pouco mais longa e, de vez em quando, situações como estas são novamente repescadas e relembradas, como as famosas fotos da polícia o são para uma celebridade que já foi presa.Quão pesado querem que seja o vosso cadastro online? E quanto estão preparados para se defenderem das “acusações”?

Bloodfever

bloodfever

Lido no Kindle 
Lido em Inglês
Esta opinião contém spoilers
Série: Fever (#2 de 5)

Resumo: Mackayla ainda mal recuperou do que aconteceu na casa do Lord Master e novos problemas surgem à sua porta: o Inspetor que estava a investigar a morte de Alina aparece morto e Mac é agora a principal suspeita. Fiona tenta matá-la, um espectro começa a assombra-la e o pai aparece para leva-la de volta aos EUA. Ela sabe que não pode regressar, ainda não. O pai revela-lhe como foi adoptar as duas irmãs ainda bebés e que não tem mais informação sobre a mulher que as deu para adopção. A pessoa que pode deter essa informação é Rowena, a idosa que não a ajudou das duas ocasiões que Mac a viu. Mac descobre que que as Sidhe-seers estão organizadas mas ainda é muito cedo para poder confiar nelas. Depois de ser transportada para Fairie por V’Lane, Mac regressa e descobre que perdeu um mês da sua vida. Tudo em Dublin parece estar pior e Hunters são avistados. Um deles persegue-a e Mac acaba por cair nas mãos de um velho inimigo.

Expectativa: Li o 1º volume recentemente e estava curiosa em dar o próximo passo no mundo misterioso de MacKayla Lane.

Opinião: Peguei no Bloodfever ainda estava a ler Os Leões de Al-Rassan, porque precisava de desanuviar um pouco daquela leitura. Depois comecei a ler o E Tudo o Vento Levou (que estou a adorar) e comecei a ficar obcecada com o livro. Para desanuviar voltei a pegar no Bloodfever e… já não o consegui pousar!Que leitura viciante!!!
A nossa amiga MacKayla está menos “loira”, mais atenta e cuidadosa. No entanto, não tendo sido educada como sidhe-seer, volta a cometer erros e a cair em situações perigosas. O mais viciante destes livros é não sabermos ao certo o que se passa e se os nossos aliados são bons ou maus na luta contra os Faeries.
Barrons, o que raio é o Barrons afinal?! Adoro que a Mac passe a vida a desdenhar dele e depois ver que a atração entre eles gera energia elétrica suficiente para alimentar uma pequena cidade durante uma semana. Descobrir o que o Barrons é quase como uma regra de “noves fora”: ele não é humano mas não é Fairie, não é Sidhe-seer, não come UnSeelie e está todo cheio de tatuagens protetoras no corpo. Porque é que ele não abre o jogo?? Fico doente com estes mistérios (e adoro!!).
V’Lane volta a aparecer, da forma mais inconveniente possível, fazendo a Mac a viver uma situação agridoce quando está em Fairie. V’Lane também quer o livro e pouco mais sabemos além disso.
Ficamos a conhecer a Dani, e esta leva-a até à idosa que Mac tinha encontrado duas vezes no livro anterior: Rowena. Com ela ela aprende algo mais sobre a sua espécie mas não dá pulinhos de alegria para se juntar ao resto do bando (boa Mac!!") e abandonar o Barrons.
No fim Mac reencontra um velho inimigo que está MUITO chateado com ela e que a deixa num estado lastimável, pobrezinha.
O livro termina de uma forma semelhante ao primeiro, ou seja, num terrível cliffhanger que me dá vontade de começar a ler o próximo JÁ!
Se dúvidas tive quanto a esta série, Bloodfever anulou-as por completo. É divertida, dark, com tensão sexual q.b. Acima de tudo lê-se e entretém muito bem. Estou a gostar cada vez mais desta heroína.

Pontos positivos: Todos, leiam esta série!!

Pontos negativos: Por vezes a Mac é um bocadinho EMO mas acho que é em parte normal, considerando o que ela está a sofrer.

Estado de espírito:Bom, estava a tentar anular um pouco da minha obsessão com o E Tudo o Vento Levou e a terminar os últimos dias de trabalho. Algumas situações difíceis têm estado a acontecer na minha vida real e tem sido uma boa forma de anular a dor.

Fez-me refletir sobre: O quanto eu gosto deste tipo de livros, cheios de mistérios e algum terror com uma heroína vacilante e por isso credível.

Volume anterior: #1 Darkfever

Os Leões de Al-Rassan

leões

Resumo:   Uma península está dividida entre o reino de Al-Rassan, ocupado pelos Asharitas, e os três reinos Jaditas a norte. Após a morte do último califa a instabilidade instalou-se no reino de Al-Rassan e os reis do Norte, impulsionados pelos clérigos da sua religião, decidem reiniciar a Reconquista do território. No seio desta turbulência política e social estão três pessoas que se vão tornar três amigos improváveis: Rodrigo Belmonte, capitão jadita, Ammar ibn Khairan, poeta asharita e Jehane, médica kindate. Apesar de especial e única eles sabem que a sua amizade tem os dias contados: por causa das suas origens e pelas escolhas que terão de fazer: coração, família ou honra. Ou todos.

Expectativa: Muito alta, foi me recomendado por vários amigos cuja opinião tenho em grande consideração.

Opinião:  No Alentejo, onde passei a minha infância, a presença árabe na região é algo ainda visível e palpável. Na escola, a professora não se limitou a ensinar-nos através dos livros o que tinha sido essa presença árabe: levou-nos a conhecer os vestígios ainda existentes, falou-nos da herança da comida e costumes que eles nos deixaram. Eu cresci ouvindo histórias como a lenda da Moura Encantada, tive sempre presente no meu imaginário essa época em que a língua e os costumes eram diferentes, naquele local onde eu vivia. O “Os Leões de Al-Rassan” prometiam, sendo um romance histórico com um pouco de fantasia, preencher de forma perfeita essa lacuna e foi, talvez devido a essa minha expectativa, que este livro ficou muito aquém do esperado.
O melhor deste livro é o “bromance” entre Rodrigo Belmonte e Ammar Ibn Khairan, assim como a relação deles os dois com Jehane. Foi pelas personagens fortes e cativantes, principais e secundárias, que mantive a minha leitura. Digo isto porque toda a história se desenrola muito devagarinho para depois nos dar pouco nas partes mais interessantes.
Havia uma constante mudança de perspectiva: agora era a perspectiva do rei Jadita no Norte, depois a perspectiva do rei da tribo no deserto para depois saltar para a perspectiva dos filhos de Belmonte. Tudo isto no mesmo capítulo. Nunca tive tempo para aprecia-los a todos devidamente e fiquei com a ideia que não tive o suficiente dos personagens principais. Tudo ficou interessante a 100 páginas do fim.
Um outro detalhe que me desiludiu foi a pouca fantasia que teve. É mesmo muito pouca. O livro tem poesia, quase nenhuma fantasia. Gostei das opções para símbolos religiosos, a ideia é muito gira e talvez a forma mais simples que na sua base, todas as religiões procuram Deus olhando para o Céu e não para o coração dos homens.

Pontos positivos:  A história real em que se baseia: a da Península Ibérica antes da Reconquista. Os personagens apaixonantes.

Pontos negativos: Esperava mais fantasia. A constante mudança de pontos de vista, por vezes mais do que uma vez por capítulo. O lento desenrolar da narrativa.

Estado de espírito: Boa mas fui ficando impaciente ao longo da leitura. Acabei por intercalar com a leitura de alguns contos para não me desmotivar.

Fez-me refletir sobre: É muito difícil explicar porque não vi nada de especial num livro que encantou tantos leitores. Lamento mesmo muito. É fácil justificar que é por ser um livro que decorre numa era medieval e que eu não acho grande piada a essa época mas acho que foi mesmo um caso de expectativas (erradamente) elevadas.


Três sagas, três contos

Estes três contos pertencem a sagas que estou a ler e aproveitei para lê-los durante a leitura do Leões de Al-Rassan para cortar um bocadinho o ritmo.

 

Teme a Escuridão, de Sherrilyn Kenyon

Saga “O Predador da Noite"

Este conto encontra-se publicado na Revista Bang nº 12. Eu pausei a saga dos Predadores da Noite após a leitura do Dança com o Diabo, o 4º livro da saga (que adorei!) e, apesar de saber que corria o risco de me spoilar a ler este conto, não resisti a fazê-lo. Spoilei-me sim, e à grande. Fiquei muito surpreendida ao descobrir que certas coisas aconteceram (que nem imaginava serem possíveis de vir a acontecer) e que o Nick era agora um Predador da Noite. E Daemon. E que podia andar à luz do dia. E que odeia o Ash. Num pequeno conto foram tantas revelações que a minha vontade é recomeçar a saga já amanhã. O conto foca-se em duas situações: O regresso de Nick a uma Nova Orleães destruída pelo Katrina e o ódio que o consome desde a morte da mãe. Adoro a escrita de Sherrilyn Kenyon e as voltas que ela dá aos seus personagens. Muito bom!

 


Mina Wentworth and the Invisible City, de Meljean Brook

Saga "The Iron Seas"

 

Este conto foi publicado numa edição especial do "The Iron Duke" em Janeiro passado e funciona, de certa forma, como um final para a Mina e o Rhys depois do abrupto "felizes para sempre" do romance. A acção decorre passados 8 meses. A morte de um dos deputados do parlamento por uma estranha máquina em forma de roda que anda sobre carris lança Mina para mais uma investigação. Como inspectora da Scotland Yard ela corre constantemente perigo, mesmo com o seu fiel Newberry a acompanha-la e isso é algo que deixa o Rhys completamente louco. É que ele não está habituado a viver com o coração fora do corpo, a gostar e preocupar-se com outra pessoa além dele. Esse é o grande desafio de Mina e Rhys ao fim destes meses de casamento: mais do que amarem-se um ao outro, é viverem o dia-a-dia preocupando-se sim mas não morrerem de ansiedade com isso. Muito interessante também é ver como Anne, a menina que Mina adoptou no fim do The Iron Duke, se ajusta a ter uma família, uma espécie de mãe/irmã mais velha em Mina e um pai em Rhys. De resto, foi excelente regressar a Londres e rever os pais de Mina, saber um pouco mais sobre as "crèches", rir à gargalhada com as interacções entre Mina e o muito pudico Newberry, rever o Scarsdale. Apesar do mundo de The Iron Seas estar a evoluir noutras direcções, com outras heroínas e lugares, Mina Wentworth e a sua muito poluída e cinzenta Londres, terão sempre um lugarzinho muito especial no meu coração.

 

“Small-town Wedding”, de Charlaine Harris

Saga “Sangue Fresco”.

 

Este conto foi publicado no The Sookie Stackhouse Companion. Sam tinha convidado a Sookie a acompanhá-lo ao casamento do irmão mesmo já estando numa relação com a Jannilyn. Este conto é sobre isso mesmo: Sookie conhece a família de Sam e pelo meio evitam uma manifestação de ódio contra os metamorfos durante o casamento, instigada pela Irmandade do Sol. Dois terços deste conto são chatos. Como já li os dois livros posteriores aos eventos deste conto passei o tempo todo a revirar os olhos com as interacções Sookie/Sam (porque não quero que a Sookie fique com ele no final da saga). O conto acaba por ficar interessante no terço final quando começa a manifestação assim como o momento pós casamento. Também me surpreendeu pela positiva pela reintrodução de personagens de livros passados assim como o fechar de situações do passado da Sookie, nomeadamente o Quinn. Este conto deve ser lido entre o 9º e o 10º porque, quem como eu não o leu, houve eventos que não compreendi e realmente lamento que a autora tenha decidido colocar alguns eventos importantes para a compreensão da história fora do alcance de tantos fãs.

Darkfever

DarkfeverLido no Kindle
Lido em Inglês
Esta opinião contém spoilers

Série: Fever (#1 de 5)

Resumo:  MacKayla Lane é uma miúda de 23 anos, gira, loira de olhos verdes, que tem uma vida confortável como empregada de bar numa terra pequena perto de Dallas. Só que a sua vida transforma-se completamente a partir do momento que sabe da morte da sua irmã Alina, que tinha ido estudado para Dublin, Irlanda. Descontente com o rumo da investigação decide ela própria rumar a Dublin mas ao fazê-lo vai descobrir muito mais do que esperava encontrar: que as fadas existem, que ela consegue vê-las e que existe um livro perdido que precisa de ser recuperado. Confusa, Mac tropeça em Barrons, um homem misterioso que a “ajuda” mas que Mac não compreende realmente com que intenção, em V’Lane, um príncipe que a mera presença desperta a sua libido e numa velhota que é vidente como ela.

Expectativa: Um grupo no Goodreads começou a leitura conjunta deste livro e, apesar de não ter aderido, fiquei curiosa em lê-lo.

Opinião: Ora aqui está uma das boas surpresas deste ano. Se a leitura deste volume aconteceu por impulso, a leitura dos próximos será por interesse puro. A história é enganadoramente simples, pois este livro limita-se a contar o início da jornada de MacKayla, o que a levou a cruzar-se com o mundo dos fae e que mundo é esse. Contado pela própria Mac, como se relembrasse o passado, é interessante ver a perspectiva que ela tinha de si mesma (que não era negativa) e o início da sua transformação de miúda despreocupada para possível heroína. Ao início parece irritante mas depressa percebi que era propositado. Gostei muito dos diálogos internos dela, não caindo no excesso de parvoíce ou de tristeza e amargura. Tudo teve o seu devido espaço e tempo. Esta história também nos apresenta Jericho Barrons, dono de uma livraria e conhecedor dos Fae, uma velhota que vê o mesmo que MacKayla e V’Lane, um príncipe dos Fae. Mac, muito acertadamente, não confia cegamente em nenhum deles, pois é para ela quase impossível perceber, neste momento, se está a ser manipulada ou realmente ajudada.

Pontos positivos: Achei o “Darkfever” um excelente início de série, bem pensado e estruturado, com um ritmo fácil de acompanhar, com um universo e personagens muito interessantes.

Pontos negativos: Não é bem um ponto negativo mas gostava de ter a perspectiva de outras personagens. Esperava mais respostas neste livro, deixou muita água na boca.

Estado de espírito: Boa, tive pena de ter tido de abandonar o livro a meio para ler o Deadlocked porque quebrou um pouco o ritmo de leitura.

Fez-me refletir sobre: Em quem podemos ou não confiar.

Deadlocked

deadlocked-charlaine-harrisLido no Kindle
Lido em Inglês

Esta opinião contém spoilers

Resumo:A vida de Sookie parece estar um pouco melhor: Sam tornou-a sócia do bar, depois do empréstimo de dinheiro, Jason está prestes a casar-se, Tara está quase a ter os bébés. Niall aparece e leva consigo Claude, deixando para trás Dermont a cuidar de todas as outras fadas no clube de strip. No entanto a sua vida com Eric está tudo menos bem: o rei Filipe decide fazer uma visita inesperada e quando a Sookie chega à festa encontra Eric a beber, inebriado, de uma rapariga. Rapariga essa que morre no seu relvado pouco depois. Além disso, Eric continua preso ao compromisso de ter que casar com a rainha do Arkansas e nem Eric nem Sookie parecem conseguir fazer frente a todas as barreiras que lhes surgem. Por fim, Sookie usa o Cluviel dor numa pessoa que ama.

Expectativa:Li recentemente o livro anterior que gostei muito e estava muito curiosa sobre este livro, que nos empurra para o fim.

Opinião: Deixei o livro que tinha em mãos para ler o “Deadlocked”. Já tinha sentido durante a leitura do Sangue Ardente que a autora tinha começado a fechar os vários enredos soltos que tinha criado e este volume veio a confirmar essa sensação. Aliás, para um livro que não é o último da saga, é um livro cheio de finais: Tara chegou ao fim da gravidez e está no pico da felicidade, Jason decide pedir a namorada em casamento, terminando assim com a sua vida amorosa errática, as fadas regressam finalmente a Fairy (sem antes criarem mais alguns distúrbios) com a ajuda de Niall. Também em relação aos seus vários pretendentes, Sookie parece colocar um ponto final a todos eles: Alcide, Bill e Quinn. Só restam na corrida o Sam e Eric.

Como em todos os livros, há vários mistérios para resolver: há uma rapariga morta à porta de Eric, que ele tinha estado a morder minutos antes. É esse enredo que vai revelar as verdadeiras intenções da namorada de Sam e de Claude. A forma como a autora montou e desmontou este crime foi muito boa e o que manteve mais interessada.

Gostei muito do regresso de Niall e do Sr. Catalíades, foram para mim dois pontos altos da história. Também gostei da cena com a Freyda, pela tensão criada. Este foi um livro em que a Sookie se vê rodeada de pessoas que a amam e que lhe demostram esse amor. Excepto da pessoa de quem mais quer essa demonstração.

Então, o que sobra para o último livro da saga? Considerando o fim deste livro  resta saber se Sookie escolherá Sam ou Eric. Ou nenhum. Eric está numa situação muito complicada porque Apius o prometeu em casamento a Freyda, a Rainha do Arkansas, antes de morrer. Ela é uma jovem vampira, bela e ambiciosa, que até visita a Sookie para lhe tirar as medidas. Será favorável para Filipe que Eric case com ela e aparentemente o casamento de Eric e Sookie pouco ou nenhum valor tem para ninguém. Por isso Eric está preso. Sookie também. Há uma cena neste livro entre ambos que é de partir o coração. Falar sobre ela é revelar demasiado mas mostra que tanto Eric como Sookie precisam ambos da mesma coisa: uma prova de amor do outro.

Pontos positivos:O fim de vários enredos, algumas cenas muito emocionantes, a revelação chocante de Claude. A conversa entre Eric e Sookie na noite do seu aniversário.

Pontos negativos: As tarefas domésticas da Sookie: uma vez mais temos que aguentar cenas intermináveis de tarefas domésticas e de listas mentais da Sookie. É irritante e insuportável ao infinito.

Estado de espírito: Boa, ansiosa com este livro. Por várias vezes fui espreitar a opinião de outras pessoas que acabaram o livro antes de mim para saber as suas reações.

Fez-me refletir sobre: Não compreendo as pessoas que chegam ao 12º livro de uma saga de 13 volumes e dizem que não vão ler mais. A sério, no penúltimo livro? Não vão mesmo querer saber o final?

Blade Runner – Perigo Iminente

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Leitura temática “Os melhores livros geek de sempre

Resumo: Num planeta Terra moribundo, onde apenas habitam aqueles que não podem emigrar para outros planetas ou aqueles que não o querem deixar, acompanhamos um dia na vida de Rick Deckard, caçador de androides. A sua missão é retirar seis androides Nexus-6 mas esta tarefa vai ser mais complicada do que previa porque este modelo de androide é, até ao momento, o que melhor imita o ser humano.

Expectativa: Hiper-mega-alta, o livro que deu origem a um dos meus filmes favoritos de sempre. Em conversas recentes com dois amigos meus e após ver o seu grande entusiasmo sobre o livro, decidi sacudir-lhe o pó e descobrir porque é que este é considerado um dos melhores livros geek de sempre.

Opinião: Aqui está uma opinião tirada a ferros. A razão? O medo de tropeçar e de dizer asneira ou de dizer pouco, considerando que este é um dos livros clássicos de FC.
Esperava um livro mais semelhante ao filme e o primeiro embate foi reajustar-me a este mundo criado por Philip K. Dick e tentar dissocia-lo daquele criado por Ridley Scott. Depois foi tentar compreender um mundo distópico muito mais avançado ao que temos atualmente e que existe em 1993. Feitos os devidos ajustes mergulhei totalmente neste universo em que o planeta Terra está moribundo, cheio de lixo e de cinza e escasso em humanos, onde os animais estão quase todos extintos e são bens preciosos. As imagens e ideias que ele contém são fantásticas: ciborgues em tudo quase humanos, humanos que vivem isolados em prédios abandonados porque não conseguiram emigrar para Marte e que só têm a companhia da TV, que apenas transmite um canal o dia todo. Caixas de empatia que criaram uma nova religião. Aparelhos que modificam o nosso estado de espírito.
Há dois tipos de humanos neste livro, representados por Rick Deckard e J.R.Isidore, assim como dois tipos de ciborgues: os Nexus 6 e os animais artificiais. Com o auxilio destes elementos o autor permite-se fazer uma reflexão sobre a consciência humana, no seu plano filosófico assim como no religioso. O que é ser “humano” quando um organismo artificial é em tudo semelhante ao seu criador? Se consegue criar e apreciar arte, ter consciência da sua própria existência e mortalidade, o que sobra? Então toda a narrativa gira em torno da empatia, do sentir algo pelo nosso semelhante, de olhar além de si mesmo, da sua solidão e de sentir que se faz parte dessa entidade colectiva a que chamamos humanidade. Até os animais passaram a ser tesouros venerados por serem as outras únicas formas de vida. A religião que seguem, o Mercenarismo é a certo ponto desmascarada pelos ciborgues como nada mais que uma criação cinematográfica mas rapidamente a reação dos humanos é negar totalmente esse facto.
Toda esta reflexão e ideias são muito boas mas foi a sua execução que mais me custou. A escrita de Philip K. Dick é fria, pouco emocionante. Em momento algum senti empatia por nenhum dos personagens. Por vezes sentia a leitura arrastar-se e não tinha o menor interesse em virar a página. Como é que alguém que tem tão boas ideias consegue escrever de uma forma tão insípida? De uma forma talvez inocente achei que iria reencontrar no papel alguns dos diálogos vistos em filme mas esses não estavam lá. É esta a minha grande desilusão com esta obra de FC, o não ter sentido nada por ela.

Pontos positivos: As ideias, o mundo criado.

Pontos negativos: A escrita.

Estado de espírito: Boa mas tive de intercalar a leitura deste livro com outros para compensar a falta de excitação.

Fez-me refletir sobre: A consciência humana.

Sangue Ardente

Resumo: Viver com duas fadas e manter um relacionamento com um vampiro xerife não é a situação mais confortável para a Sookie. No entanto tenta manter a sua vida dentro da normalidade possível e, já que tem que albergar um primo stripper e um ainda confuso tio-avô, Sookie decide limpar o sótão da sua casa para arranjar mais espaço para ambos. Eric e Pam estão fartos do domínio de Victor sobre eles: ele é agora o vampiro Regente do Louisiana, sob a alçada de Felipe, e os negócios que abriu estão a afectar tanto o Fangtasia como o Merlotte's. Sookie percebe que chegou o momento de agir e despachar Victor mas há um outro perigo à espreita: Sandra Pelt, que está louca por acabar com a vida de Sookie. No meio disto tudo ainda tem tempo de se ver a braços com um "chá de bébé" para a Tara e com novas revelações sobre o seu passado.

Expectativa: Uma mistura de boa e má expectativa. O facto da saga estar a entrar na recta final deu-me, como leitora, um novo fôlego, pois sei que já não há espaço para dispersão e tudo fica mais condensado.

Opinião: Após dois livros menos bons dou por mim a ficar novamente empolgada durante a leitura de um livro desta saga e gostei muito deste "Sangue Ardente".
Primeiro porque o número de situações perigosas a acontecer em simultâneo reduziram substancialmente. Depois porque os personagens que menos gosto (metamorfos e lobisomens) pouco ou nada apareceram e por fim porque houve revelações muito interessantes sobre o passado da família da Sookie, uma delas que explica porque é que ela é telepata. Sim, há uma explicação e é revelada neste livro. E isso é muito satisfatório.
Outro pormenor que gostei foi que a Sookie está menos preocupada em ser humana. Ela não diz isto com estas palavras mas percebe-se que está mais desligada da sua preocupação de ter ou não a sua família, filhos. Acho que em parte a revelação sobre o que se passou no seu passado, assim como os acontecimentos do seu presente, abrem-lhe os olhos para a sua realidade, que é a de ela não ser uma mortal comum e por isso não pode aspirar a viver uma vida "normal". Há também a questão dos vários pretendentes masculinos e também aí as coisas estão mais definidas.
Aliás, "romper" talvez seja a palavra-chave deste livro. Sookie rompe vários laços de amizade, assim como também rompe com o laço de sangue com Eric porque precisa de esclarecer-se a si mesma do que sente assim como precisa de esclarecer os outros daquilo que sente e pensa sobre a sua própria vida. Apesar de alguns fãs terem reprovado alguns dos eventos deste livro, estes não me chocaram e achei-os necessários para que a nossa heroína reencontrasse a sua identidade.
Por fim, fiquei menos preocupada com as hipóteses de a Sookie ficar com o Sam ou Bill, simplesmente porque ela não me pareceu interessada em nenhum deles, apenas em estreitar o seu relacionamento com Eric.
Pessoalmente fiquei muito satisfeita com este livro e já tenho o próximo pré-encomendado para o Kindle, o "Deadlocked" que deverá descarregar dia 1 de Maio, que planeio começa-lo a ler imediatamente.

Pontos positivos: A revelação do porquê da telepatia de Sookie, o mistério do Cluviel Dor, o romper com a Sookie passiva que é vítima das situações, aceitar a sua realidade e passar à acção.

Pontos negativos: Sandra Pelt, totalmente desnecessário o enredo, pareceu uma cópia do que ela já tinha feito à Debbie Pelt. Enfim...

Estado de espírito: Bom apesar de andar um pouco insatisfeita com as minhas leituras. Tudo o que leio me parece um pouco "morno".

Fez-me refletir sobre: O quanto as decisões dos outros, mesmo que bem intencionadas, nos podem ser prejudiciais.

O Beijo das Sombras


Resumo: Meredith Gentry trabalha em Los Angeles como detective privada e é simultaneamente uma princesa fada em fuga da corte. A sua verdadeira identidade está bem camuflada até que surge na agência um caso invulgar: uma mulher traída pelo marido e a amante deste juntam-se para denunciá-lo de lançar um feitiço com potencialidade de matar a mulher dele. Na tentativa de desmascará-lo Merry é vítima de um feitiço e acaba por revelar a sua verdadeira natureza. A partir desse momento é apenas uma questão de tempo até voltar a ser recapturada e levada para a corte mas Meredith descobre que a sua tia, a Rainha da corte Unselee não a quer morta, pelo contrário. Ao regressar à corte, a princesa Meredith descobre porque quer a sua tia mantê-la viva, reencontra velhos inimigos, descobre um Poder e faz novos amigos entre os guardas da rainha.

Expectativa: Sabia que era um livro de fantasia urbana e que esta escritora tinha fama pela sua escrita "picante" mas sinceramente a minha expectativa era relativamente baixa, devido às criticas negativas que já tinha lido.

Opinião: 
Se há livros sobre os quais não tenho uma opinião definitiva quando os termino, este é um deles. Gostei mas também não gostei e tenho tido algumas dificuldades em decidir qual dos dois sentimentos é o que pesa mais.
Se por um lado achei o enredo muito fraquinho, que não justificasse o seu peso e tamanho, por outro lado gostei do universo que o livro apresenta: multifacetado, negro, perigoso. Não lhe encontrei nada que fosse realmente cativante mas por alguma razão dei por mim viciada na leitura, expectante sobre o que iria acontecer a seguir. Gosto muito de cenas "hot" e este livro tem muitas mas tão bizarras e sem razão real para acontecerem que acabam por serem enormes turn-offs.
O crime inicial resolve-se quase por si mesmo e todo o resto do livro é a Meredith a ir de um sitio para o outro, de uma forma muito demorada. Cada cena tinha diálogos intermináveis que nada mais eram do que se a protagonista deveria ou não regressar ao reino das fadas e o risco que ela corria. No entanto, e tal como já disse, dei por mim como que viciada no livro, porque como cada cena demorava muito a desenvolver estava sempre na ansiedade de saber mais.
Resumido: está longe de ser um dos daqueles livros que goste de ler mas, como é o primeiro de uma saga, prefiro tirar as minhas conclusões definitivas daqui a dois ou três livros.

Pontos Positivos: O universo criado de um mundo de fadas que coexiste num mundo igual ao nosso, o pouco mistério que o livro teve foi interessante, o facto da Meredith ser baixinha.

Pontos Negativos: Confesso que tanto sexo e sensualismo sem romance me meteu alguma confusão e teve o efeito oposto ao desejado. Todo o livro parece uma fantasia sexual muito elaborada com variedade suficiente para constituir um jardim zoológico. Há um que tem tentáculos e tudo.

Estado de espírito: Nem boa nem má, estava a desejar regressar ao romance paranormal e fiquei imediatamente farta assim que o terminei.

Fez-me refletir sobre: Sexo sem sentimentos, que há mentes bem mais perversas que a minha, tramas palacianas.

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