Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

Telmixa

Mix de leituras, organização, tv, filmes, tecnologia e de mim, claro!

Telmixa

Mix de leituras, organização, tv, filmes, tecnologia e de mim, claro!

Memórias de uma Gueixa

Resumo: A história deste livro divide-se em 4 partes: A primeira conta a história de Chiyo, uma menina de uma pobre aldeia de pescadores. Após a mãe adoecer, o pai idoso concorda em vender as suas filhas e é assim que Chiyo se vê em Gion, separada da irmã mais velha e do mundo que conhecia. Chiyo foi vendida para ser gueixa mas sofre uma série de peripécias acabando por se ver condenada a ser escrava da casa para onde foi vendida, até morrer. É aí que algo de inesperado acontece: a gueixa Mameha procura-a para a educar como gueixa e é aqui que começa a 2ª parte da história. Chiyo torna-se a irmãzinha de Mameha e com ela aprende a ser gueixa. No entanto vê constantemente o seu caminho bloqueado por Hatsumomo, a gueixa que vive na mesma casa, e que tudo faz para a difamar. Com o empenho e engenho de Mameha, Chiyo, agora com o nome de Sayuri, passa a ser uma das gueixas mais importantes de Gion, levando à queda e desgraça de Hatsumomo e da sua irmãzinha Abóbora. No entanto, apesar de tudo Sayuri não consegue alcançar o que mais deseja: o interesse do Director. É aí que começa a terceira parte desta história: a Segunda Guerra Mundial que muda tudo e todos. Sayuri perde a protecção do seu danna e só com a ajuda Nobu consegue se afastar dos perigosos bombardeamentos. Quando regressa, tudo mudou em Gion e Nobu oferece-se para ser o seu danna. Desesperada, porque não quer que o seu destino fique eternamente preso ao dele e  elabora um plano para que tal não aconteça. A 4ª parte é quando Sayuri se muda para Nova Iorque e aí abre um salão de chá. É em Nova Iorque que conta as suas memórias ao professor Jakob Haarhuis, que as publica após a morte desta.
Crítica: Alguns meses após o empréstimo deste livro iniciei a sua leitura. Tenho que confessar que estava cheia de ideias pré-concebidas sobre ele, como acontece com todas as obras de grande sucesso, e por isso receava que fosse uma leitura "secante" ou "moralista" ou simplesmente má. Nada disso. Adorei esta história, que me agarrou logo nos primeiros parágrafos. Toda a narrativa está povoada de imagens lindíssimas de Kimonos, maquilhagem, danças, música, do bairro de Gion, das casas de chá, do mar. E por ser descrito na primeira pessoa, parece que vimos tudo através dos bonitos olhos azuis de Chiyo / Sayuiri. A sua história, desde menina até aos capítulos finais é um rol de tragédias e dificuldades ultrapassadas. Sofremos com ela todos os castigos, gozamos com ela todos os momentos felizes. Só houve uma altura em que a história me desagradou, em que Sayuri já sendo gueixa, era tão passiva e submissa. Sei que esta minha "comichão" deve-se às diferenças culturais entre mim e ela, no entanto não me deixou de irritar que, com o exemplo de tantas mulheres inteligentes e autónomas, Sayuri parecia tão submissa a todos os que a rodeavam. Tirando isso, é um livro encantador que oferece uma montanha-russa de sentimentos para experimentar, um buffet de imagens para digerir e um olhar para um mundo especial só de mulheres.
Expectativa e estado de espírito: Foi bom ver as minhas ideias pré-concebidas caírem por terra e descobrir um mundo fascinante e bem construído. O meu estado de espírito também melhorou bastante com este livro, dava por mim a pensar nele quando não o estava a ler e a desejar regressar à sua leitura o mais depressa possível.

Pontos positivos: As descrições, principalmente dos kimonos. Todo o vocabulário japonês integrado no texto. O desenrolar da história.
Pontos Negativos: A passividade de Sayuri.
Fez-me reflectir sobre: O papel submisso da mulher na sociedade japonesa. Compra e venda de seres humanos. Aparências e conceito de belo.
Título Original:  Memoirs of a Geisha.

Livro emprestado pela Philipa_Vic através do Twitgang.

Comentar:

Comentar via SAPO Blogs

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

Este blog tem comentários moderados.

Este blog optou por gravar os IPs de quem comenta os seus posts.

Mais sobre mim

foto do autor

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2015
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2014
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2013
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2012
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2011
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2010
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2009
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2008
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2007
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D
  183. 2006
  184. J
  185. F
  186. M
  187. A
  188. M
  189. J
  190. J
  191. A
  192. S
  193. O
  194. N
  195. D
  196. 2005
  197. J
  198. F
  199. M
  200. A
  201. M
  202. J
  203. J
  204. A
  205. S
  206. O
  207. N
  208. D