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Telmixa

Mix de leituras, organização, tv, filmes, tecnologia e de mim, claro!

Telmixa

Mix de leituras, organização, tv, filmes, tecnologia e de mim, claro!

My Fair Succubi

 

Lido no Kindle
Lido em Inglês


Esta opinião contém spoilers

Resumo: Jackie está a viver há 6 meses na selva do Perú com Noah e cheia de saudades de Zane. Noah surpreende-a com um pedido de casamento mas, antes que a confusa Jackie possa responder que "para sempre" é tempo demais, ambos são levados pelos Serim para serem julgados pelos pecados cometidos pela Jackie. Ajudada por Ethan, um belo e inocente Ninphillin, Jackie foge das garras de Ariel, um Serim determinado a engravidá-la, deixando Noah para trás. Ela só tem uma forma de o recuperar: ajudar a sua amiga Remy a livrar-se do halo que a possui (chamado Joaquim) e entregá-lo ao arcanjo Gabriel. Só assim poderá ajudar a sua amiga, libertar Noah e salvar o mundo.
Ao regressar a New City Jackie descobre que Remy está desaparecida e que apenas os vampiros a poderão ajudar. Reencontra Zane, que está proibido pela rainha de lhe tocar. Caleb, um dos vampiros instruído de os ajudar realiza uma cerimónia para extrair Joaquim da Remy mas acaba por transferir o halo para dentro de si. Jackie tem de encontrar uma forma de recuperar o halo, levá-lo a Gabriel sem se cruzar com a rainha.
No meio disto tudo Jackie descobre finalmente, por causa de uma pintura que Noah tem guardada, porque é que foi transformada em succubus: Zane e Noah tiveram no passado apaixonados pela mesma mulher e Jackie é a cópia viva dela.

Expectativa: Pensava que este era o último livro da saga e por isso estava muito curiosa para saber como alguns pontos iriam ser rematados e com quem Jackie ia ficar no final.

Opinião: Depois de uma primeira impressão pouco positiva do primeiro livro e outra melhor do segundo posso dizer que ao terceiro foi de vez. Estou rendida a esta série de livros: divertidos, leves, com romance, paranormal e hotness quanto baste.
Jackie parece menos idiota e mais centrada. Neste livro é arrastada para as situações, não as provoca por mera burrice e isso tornou-a, a meus olhos, mais agradável. Nem sempre é tarefa fácil ler um livro do qual não se morre de amores pela protagonista feminina, pelo menos para mim. O que este livro teve de muito bom foi que entrelaçou no seu enredo os problemas dos primeiros dois livros: Remy continuava possuída por Joaquim e Jackie é condenada pelos Serim por ter entregue outro succubus a um demónio. Tudo se resolve mais ou menos neste livro. Outra grande questão era "Porque é que o Zane escolheu a Jackie para transformar em succubus?" (essa parte da história é contada no conto Foreplay) também é aqui explicada e não estava muito longe daquilo que eu imaginava.
Enredos à parte, o grande encanto destes livros é abordar a poligamia feminina com pouca ou nenhuma culpa. Jackie tem dois amores que em nada são iguais: Noah é loiro, rico e o seu rochedo, aquele com que ela pode sempre contar. Zane é moreno, perigoso e vampiro, uma espécie de sonho molhado de toda a rapariguinha boa que quer ser má. Ambos apetecíveis e ambos a pressionarem Jackie constantemente para escolher um deles. Que pena tive eu que não tivesse sido ela a escolher mas, há um momento em que Jackie decide abdicar um dos dois por amor e é nesse momento que ela percebe quem realmente ama.
Podia a saga ter terminado aqui e terminava muito bem mas o final deixou em aberto algumas situações para manter a sua continuidade. Assim, brevemente sairá o quarto livro "Succubi are forever" e até lá ainda terei dois contos para ler: "Zane's Tale" e "Succubus, Interrupted".

Pontos Positivos: As cenas hot estão bem melhores, livros divertidos e leves de ler.

Pontos Negativos: As piadinhas a meio das cenas de maior perigo, como cenas de luta e a Jackie vai e pensa algo totalmente idiota.

Estado de Espírito: Bem, usei este livro para contrabalançar uma leitura mais pesada.

Fez-me refletir sobre: Poligamia feminina

L.A. Confidential

Resumo: "L.A. Confidential" conta a história da investigação do violento massacre no "Mocho da Noite" pela polícia de Los Angeles. Através da perspectiva de três polícias - Jack Vincennes, Bud White e Ed Exley - seguimos toda a investigação. Só que estes três polícias detestam-se desde o episódio do "Natal Sangrento" e durante anos eles avançam na investigação sem cruzarem a informação entre si. O caso "Mocho da Noite" é dado como resolvido quando Ed Exley abate três jovens negros tidos como os principais suspeitos do massacre só que, anos mais tarde, descobre-se que estavam de facto inocentes e o caso é reaberto.  Só nesse momento é que estes três polícias começam finalmente a trabalhar em conjunto e a obter respostas sobre quem é a mente por detrás daquele crime.
Expectativa: Eu já conhecia James Ellroy, li o "Dália Negra" há uns anos e por isso não esperava nada menos que uma boa história de crime e mistério deste autor norte-americano.
Opinião: A escrita de James Ellroy não é para todos, dificilmente é para mim. Não desgosto mas é muito cansativa, rápida, telegráfica como muitos a rotulam. Por outro lado é também uma lufada de ar fresco nas minhas leituras com temas predominantemente femininos pois o autor não se retrai de usar e abusar de palavrões, ofensas, cenas de tiroteio, pancadaria, obscenidades. Resumindo, a forma de escrever de James Ellroy é, como expliquei a um amigo meu, muito máscula. E isso é bom!
A construção da história parece megalómana e desorganizada: os personagens abundam (nomes, nomes e mais nomes) e só quando cheguei a meio do livro é que percebi que aquele "caos" tinha um sentido e que ninguém estava ali por acaso.
O "Natal Sangrento", evento que ocupa o primeiro terço do livro serve para nos introduzir aos nossos três protagonistas principais  e atirá-los em direcções completamente diferentes:
Ed Exley é jovem e calculista, tenta racionalizar tudo, é ambicioso e com um grande sentido de dever.
Jack Vicennes é o "Mr Hollywood": conhece as estrelas do cinema, é conselheiro numa série de TV sobre polícias e faz detenções a troco de exclusivos para a revista "Hush-hush".
Bud White é um brutamontes que age antes de pensar. Dedica parte do seu tempo livre a deter abusadores de mulheres devido ao trauma de infância que sofreu.
Confesso que gostei dos três. Por vezes detestava um, depois outro mas no geral gostei deles por serem imperfeitos, com segredos que eram por vezes como pesos que os puxavam para baixo, outras como o combustível que os inflamava e os obrigava a continuar. Adoráveis crápulas! A narrativa muda constantemente entre a visão de cada um deles e nem sempre é fácil de acompanhar o "fluxo de informação" que jorra das páginas deste livro: nomes, lugares, datas, situações é algo que é difícil de acompanhar ou mesmo de visualizar. O mega puzzle que é este livro parece que, a determinado momento, é impossível de resolver ou que vai ser resolvido de forma medíocre. Lembro-me de quando li o Dália Negra de ter sentido isso mesmo: um final que foi fraco pouco credível. No entanto L.A. Confidential supera o seu antecessor por encaixar muito bem as peças de algo que parecia impossível de resolver. A excitação que obtive quando os três rapazes se juntam finalmente (e não se degolam uns aos outros) para encontrarem os cabecilhas por detrás de todos aqueles crimes é incomparável.
Outro ponto forte é a forma como a realidade e ficção se entrelaçam neste livro: o acontecimento do "Natal Sangrento", Lana Turner e Johnny Stompanato, Mickey Cohen e outros foram figuras reais que aqui representam um papel ficcionado.
Comparando com o filme, que conhecia e adorava, posso dizer que o filme é o esqueleto da história onde o livro tem a carne e o sangue. Ambos são muito bons, obras que sobrevivem independentemente um do outro mas que também se complementam: o livro tem mais informação e reviravoltas enquanto o filme nos dá apenas o básico da história.
Sei que houve uma tentativa falhada de adaptar esta história para série de TV no passado mas não consigo deixar de pensar que daria uma excelente série de TV: tem material suficiente para três ou quatro temporadas de 12 episódios.
Por fim, começo a lamentar não estar a ler o "Quarteto de L.A.", o nome dado aos quatro livros que constituem as histórias da polícia de Los Angeles pela devida ordem, visto que há personagens aparecem em mais que um livro e há situações do passado que influenciam a acção do livro presente.

 

Pontos Positivos: A perspectiva do raciocínio de cada um dos polícias, a investigação, a janela que nos mostra uma cidade podre e cheia de vícios que vive apenas de aparências.
Pontos Negativos: Nomes, nomes e mais nomes até à exaustão.
Estado de espírito: Boa mas ando um pouco cansada e a precisar de algo mais leve. Apesar de ter adorado o livro sinto-me aliviada por o ter terminado.
Fez-me refletir sobre: Corrupção, segredos terríveis, chantagens e abuso da autoridade. Ganância.

The Prince of Pleasure

Lido no Kindle
Lido em Inglês
Resumo: Dare e Julienne são ex-amantes que foram separados por mal-entendidos e uma situação de traição terrível. Sete anos depois ela é uma atriz em ascenção em Londres e ele é o Marquês de Wolverton. Dare é também espião que procura descobrir quem é o perigoso Caliban. Ao descobrir que este pode ser um dos vários pretendentes de Julienne, Dare decide reaproximar-se de Julienne mas, aquilo que começa por ser um acto calculado acaba por levar à reaproximação dos dois ex-amantes e ao despertar do sentimento que julgavam enterrado no passado.
Expectativa: Boa, queria continuar a ler livros deste tipo, “leves” e picantes!
Opinião: Depois de ter apreciado bastante o “The Savage” (que foi o meu primeiro contacto com esta autora) não resisti a saltar para outro livro escrito por Nicole Jordan. Escolhido apenas pelo seu título muito sugestivo, comecei a ler o “The Prince of Pleasure” sem fazer ideia de que este livro encerra uma série em que todos os protagonistas masculinos são todos amigos. No entanto só percebi isso no fim do livro, quando há um jantar onde quase todos estão presentes e fala-se neles como se houvesse alguma familiaridade. A sorte é que, como este livro é uma história isolada não senti a falta de ler os livros anteriores, apenas curiosidade.
Eu gosto muito de literatura romântica e estou habituada às formulas usadas e abusadas mas este “Prince of Pleasure” aborreceu-me um bocado. Primeiro a protagonista Julienne, achei-a demasiado passiva. Ela é a vítima de TUDO! Do esquema elaborado do avô para separar os dois, da doença da mãe, da impetuosidade de Dare, etc. E vemo-la a dizer capítulo após capítulo: “Eu vou lhe resistir, eu vou conseguir, eu vou fazer” e depois não faz…Mais difícil de engolir ainda é a facilidade com que ela perdoa Dare. Hum, desculpem mas não percebi mesmo! Depois temos o Dare que gosta de Julienne porque é bonita. A sério, não percebi que outras razões existiam além desta. O enredo da espionagem foi interessante mas simples e curto porque o mais interessante é que os personagens fizessem sexo. E fizeram tanto sexo que até eu, que acho que não existe tal coisa como “demasiado sexo”, comecei a enjoar. Não por ser mau, que as cenas são bem “hot” mas porque foi demais. Demasiado sexo e pouca conversa. As situações foram resolvidas com pouco.
Pontos Positivos: Uma época interessante, um desafio entre os protagonistas muito empolgante e gostei do enredo de espionagem de fundo.
Pontos Negativos: A passividade da protagonista, a forma “pouco conversada” com que as situações se resolveram, a paixão avassaladora que tornou-se quase irrealista.
Estado de Espírito: Bom apesar de andar um pouco cansada e mal-humorada.
Fez-me refletir sobre: Refugiados de guerra, ser sempre estrangeiro e digno de desconfiança mesmo que se tenha crescido naquele local. Diferenças sociais.