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The Native Star

por Telma Teixeira, em 05.02.12
Lido no Kindle
Lido em Inglês

Resumo: Emily Edwards é uma bruxa na pequena cidade de Lost Pine, numa California do séc. XIX. O negócio anda a correr mal graças à concorrência desleal de uma empresa de feitiços por encomenda e Emily e o seu pai estão a passar dificuldades financeiras. Por isso mesmo ela toma a decisão de lançar um feitiço de amor ao lenhador mais rico de Lost Pine que acaba por correr muito muito mal. Numa noite ela consegue provocar uma cena de ciúmes ao lenhador, lançar suspeitas que anda envolvida com o impertinente mago Nova Iorquino Dreadnought Stanton, colocar a população de Lost Pine contra ambos e ficar com uma pedra azul presa à mão direita. Ainda por cima esta pedra tem a propriedade de absorver magia e torna-se vital para Emily retira-la e salvar a mão.
A única pessoa que é capaz de ajudá-la é mesmo o impossível Dreadnought e ambos partem numa viagem mirabolante, cheia de aventuras e perigos escondidos, de vilões disfarçados e de muita magia, até chegarem a Nova Iorque. Pelo caminho Emily e Dreadnought enamoram-se um pelo outro mas a condição física dele e a falta de posição social dela impedem-nos de acreditar que podem ficar juntos.

Expectativa: Pouca ou nenhuma. Apaixonei-me pela capa e pela promessa que seria um livro de cowboys e steampunk. Apesar de não ser bem o que esperava foi uma leitura muito agradável.

Opinião: Este livro tem muito pouco ou quase nada de steampunk e MUITO de magia. Confesso que não sou grande apreciadora e quando comecei a perceber, logo no primeiro capítulo, que era um livro sobre/com magia, torci o nariz, parei a leitura e só a retomei quando comprei o Kindle. Com o avançar da história fui percebendo que a magia neste universo era abordada de uma forma muito científica e racional e foi isso que me manteve cativada. As explicações de Dreadnought a Emily sobre os vários tipos de práticas de magia fazem compreender melhor este universo e nunca foram aborrecidas.
Emily e Dreadnought partem numa viagem cheia de aventuras, o enredo é interessante e original, muito diferente de tudo aquilo que li até agora. A sensação de faroeste está constantemente presente, com cavalos, pistolas, vestidos com corpetes, índios, comboios... muito bom! O Steampunk surge na segunda metade do livro para a frente mas de forma tão subtil que quem não conhece a estética nem se apercebe da sua presença.
Muito aquém da expectativa (ou até mesmo desnecessário) é o romance entre Emily e Dreadnought. Das duas uma: se a escritora planeava em escrever apenas um livro, podia ter construído o romance desde início ou, se planeava uma série (que é o caso), então não teria terminado como o fez. Achei tudo muito forçado, rápido e seco demais. Passam o tempo a tratarem-se como amigos, sem um vislumbre de desejo em frase nenhuma e, de repente, a Emily está a numa choradeira porque tem o coração partido. É tão insípido que desejei que nunca tivesse acontecido. Se vão escrever um romance mau então não o escrevam! Ficavam amigos durante uns livrinhos e o desejo surgia, depois o romance... seria bem mais empolgante de ler.

Pontos Positivos: O universo criado, a história que envolve a pedra da mão da Emily é muito boa, o conceito de magia que a torna real e credível.

Pontos Negativos: O romance. Aqueles vilões no final que não entendi muito bem. O facto do primeiro capítulo ter ficado "pendurado" até ao final da história.

Estado de Espírito: Bom, foi o primeiro livrinho lido no meu Kindle.

Fez-me reflectir sobre: A importância do ser humano em viver em harmonia com o planeta que habita.

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publicado às 14:37


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