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Telmixa

Mix de leituras, organização, tv, filmes, tecnologia e de mim, claro!

Telmixa

Mix de leituras, organização, tv, filmes, tecnologia e de mim, claro!

Medidas rectificadas

O senhor já rectificou as medidas da minha cozinha e está tudo ok. Agora é aguardar que me liguem do Leroy Merlin para ir "fechar o negócio", pagar e combinar o dia da montagem. É desta!!!

 

Novidades sobre a cozinha

Depois do anúncio (agora reconheço que foi um pouco prematuro) que ia comprar uma cozinha IKEA, da linha Fyndig, venho agora dizer que mudei de ideias e optei por comprar uma cozinha da Leroy Merlin. O que se passou foi o seguinte:

  • Primeiro montei a cozinha no software do IKEA e dei uma vista de olhos às alternativas MAS convenci-me que o Ikea seria a minha melhor opção preço/qualidade.
  • Fui ao IKEA, escolhi a opção mais barata que tem a desvantagem de ser modular. O que é que isto significa? Que, por exemplo, em termos de largura, só tinha duas opções: móveis de 40 cms ou de 80 cms.
  • Quando o senhor foi à minha casa rectificar medidas chegou-se à conclusão que me faltaria 2 cms para colocar a máquina de lavar loiça. Depois o senhor repetia exaustivamente: "Se fosse Faktum, era mais fácil, tapava esse buraco aí, agora esta fica assim, com esse buraco." E quando dei por mim via buracos em todo o lado: ao lado do fogão, entre a máquina de lavar loiça, nos móveis superiores... Iria ficar uma cozinha "Lego" e pouco bonita. A dúvida começou a instalar-se na minha mente: "Será que ao fim de tanto tempo é só isto que eu consigo pagar? Uma cozinha mal acabada?"
  • Decidi ver alternativas, como em espaços dedicados a este tipo de fabrico e construção, mas que infelizmente superavam em 1.000,00€ o que eu tinha escolhido no Ikea.
  • Entretanto, em conversa com uma amiga minha no comboio, ela sugeriu o Leroy Merlin. "Não vês aquelas cozinhas giríssimas que eles metem no "Querido, Mudei a Casa"? são todas de lá. Vai lá ver."
  • Quando cheguei ao trabalho, fui ao site da Leroy Merlin e fiquei surpreendida com o upgrade que tinha sofrido: não só tinha mais variedade de escolha como tinha os valores de todos os módulos das suas cozinhas à disposição, mais respectivos valores.
  • No fim-de-semana seguinte, já com o trabalho de casa feito, dirigi-me à Leroy Merlin de Almada onde pude retocar o desenho que levava comigo e fazer mais algumas alterações. A senhora que me recebeu foi uma simpática, que deixou o marido à espera, para ainda fazer o meu orçamento. Dois dias depois recebia uma boa surpresa por email: toda a cozinha era 300€ mais barata (e sem buracos) e o transporte com a respectiva montagem fica 250€ mais barata que no Ikea. Escolhi também o modelo mais barato mas podia me ter esticado para o modelo acima, se quisesse.
  • Apesar de ter feito algumas tentativas de telefonicamente marcar a rectificação de medidas, só hoje é que o consegui fazer porque fui mesmo à loja fazê-lo.

Assim sendo, as cenas do próximo capítulo, serão a rectificação de medidas que ainda será num dia a decidir. Depois disso, se tudo correr bem, compra e montagem da minha cozinha Leroy Merlin.

Livros vs páginas lidas: como o desafio do Goodreads pode ser frustrante

Esta altura de fim-de-ano costuma estar povoada por balanços de toda a espécie e, no que toca às leituras, é uma excelente forma de olhar para o que foi lido. Isto não é um balanço ainda mas queria falar um pouco sobre o quanto o desafio anual do Goodreads pode ser frustrante.

Tenho aumentado a minha meta conforme a minha confiança na velocidade de leitura: de 24 livros em 2011 passei para 29 em 2012 e reduzi para 26 em 2013. Entretanto, decidi retirar os contos isolados que leio, da contagem. Apesar de o número de páginas lidas ser relevante, contos não são propriamente livros. Assim sendo, o resultado final é o seguinte:

Como dá para perceber eu li, nos últimos 3 anos, exactamente o mesmo número de livros, sem tirar nem pôr. Ora, pode ser frustrante quando se faz um esforço tão grande para ler mais e ultrapassar os próprios limites. Contudo o caso muda de figura quando se olha para o número de páginas lidas:
Percebe-se claramente que li muito mais este ano.  Apesar de ainda não me ter debruçado muito sobre as razões, há uma hipótese que me salta imediatamente à vista: li mais livros grandes este ano. Ao ler um livro de 704 páginas como o "O Padrinho" só me fazia pensar que tinha que manter o ritmo para poder alcançar o objectivo de 26 livros lidos.  Por outro lado, livros mais pequenos dão uma sensação falsa de velocidade, de estar a manter o ritmo ("Great, you are 2 books ahead") tornando-me mais "preguiçosa".
Num ano em que procurei ler mais qualidade que quantidade, fico contente em perceber que atingi ambos os objectivos.

Documentário sobre Margaret Mitchell

Está disponível online um documentário muito interessante sobre a autora de "E Tudo o Vento Levou", o livro que estou a ler de momento.

 

Como este foi o único livro que ela escreveu e devido ao tremendo sucesso que teve, torna-se muito interessante saber um pouco sobre a pessoa por detrás da história. Vi este documentário o ano passado (quando li a primeira metade do livro) e fiquei tão fascinada pela autora como estava pelo livro.

O Padrinho, de Mario Puzo

O Padrinho

 

Para mim "O Padrinho" vai ficar para sempre associado à praia, estendida ao sol, tentando acabar as últimas páginas do livro mas lamentando terminá-lo.

Mário Puzo é um escritor excepcional. Esperava uma escrita crua como a de outros escritores que li dentro do mesmo género e fui surpreendida por uma prosa que nos envolve e aconchega. São setecentas e quatro páginas de puro prazer e entretenimento. Todos nós temos uma noção do que é a Máfia italiana mas só quando se lê este livro é que compreendemos a sua verdadeira essência. Como é formada essa teia de influências e favores, por que valores se regem estes homens, que têm uma cultura tão enraizada que nem um novo país com leis diferentes consegue mudar. Submundo, rede de tráfego de influências, luvas, tudo é aqui explicado através das palavras e acções destes senhores. As suas vidas são algo de assombroso: vivem com a morte e a violência diariamente. Afinal, isso é algo que faz parte do negócio. E só ao ler o livro é que percebi (vi os filmes primeiro) o quanto eles acreditam que o que fazem é bom e correcto. Os seus valores morais, intrinsecamente ligados à religião, são o que lhes dão a justificação para fazerem o que fazem. E são de tal forma convincentes que dava por mim a concordar com eles, a torcer por estes "heróis" que nada mais fazem do que proteger os mais desfavorecidos.
Vito Corleone é inegualável. A primeira vez que vi o filme foquei-me mais na transformação de Michael mas depois de ler o livro fiquei rendida à história de este homem que chegara aos EUA ainda menino, sozinho e sem nada e que tudo conseguiu por ter uma mente arguta e um bom par de "cojones".
Na eterna discussão sobre o que é melhor (livro ou filme) eu vacilo neste caso específico. Como não querer ver o Marlon Brandon como Vito Corleone? Como não ver o Al Pacino transformar o vacilante Michael Corleone no poderoso sucessor do seu pai? A minha conclusão é que ambas as obras complementam-se e ajudam à compreensão da complexidade deste enredo que forma "O Padrinho".

 

Nomes dos personagens: Vito Corleone, Sonny e Michael Corleone, Tom Hagen, O "Turco" Sollozo, o capitão da polícia McCluskey, Peter Clemenza, Johnny Fontane, Luca Brasi.

Nomes dos lugares: Sicília, Nova Iorque.

 

Violência física: Sim
Violência psicológica: Sim
Tipo de cenas: Mortes violentas, chantagens, perseguições.
Mensagem: Política, Religiosa
Pontos positivos: O enredo intrincado e complexo, a escrita, as frases tão poderosas que entraram no nosso vocabulário.
Pontos negativos: Os capítulos de Johnny Fontane.
Fez-me reflectir sobre: Valores morais, família, protecção, dever.

 

Autor: Mário Puzo
Editora: Bertrand
Estante: Grandes autores
Período de leitura: de 26 de Julho a 17 de Agosto de 2013
Formato: Papel
Língua: Português
Classificação: 5: Adorei-o! É muito bom.

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