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Carta aberta ao autor do blog "Página a Página"

por Telma Teixeira, em 11.02.14

Caro Nuno Chaves,

 

Quero começar por dizer que não tenho intenção nenhuma de antagoniza-lo com este texto. Já tive a minha quota-parte de aborrecimentos online, principalmente com situações de plágio, e não desejo mais um. Acredito que os leitores-bloguers portugueses deveriam ser um grupo coeso (afinal de contas somos tão poucos) onde houvesse um intercâmbio de ideias, impressões, testemunhos, experiências.

Desde 2010 que faço um registo criterioso do custo do meu vício (ver aqui) e ele está visível para qualquer um ver o que eu já gastei ali na coluna à direita. A ideia pegou e outros bloggers adoptaram-no (Como por exemplo a White_lady do blog Este Meu Cantinho) e eu não me importei minimamente, pelo contrário, adoro partilhar. Não há nada como ver uma boa ideia crescer e tornar-se viral.

Há, no entanto, um problema na viralidade e na internet em geral que é a amnésia. Quantas vezes eu não dou por mim a descobrir algo de fantástico, partilha-lo e passado dois minutos já nem me lembrar onde o descobri. Ui, mais que muitas! E acho que isso não acontece só comigo porque, quantas vezes eu vejo expressões como "foto tirada da internet" ou "texto encontrado online" e outras variantes.

Mas voltanto ao tópico deste texto, estava eu a ler o blog da Rita Ribeiro, o "A Magia dos Livros" quando vi o texto dela "Plano de Compras 2014" com uma estrutura muito semelhante ao meu Custo do Vício, creditando o Nuno pela fantástica ideia. Fiquei curiosa, claro e fui lá espreitar. Realmente, a estrutura do seu "Mealheiro das Leituras" é muito parecida ao meu Custo do Vício. No entanto, em parte nenhuma encontrei o "Ler e Reflectir" lá mencionado e devidamente creditado, exceptuando num comentário que uma amiga minha lá deixou. Quem lê o seu texto parte, naturalmente, do pressuposto que a ideia foi sua, estrutura e tudo. Mas eu sei que não, sei que foi apenas esquecimento. Se faz o seu mealheiro desde 2012 é obvio que já nem se lembrasse de onde é que tinha tirado esta ideia. Basta fechar uma página e passado dois minutos, amnésia.

Por isso queria que soubesse, que não estou chateada pela falta de crédito. Apenas triste e, mesmo assim, pouco. Pois se uma boa ideia pode ajudar, seja que leitor for, não interessa realmente de onde ela vem, apenas que persiste.

 

Obrigada por partilhar.

Telma

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publicado às 12:54


4 comentários

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De nunochaves a 15.02.2014 às 21:24

Boa tarde Telma. Desculpe, mas apenas esta tarde vi este artigo, que me diz directamente respeito, e irei usar com deve calcular do meu direito a resposta:

Muito lhe agradeço a nota que me deixou ficar e compreendo naturalmente a sua tristeza… Mas de facto não me sinto, nem me sentirei antagonizado. Pelo menos por este motivo.
O meu habitual registo informático de leituras é feito desde 2000, (ainda no velhinho windows 95) altura em que não existia nem o meu blogue e também não existia o seu, não existia o Goodreads, algo que veio facilitar e muito as minhas habituais notas que ainda hoje continuo a fazer, independentemente das ferramentas tecnológicas, muito úteis (sem dúvida) que foram aparecendo com o passar dos anos.
Mas gostaria de lhe esclarecer algumas questões, seguindo a ordem do seu “tópico”
O Blogue Página a Página, nasceu em 2009 (houve uma versões Beta anteriores, e um blogue com o nome de “Nós os Livros”, que é o antecessor natural deste espaço.
Se existe um intercâmbio de ideias, impressões, testemunhos e experiências, não tenho dúvidas de que o Página a Página foi um dos seus impulsionadores (e ainda o é). Ao longo destes 5 anos, se houve blogue que partilhou e convidou através de rubricas, outros bloggers, este foi um deles. (pelo menos tentou).
Foi dos primeiros blogues a publicar entrevistas com outros bloggers, a referenciar outros espaços, a criar rubricas com outros amigos “virtuais” coisa que acontece até hoje… Não sei se costuma acompanhar o espaço? Reparei que muitas das rubricas que criei, deram origem a muitas coisas idênticas que hoje em dia pululam alegremente por aí, sem referências, a coisa nenhuma.não sei se é plágio ou não… São parecidas.

Mas regressando ao “Tópico” do texto em questão: aquele em que me acusa de a ter plagiado, peço-lhe perdão, mas está enganada e passo a explicar-lhe porquê:
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De nunochaves a 15.02.2014 às 21:27

De facto parece que o meu “Mealheiro” se tornou viral, isto porque foi a primeira vez que o utilizei desta forma… e ainda bem que se tornou viral. No entanto quanto ao problema que levanta em seguida o da “Amnésia”, posso garantir-lhe que não padeço de tal mal, pois tenho por hábito referenciar a fonte de qualquer artigo publicado, coisa que no entanto raramente acontece, pois todos os artigos do blogue Página a Página são de minha autoria; mas os excertos, artigos e tudo quanto me possa ter sido inspirado por outro autor, asseguro-lhe de que está creditado.
Desconheço se faz ou não registos dos seus gastos desde 2010 ou antes, não me interessa, mas reparei nesse facto, precisamente através do comentário deixado aqui no referido artigo, provavelmente pela mesma pessoa que mencionou no seu texto, até achei uma certa piada haver uma pessoa, que como eu, tem a “pancada” de apontar todas as “mariquices”. Não pensei sequer em plágio, pois de facto não o é, e como a própria Telma o diz “é muito parecida ao meu Custo do Vício”.  Se é parecida, não é igual, se não é igual, desculpe, mas não é plágio.
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De nunochaves a 15.02.2014 às 21:27

Não sei de onde tirou a ideia, que eu fazia “O Mealheiro” desde 2012, pois o artigo, em questão o “Mealheiro das Leituras” data de Janeiro de 2014 (data da sua criação).
No entanto faz questão de mostrar as suas continhas desde 2010, marcando desta forma o seu território, (e muito bem), como se eu o tivesse invadido de forma devassa, roubando-lhe assim a ideia. No entanto não foi sequer capaz de se dar ao trabalho de:
1º Falar com a minha pessoa e esclarecer o assunto (preferiu a tal “Carta Aberta”)
2º Aceder aos “Arquivos” do blogue Página a Página.

Assim sendo, aconselho-a vivamente a ir tirar a teima, “Os gastos do Vício” como lhe chama (e muito bem) estão lá registados desde 2009…
Sim 2009, ou seja um ano antes…Pela sua ordem de ideias,  afinal foi você que me plagiou e não o contrário!
No entanto, tenho a certeza de que tal não é verdade, e no fundo se tratou de uma ideia similar ou se quiser de uma (in)feliz coincidência.
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De nunochaves a 15.02.2014 às 21:28

Cara Telma, antes de acusar desta forma seja quem for, seja por este motivo, ou por outro qualquer, por favor fale primeiro com a pessoa visada e certifique-se das coisas tal como elas são, só para evitar este género de dissabores. Não acuse por acusar, certifique-se de que tem razão.
Quanto ao mealheiro, ele irá continuar por cá, obviamente, sem os seus créditos. pois de facto não são seus. Espero que entenda.
Sabe que estas coisa da viralidade, essas que se transformam em  amnésia como refere, podem fazer estragos, mas parece que a si, isso não lhe importa muito.
«Por isso queria que soubesse, que não estou chateado pela falta de crédito».  Apenas triste por ser acusado de plágio, quando ele não existe e, mesmo assim, pouco.
«Pois se uma boa ideia pode ajudar, seja que leitor for, não interessa realmente de onde ela vem, apenas que persiste. Mas plágio nunca.»

Espero que continue com o excelente blogue que mantém, cheio de artigos e textos com muita qualidade daquilo que pude ver, e que eu pretendo acompanhar e que possa encerrar este assunto, sem sequelas. Prometo fazer o mesmo.

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