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Telmixa

Mix de leituras, organização, tv, filmes, tecnologia e de mim, claro!

Telmixa

Mix de leituras, organização, tv, filmes, tecnologia e de mim, claro!

Leitura temática: Outono Steampunk

Depois de um Verão Temático tão bem sucedido, decidi meter-me já de cabeça na próxima leitura temática: steampunk. Descobri o género o ano passado quando li o The Iron Duke e desde então fiquei apaixonada. O tempo foi passando e acumulei alguns livros de steampunk para ler. Agora chegou a altura! Só tenho um problema: muito para ler e pouco tempo para o fazer e, principalmente, não sei bem o que escolher.
Por isso, o meu desafio será o seguinte:
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Eu já tinha decidido reler o The Iron Duke agora em Outubro. A razão é simples: o 2º volume da saga sai agora a 1 de Novembro e quero ter tudo fresquinho na minha cabeça para quando o Heart of Steel chegar às minhas mãos. Além destes dois livros há também dois contos. Ou seja, estes livros eu vou mesmo ler:
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Depois tenho muitas opções interessantes:
  • The Anubis Gates – Uma bela surpresa que a CatSadiablo me fez, enviando-me o livrinho da Suécia!! Este já comecei a ler.
  • Clockwork Heart – recomendado pela Ana Vicente Ferreira.
  • The Native Star e The Hidden Goddess, ambos fazem parte da mesma saga com excelentes críticas.
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Também tenho os muito divertidos livros da Gail Carriger:

E o recentemente comprado Leviatã, que não sei se me apetece ler já.
Por isso, com tantas boas opções vou ler o que me apetecer quando terminar o The Anubis Gates.
Sim, eu sei que assim não é grande desafio, mas é o suficiente para me manter entretida até receber o Heart of Steel.

Balanço do Verão temático

Esta foi a minha primeira leitura temática e correu tão bem que penso que não será a última. Gostei imenso de poder ler vários livros de um tema que gosto tanto, viagens no tempo e o balanço foi no geral muito positivo.
Dos 4 livros que me propus a ler, Flashforward foi aquele que mais se aproximou do livro que eu procurava ler: envolve ciência, uma mudança profunda na humanidade, levanta questões sociais e filosóficas profundas. É aquele que molda uma história a partir de teorias atuais da física quântica vigentes.
Logo de seguida o TimeRiders – Os Guardiões da História, em que viagens no tempo é a base deste livro, as aventuras que os miúdos vivem deriva do facto de as viagens no tempo existirem. Foi uma excelente surpresa.
Em terceiro lugar A Máquina do Tempo de H.G.Wells. Este clássico fantástico transporta-nos para um futuro imaginário em que os humanos evoluíram para duas espécies muito diferentes. Apesar do cenário fantástico, a viagem no tempo é apenas um artifício para fazer uma crítica social à sociedade do Sec.XIX.
Em último lugar, o Outlander. Neste romance histórico a viagem no tempo serve apenas como artifício para contar uma história passada na Escócia do Séc. XVIII.
Isto não significa que não gostei tanto do Outlander como do Flashforward, apenas foram de encontro às minhas expectativas de formas diferentes. Se se trata de viagens no tempo gosto de uma história com uma base mais científica, um “e se for possível como será?” do que uma história que se baseia em magia ou paranormal, pois não acredito em tal. Sinto, acima de tudo, que ainda estou para ler o livro de viagens no tempo perfeito.

TimeRiders – Os Guardiões da História

timeriders1Resumo: Liam, Maddy e Sal são 3 miúdos salvos no momento das suas mortes por um misterioso homem chamado Foster, que diz ser um viajante do tempo. O que ele lhes propõe é simples: tornarem-se viajantes no tempo como ele, formando uma equipa de "vigilantes" que deverão corrigir o tempo sempre que há nele uma alteração, ou regressar para o momento das suas mortes. Os três aceitam a oferta e depressa percebem porque é que foram escolhidos: Liam, pela sua inteligência e criatividade, será o agente de campo. Maddy, pelos seus conhecimentos informáticos e capacidade de encontrar informação rapidamente, será a agente informática e líder. Sal, pela sua capacidade de encontrar pequenas diferenças, será aquela a procurar as pequenas alterações no tempo. E de facto, pouco após a formação inicial de cada um, uma grande alteração acontece e os timeriders entram em acção. Só que nem tudo é simples, os imprevistos acontecem e o mundo que eles conhecem transforma-se em algo absolutamente horrível. Se não corrigirem a história, será o fim da humanidade e deles também.

Expectativa: Eu não tinha ideia que era um livro infanto-juvenil. Tinha lido a sinopse, que me pareceu muito interessante e ia tendo um enfarte quando a funcionária da Bertrand foi busca-lo à secção infanto-juvenil. Receei que fosse muito "acriançado".

Opinião: Ora que bela surpresa que este TimeRiders se revelou. É, em poucas palavras, um livro de aventuras em que as viagens do tempo são tudo do início ao fim, e foi por isso o que adorei. A história está bem pensada e construída e não é nada complicado acompanhar as alterações no tempo. Mesmo assim há um gráfico no final que ajuda a visualizar essas alterações.
Acompanhamos os vários personagens da história através dos  pontos de vista de cada um o que nos permite ter uma visão global de todos os acontecimentos.
Paul Kramer é o vilão desta história e talvez seja, de todos os personagens, aquele sobre o qual mais sabemos: a sua genialidade como cientista, porque lhe surgiu a ideia de mudar o mundo, os seus sonhos e receios, todo o seu caminho até à sua loucura.
Os miúdos, Liam, Maddy e Sal, são amorosos e, apesar de ter esperado deles um pouco mais de tristeza e sofrimento por terem de abandonado as suas vidas anteriores, até foi bom não se ter caído numa lamechice que provavelmente só roubaria interesse à história. Até acabei por me afeiçoar a eles e já sinto uma pontada de saudades.
Foster é o elemento mistério de todo este livro: é o mentor da equipa e parece saber mais sobres estes miúdos do que pretende revelar. Bob é a unidade de apoio e o único que me proporcionou umas belas gargalhadas.
O facto de viajarem para o passado e interferirem em momentos históricos como a 2ª Guerra Mundial, permite ensinar-nos de uma forma muito descontraída sobre eventos da História Mundial (e Americana em particular) como foi que tudo aconteceu. Além disso o autor apresenta-nos a sua ideia de história alternativa naquelas épocas o que ainda torna tudo mais interessante.
Só não concordei com o conceito de causa-efeito de alteração no tempo do livro. Este é a mesmo do dos filmes "Regresso ao Futuro", também conhecido pelo "paradoxo do avô": um elemento do futuro viaja para o passado e muda a sua história, criando uma alteração significativa no presente. Ora, no livro isso funciona muito bem mas dei por mim a pensar: "ok, as janelas só abrem de hora a hora mas podiam abrir passado 1 minuto no "presente" é indiferente que passe uma hora no presente também". São artifícios que, apesar de não terem muita lógica para mim, ajudaram a criar mais suspense na aventura.
Em conclusão, apesar de nenhuma das ideias ser original para quem conhece livros de história alternativa e algumas histórias de viagens no tempo, o livro no total funciona muito bem e é tão bom para graúdos como para miúdos.

Pontos positivos: A boa construção da história, assim como um desenrolar muito interessante cheio de voltas e reviravoltas que me fizeram devorar páginas. A escolha dos eventos históricos as reviravoltas nos eventos.

Pontos negativos: Como referi, a escolha tipo de alteração de tempo e os seus efeitos. A falta da história da Sal assim como uma resposta mais emocional dos miúdos perante a nova situação.

Estado de espírito: Boa, estava um bocadinho ansiosa em terminar o livro antes do fim de Setembro e consegui. 

Fez-me refletir sobre: Que os ideais são difíceis de pôr em prática e ninguém é feliz debaixo de um regime fascista.

Nota: O próximo Timeriders sai já em Outubro.

De quem é o vosso blogue?


Estive nestes últimos dois dias a actualizar as minhas leituras que tinha em atraso no meu Google Reader, de blogues portugueses sobre livros. Tenho subscritos 61 blogs apesar de ter notado que alguns não são actualizados há já algum tempo. Ora, se há mais de um mês que não punha a leitura em dia, tinha à vontade mais de 200 itens para ler. Aliás, ainda não terminei.

Confesso que já tinha reparado antes mas agora foi mais óbvio que nunca: a quantidade de publicidade que os blogues têm. Não falo do Google Adsense ou outro tipo de publicidade paga, falo mesmo das newsletters que as editoras enviam a informar dos lançamentos de livros, com as capas e sinopses e dos tops da semana dos livros mais vendidos.


Na minha casa, mando eu.

Pelo menos é assim que penso em relação ao meu blogue e desde já acrescento: esta minha reflexão não pretende atacar ninguém em particular, ou nenhum tipo de blogue ou site. Acho que cada um faz o que quer e bem entende no seu blogue e ninguém tem nada a ver com isso. Nem eu. Esta minha reflexão serve principalmente para dar a minha perspectiva como leitora.
Ora dos tais 200 e muitos items que eu tinha para ler mais de metade eram copy/paste de newsletters, informações dos tops dos mais vendidos da semana e passatempos. Os passatempos são sempre bem vindos. Todos os outros eu limitei-me a bocejar e a clicar no botão para ler o item seguinte. Porquê?


Porque é que eu leio blogues sobre livros?

Acima de tudo eu gosto de saber o que os outros pensam de um certo livro. Se gostaram ou não da leitura, de sentir que partilho o entusiasmo com alguém que leu o mesmo que eu, perceber se há curiosidade ou ansiedade com o lançamento de um livro, etc... Claro que há mais lugares para fazer isso além de um blogue: sites como o Goodreads ou o Librarything, Twitter, Facebook, fóruns.
Mas... se a pessoa cria um blogue, um cantinho que é só seu, que é em parte a sua voz sobre aquilo que gosta de ler, não deverá esse espaço reflectir a pessoa, o leitor? Se a resposta é sim, então porque é que inundam os vossos cantinhos com sinopses das novidades editoriais? Porque é que não fazem algo mais interessante como o blogue "The Book Smugglers" faz chamado "On the Smuggler's Radar" (exemplo de um desses textos) que é uma escolha dos livros que elas acharam interessantes, entre os MUITOS que são lançados no mercado editorial americano, e que elas estão realmente interessadas em ler.

Acabo por sentir que muitos blogues que por aí andam são despersonalizados quase que uma extensão dos departamentos de marketing das editoras. Assim não vão conseguir se destacar da multidão e acreditem, todos os dias nascem novos blogues de bibliófilos. Querem que eu vos continue a ler? Destaquem-se, mudem, tragam algo de novo aos vossos blogues, as vossas ideias e entusiasmo.

De quem é o vosso blogue?

Eu sei que o "Ler e Reflectir..." é a minha voz. Com menos ou mais qualidade é o reflexo do que eu penso quando leio um livro, do que eu gosto e quero ler, etc. Talvez daí não compreender porque é que tanta gente se permite a abdicar do seu espaço gratuitamente e fazer o trabalho que cabe às editoras e meios de comunicação fazer. Repito: gratuitamente. Eu acho que receber livros para escrever "críticas" não é paga suficiente para abdicar de um espaço que deveria ser o reflexo dos seus gosto de leitura pessoal. Vendo o assunto de outra forma:
  • Quando uma empresa pretende colocar um toldo, uma tela, um outdoor ou um muppet a anunciar o seu negócio, paga uma taxa à Câmara Municipal.
  • Quando uma empresa pretende anunciar o seu negócio numa revista, jornal, rádio ou televisão, paga por esse serviço.
Dois exemplos que mostram que ninguém dá o seu espaço sem algum retorno. 
Qual é o retorno que recebem pelo vosso trabalho? Livros?! É esse retorno satisfatório? Foi com essa intenção que criaram o vosso blogue? Qual é o compromisso que assumiram com os vossos leitores? A quem pretendem satisfazer: os vossos egos, os vossos leitores ou às vossas editoras?

Estas são as perguntas que acho que cada bloguer, seja de livros ou qualquer outra área, deve colocar a si mesmo (não é responder a mim, não pretendo nada disso) quando cria um blogue e pretende mantê-lo (porque manter dá muito trabalho).

A verdade é que já pensei várias vezes em falar sobre isto mas sempre achei que iria provocar alguma espécie de atritos ou mal entendidos com outros bloguers e não é de todo essa a minha intenção. Assim como noto que não é só em Portugal que estas questões se colocam e foram as mesmas Book Smugglers que escreveram um texto há uns meses em que, após uma conferência de Book Bloggers chegaram às mesmas conclusões. Saliento por exemplo estas ideias:
The idea seems to be that because book bloggers are not part of some larger, professional (read: paid) organization, because we run the gamut from teenagers to housewives, we are not on the level. We should be happy with the free books and any other extras we receive – and in return for those ARCs/galleys/review copies, we automatically are inured to a bizarre power hierarchy in which bloggers are expected to do certain things. And the worst part is, we’ve noticed that this assumption of being indebted to publishers stems from bloggers.
This, dear readers, makes us a little bit frustrated.
This makes us frustrated because we are not publisher subordinates. We aren’t their employees. As awesome as free books are, they aren’t really that huge of an incentive. If you, dear reader, are anything like us Smugglers, you probably buy a shameful amount of books on your own. Here at Smuggler Headquarters, we buy just as many books (who are we kidding – we probably buy more) as we get for “free.”
We bloggers do what we do because we love reading. 
(...)
We are not employees or lesser beings who are at the behest of publishers, eager to do whatever publishers want in order to promote or sell more books. No, we are partners in a symbiotic relationship – and we appreciate it when we are treated like partners. Not as lower-echelon minions that owe a publisher something in exchange for a free copy of a book. Like it or not, book bloggers are part of an ever-growing, ever-evolving publishing industry, and we deeply wish that more bloggers would also embrace this frame of mind.
Aconselho realmente a ler o artigo inteiro e espero que, de alguma forma, este texto sirva de reflexão

Teaser Tuesday #6

O meu teaser de 27 de Setembro de 2011: 
"Um arquejar colectivo grassou através dos homens reunidos e, um a um, eles começaram a ajoelhar-se. Até mesmo a doninha Panelli, que Liam nunca imaginaria ser do género de ir à igreja ao domingo."
Pág. 335, "TimeRiders - Os guardiões da História" de Alex Scarrow

Regras:
  • Pega no livro que estás agora a ler (escolhe um se estiveres a ler vários ao mesmo tempo);
  • Abre na página onde paraste a leitura;
  • Escolhe e partilha duas frases dessa página.

Nota: 
  • Nada de frases muito reveladoras do enredo! A ideia é espicaçar o interesse pelo livro, não é destruir a leitura futura de outros leitores. 
  • Além da página, coloca também o título e o autor do livro. Assim outros poderão adicionar o livro à sua lista de leituras futuras, caso gostem do vosso teaser.
  • Quem quiser participar pode deixar aqui no blog um comentário com o vosso teaser ou o link para o teaser no vosso blog.

O Teaser Tuesdays é um meme de livros promovido pelo blog Should Be Reading. O meme aqui apresentado é uma modificação mas fiel ao espírito do meme original.

Segredos de Sangue

capa_Segredos de Sangue.aiResumo: Sookie está a recuperar física e mentalmente depois dos eventos traumáticos que aconteceram no livro anterior Sangue Mortífero. Apesar do portal para o mundo das fadas estar fechado, o perigo ainda persiste e Sookie sabe que o facto do Claude se ter mudado para a sua casa não tem a ver apenas com a familiaridade entre ambos. Sookie reata o seu relacionamento com Eric e tenta sarar as feridas entre ambos, aproxima-se de Jason que a ajuda a lidar com os lobisomens, assim como de Hunter, que de certa forma precisa da sua ajuda para lidar com a telepatia. Este Segredos de Sangue é por isso um livro sobre a família, em todas as suas formas: a humana e as várias sobrenaturais.

Expectativa: Baixa, depois do livro anterior eu não sei que rumo esta saga ia seguir e receava um livro deprimente com mais reviravoltas tristes ou simplesmente sem sentido.

Opinião: Tal como no livro anterior tenho muitos sentimentos contraditórios sobre o que li. Tento sempre pensar nos livros individualmente  e encontrar-lhes a qualidade fora da saga mas tem sido cada vez mais difícil com cada um destes livros de Sangue Fresco. Não foi (novamente) um dos meus favoritos mas também não o detestei. Acho que vi a Sookie a “sacudir” finalmente o seu lado passivo, que quer ser humana apesar de tudo e não ser ativa nos acontecimentos, para uma Sookie que sabe que tem que fazer algo para poder estar em paz e, de certa forma, uma Sookie que se concilia com o seu sobrenatural e a sua telepatia.
Acho que a relação da Sookie com o Bill chegou ao fim. O Bill reencontrou aquela “irmã vampira” que é a cara chapada da falecida mulher dele e que adora a ideia de ficar com ele. E de uma forma muito irónica foi a Sookie que permitiu a reunião de ambos. Pessoalmente acho que a “team Bill” há muito tinha perdido, mas como ainda haviam dúvidas, acho que este livro encerrou definitivamente esse capítulo.
Tal não significa que tudo está em paz entre a Sookie e o Eric: ambos têm alguns demónios que precisam de ser exorcizados. O facto do criador do Eric ter surgido neste livro foi talvez para mostrar, além de como funciona a hierarquia e forças vampíricas, o quanto o relacionamento de ambos está sempre à mercê de terceiros. Para que ambos sejam um casal ambos têm de encontrar uma forma de estarem juntos, em termos humanos, vampíricos e feéricos.
E se pensávamos que o tema das fadas estava definitivamente encerrado, errado! Claude decide mudar-se para a casa da Sookie e há uma outra fada a rondar a sua casa. Juro que nunca hei-de compreender bem todo este tema das fadas.
Para terminar, os lobisomens e metamorfos. Mega bocejo. Mega mesmo.

Pontos positivos: Um renascimento de fanáticos religiosos, desta vez contra os lobisomens e metamorfos. Pam!! E o “vem, salta!” entre o Eric e a Sookie.

Pontos negativos: Lobisomens e metamorfos. Os pensamentos chatos e repetitivos da Sookie.

Estado de espírito: Confesso que li este livro um pouco contrariada e espero que o número de meses de espera entre este e o próximo me faça sentir saudades de voltar a ler a saga, algo que não sinto agora.

Fez-me refletir sobre: Que as pessoas perdem demasiado tempo a sobre analisar as coisas em vez de gozarem a vida.

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