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Telmixa

Mix de leituras, organização, tv, filmes, tecnologia e de mim, claro!

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O que os construtores civis me ensinaram sobre redes sociais

Sempre que se fala em redes sociais o pensamento imediato é: twitter, facebook, LinkedIn e afins. Muito se tem escrito e teorizado ultimamente sobre redes sociais, a importância da presença online, da identidade do indivíduo, etc, como se fosse algo de realmente novo ou inovador. No entanto, nesta minha saga para escolher mão-de-obra para as obras da minha casa percebi que vivemos sempre imersos em redes sociais e que, independentemente do meio utilizado para nos ligarmos, conseguimos sempre estar presentes e alcançáveis. Esta rede social offline é feita do boca-a-boca, números de telemóvel e das pessoas que a constituem.

 

A presença na "rede"

Como utilizadora assídua, uma das primeiras coisas que fiz foi pesquisar na net por empreiteiros. Depois de algumas horas percebi que não ia ter muita sorte. As empresas que encontrei pareciam-me todas muito caras e mesmo que isso tenha sido uma conclusão errada, a verdade é que haveriam "por aí" construtores a quem recorrer para pedir orçamentos. E o "aí" foi a família, os amigos dos amigos, os familiares dos amigos, os vizinhos... Todos eles já tinham tido uma ou outra situação em que precisaram de fazer obras e guardavam os contactos telefónicos desses profissionais. Sempre que ligava a um dizia: "Eu sou fulana tal (filha, prima, sobrinha, vizinha de fulano tal) e estou a precisar de fazer obras em casa". O meio "online" pode parecer útil para todos os ramos de negócios mas pode não ser o mais eficaz. O mais eficaz é manter-se activo e contactável dentro da rede social para que as pessoas se lembrem de nós.

 

Referências / Recomendações

No Facebook gostamos, no Goodreads recomendamos, no twitter seguimos. Offline não é muito diferente. Foi junto da família, amigos e vizinhos que perguntei tudo o que me interessava antes de sequer fazer o telefonema para pedir orçamento: "É de confiança? Leva muito caro? Faz um trabalho bem feito? Está satisfeito?" Sem o mínimo de recomendações, feitas por pessoas em quem confio, não avançava. A reputação de um trabalho bem ou mal feito é algo que fica na memória de cada um e é constantemente contado e recontado. Nenhum episódio, por mais pequeno que seja, é esquecido.

 

O meio de ligação

O telemóvel e o boca-a-boca. Os contactos nas carrinhas de trabalho e nos paineis das obras de rua. O bendito cartãozinho que fica no livro de endereços da vizinha para futuras situações.

 

A verdade é que eu passei de "não conheço ninguém" para uma avalanche de contactos e encontrei o que precisava. A minha rede social funcionou e deu-me o que precisava. Concluí que há regras que não mudam, independentemente do meio utilizado, e que somos todos pesquisáveis.