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Telmixa

Mix de leituras, organização, tv, filmes, tecnologia e de mim, claro!

Telmixa

Mix de leituras, organização, tv, filmes, tecnologia e de mim, claro!

A Máquina do Tempo

Lido para o Verão temático.
Este livro foi adquirido através do Bookmooch
Pode ser lido gratuitamente aqui (em inglês)

Resumo: O Viajante do Tempo conta ao seu grupo de amigos a aventura que viveu durante uma semana no futuro, no ano 802701, para onde viajou na sua máquina do tempo, que ele próprio construiu. Nesse futuro distante, o Viajante descobre que o ser humano dividiu-se em duas raças distintas: Os Eloi, que vivem felizes durante o dia, em que dançam e vivem do que recolhem da Natureza; e os Merlock, que vivem embrenhados na escuridão de túneis, cheios de maquinaria. Após descobrir que a sua máquina do tempo desapareceu, o viajante empreende uma aventura para tentar recuperá-la e assim descobre o quanto é horrifica e desumana a evolução do homem nestas duas facções. Ao regressar ao seu tempo, conta a história mas passado uma semana volta a partir na Máquina do Tempo e fica desaparecido durante 3 anos, altura em que a história nos está a ser contada a nós.

Expectativa: Esperava uma boa história, talvez um pouco desactualizada, por esta ter sido escrita no século XIX.
Crítica: Adorei este livro e fiquei muito impressionada com a boa história que encontrei. A escrita de H.G.Wells é cativante e permite-nos visualizar bem toda a acção e o mundo futurista para onde o viajante vai. Confesso que fiquei surpreendida do porquê do viajante não só não ter planeado a viagem que iria fazer assim como ter decidido "parar" num futuro tão longínquo. A resposta a esta minha dúvida não tardou em surgir: esta história serve para fazer uma crítica social à sociedade do século XIX, que se dividia em nobreza e proletariado. Algumas ideias socialistas estão presentes durante este conto, como formas de solução mas nada que polua a leitura do  mesmo, para quem não gosta de política. É pois esta visão da sociedade do Séc. XIX sobre um futuro distante que faz a "Máquina do Tempo" um pouco desactualizada mas, se entendermos que o viajante é um homem desse século, podemos sempre dizer que a nossa visão de Sec. XXI está limitada ou influenciada pela sua visão.
Confesso que esta minha humilde opinião sobre este clássico pode ficar muito aquém da importância que este livro pode ter para o tema das viagens do tempo, assim como para a literatura do fantástico, talvez por me faltar alguns conhecimentos académicos ou mais leituras dentro do tema.
Pontos positivos: Uma história bem contada, criativa, uma boa aventura cheia de peripécias e terrores. Muito interessante.
Pontos Negativos: Confesso que gostava de saber um pouco mais sobre a "mecânica" da Máquina do Tempo, saber o que é que permitia mecânicamente viajar no tempo àquele cadeirão com alavancas mas compreendo que não era essa a finalidade do conto, mas sim a crítica social.
Estado de espírito: Excelente, estou de férias!
Fez-me reflectir sobre: As diferenças sociais, a evolução do ser humano e a possível capacidade, ou não, de sobreviver neste planeta.

Verão Temático: Viagens no Tempo

Este ano decidi dedicar as minhas leituras de Verão a um dos meus temas favoritos da ficção: viagens no tempo.
A decisão não foi muito difícil de tomar: tenho alguns livros dedicados ao tema por ler e, apesar de o Verão não ser um dos meus períodos mais férteis de leitura, será uma boa forma de "despachar" estes livros. Além  disso, poderei comparar diferentes formas de abordar o tema e trabalhá-lo: desde usar uma viagem no tempo como artifício para dar início a uma história, a narração das aventuras de um viajante do tempo ou as aventuras de um grupo de adolescentes que patrulham o Tempo.

Assim sendo, os livros que me proponho a ler são os seguintes, sem nenhuma ordem de leitura ou importância:

  • A Máquina do Tempo, de H.G.Wells - Já dei início à leitura deste clássico e o "pai" do tema, que foi publicado em 1895. 
  • Flashforward, de Robert J. Sawyer - Este romance de Sawyer coloca toda a humanidade a ter um vislumbre do seu próprio futuro após uma experiência científica.
  • Time Riders - Os guardiões da História, de Alex Scarrow - Este livro estava na secção infanto-juvenil mas acredito que satisfará muito bem os meus gostos e os de qualquer adulto. Um conjunto de adolescentes são salvos no momento das suas mortes e treinados para policiar o Tempo. Será interessante ler, uma vez mais, as consequências de alterar eventos históricos.
  • Outlander, Nas Asas do Tempo, de Diana Gabaldon - Apesar de ser considerado mais um romance histórico do que propriamente de viagens no tempo a verdade é que toda a acção deste livro acontece porque a protagonista viaja acidentalmente no tempo. E se no A Mulher do Viajante do Tempo também toda a acção acontecia porque o Henry viajava involuntariamente, penso que posso encaixar também aqui neste tema o Outlander.
Não garanto que consiga ler estes 4 livros até Setembro (aliás a minha aposta é conseguir ler apenas dois livros) mas estou contente por ter pensado e me impor a este desafio.

The Darkest Fire

Resumo: Este conto, que serve de prequela à saga Lords of the Underworld, conta a história de Geryon, guardião do Inferno, e de Kadence, a deusa da Opressão. Kadence está ligada ao muro que previne que os demónios saiam do Inferno e pressente que o muro está a ser atacado e a ficar fragilizado. Pede então ajuda a Geryon para conduzi-la através do Inferno e encontrar estes demónios mas, para que este abandone o seu posto, Kadence faz um acordo com Lúcifer. Já no Inferno, ambos conseguem ultrapassar as suas inseguranças e revelarem o que sentem um pelo outro. Infelizmente o encontro com os Demónios do submundo não corre da melhor forma, Kadence morre, Geryon suicida-se, e as almas de ambos ficam livres para vaguearem na Terra. Dos ossos de Kadence os deuses criam uma caixa, a caixa de Pandora, onde ficam guardados todos os males que podem assolar o mundo. 


Crítica: Confesso que não há muito mais a acrescentar além do que já foi dito no resumo. O conto está muito mal estruturado, é muito difícil compreender o tempo que decorre entre o momento em que a Kadence diz ao Geryon para a acompanhar no Inferno até ao fim do conto. Tudo parece decorrer muito apressadamente: o romance, o sexo, as cenas de acção, enquanto que por outro lado perde-se tempo em divagações melosas sobre o quanto o personagem gosta do outro. É incrível como uma ideia tão boa se perde porque a autora está mais preocupada em partilhar os sentimentos nostálgicos e depressivos, cheios de pena própria dos dois amantes. Enfim, eu acho-o mau o suficiente para receber uma estrela apenas (Quero esquecer que o li) mas não assim tão mau, apenas não gostei. A ideia geral do mundo criado parece-me muito boa e acredito que os próximos livros da saga sejam um bocadinho melhores.

Expectativa e estado de espírito: Com uma expectativa muito positiva, dado que a saga me foi recomendada e as capas são deliciosas. Mais uma das minhas leituras noturnas, excelentes para descontrair e adormecer.

Pontos positivos: O mundo criado.

Pontos Negativos: A escrita melosa e apressada.

Fez-me reflectir sobre: Mitologia grega, o mito da caixa de Pandora.

Ebook lido em inglês

Quem quer ser Bilionário?


Resumo: Ram Mohammad Thomas foi preso. O seu crime? Ter ganho o maior prémio num concurso de TV, o "Quem quer ser Bilionário?". Os produtores do programa não acreditam que um órfão de 18 anos, sem estudos, tenha conseguido ganhar o concurso sem fazer batota. Uma advogada surge do nada em sua defesa e numa noite ambos revêm a gravação do programa, todas as perguntas e Ram explica-lhe que a sua experiência de vida lhe tinha dado as respostas. Uma a uma ficamos a conhecer como é que Ram sabia as respostas e se consegue ou não provar a sua inocência.

Crítica: Não sou grande fã de comparar os livros e respectivos filmes, compreendo-os como formatos diferentes de entretenimento e por isso mesmo, não comparáveis. Mas, como tinha sido o fantástico filme que me levou à compra do livro que o originou, não consegui deixar de me sentir desiludida a cada página que avançava na leitura deste. A ideia do livro é excelente, as várias histórias promovem uma leitura pouco maçuda mas a forma de escrever deste autor é monótona e senti-me pouco cativada pela vida do pobre Thomas e de todas as desgraças que lhe aconteceram. Os vários episódios que deram as "respostas" de Thomas estavam pouco intercalados entre si e senti falta das história de amor que é apresentada no filme. É um dos poucos exemplos em que louvo a adaptação cinematográfica em detrimento da obra que o originou, porque lhe atribuiu alguns elementos que faltam no livro, ou que apenas foram mal desenvolvidos.

Expectativa e estado de espírito: A minha expectativa era muito grande e daí a desilusão em relação a este livro lhe ser proporcional. Sou grande fã do filme e quando comprei este livro desejava reencontrar na sua leitura as mesmas emoções que o filme me proporcionou: felicidade, tristeza, amor, medo. Infelizmente não senti nada disso ao lê-lo. O meu estado de espírito era ótimo, estava em fase de pré-férias e por isso com o estado de espírito certo para o ler.

Pontos positivos: A perspectiva que oferece sobre a cultura indiana.

Pontos Negativos: A escrita monótona e pouco empolgante.

Fez-me reflectir sobre: A pobreza e que o homem constrói o seu próprio destino.

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