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Telmixa

Mix de leituras, organização, tv, filmes, tecnologia e de mim, claro!

Telmixa

Mix de leituras, organização, tv, filmes, tecnologia e de mim, claro!

The Darkest Night

Lido em Inglês. Lido no Kindle.

 

Série: Lords of the Underworld (#1 de 9)
Resumo: Maddox faz parte de um grupo de guerreiros condenados a viverem com os demónios que libertaram da caixa de Pandora dentro dos próprios corpos. Além disso Maddox tem uma maldição adicional: por ter sido ele a matar Pandora, todas as noites tem de morrer e ser levado para o Inferno. Ashlyn Darrow nasceu com a sua própria maldição: o de ouvir vozes, todas as conversas que aconteceram num determinado local até a um passado distante. É assim que ela toma conhecimento do grupo de guerreiros que vive exilado em Budapeste, que alguns habitantes locais julgam ser demónios mas muitos outros acreditam ser anjos. E quando Ashlyn conhece Maddox ela deseja que ele seja realmente um anjo porque perto dele todas as vozes se silenciam.
Expectativa: Não muito elevada, tinha lido um conto que antecedia este livro que detestei, achei na altura a escrita da autora muito fraquinha.
Opinião: The Darkest Night é o primeiro volume da saga Lords of the Underworld que, é em tudo semelhante a outras sagas de romance paranormal que há actualmente no mercado (como por exemplo O Predador da Noite ou Lords of Deliverance). A história dá-nos a conhecer não apenas Maddox, o protagonista principal desta história, mas também suficientes protagonistas masculinos secundários para ter uma longa saga assegurada. Há que garantir o ganha-pão! A mitologia é interessante, pegando no mito de Pandora e dando-lhe um twist. As protagonistas femininas são todas americanas, o enredo acontece em Budapeste, os guerreiros têm mil anos mas todos se entendem em inglês. Devo dizer que o conceito de vários homens a viverem em conjunto durante milhares de anos debaixo do mesmo tecto e manterem-se razoavelmente sãos psicologicamente pareceu-me algo estranho, assim como o facto de serem guerreiros gerados pelos deuses mas serem em tudo igual aos humanos. Enfim, detalhezinhos menores. 
Ashlyn é uma heroína muito interessante e acaba por ser o elemento dominante do casal. É ela que "persegue" Maddox, tenta protegê-lo e salva-lo. Gosto muito do "dom" dela e do seu trabalho, no entanto tudo o resto é um pouco cliché de heroína romântica, infelizmente. O Maddox foi na sua maioria um personagem bidimensional (ai eu sofro tanto, ai eu sofro e resisto e sou violento e atormentado) com algumas passagens interessantes, como o seu passado como guerreiro. A autora preferiu substituir alguma história de fundo interessante e um romance mais prolongado por cenas de pancadaria que (supostamente) garantiam mais acção e um romance de dois dias que não convence mais que um engate de discoteca.
Quanto a tudo o resto, ou seja, os outros personagens, são muitos e diversificados, há um enredo secundário muito interessante e muitas perguntas que ficam no ar para responder em livros futuros.
Estado de espírito: Boa, acho queria desanuviar um bocadinho da temporada pós-apocalíptica que já me estava a deprimir um pouco e pensei que um romance fosse o remédio que precisava.
Pontos Positivos: A mitologia. O desenvolvimento interessante da história. Ashlyn.
Pontos Negativos: A falta de profundidade tanto dos personagens como na exploração de certos temas, privilegiando cenas de acção à filme.
Fez-me refletir sobre: O mito de Pandora em que todos os males que se espalharam no mundo excepto a esperança.

Eu sou a lenda


Resumo: Robert Neville é o último homem sobre a Terra. Uma bactéria transformou a humanidade em vampiros mas ele continua imune à bactéria, apesar de não saber porquê. Neville sofre todos os dias para manter intacta a sua casa, para não ser apanhado pelos vampiros mas acima com a solidão da sua condição.

Expectativa:  Um pouco desanimada com o livro com que iniciei a leitura temática. Felizmente este livro foi bem melhor.

Opinião: Eu gostei muito deste livro apesar de não ser grande fã de terror. "Eu sou a lenda" foi o livro que criou "o sub-género dos mortos-vivos", sub-género hoje muito popular e comum. Achei que, para um livro publicado em 1954, é ainda muito actual. Gostei de  acompanhar a luta de Robert Neville pela conservação da sua espécie, a humana, por querer viver mesmo quando não compreende porquê. Emocionalmente é muito intenso e conseguiu-me levar às lágrimas em determinado ponto.
Eu tinha este livro na minha estante há já algum tempo e ainda não o tinha lido porque detestei a adaptação para filme com o mesmo nome e tendo o Will Smith como protagonista. Felizmente o livro não tem nada a ver com aquela mixórdia de clichés que inventaram.
Aconselho vivamente a leitura, uma daquelas que nos faz pensar e muda algo dentro de nós.

Estado de espírito: Bom, sinto-me menos cansada do que é costume nesta época do ano.

Pontos Positivos: Boas cenas de acção e reflexão, gosto dos diálogos internos de Neville, a escrita do autor e a excelente tradução feita por Fernando Ribeiro e David Soares para a Saída de Emergência.

Pontos Negativos: Os 3 contos no final não estão assinalados como tal, pensei que fossem capítulos finais do livro e confundiram-me imenso.

Fez-me refletir sobre: A solidão. A importância do contacto humano e animal nas nossas vidas.