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Telmixa

Mix de leituras, organização, tv, filmes, tecnologia e de mim, claro!

Telmixa

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Riveted ganha o prémio de melhor Romance do Ano na RT Booklovers Convention 2013

Li recentemente o Riveted e fico muito contente em saber que foi considerado, entre tantos romances que são publicados no mercado norte-americano e entre tantas autoras de peso, o melhor naquela que é uma das maiores convenções dedicadas ao género do romance romântico, nos Estados Unidos.
Nesta entrevista podemos ver a autora a falar um pouco sobre este livro, porque é que gosta de escrever heroínas fortes e corajosas, porque é que os seus heróis são cada vez mais diferentes dos moldes "normais" dos romances e o que podemos esperar no futuro da saga The Iron Seas.




Saga The Iron Seas

Próximos contos:

Próximo romance:

  • #4 The Kraken King - com a Zenobia Fox como principal heroína e a Austrália como pano de fundo da aventura.

Meljean Brook - Site da autora

Só Ler Não Basta - Ep. #5.1 - "Leituras Maio 2013"

Aqui fica mais um episódio das nossas leituras, desta vez a minha publicação vem com um dia de atraso mas penso que não tarde demais porque, como poderão ver mais para o fim do episódio, o tema que vamos discutir no final do mês será a Feira do Livro e a Feira do Livro de Lisboa começa hoje. 
A Feira do Livro de Lisboa, é a maior do país mas, não deixa de ser lamentável, que a Feira do Livro do Porto não se realize este ano. Esses e outros tópicos serão debatidos, por isso fiquem atentos ao nosso grupo do Goodreads para quando anunciarmos a data do  live hangout.
Até lá, boa feira a todos aqueles que dela puderem usufruir.

 

Artigos Interessantes:

Diana - Nicholas Lezard on Dante

Telma - Why reviewing "the classics" matters in this day and age

Carla - Reading Strategies for Difficult Books

 

Leituras:

Telma - Cosmos, do Carl Sagan e o 2666, do Roberto Bolaño

Carla - Blade Runner, de Philip K. Dick

Diana - Return of the King, de J. R. R. Tolkien

Aries Revealed, de Mina Carter

 

Expectativa: Na verdade, nenhuma. Encontrei este livro como leitura recomendada num grupo do Goodreads intitulado "The Erotic SciFi Club" e pareceu-me interessante.
Estado de espírito: Estava ainda a precisar de desanuviar da leitura de Gone Girl... sim... estava a ser uma leitura pesada e longa.
Opinião: Então... se um ciborg tem consciência que é um, porque é que se comporta como um humano? Acho que foi a resposta a esta minha dúvida que nunca foi realmente respondida. Não podia estar à espera de muito, afinaç isto é um romance erótico e isso não interessa nada. É como ele ser vampiro e brilhar à luz do dia. Ok. Confesso que a pergunta foi suficientemente irritante para me meter comichão até ao fim da história. Não me meteu confusão que ela o visse como homem-objecto ou brinquedo para o prazer e o conto (ou noveleta?) aquece bastante nesse departamento, mas confundiu-me imenso que ele tivesse sentimentos e preferências, sendo ele uma máquina. É que estragou um bocado a piada toda de estar a ler uma história com um ciborg, porque ele parecia humano. Enfim... O conto até dá umas reviravoltas interessantes na história, dá para o Johnny ter um momento à herói e a Milly o seu momento de vingança.
Resumo: Johnny é um ciborg que se disfarça de stripper e no seu espectáculo finge que é um ciborg. Milly, é capitã de uma nave espacial de carga e vai todas as semanas ver Johnny actuar. Os dois sentem-se atraídos um pelo outro. Quando Johnny vê que Milly vai à loja da sua "irmã" buscar um boneco de prazer para passar o fim-de-semana, ele decide agarrar a oportunidade para passar o fim-de-semana com ela. Só que Milly é alvo de um ataque ordenado pelo ex-marido e está nas mãos de ambos regressar à Terra sãos e salvos. Só que isso poderá implicar desmascarar a verdadeira identidade de Johnny.
Pontos positivos: As cenas de sexo: muito quentes, sim senhor!
Pontos negativos: Ciborgs com sentimentos, só modernices estranhas...
Fez-me reflectir sobre: Blade Runner.

Tempted, de Megan Hart


Expectativa: Considerando que era um livro com opiniões tão positivas sobre um livro cuja temática é uma ménage à trois, eu esperava uma leitura leve, rápida e hot.

Estado de espírito: Precisava de ler algo para desanuviar da leitura de Gone Girl. 

Opinião: É difícil falar o quanto fiquei desiludida com o livro quando se trata de uma autora que não conhecia mas a premissa do livro (um bromance e um casal que aceita um melhor amigo na cama com eles) foi muito enganadora quanto ao conteúdo emocional do livro. 
Primeiro que tudo este é um livro "sério": não é erótica, não é romance, não é nada excepto chato e maçador e cheio de drama. Depois é contado da perspectiva da Anne. Pessoalmente preferia que fosse contado da perspectiva do James, o verdadeiro vértice do triângulo amoroso e alvo dos afectos de ambos. Teria sido mais interessante porque ele tinha muitos mais barreiras emocionais a ultrapassar.
Para mim o pior de todo o livro foi os dramas familiares: tudo aquilo foi uma completa perda de tempo, não acrescentou nada ao enredo, não tinha uma história propriamente dita e parecia apenas uma desculpa esfarrapada da autora para dizer "Vêem?! Isto não é apenas erótica, tem profundidade, tem drama". Haja paciência!

Depois as cenas de sexo, que poderiam ter salvo um pouco a coisa, acabaram por ser indutoras de sono, de tão desinteressantes que foram de ler. As regras de quem pode fazer o quê a quem foram simplesmente idiotas. A cena final absolutamente ridícula. A sério, que dramazinho de telenovela.  Ou seja, não gostei de nada, começando pela Anne e o seu egoísmo, pelo argumento, dramas familiares, final deprimente, etc.

Resumo: Anne e James vêm a sua vida doméstica repentinamente alterada quando um amigo de infância de James decide visitá-los. Depressa Anne percebe que o relacionamento entre os Alex e James é algo de especial: quando eram rapazes pertenciam a extractos sociais diferentes mas mantiveram a sua amizade até à universidade, altura em que tiveram uma grande discussão e se separaram. Muitos anos depois a reaproximação acontece, agora também englobando a Anne, não só a nível de amizade, mas a nível físico. Conseguirá o casamento de Anne e James resistir a um verão escaldante a três?

Pontos positivos: Nenhum.

Pontos negativos: Tudo.

Fez-me reflectir sobre: Decidem escrever livros sobre menáges à trois e depois inundam aquilo de preconceitos tornando-os leituras intragáveis.

Hunted, de Evangeline Anderson

 

Série:Brides of the Kindred (#2 de 8)

Expectativa: O livro anterior foi uma verdadeira surpresa e deste só esperava mais do mesmo, um verdadeiro "guilty pleasure".
Estado de espírito: Bom, queria desanuviar um pouco da leitura do "Gone Girl" e acabei devorando o livro todo durante o fim-de-semana.
Opinião: Como eu adoro esta saga! Eu dou por mim agarrada ao Kindle, a virar páginas, completamente agarrada a uma história que eu sei de antemão que nem tem grande qualidade. Mas de certa forma preenche um conjunto estranho de requisitos que até agora não tinha encontrado num livro: é romance e sci-fi sem ser aquelas cenas estranhas japonesas com tentáculos e finais incompreensíveis. 
Em relação a este livro, posso dizer que, a história começa a partir do fim da história da Olívia e do Baird, mais propriamente, a partir do dia de casamento de ambos. Apesar do casal principal ser a Sophia e o Sylvan, eles não foram o único casal destacado nas cenas românticas da história. E ainda bem porque a Sophia é provavelmente uma das protagonistas mais intragáveis que já tive de ler até hoje. Ela tem medo de TUDO!! A mulher vive em terror absoluto de tudo e mais alguma coisa e é cheia de traumas e cenas e temos pena dela, mas bolas, é cansativo. A atracção entre os dois já tinha sido introduzida no livro anterior mas, nessa altura, a Sophia parecia muito mais forte e corajosa do que se revelou neste livro. Houve, sem dúvida, uma alteração de caracterização entre um livro e outro. 
Já o Sylvan tem uma história muito interessante e é giro conhecer a cultura do planeta dele e o quanto ele é um guerreiro em sofrimento e penitência pelo o que lhe aconteceu no passado. Por incrível que pareça, a Sophia até é das melhores coisas que lhe aconteceu mas os dois têm que passar por uma série de peripécias para perderem medos e ganharem intimidade. Por falar em intimidade, a cena da cabana é toda um bocado estranha mas sexy. A sério! Esta escritora é louca e inventa cá cada cena mais mirabolante em que dou por mim a rir às gargalhadas do tipo: "Ó deuses, isto é tão mau, eles não vão mesmo fazer isto, pois não?". É esta estranha mistura de situações sexuais estranhas e incómodas condimentadas com muito sentido de humor que me mantém entretida durante horas seguidas. Mesmo nas situações mais humilhantes há sempre momentos de bom humor.
Quanto aos outros casais, é-nos dada a possibilidade de revisitar a Olívia e Baird na noite de núpcias e é introduzido o futuro romance do terceiro livro entre a Kat, a amiga de Sophia e Olívia, e os irmãos gémeos de Baird e Sylvan. As cenas entre Kat e os gémeos foram bem engraçadas e sim, o terceiro livro promete!
Os desenvolvimentos quanto aos vilões também foram muito interessantes: conhecemos Zairn, o filho do vilão, o AllFather. Ele também tem uma história e passado interessantes e parece que a autora está a preparar algo de interessante para ele.
No geral a saga parece estar a criar aos poucos uma mitologia minimamente interessante para que estes livros sejam algo mais que extra-terrestres e terráqueas a fazerem sexo entre si, por muito divertido que isso seja de ler.
"Hunted" foi um segundo volume da saga muito satisfatório, que ultrapassou "Claimed" em aspectos como a mitologia, e que manteve o mesmo nível de entretenimento, mesmo quando os personagens deixavam um pouco a desejar.
Resumo: Sophia e Sylvian sente-se atraídos um pelo outro, no entanto os obstáculos que cada um deles levanta parece demasiado intransponível de ultrapassar: Sophia tem fobia a agulhas e sangue e foi violada na adolescência, nunca tendo ultrapassado nenhum desses traumas. Como era muito tímida, refugiou-se na sua arte e a ensiná-la a crianças. Por outro lado Sylvian, que é um Kindred de Sangue, tinha sido rejeitado pela sua noiva e fez por isso um voto de celibato em que prometeu nunca tomar uma noiva. Quando ambos se despenham na Terra depois de serem atacados pelos Scorge, Sylvian faz tudo para proteger Sophia dos seus perseguidores, os Scorge, que acreditam que ela pode ser a rapariga que pode concretizar a profecia. A intimidade forçada entre ambos vai levá-los quase à loucura, dividindo-os entre o desejo e os seus medos e promessas. Sobreviver aos Scorge e ultrapassar os medos do passado vai ser a longa odisseia que ambos terão de percorrer para ficarem juntos.
Pontos positivos: O sentido de humor da autora, a forma viciante como a história se desenrola, simplesmente não conseguia pousar o livro. As cenas picantes que não acontecem propriamente apenas entre o casal principal.
Pontos negativos: A Sophia e os seus mil e um terrores. Meu Deus, ela tinha medo de TUDO!! Só mesmo um alienígena alterado pelas hormonas é que conseguia aturar aquilo tudo.
Fez-me reflectir sobre: Sobre a falta de diálogo e a incapacidade de enfrentar os medos do passado.

Riveted, por Meljean Brook

 

Série: The Iron Seas (#3 de 4)
Expectativa: Ó que tola que fui por estar tão receosa de ler este livro, que tola. Deixei que um milhão e meio de dúvidas idiotas me impregnassem e andei a adiar constantemente a leitura deste livro. Depois acabei por ler com a desculpa "por ser por obrigação" porque ia fazer o "Só Ler não Basta" dedicado ao Steampunk em Fevereiro e é óbvio que a leitura foi um verdadeiro prazer.
Estado de espírito: Bom, estava em modo "steampunk" para preparar a discussão para o "Só Ler Não Basta" e o regresso ao mundo "The Iron Seas" era uma forma segura de entrar no estado de espírito certo.
Opinião: O meu irmão tem uma estranha teoria sobre o sucesso das bandas. Segundo ele, se o terceiro álbum de uma banda for um mega-sucesso, tem uma carreira garantida. Três foi a conta que Deus fez. Certo ou não, eu tenho aplicado essa regra não só aos álbuns das bandas mas também aos livros: normalmente se gostar até ao terceiro livro de um autor ou saga, irei provavelmente ler muitos mais. O caso do "Riveted" é que era o terceiro da saga "Iron Seas" e seria provavelmente um "deal breaker" para mim: apesar de ter gostado bastante dos dois anteriores, receava que este não fosse tão bom e que matasse o meu amor pela saga. Posso seguramente dizer que tal não aconteceu.
Por um lado compreendo o meu receio pré-leitura: este "Riveted" é a história mais isolada do universo até ao momento. Nas histórias anteriores ainda encontravamos personagens ou lugares que faziam a ponte entre histórias e que de certa forma faziam o leitor sentir que não está apenas a ler uma sequência de histórias num universo comum mas também uma saga, em que todos os personagens parecem fazer parte de um plano maior. Riveted tem muito pouco ou nada em comum com as personagens ou lugares do "The Iron Duke" ou "Heart of Steel". Da publicidade que foi feita eu sabia que esta história divergia bastante no espaço e ligações às personagens que conhecíamos anteriormente. Mas é, apesar de tudo, um romance da Meljean Brook e por isso não desilude, pelo contrário. Apesar do início de história ser de facto pouco cativante (uma mulher em busca da irmã desaparecida e um homem em busca da aldeia misteriosa da mãe), com as reviravoltas que o enredo sofre, depressa se torna uma viagem mirabolante, uma aventura cheia de perigos e obstáculos incríveis. Com a Islândia como pano de fundo, há gelo, mar, vulcões, minas e trolls para colorir a história.
Esta autora tem o talento de escrever personagens femininas muito fortes e cativantes, verdadeiras heroínas a três dimensões e, neste romance, Annika é tudo isso, mas pouco. Passo a explicar: senti que já apanhava a aventura dela a meio e por isso não senti que ela tivesse que ultrapassar grandes perigos ou que tivesse que ultrapassar uma grande barreira emocional para ficar com o David. A grande dor dela durante parte do livro era se poderia ou não confiar nele, depois se ele iria ficar com ela mas nada que uma boa conversa não resolvesse, na minha opinião.
Já por outro lado David surpreendeu-me bastante e enamorei-me totalmente por ele. De tal forma que dei por mim a pensar a certo ponto: "Eu gosto assim da Annika apenas porque o David gosta dela e está a sofrer neste momento e eu não suporto vê-lo sofrer". A história dele é comovente e enriquecedora, porque não é comum ler-se histórias de pessoas com deficiências físicas, e surpreendi-me com a força e o caracter dele e emocionei-me com o romance dos dois. 
Há também uma reflexão social (e sexual) que é colocada de uma forma muito interessante na história e que é essencial para a resolução do conflito dos personagens principais, que também é uma discussão muito actual nos dias de hoje.
Assim, posso concluir que "Riveted" não só não desiludiu como foi uma excelente adição ao mundo de "The Iron Seas": deu a perspectiva do que acontece noutras partes do mundo na mesma época, como outras culturas foram afectadas, como pensam, como estão a evoluir, que invenções estão a surgir ou como reagem perante os infectados.
Resumo:  Há 5 anos que Annika vagueia pelo mundo à procura da sua irmã, que abandonou a vila secreta onde viviam na Islândia. Há muitos anos que David procura a localidade secreta perto de um vulcão na Islândia onde cresceu a sua mãe, para lá poder enterrar as suas cinzas, tal como lhe prometeu no momento da sua morte. Por um mero acaso os seus destinos cruzam-se no Phatéon, a aeronave aonde trabalha Annika e que vai levar a expedição geológica de David Kentwess à Islândia. Quando David percebe que Annika poderá ser da mesma vila secreta que a sua mãe tudo faz para que ela lhe revele a sua localização mas, ao cruzarem-se com um lunático que ataca navios usando uma baleia mecânica, o mais provável é que os dois nem sobrevivam para lá conseguir chegar.
Pontos positivos: As reviravoltas mirabolantes e surpreendentes da história. A forma inteligente como é abordada a questão da deficiência física de David. A reflexão sobre a homosexualidade.
Pontos negativos: Um início um pouco lento, um vilão demasiado breve e uma heroína pouco interessante.
Fez-me reflectir sobre: Deu-me vontade de visitar a Islândia. Dei por mim a ver um documentário sobre os vulcões da Islândia e realmente há mesmo muito sobre a geologia daquela região que é interessante e merece ser preservada.
Excerto / Citação: "When you're surrounded by stupidity, self-preservation isn't a sin."
Notas: A autora pediu-me, já na fase da revisão, para ajudá-la com uma dúvida de português e eu concordei em ajudá-la. Acabou por não ser necessário porque afinal já tinha utilizado o termo sobre o qual tinha dúvidas anteriormente e decidiu manter o mesmo termo mas mesmo assim foi simpática o suficiente para me adicionar à mesma aos agradecimentos. Eu sim é que lhe ficarei eternamente agradecida.

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