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Telmixa

Mix de leituras, organização, tv, filmes, tecnologia e de mim, claro!

Telmixa

Mix de leituras, organização, tv, filmes, tecnologia e de mim, claro!

Divergent

 

Lido em Inglês. Lido no Kindle
Série: Divergent (#1 de 3)

Resumo: Após um evento apocalíptico, a população de Chicago é dividida em quatro facções: Os Abnegados, os Intrépidos, os Cândidos, os Cordiais e os Eruditos. (Nota: vi a tradução das facções no Divergente Portugal) Beatrice tem 16 anos e prepara-se para fazer o teste que indicará qual a facção a que tem mais tendência em pertencer. O resultado é inconclusivo e Beatrice vê-se a braços com uma indecisão em vez de uma decisão. Na cerimónia ela lá acaba por decidir e abandona a sua facção (Abnegados) e vai para os Intrépidos. Passa por um período de adaptação e treino intensivo e acaba por ter de enfrentar os seus próprios medos. Entretanto ela percebe que os Eruditos estão a usar os Intrépidos e a planear um golpe de Estado para assumirem o poder da cidade. Resta-lhe a ela e a alguns outros conseguirem parar os planos dos Eruditos.
Expectativa: Foi considerado o melhor livro do ano de 2011 pelos utilizadores do Goodreads e por isso tinha-o debaixo de olho há algum tempo. Fui adiando a sua leitura por ser Young Adult mas depois de uma opinião positiva de uma amiga, decidi integrá-lo na minha "Temporada ficção pós-apocalíptica".
Opinião: Eu não consigo explicar porque é que li o livro até ao fim. Provavelmente tinha curiosidade em perceber qual era a finalidade do livro. Seja como for, livros como Divergent são a razão pela qual detesto ler YA: protagonistas irritantes e bidimensionais, enredos absurdos e desprovidos de sentido, glorificação da violência e delinquência juvenil, enfim... Confesso que estou a fazer um esforço para escrever uma opinião decente mas é difícil quando não gosto do que leio.
Como é que é possível acreditar que uma sociedade tenha aceite a ideia que conseguiria viver em "paz e harmonia" se estivesse tão vincadamente dividida por facções? E que isso obrigaria pais e filhos separarem-se sem poderem voltar a estar juntos? Como acreditar que uma pessoa se vai identificar com uma característica apenas a vida toda e viver de acordo com essa característica? Como... porque é que para ser destemido tem que se saltar de comboios e usar tatuagens e piercings? É QUE É TÃO RIDÍCULO!! Dei por mim a pensar enquanto lia: "Olha, que cliché idiota! Olha outro! E outro!" Exemplo: Beatrice decide visitar o irmão que também escolheu uma facção diferente da original, os Eruditos. Quando se vêm pela primeira vez dizem um ao outro:
"You have a tatoo," he says (...) "You have glasses", I say."
Porque toda a gente sabe que só são inteligentes pessoas que usam óculos e mauzões os que têm tatuagens. Basicamente toda a história, 80% pelo menos, é ver a Beatrice (Tris, que é o seu nome "Intrépido"), que parece uma criança de 12 anos, a levar porrada a torto e a direito, a ser odiada por outros miúdos e a namoriscar com um rapaz mais velho. No fim, os últimos 20% o pior acontece e o mundo como ela o conhecia desmorona. O livro fecha com uma passagem tão EMO como tudo o resto, valendo-me a medicação para a enxaqueca para me anestesiar o suficiente e simplesmente não querer saber de mais nada. Ugh, quero tanto esquecer que li isto!!
Estado de espírito: Bom, encontrava-me motivada para o ler.
Pontos Positivos: A capa é muito bonita.
Pontos Negativos: A protagonista, a escrita, a história.
Fez-me refletir sobre: Sobre a aceitação da sociedade americana relativamente a armas e como é, não só aceitável mas igualmente elogiado este tipo de literatura para crianças que glorifica o uso da violência.

The Happiness Project


Lido em Inglês. Lido no Kindle

Resumo: Num dia chuvoso, enquanto levava a filha à escola de autocarro, Gretchen Rubin perguntava-se se era feliz. Era realmente feliz? Ela achava que sim mas esta reflexão não a largou durante muito tempo. Percebeu que queria aproveitar ao máximo os dias com a sua família, amigos, no trabalho e no dia-a-dia em geral. Incomodada com a possibilidade que estaria a deixar escapar "momentos de felicidade" e que não estava interessada em abandonar a sua vida e ir à procura da felicidade, Gretchen decide passar um ano inteiro a melhorar a sua própria felicidade. A esta tarefa chamou-lhe "Projecto Felicidade". Este livro é o relato desse ano de experiências.

Expectativa: Eu já conhecia o blog da autora há algum tempo e nunca tinha realmente me interessado pelo livro até que vi o vídeo no canal Thnkr no Youtube. Achei que esta era a leitura ideal para o momento que estava a passar.


Opinião: Há muito tempo que não lia um livro de auto-ajuda e é sempre aquele tipo de livros que nunca dizemos que lemos porque é foleiro e transmite a ideia que não estamos bem quando até estamos. Até ao dia em que não estamos e não sabemos bem porquê.
Acho que a história da experiência da Gretchen Rubin é baseada um pouco nessa ideia: ela já era feliz, apenas queria ser mais sem negar a vida dela, "sem ter de partir pelo mundo" em busca da felicidade. Decidida a passar um ano a descobrir a sua fórmula pessoal para ser mais feliz, a autora decidiu abordar 12 aspectos da sua vida (um por mês) tentando várias estratégias, pesquisando, fazendo experiências, acertando e errando. Resumidamente: 
Janeiro - vitalidade; Fevereiro - casamento; Março - trabalho; Abril - ser uma mãe melhor; Maio - lazer; Junho - amizade; Julho - dinheiro; Agosto - Eternidade; Setembro - perseguir uma paixão; Outubro - prestar mais atenção; Novembro - atitude; Dezembro - Todas as anteriores.
Em cada capítulo, além de falar da sua experiência ela cita várias personalidades famosas e obscuras, menciona estudos sobre o tema, conta situações de amigos e partilha comentários que as pessoas fizeram no seu blogue. Por ser uma boa escritora ela passa toda esta informação de uma forma muito interessante, nunca chata, o que acabou por tornar toda a leitura relativamente agradável e pouco "auto-ajuda" como em livros que li antes deste. Devido à quantidade de informação acabei por fazer uma série de anotações no meu kindle (23 no total) sobre como encontrar ou produzir felicidade a cada momento da nossa vida em vez de esperarmos que os momentos de felicidade "aconteçam". Alguns exemplos:
"It is by studying little things," wrote Samuel Johnson, "that we attain the great art of having as little misery, and as much happiness as possible."
"We tend to think that we we'll be slightly happier in the future than we are in the present."
"Having some kind of physical way of preserving information keeps good ideas vivid and creates unexpected juxtapositions."
"Unless you make consistent efforts, your friendships aren't going to survive".
"A common theme in religion and philosophy, as well as in catastrophe memoirs, is the admonition to live fully and thankfully in the present."
"Refusing to be happy because someone else is unhappy, though, is a bit like cleaning your plate because babies are starving in India."
"It is easy to be heavy; hard to be light".
E a minha favorita de todas:
"The days are long, but the years are short."

No fim achei que este livro não me trouxe nada de novo mas fez algo melhor que isso: trouxe-me a confirmação, através de outra pessoa, daquilo que eu já sabia ser a "fórmula da felicidade".

Estado de espírito: O meu Verão foi um pouco complicado em relação à "felicidade": tive duas mortes na família e no geral sentia que não estava bem, apesar de não saber o porquê. Enquanto reavaliava as razões da minha "infelicidade" comecei a ler este livro e imediatamente percebi que estava no bom caminho em endireitar o meu dia-a-dia, que precisava de rever certas áreas da minha vida, livrar-me de certos hábitos, criar novos, procurar ter mais pequenos momentos felizes. Foi o livro certo no momento certo.

Pontos Positivos: A escrita, os muitos exemplos, citações e truques. É um livro muito prático que inspira a ser prático também. Tem uma listagem porreira no fim de todos os livros que a autora consultou e menciona no livro.

Pontos Negativos: Acho que não encontrei nenhum.

Fez-me refletir sobre: A felicidade nas pequenas coisas. A gratidão. Trabalhar mais nas minhas amizades.

O blogue da autora: The Happiness Project

Antes do blog: O Amante, de Marguerite Duras

Hoje nos meus feeds estava este vídeo da Maria Rosário Pedreira (Horas Extraordinárias) a falar sobre um dos meus livros favoritos "O Amante" de Marguerite Duras.
Este livro não foi o primeiro contacto que tive com a autora, tinha lido em francês "Hiroshima, mon amour" cuja experiência foi o equivalente a uma prova de esforço. 
Tomei conhecimento do livro depois de ter visto o filme dele adaptado em 1992 pela mão do realizador Jean-Jacques Annaud, que adorei. Só anos mais tarde é que vim a receber o livro (pela mão de um amigo meu que entretanto faleceu) e a lê-lo. Desta vez lido em português, apaixonei-me imediatamente pela forma poética como a autora escreve e completamente cativada pelo testemunho autobiográfico daquele relacionamento entre duas pessoas tão diferentes.
Acho que a Maria Rosário Pedreira diz neste vídeo tudo aquilo que sinto e penso sobre este livro.

É um livro que raramente recomendo e, quando o faço normalmente explico que não é uma história feliz ou contada de uma forma tradicional como a maioria das histórias. Marguerite Duras é uma escritora naturalmente triste mas é exactamente essa tristeza que torna a sua obra tão bela. Para quem gosta de livros assim, aqui fica a minha opinião de um livro que li antes de ter este blog.

Temporada ficção pós-apocalíptica

Supostamente, segundo o calendário Maia, o mundo acaba a 21 de Dezembro deste ano e como gracinha lembrei-me que era giro assinalar o "fim do mundo" lendo livros sobre o tema. Ou melhor, sobre o que acontece após o fim do mundo.
Das opções que tinha disponíveis tive primeiro que distinguir o que é era "pós-apocalíptico" e apenas "distópico". Feitas as distinções, e sem ordem de leitura, as minhas escolhas são as seguintes:


Kindle
  • Divergent, Veronica Roth (em inglês)
  • The last man, Mary Shelley (em inglês)
  • Boneshaker, Cherie Priest (em inglês)
  • Oryx and Crake, Margaret Atwood (em inglês)
Papel
  • A Canticle for Leibowitz, Walter M. Miller Jr. (em inglês)
  • Eu sou a lenda, Richard Matheson

Desde já agradeço à Slayra (Livros, livros e mais livros) por ter dado o "arranque" e ter feito o magnífico botão ali em cima. Também à White_lady (Este meu cantinho...) e à Diana Marques (Papéis e letras) pelo entusiasmo que também demonstraram quando lancei a ideia. A todos aqueles que se queiram juntar a esta leitura temática estão à vontade e podem saber mais neste texto.