Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Telmixa

Mix de leituras, organização, tv, filmes, tecnologia e de mim, claro!

Telmixa

Mix de leituras, organização, tv, filmes, tecnologia e de mim, claro!

The Doomsday Code - Timeriders #3

 

É complicado manter a boa disposição quando se está a entrar no Outono, não só porque os dias têm menos horas de luz e o livro anterior (Shadowfever), começado debaixo do sol da Jamaica, foi uma montanha russa de emoções, em que poucas foram de felicidade. Queria pois um livro que me arrebitasse o espírito, um livro de aventuras e de leitura fácil e divertida. A escolha recaiu sobre o terceiro volume da série Timeriders, intitulado "The Doomsday Code".
Primeiro que tudo, eu preciso de dizer que adiei a leitura deste livro durante dois anos. Não por culpa da série, que é excelente, mas porque estive à espera que a Civilização Editora o publicasse em Portugal. Até que percebi que não valia mais a pena esperar mais, porque tal não iria acontecer. Hesitei em comprar em inglês mas, por sorte, o massmarket paperback inglês tem exactamente o mesmo tamanho que os exemplares em português e assim poderei continuar a coleccionar volumes desta saga sem provocar o caos na minha estante.
Neste "The Doomsday Code" os nossos Timeriders viajam para o tempo do Robin dos Bosques, após decifrarem uma frase do Manuscrito Voynich, um manuscrito que ainda hoje não foi descodificado. Descobrem que o Robin dos Bosques no Séc. XII é algo bem diferente da versão conhecida de todos nós: o herói que roubava aos ricos e dava aos pobres. Descobrem uma Inglaterra massacrada pelos impostos com o fim de alimentar mais uma cruzada liderada por Ricardo Coração de Leão, levando a sua população à fome e à revolta. Mas descobrem também que o Futuro pode ser pior do que suspeitam.
Neste 3º volume nota-se que o autor Alex Scarrow começou a desenvolver um tema para toda a série, a ideia de que a contínua destruição dos recursos do nosso planeta acabará por levar à destruição da humanidade. Para um adulto como eu esta ideia pode já estar mais do que batida (embora seja importante pensar nisto!) mas para um público mais jovem, a geração seguinte, este tipo de tema é adequado e faz todo o sentido.
A leitura é fácil e rápida, se bem que os capítulos serem tão curtos, assim como a constante troca de perspectivas não me deixavam interessada o suficiente. Por vezes a acção parecia inexistente e logo a seguir tudo acontecia. O meu maior receio foi que, tal como acontece em outras séries Young Adult, surgisse um romance entre personagens mas tal não aconteceu. Acabei por aprender coisas interessantes, ter uma nova perspectiva sobre o Ricardo Coração de Leão e o Robin dos bosques e poder reencontrar um grupo de miúdos que tanto têm de corajosos como de frágeis, tornando-os por isso muito especiais para mim, como leitora.
Sim, este livro cumpriu a função para o qual eu o escolhi e provou que Timeriders é uma saga para continuar a ler.

Bolo de requeijão

Fiz um bolo este fim-de-semana para levar para um jantar de amigos. A minha mãe faz esta receita há anos e eu sabia que era simples. Desde já peço desculpa por não ter fotos do bolo. Não tirei antes porque não queria ficar com a memória da vergonha, caso estivesse mau, e depois já não deu porque foi todo comido! O pessoal adorou e não sobrou nada. Weeeee!

 

Ingredientes:

  • 300 grs de requeijão
  • 1 chávena de farinha
  • 2 chávenas de açúcar
  • uma chávena de óleo
  • 6 ovos
  • 1 colher de chá de canela
  • 1 colher de chá de fermento

Preparação:

Juntar todos os ingredientes num recipiente e bater até a massa começar a fazer bolhinhas. Untar a forma do bolo com manteiga e levar ao forno já pré-aquecido a 200ºC durante 50 minutos (ou a faca sair seca).

O bolo é húmido e baixinho. Costuma ficar tostadinho nas extremidades para que no centro fique bem cozido.

 

(receita da minha mãe)

Outubros

Chegamos a Outubro e ao início do meu transtorno afectivo sazonal. O Outono e o Inverno são as estações em que mais me custa sair da cama, em que fico em ansiedade só porque está a chover (e por consequência pode acabar a luz ou o meu carro ficar preso numa inundação), e que o horror do Natal se aproxima quando não quero ter de ver ou estar com ninguém.

Dito isto, estou a tentar lutar contra este meu mau humor que se instala anualmente tentando ver o que de bom cada época traz e celebrar, como a Ana dos Cabelos Ruivos, a mudança das estações e a magia de ver a natureza transformar-se de forma tão bela. Como ela diz: "Estou tão feliz por viver num mundo onde há Outubros." e "É da minha experiência que se pode tirar prazer de quase tudo se se acreditar firmemente de que é possível."

Anne dos Cabelos Ruivos, por L.M.Montgomery

Shadowfever, de Karen Marie Moning

Autor // Karen Marie Moning
Série // Fever (#5 de 5)
Editora // Dell Publishing
Estante // Fantasia Urbana
Período de leitura // de 10 de Setembro a 8 de Outubro de 2015
Formato // Ebook
Língua // Inglês
Classificação // 4 estrelas

 

Opinião // Estou um pouco surpreendida com a minha falta de entusiasmo relativamente a 75% deste livro. Tirando a parte final da história (talvez cerca de 120 páginas) e um twist revelado um pouco antes, este Shadowfever foi um livro demasiado longo com demasiados pensamentos da Mac. Demasiados!

Talvez devesse começar por esclarecer que o meu interesse pelo romance Jericho / Mac era inexistente e por isso todo o enredo em torno de Jericho passou de "ah, ele é tão misterioso!" no primeiro livro para "ah não quero saber" no quinto livro. Foram demasiadas páginas à espera que aqueles dois se orientassem um com o outro e sinceramente, desde a cena da violação e fim do mundo que me tornei completamente indiferente com quem a Mac ficava. Isso não é algo mau, pelo contrário. Finalmente a Mac torna-se o centro de tudo, sem necessitar de uma muleta masculina para vencer o Sinsar Duhb. Ela faz as pazes com o seu lado negro e côr-de-rosa, teme e volta a duvidar de tudo e de todos mas segue sempre em frente até ao momento final. Adorei ver todas as pontas soltas serem fechadas, todos os mistérios resolvidos. Tudo fez sentido no final, teve lógica e eu gostei disso. O problema são as 400 páginas a serem lidas até chegar ali. É que é tanta a palha de pensamentos da Mac que eu já nem me queria ouvir a mim mesma a pensar! 

A saga continua (estão neste momento publicados sete livros com o oitavo previsto para 2016) mas este Shadowfever é o último da saga original. O sexto e o sétimo têm a Dany O'Malley como personagem principal e sinceramente não me parece que aguente 600 páginas de Dany como narradora (já bastou os excertos dela nos livros três, quatro e cinco).

  

Nomes dos personagens // McKayla Lane, Jericho Barrons, V'Lane, Dany O’Malley

Nomes dos lugares // Dublin

Conteúdo sexual // As cenas de sexo são intensas mas pouco explícitas.

Violência física // Sim

Violência psicológica // Sim

Pontos positivos // Gosto de tudo nesta série, tudo.

Pontos negativos // Talvez a parte final do livro que ficou um pouco confusa.

Fez-me reflectir sobre // Nem tudo o que parece é. Nem sempre é mau ser mau.