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Telmixa

Mix de leituras, organização, tv, filmes, tecnologia e de mim, claro!

Telmixa

Mix de leituras, organização, tv, filmes, tecnologia e de mim, claro!

The Iron Duke

Formato: e-book
Lido em Inglês

Resumo: Mina é uma inspectora da era vitoriana da Scotland Yard em Londres. A história começa quando esta está num baile de celebração dos 9 anos do do fim do domínio da Horde sobre Londres, para investigar um corpo que foi encontrado na casa do Iron Duke. Este é considerado um herói nacional porque foi ele que, 9 anos antes, derrubou a torre que emitia o sinal de rádio que controlava os sentimentos dos londrinos, libertando-os dessa escravatura e dando origem à revolta contra a Horde.
Mina dirige-se à casa do Duque acompanhada de do seu guarda-costas e rapidamente se apercebe que algo de estranho se passa com aquele corpo, devido ao estado em que este se encontra. Conhece o Duque, ex-pirata de poucas falas, e interroga-o sobre o corpo em questão, do qual o Duque nada sabe. Ao examinar o corpo, Mina descobre que algo não bate certo com os nanoagentes do cadáver e decide consultar o Blacksmith (figura misteriosa altamente respeitada) para obter a sua opinião. O duque atravessa-se no seu caminho: por um lado, também ele parte interessada na investigação em curso, por outro, interessado por Mina, que de certa forma o impressionara na noite anterior. Após a revelação feita pelo Blacksmith sobre o cadáver, ambos se apercebem que aquele corpo não caiu do céu para a propriedade do Duque por acaso e ambos juntam forças e meios para desvendarem o mistério, lançando-os numa incrível aventura por terra, ar e mar.

Crítica: Este foi o melhor livro que li este ano. Considerando que li 18 livros antes deste diz bastante sobre ele. Mantive o resumo ao mínimo porque não quero desvendar muito da aventura mas tenho que falar sobre os vários elementos que me fizeram adorar este livro.
Em primeiro lugar, o género: steampunk . Foi o primeiro livro que li do género e fiquei rendida. Imaginar uma tecnologia mecânica de certa forma demasiado avançada numa época vitoriana é absolutamente fantástico. Adorei as naves voadoras, os barcos, os carros a vapor e tanto mais que me poderá ter escapado devido ao meu fraco vocabulário inglês.
Depois o universo criado pela escritora que é tão grande, meticuloso, pormenorizado, cheio de detalhes e explicações, que de tão inacreditáveis parecem impossíveis mas que fazem sentido neste mundo alternativo. Porque o universo do The Iron Seas é um mundo com uma história alternativa, de uma Europa infestada de zombies e uma Inglaterra a recuperar de 200 anos de invasão da Horde. É como olhar para um mundo pós-apocaliptico, onde certos humanos tinham de viver com martelos ou picaretas como braços ou pernas e que agora os recuperam em forma de próteses mecânicas. Em que para conseguir viver na infestada Londres tem que se estar infectado pelos nanoagentes, agora inertes mas que antes os subjugavam às vontades do Khan. E foram estes mil e um detalhes (inclusive menções constantes ao império Lusitânico) que me mantiveram agarrada, de uma forma quase viciante, ao livro.
A sua heroína, Mina. Adorei-a do início ao fim, maravilhosa. A sua inteligência acutilante fez-me pensar vezes nela como uma “Dana Scully” vitoriana. Mina é o resultado de uma violação da sua mãe por um membro da Horde e devido aos seus traços asiáticos é alvo-constante de ataques físicos. Daí ela ter um guarda-costas. No entanto é, apesar da sua aparência, uma filha amada pelos seus pais e irmãos, com amigos próximos que a adoram e é também uma respeitada inspectora da Scotland Yard. Não é, ao contrário da maioria dos romances, uma heroína desamparada. O Iron Duke, Rhys, tem que fazer um jogo menos limpo para conseguir que Mina partilhe a sua cama.
Quanto ao duque, já não o adorei tanto assim. É, durante a primeira metade do livro, um bronco, que parece que o seu único objectivo é levar Mina para a cama. No entanto, com o desenrolar da aventura descobrimos o seu lado pirata e aventureiro, alguém cujo seu estado normal é estar ao comando de um navio e revela-se, pouco a pouco, o que o levou a cometer o tal acto heróico assim como o seu passado difícil. Sendo este um romance steampunk é o romance a base da história, o fio condutor que empurra a acção, mas não é a totalidade do livro.
As cenas intimas entre Mina e Rhys são descritas ao pormenor e muito muito quentes. Houve até algumas críticas que se interrogavam se duas das cenas eram ou não cenas de violação. Eu achei que não mas a dúvida criada e a a mestria como a escritora montou as cenas eleva-a a um patamar acima das restantes escritoras românticas.
Os personagens secundários também são eles fascinantes: a família de Mina, Newberry, Scarsdale, Lady Corsair, o Blacksmith e outros são personagens secundárias activas, divertidas, surpreendentes. Dei por a gostar tanto deles como de Mina e Rhys.
Por fim, as criaturas. Há zombies, krakens, gatos gigantes e até humanos alterados geneticamente devido à presença dos nanoagentes.
E há mais, muito mais, como questões de xenofobia ou homossexualidade que são abordados no livro e que não cabem nesta crítica. Cenas de batalha em alto mar, vilões que não ficarão limitados a este livro, um final aflitivo que me levou às lágrimas. 
Foi tudo isto que me levou a considerar este livro como o meu favorito do ano.

Expectativa e estado de espírito: Não tinha grande expectativa, o livro foi-me recomendado por uma amiga minha que lê imensos romances românticos e não esperava mais do que isso. Fui por isso surpreendida com este livro fantástico que me deixou várias noites acordada até mais tarde. 

Pontos positivos: Todos os mencionados antes: a aventura, o universo complexo, o romance sem ser piegas, uma heroína fabulosa. 

Pontos negativos: Por incrível que pareça, a capa. Acho que diminui ou desvaloriza o mesmo. Compreendo a opção porque o livro e autora são promovidos como romance e sendo o público alvo maioritariamente feminino, tem a sua lógica. Mas acho que merecia uma capa melhor, talvez uma imagem do Marco’s Terror em Londres, ou assim. 

Fez-me reflectir sobre: História alternativa.

Notas extra: 
  • O The Iron Duke é o primeiro volume da série The Iron Seas.
  • A escritora só tem, actualmente, contrato para escrever mais dois livros e um conto. Será, até decisão em contrário, uma triologia. Nota: A escritora acabou de anunciar que terá contrato para mais 3 livros, perfazendo assim uma saga de 6 volumes e 2 contos no total.
  • Cada volume poderá ser lido individualmente sem necessitar de ler o anterior.
  • Existe um conto que o antecede que se chama "Here there be monsters" e que pode ser lido na colectânea Burning Up.
  • O próximo volume será lançado em Novembro de 2011 e chamar-se-á "Heart of Steel". Irá focar a história de Lady Corsair.
  • No website da escritora encontra-se uma breve descrição dos acontecimentos históricos que antecedem e dão origem a este mundo alternativo do The Iron Seas.
  • Participei num Book Chat com a autora onde muitos detalhes da saga foram explicados e spoilers contados.

O drama da contagem da luz

Eu não estive presente quando foi colocado o contador da luz lá em casa mas achei-o o máximo quando o vi: todo electrónico, piscava as contagens, o mais moderno possível.


Ontem chegou a conta da luz para pagar. Depois de ter hiperventilado durante um bom minuto, percebi que o valor se referia ao valor estimado de dois meses. Pois tá claro, uma casa vazia sem estar habitada nunca iria pagar aquilo!! Decidi-me a pagar a factura e enviar a contagem da luz. Não deve ser nada complicado, pensei eu. Ora pus-me eu a olhar para isto:



Na imagem tem a hora a que fui lá hoje. Depois pisca o tipo de tarifário escolhido (no meu caso bi-horário semanal) e depois vai alternando as contagens. Depois de muita observação do dito, de tirar esta foto e apontar a legenda que está por debaixo do visor, eis como interpretar o contador para dar correctamente a contagem da luz:


67 - HV, que significa Hora Vazio


68 - HP, que significa Hora Ponta


69 - HC, que significa Hora Cheia


70 - HSV, que não sei o significado


81 -Total


No contador apenas aparece os números acima indicados, em pequenino, no lado superior esquerdo, surgindo simultaneamente a contagem. Na legenda que está no contador cada número representa uma sigla, mas não explica o significado da mesma. Foi só quando cheguei a casa e fiz login no site http://www.edpsu.pt/ que percebi o significado das siglas.



Para quem não estiver registado, pode enviar a leitura à mesma nesse site, onde indica "Comunicação de leituras" e se tiver um tarifário como o meu, deverá escolher a opção "Tarifa Tripla" onde diz "Tipo de Contador".


Não custava nada aos senhores da EDP terem uma parte na página deles com a imagem dos vários contadores e a explicar como ler e dar a contagem correctamente. A informação que está no site não ajudou nada.

Sobre os e-books: Reflexão #2

Depois da minha 1ª reflexão sobre os e-books, houve quem partilhasse comigo as suas opiniões, nomeadamente a Célia do blog Estante de Livros que comprou recentemente um Kindle, o leitor de e-books da Amazon. Ela explicou-me que o Kindle lê o formato pdf e que há programas como o Calibre que convertem entre formatos.


Então lá fui eu pesquisar o Calibre e qual não foi o meu espanto quando percebi que já conhecia o programa, uma versão que tinha instalado no Linux Ubuntu. Lá experimentei as suas funcionalidades e revelou-se um excelente programa para ter no meu netbook. Para testar se conseguia pôr um e-book de forma decente no meu telemóvel, experimentei converter no Calibre o e-book grátis Focus Free do Leo Babauta, do PDF para o MobiPocket, um software para ler e-books no telemóvel. E funcionou muito bem! Por isso, com um pouco de paciência e dedicação, é possível obter um e-book e convertê-lo para o formato desejado. Claro que deixa de existir, tal como mencionei na minha primeira reflexão, os três simples passos: escolher, comprar e ler. Passa mais a ser: escolher, ver se há no formato do nosso leitor de e-books, se sim, comprar, se não, comprar e converter.


E claro que converter levanta a questão da pirataria. É legal, não é legal? Acho que o problema se resolveria com a questão da universalidade de formato. Ontem li um texto muito interessante de um escritor britânico chamado Saxon Bullock que reflectia (e muito bem) sobre estas questões da pirataria. Acho que ele vai muito de encontro àquilo que eu penso.


 


Por fim, uma curiosidade:


Ando a ler desde há alguns dias um livro muito bom chamado The Iron Duke. Adquiri-o em formato e-book e estou a ponderar comprá-lo em papel. Então fui investigar preços. Na Amazon.co.uk a versão paperback custa £7.69, enquanto que a versão kindle, disponível apenas Amazon.com para destinos internacionais (não Reino Unido) custa $13.79 e a versão paperback custa $8.30, sem portes. Huum... então o e-book é mais caro que o papel?


Isto tudo em euros dá:


Amazon.co.uk, paperback£7.69€9,05
Amazon.com, kindle
$13.79€10.20
Amazon.com, paperback$8.30€6.13

 


Alguém me explica, porque eu não percebo? No meu ponto de vista, a versão e-book deveria ser SEMPRE a mais barata. Enfim, como leitora só vejo vantagens no formato electrónico mas continuo a sentir-me muito desconfiada quanto às formas de adquirir legalmente um e-book.

Here There Be Monsters

Burning Up (Includes: The Iron Seas, Prequel; Children of the Sea, #3.5; Psy/Changeling #8.5) Compilação Burning Up by Angela Knight
My rating: 4 of 5 stars

Adorei! Li esta história por ser uma prequela do THE IRON DUKE, mas que pode ser lida isoladamente. Nunca tinha lido steampunk e achava que não ia gostar mas a autora faz um trabalho fenomenal em tornar este mundo credível.
Passa-se na época vitoriana, 200 anos após a invasão das "Hordes" mongóis, tecnologicamente mais avançados e que dominaram o povo inglês através da nanotecnologia. Nesta história temos a Ivy, que trabalha em todo o tipo de metal e mecânica, desesperada por escapar de Londres e de Ebel, mais conhecido por Mad Machen, cirurgião transformado em pirata. Ela consegue escapar-lhe, ele consegue recaptura-la. A razão pela qual ele a recaptura não é apenas romântica, pois a capacidade e engenho de Ivy é uma mais valia para os planos do capitão do Vesuvius.
Tenho que confessar que há muito tempo que não lia algo com tanta excitação. Dei por mim a dar gritos de frustração em certas partes e fui realmente surpreendida pelo desenrolar dos eventos. Há muito mais para dizer mas isso seria spoilar demasiado.
É mesmo muito bom, tanto a nível da criação de mundo, de acção, de romance e de sexo.

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Sexy Devil

Formato: e-book
Lido em Inglês

Resumo: Este livro, estilo romance paranormal, é composto por 3 contos: The Devil Inside, Devil's Jewel e Mountain Retreat. As 3 histórias estão interligadas pelas personagens, que se conhecem umas às outras. The Devil Inside, conta a história de Gina e Caleb. Gina tem premonições desde criança e uma ligação empática com o seu irmão Angelo (Devil). Caleb é o típico homem normal, que tem o orgulho ferido após uma ex-namorada lhe ter dito que era um amante monótono. Claro que tudo muda a partir do momento em que conhece Gina, mas Caleb vai ter sérias dificuldades em aceitar o lado paranormal da sua amante. 
Devil's Jewel conta a história de Angelo (irmão de Gina) que tem a alcunha de Devil, e de Jewel, uma cigana cuja irmã é raptada por um demónio. Devil lê pensamentos e pertence a uma elite de soldados que luta contra forças maléficas paranormais e choca com Jewel quando ambos observam a casa do demónio que raptou a irmã de Jewel. Esta foi raptada porque é uma metamorfa. Devil e Jewel não conseguem afastar a atracção que sentem um pelo outro apesar do perigo em que estão submersos. Por fim, Mountain Retreat é a história do polícia amigo de Gina, Mac Goodman e da sua namorada da adolescência Nikki. Nikki regressa à sua vida após 15 anos de ausência, de uma forma estranha e repentina, para voltar a desaparecer. Mac vai encontrá-la na casa  que tem na montanha determinado a descobrir o que se passa com ela. Ela receia que ele a repudie quando lhe revelar o seu segredo: que é agora uma lobisomem.

Crítica: Sendo curta e grossa: não gostei. É daquelas histórias que não é carne nem é peixe, tentam-se misturar demasiados elementos e sai dali uma salganhada medonha que não cativa ninguém. Mas, começando pelo início... Este é um livro que está a ser comercializado como erótico. Sim, as cenas de sexo são descritas ao pormenor mas são desinteressantes e pobres... e toda a preparação até ao primeiro acto sexual é banal, limitando-se à simples atracção e "ele/ela é aquele" ou "uau, ele/ela é especial", o que por si só não diz nada ao leitor. E, após umas rodadas de sexo fenomenal, sai pedido de casamento, nos três contos. Então? É erótico ou é romântico? Também é comercializado como um livro com "bad boys". Confesso, que sendo o meu estilo de espécime masculino favorito, foi o que me cativou mais para começar a lê-lo. Outra desilusão, porque os rapazes desta história são todos homens certinhos, dentro dos possíveis, e são elas na verdade as "bad girls". Publicidade enganosa!! Para piorar uma história já de si fraca são acrescentados elementos sobrenaturais que nos são explicados como se tivéssemos 5 anos: ele é telepata, logo lê pensamentos. Ela tem premonições logo tem visões do futuro... Por fim, não sei até que ponto os ciganos dos EUA e Canadá são diferentes, mas sempre soube que cigana que se preze só perde a virgindade no casamento, não anda com este e outro como se fosse algo banal. Claramente que a escritora partiu de uma ideia pré-concebida que tem dos ciganos e escreveu a partir daí. Enfim...

Expectativa e estado de espírito: Sem expectativas, desejava apenas ter uma leitura relaxante à noite, antes de adormecer.

Pontos positivos: A capa.

Pontos negativos: Tudo o resto.

Fez-me reflectir sobre: que há demasiadas pessoas a escrever paranormal só para terem um público, quando nem sabem o que estão a fazer.

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