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Telmixa

Mix de leituras, organização, tv, filmes, tecnologia e de mim, claro!

Telmixa

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Nip / Tuck

 

 

 

 

"Diga-nos o que não gosta em si." É com esta frase que começa uma das séries mais mirabolantes de sempre. E uma das minhas favoritas. Uma frase aparentemente insignificante mas que esconde muitas camadas de significados e sujeita a muitas interpretações, tal como tudo o que aqui acontece.

Nip / Tuck conta a história de 2 cirurgiões plásticos de Miami, das pessoas que fazem parte das suas vidas e dos pacientes que a eles recorrem. É, desde os defeitos físicos aos problemas psicológicos, um autêntico circo de horrores. Sem limites quanto a sexo, sangue ou violência apresentadas no ecrã, era muito incomoda de se ver e no entanto fascinante. Por vezes dava por mim a respirar de alívio por não ser nenhuma daquelas pessoas, outras era fácil rever-me nelas.

Eu vi grande parte desta série às 6 da manhã (a Fox Life passou 3 ou 4 temporadas sempre a essa hora, e deu para acompanhá-la quando me despachava de manhã) o que permitiu um certo desprendimento da minha parte em relação ao que acontecia mas mesmo assim dava por mim a pensar no que tinha visto nesse dia: as mentiras, as traições, os momentos de arrependimento dos personagens.

Sean e Christian são dois personagens masculinos fantásticos: como um ying e yang, duas metades do mesmo, em que não se sentem completos sem o outro. Ambos vivem um para o outro e contra o outro. Também os personagens que os rodeiam são muito bons, mas destaco a Kimberly como favorita. A montanha-russa de altos e baixos que esta personagem vive é alucinante e o fim que teve foi, para mim, inesperado e chocante.

Então, o que é que eu gostei em Nip/Tuck além de tudo o que já referi? Sem dúvida a perspectiva masculina da série. Os desafios pelos quais Christian e Sean enfrentam (Christian com a sua incapacidade de ser monógamo e o seu receio de morrer sozinho, Sean com o divórcio e ter lidar com o resultado do mesmo) e a forma como pensam foi algo de muito esclarecedor para mim. Os homens são assim, pensam assim. Pensando bem, todos somos um bocadinho "maus", nunca somos realmente Ying ou Yang, perfeitos ou imperfeitos.

Por falar em perfeição, e tratando-se de uma série sobre cirurgia estética, este é o tema que percorre toda a série. Todos tentam ser perfeitos, seja qual a estratégia que utilizem, todos erram, todos falham. Todos que podemos ser nós, porque funciona como um espelho da nossa realidade.

Agora que revi o episódio final posso afirmar que Nip/Tuck foi e será uma das minhas séries favoritas sempre. Vou ter saudades!