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Telmixa

Mix de leituras, organização, tv, filmes, tecnologia e de mim, claro!

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Os Pilares da Terra (vol. 2)

Resumo: Quatro anos depois, Inglaterra está completamente divida pela guerra. Kingsbridge precisa de uma licença para oficializar o mercado já existente que tem produzido bons lucros e ajudado na construção da catedral mas Philip tem alguma dificuldade nos meandros políticos e a Rainha Maud só lhe atribuirá a licença em troca de uma grande soma de dinheiro. Aliena, agora uma rica mercadora de lã, adianta o dinheiro a Philip esperando ter o retorno durante o mercado do velo mas, William Hamleigh invade a cidade e pega fogo a toda a lã, atirando Aliena novamente para a pobreza extrema. É neste período que Aliena e Jack se aproximam e apaixonam um pelo outro mas a promessa que Aliena fez ao pai é demasiado pesada e acaba por a levar ao seu maior erro: casar com Alfred. Magoado, Jack parte e Aliena casa com Alfred, já grávida de Jack. Depois da morte do pai, Alfred assume o lugar de mestre de obras e termina o tecto da catedral em pedra, apenas para o ver ruir e matar várias pessoas no dia da inauguração. Além disso, Aliena dá à luz o filho de Jack e Alfred expulsa-a de casa mas acaba por ir viver para o Shiring e aliar-se a Waleran e William nos planos destes de construírem uma catedral em Shiring. Após uns anos de fome e de guerra, todos têm dificuldades económicas e depois de Philip e Jack perderem os trabalhadores para o Shiring, a construção da catedral em Kingsbridge parece condenada. É então que o país é invadido por Henrique, filho da Rainha Maude, e todas as terras e condados devolvidos aos anteriores proprietários. Isso abre uma janela de oportunidade e Aliena e o irmão recuperam o condado que antes lhe pertenciam. No entanto William é nomeado Xerife de Shiring e, após a tentativa de violação de Alfred a Aliena, William tenta prender Richard e acaba por este ser desterrado numa missão à Terra Santa, ficando Aliena no lugar do conde. A desgraça final cai sobre os vilões desta história quando conspiram e assassinam Thomas Becket, transformando-o num mártir e santo. 
Crítica: Um ano após a leitura da primeira metade da história, consigo finalmente terminar “Os Pilares da Terra”. Olhando para o livro como um todo compreendo perfeitamente porque é que é tão bem sucedido. Há muitos pontos a focar neste livro, e alguns ficarão esquecidos, mas vou tentar falar sobre o que funcionou bem comigo.
Em primeiro lugar, pegar nesta 2ª metade um ano após a leitura da primeira foi quase como se tempo nenhum tivesse passado, tal é a forma rica com que nos é narrada aquela época. E o facto deste segundo volume começar com um salto de 4 anos também facilita o “mergulho” na história.
O que mais me agradou neste romance foram as personagens. Extraordinárias ou terríveis, são todas muito humanas e muito reais. Não há propriamente um só herói (entre os personagens bons) e percebi, da troca de impressões que tive com outros leitores, que cada um tinha o seu favorito. O romance assim o permite porque vai trocando de pontos de vista entre heróis e vilões, dando-nos a conhecer os seus receios, planos e ambições.
O meu favorito foi, desde o primeiro volume até ao último parágrafo, o Prior Philip. Acho que me vai ficar na memória durante anos a fio como o exemplo de alguém que faz o que está certo, que age para um bem maior e superior, o seu engenho e perspicácia aguçada e a sua humildade em aceitar a ajuda e opinião de outros nos momentos em que dela precisou. Acima de tudo, o que mais admirei no Philip foi a sua capacidade de resistir a tantos reveses da fortuna, mesmo quando não via a solução, mesmo quando aceitava as (aparentes) derrotas. 
Aliena e Jack surpreenderam-me. Apesar de não ter gostado dela no primeiro volume (personagem feminina com demasiadas características masculinas) acabei por me afeiçoar a ela, principalmente depois de partir pelo o mundo para recuperar o Jack. Este, passou de um miúdo estranho e pouco social para um sonhador apaixonado. Acredito que a sua inadequação social foi o que lhe permitiu ver todas as situações de uma outra forma e ousar ir até onde foi.
William e o Bispo Waleran foram os perfeitos exemplos do que é governar pela força e manipulação com fins puramente egoístas: poder e orgulho.
O evoluir da construção da catedral foi algo de realmente magnífico. As descrições detalhadas sobre a estrutura de uma catedral, as técnicas de construção e, acima de tudo, de ser um lugar de protecção para as populações que as rodeavam dominaram esta metade da história, nunca de uma forma enfadonha ou exagerada. Que vontade tive visitar as catedrais que inspiraram o autor: Salisbury Cathedral e Wells Cathedral assim como a muito mencionada Catedral de Saint Denis, em Paris.
Apesar do volume do livro, não houve um momento em que sentisse que a narrativa se arrastasse e acima de tudo, foi um dos livros mais bem construídos a nível de narrativa (acção, consequência) que li.
Expectativa e estado de espírito: A expectativa era boa. Estava ansiosa por lhe pegar apesar de já o ter há 6 meses em casa. Foi a série televisiva que deu o empurrão final e foi interessante ter ambas as versões em simultâneo. Prefiro o livro, claro. Quanto ao estado de espírito, ando um pouco em baixo e foi bom ler bons exemplos do que significa ultrapassar as dificuldades da vida. 
Pontos positivos: A construção da narrativa, a qualidade das personagens e a descrição da catedral. 
Pontos Negativos: A forma de escrever de Ken Follet é pouco” poética”, algo que poderia ter enriquecido ainda mais a história.
Fez-me reflectir sobre: Perseverança. Perseguir um sonho. Aprender a amar.
A minha reflexão sobre o primeiro volume: Os Pilares da Terra (Vol. I)

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