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Telmixa

Mix de leituras, organização, tv, filmes, tecnologia e de mim, claro!

Telmixa

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Outlander vai ter uma adaptação televisiva

 

outlander colagem

Uma das minhas leituras favoritas do Verão passado vai ter uma adaptação televisiva. Pela mão de Ron Moore, que já participou noutros projetos como Roswell, Carnivale e Battlestar Galactica, esta série irá ser adaptada para um dos canais da Sony Pictures TV.

Esta é, sem dúvida, uma excelente notícia para os fãs da série de livros, que durante muitos anos aguardaram ver a história de Claire sair das páginas de papel e ganhar vida no pequeno ou grande ecrã.

Confesso que, no meu caso pessoal, estou muito curiosa para ver quem irá dar vida e corpo a Jaime, uma das personagens masculinas mais apaixonantes que já li.

Uma reflexão sobre a presença online de leitores e escritores

Há quem diga que O que acontece online, fica online. Para sempre. Por outro lado eu acho que a internet é efémera: o que é interessante hoje já está esquecido amanhã. É preciso ser-se muito obstinado ou rancoroso para reavivar constantemente um tema ou perseguir alguém que se detesta online. Normalmente designa-se essas pessoas por “trolls”. 
Por vezes os trolls somos nós. 
Eu admito que já dei por mim a apontar o quanto outras pessoas são ridículas online, e o quanto os seus blogues são ridículos assim como alguns livros “sucesso de vendas” são ridículos. E que bem que soube encontrar pessoas que concordavam comigo e que achavam o mesmo que eu. É tão fácil formar grupinhos de chacota online e entrar (e manter) num padrão de comportamento que nós próprios censuramos e recriminamos.
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 Do que é que estás para aí a falar, rapariga?!

Esta minha reflexão começou quando estava a ler este texto da escritora Stacia Kane: “I don’t need you to avenge me, thanks!” partilhado no blogue da escritora Meljean Brook (link). Foi uma questão de segundos até googlar o que era o tal blog “Stop the GR Bullies” e descobrir quem era essa tal de Kat Kennedy, “reviewer” no Goodreads e blogger, acusada de ter um comportamento abusador no Goodreads e Twitter perante certos escritores. Primeiro fiquei chocada com a dita Kat Kennedy, depois chocada com um website que expõe este tipo de leitores, por fim chocada por ver uma autora a defender a dita leitora acusada de mau comportamento. Foi muito choque junto! 
Já no início do ano tinha acontecido um episódio semelhante de mau comportamento de uma escritora que não tinha gostado de uma critica, tendo gerado uma onda de opiniões em defesa dos leitores que criticam o que leem, atacando a dita escritora e vice-versa. (Inclusive a escritora Meljean Brook escreveu no seu blog uma série de textos intitulada: “Diário de um autor” onde basicamente revela, de uma forma bem cómica, o quanto um jovem escritor pode entrar numa espiral de comportamento paranoico com o que lê online sobre si mesmo). 
Agora surge este episódio em que são os leitores que não só escrevem as suas opiniões mas que mostram o seu mau comportamento mas, parece que há quem os defenda também.
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 Liberdades e exageros 

Talvez o que eu vou dizer a seguir vá ferir algumas susceptibilidades e desde já lamento! De coração. Eu valorizo a opinião escrita de um blogger literário da mesma forma que valorizo a opinião da senhora que está no café e que é entrevistada sobre a a crise: É interessante, provavelmente até partilho dessa opinião, ajuda a ter a devida perspectiva do estado do livro/país mas não é, na realidade, uma opinião especializada. 
Por isso acho condenável bloggers que se levam demasiado a sério ao ponto de trollarem escritores e tentarem denegrir o trabalho destes de forma a prejudica-los. 
Por outro lado vejo os escritores cada vez mais na posição ingrata de manterem uma presença online, com um site ou blog pessoal, de forma a ajudarem a promover os seus trabalhos. A constante sede dos leitores-fãs por mais informação “obriga-os” a actualizarem sobre o que estão a fazer, onde vão estar, porque é que tomaram determinadas decisões ao mudarem o rumo de uma história, entre outros tópicos. Isto dá uma percepção de proximidade entre leitor e escritor, proximidade essa que era inexistente antes do advento da internet. E esta falsa intimidade leva a que os leitores-fãs tenham, mesmo inconscientemente, comportamentos algo abusadores. 
Não são apenas os leitores que opinam que têm comportamentos condenáveis: como demonstrou recentemente o Pedro Rebelo no seu blogue Browserd.com, no texto “Saber estar no Facebook é importante”, também os escritores arriscam-se a denegrir a sua própria imagem ao cederem ao impulso da rápida e fácil publicação que as redes sociais permitem.
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 O meu cadastro não está limpo 

Como eu disse no início do texto, também eu já dei por mim a ter comportamentos menos louváveis online e provavelmente irei repeti-los. 
A questão aqui é: até que ponto estamos dispostos a admitir que nos portamos mal quando somos confrontados com o nosso mau comportamento? Até que ponto estamos dispostos a enfrentar as consequências de ver a nossa imagem denegrida (no caso dos escritores) ou sermos expostos como pseudo-trolls (como no caso da tal Kat Kennedy) porque publicamos algo que pensámos mas sobre o qual não refletimos seriamente sobre isso? Em que, por causa de umas piadas fáceis, podemos ter de enfrentar umas horas valentes a “esclarecer” a nossa posição e apagar um fogo do qual já nenhum de nós se lembrará daqui a uns meses? Ou, pelo contrário, será constantemente relembrado a cada passo em falso? 
Eu acho que a internet é efémera, este texto poderá não ter relevância nenhuma amanhã. No entanto a memória das pessoas por detrás da Web 2.0 é um pouco mais longa e, de vez em quando, situações como estas são novamente repescadas e relembradas, como as famosas fotos da polícia o são para uma celebridade que já foi presa.Quão pesado querem que seja o vosso cadastro online? E quanto estão preparados para se defenderem das “acusações”?

Bloodfever

bloodfever

Lido no Kindle 
Lido em Inglês
Esta opinião contém spoilers
Série: Fever (#2 de 5)

Resumo: Mackayla ainda mal recuperou do que aconteceu na casa do Lord Master e novos problemas surgem à sua porta: o Inspetor que estava a investigar a morte de Alina aparece morto e Mac é agora a principal suspeita. Fiona tenta matá-la, um espectro começa a assombra-la e o pai aparece para leva-la de volta aos EUA. Ela sabe que não pode regressar, ainda não. O pai revela-lhe como foi adoptar as duas irmãs ainda bebés e que não tem mais informação sobre a mulher que as deu para adopção. A pessoa que pode deter essa informação é Rowena, a idosa que não a ajudou das duas ocasiões que Mac a viu. Mac descobre que que as Sidhe-seers estão organizadas mas ainda é muito cedo para poder confiar nelas. Depois de ser transportada para Fairie por V’Lane, Mac regressa e descobre que perdeu um mês da sua vida. Tudo em Dublin parece estar pior e Hunters são avistados. Um deles persegue-a e Mac acaba por cair nas mãos de um velho inimigo.

Expectativa: Li o 1º volume recentemente e estava curiosa em dar o próximo passo no mundo misterioso de MacKayla Lane.

Opinião: Peguei no Bloodfever ainda estava a ler Os Leões de Al-Rassan, porque precisava de desanuviar um pouco daquela leitura. Depois comecei a ler o E Tudo o Vento Levou (que estou a adorar) e comecei a ficar obcecada com o livro. Para desanuviar voltei a pegar no Bloodfever e… já não o consegui pousar!Que leitura viciante!!!
A nossa amiga MacKayla está menos “loira”, mais atenta e cuidadosa. No entanto, não tendo sido educada como sidhe-seer, volta a cometer erros e a cair em situações perigosas. O mais viciante destes livros é não sabermos ao certo o que se passa e se os nossos aliados são bons ou maus na luta contra os Faeries.
Barrons, o que raio é o Barrons afinal?! Adoro que a Mac passe a vida a desdenhar dele e depois ver que a atração entre eles gera energia elétrica suficiente para alimentar uma pequena cidade durante uma semana. Descobrir o que o Barrons é quase como uma regra de “noves fora”: ele não é humano mas não é Fairie, não é Sidhe-seer, não come UnSeelie e está todo cheio de tatuagens protetoras no corpo. Porque é que ele não abre o jogo?? Fico doente com estes mistérios (e adoro!!).
V’Lane volta a aparecer, da forma mais inconveniente possível, fazendo a Mac a viver uma situação agridoce quando está em Fairie. V’Lane também quer o livro e pouco mais sabemos além disso.
Ficamos a conhecer a Dani, e esta leva-a até à idosa que Mac tinha encontrado duas vezes no livro anterior: Rowena. Com ela ela aprende algo mais sobre a sua espécie mas não dá pulinhos de alegria para se juntar ao resto do bando (boa Mac!!") e abandonar o Barrons.
No fim Mac reencontra um velho inimigo que está MUITO chateado com ela e que a deixa num estado lastimável, pobrezinha.
O livro termina de uma forma semelhante ao primeiro, ou seja, num terrível cliffhanger que me dá vontade de começar a ler o próximo JÁ!
Se dúvidas tive quanto a esta série, Bloodfever anulou-as por completo. É divertida, dark, com tensão sexual q.b. Acima de tudo lê-se e entretém muito bem. Estou a gostar cada vez mais desta heroína.

Pontos positivos: Todos, leiam esta série!!

Pontos negativos: Por vezes a Mac é um bocadinho EMO mas acho que é em parte normal, considerando o que ela está a sofrer.

Estado de espírito:Bom, estava a tentar anular um pouco da minha obsessão com o E Tudo o Vento Levou e a terminar os últimos dias de trabalho. Algumas situações difíceis têm estado a acontecer na minha vida real e tem sido uma boa forma de anular a dor.

Fez-me refletir sobre: O quanto eu gosto deste tipo de livros, cheios de mistérios e algum terror com uma heroína vacilante e por isso credível.

Volume anterior: #1 Darkfever