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Traição de Sangue

por Telma Teixeira, em 27.10.10
Resumo: Traição de Sangue começa com a Sookie nos braços de um homem belo e sensual, que é fada e gay. Na verdade é uma sessão fotográfica, que Sookie aceitou participar para ajudar Claude a tornar-se um belo modelo fotográfico de romances cor-de-rosa. Depois de regressar a casa ajuda o irmão a salvar o bebé de Crystal e para aliviar o stress decide aceitar sair com o Quinn. Ela está determinada em esquecer o passado: Bill, Eric, a morte da avó, e seguir em frente. Infelizmente o mundo sobrenatural persegue-a. Desta vez é a rainha do Luisiana, Sophie-Anne, que manda chamar a Sookie a Nova Orleães para ir buscar a herança que a prima lhe deixara. Ainda antes de partir começam as mortes e muitas são as situações de perigo, com porrada, cortes, dentadas, sangue e até uma recriação ectoplasmatica em que Sookie se vê envolvida. Apesar de Quinn ser o pretendente com a presença mais forte neste livro, Eric e Bill surgem, quase como se fossem sombras no passado de Sookie mas ainda presentes.

Crítica: Depois do volume anterior, Sangue Furtivo, as expectativas não eram muito altas mas este Traição de Sangue conseguiu dar a volta por cima. Por um lado houve mais interacção com vampiros do que lobisomens ou metamorfos. Posso dizer, que de uma forma geral, todos os sobrenaturais e afins estiveram presentes de uma forma equilibrada. Gostei imenso da Sookie neste livro, apesar de todos os males, teve momentos muito cómicos e senti-a, de uma forma geral, mais corajosa. Neste livro acontece um momento muito dramático para a Sookie e gostei de assistir a esta mudança de atitude nela, em relação a Bill. Adorei o trio Amélia, Claudine e Sookie: muito divertidas e bem-humoradas, o tipo de amigas que a Sookie já estava a precisar há algum tempo. Não gosto do Quinn mas isso já eu sabia. Acho-o muito dentro do estilo "gangster recuperado" que eu detesto e os constantes "querida" dele dão-me vómitos, mas enfim... a Sookie parece gostar.

Expectativa e estado de espírito: A expectativa era baixa mas foi positivamente recuperada. Ando um pouco cansada (normal para esta altura do ano) e daí ter decidido apostar numa leitura mais light.

Pontos Positivos: Uma Sookie mais corajosa, inteligente e divertida. A história mais bem construída. Bom humor.

Pontos Negativos: Pouco Eric. O constante ping-pong da Sookie sobre os ex-pretendentes: gostei do Bill mas partiu-me o coração, gostei do Eric mas ele não se lembra.... credo! Uma pessoa até fica tonta.

Fez-me reflectir sobre:
Como se recupera de um coração partido? Existe dor maior que essa?

Título Original: Definitely Dead (Sookie Stackhouse, Book 6)
 

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publicado às 23:53

Casados ou amantizados?

por Telma Teixeira, em 22.10.10

Então hoje entrei a meio da conversa onde o big big boss parabenizava o meu colega pelo casamento. Nada de mal até ao momento em que a chefe, fervorosamente católica, sai-se com esta: "Agora só falta a T."


 


O meu rebolar de olhos foi algo deste género:



 


Infelizmente, tive que segui-la até ao gabinete onde deu início ao inquérito:


 


"Então porque é que a T. reagiu assim? É contra o casamento?"


"Contra? Não. De maneira alguma. Não sou contra nem a favor."


Cara de choque.


"Então mas tem que ter uma posição..."


"A minha posição é que se vivem juntos, estão felizes, estão comprometidos. Não é a assinatura de um papel que vai fazer a diferença."


"Então é contra."


"Claro que não. Sou a favor de as pessoas fazerem aquilo que as deixa mais felizes. Se um papel ou uma cerimónia religiosa as satisfaz por mim tudo bem."


 


Algures para aqui comecei a vomitar argumentos.


Ela "Mas não se trata da cerimónia religiosa ou civil que estamos a falar, é da instituição em si."


Eu "Claro, e por isso não sou contra o casamento. Mas acho que as pessoas são, hoje em dia, muito levianas com as decisões que tomam. Acho que se têm dúvidas não devem assumir compromissos. Quer impliquem assinaturas de papel ou não. Devem primeiro assumir um compromisso moral, antes de casarem. E se são felizes a viver juntos, sem a necessidade de mais nada, também não sou contra isso."


 


Fui despachada com um "tá bem, pode ir."


 


E ela por mim pode guardar os moralismos dela para ela e não vir trazê-los para o local de trabalho.

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publicado às 12:16

No diário da adolescência #7: A poesia flui

por Telma Teixeira, em 21.10.10

As palavras


pingam da minha caneta


como gotas da verdade


e gotas do sonho,


como pedaços de mim,


recortes do meu ser,


da minha verdade,


do meu viver.


E então,


a magia corre


a poesia flui


e sinto que posso criar mundos,


sentir tudo, viver tudo,


enloquecer, viver, morrer.


 


Escrito em 1998

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publicado às 23:53

No diário da adolescência #6: Dama do terror

por Telma Teixeira, em 21.10.10

Negros são os meus olhos,


Negros porque sou o Mal,


Uns chamam-me Diabo,


bruxa, vampira, fatal.


Sou uma alma penada,


sou o vento, sou o nada,


sou o horror das criancinhas,


matei-as com o terror,


com pena, com ardor,


com vontade de serem minhas.


Gritem, vítimas miseráveis,


chorem de tanta agonia!


Vocês são tão detestáveis


como o sol que faz o dia.


Venham até mim inocentes,


cegos pelo meu Mal,


ficarão loucos, dementes,


e serão meus no final.


 


Escrito em 1998

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publicado às 23:43

Incrível dejá vu, escrito a 22-08-97


 


A minha vida não é mais do que um amontoado de folhas rasgadas no chão. Rasgo-as, piso-as, grito e choro, mas cada vez mais, mais folhas aparecem no chão. Sou eu que as escrevo. Sou eu que as ponho ali.


Leio esta e aquela e descubro outra voz, que não é a minha, falando-me daquelas folhas soltas e rasgadas. Essa voz mostra-me o passado, a vida que eu já percorri. Rio quando leio algumas dessas folhas. Noutras eu choro. Outras são desenhos, são imagens da minha memória. Imagens que valem mais do que um poema, ou muitas palavras. E nessas imagens, nessas palavras, nessas folhas rasgadas espalhadas no chão, encontro sempre pedaços de ti, de mim, de outros que conheci. São pedaços de poesia deste mundo onde vivemos.

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publicado às 23:22

No diário da adolescência #4: Asas

por Telma Teixeira, em 21.10.10

Asas brancas que voam


são a minha imaginação,


asas brancas que trespassam


os véus da ilusão...


Asas que fogem dos gritos


intolerantes, do sofrimento.


Asas que rasgam infinitos


em cada profundo momento.


São as asas da ilusão


deste universo brilhante...


São as asas que morrerão


se não voarem em diante...


 


Escrito em 1997??

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publicado às 23:14

No diário da adolescência #3: Pensamento

por Telma Teixeira, em 21.10.10

A sensibilidade não é mais do que o caos dentro do caos que é o pensamento do Homem.


 


Verão de 97

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publicado às 23:12

No diário da adolescência #2: Mar sem fim

por Telma Teixeira, em 21.10.10

Quero ter um mar


um mar só para mim


quero nele navegar


num rumo sem fim.


Pescar as pequenas estrelas


que caíram lá do céu


e aquela lua prateada


é um mundo só meu.


É um sonho esse mar,


prateado, quente e doce,


quero nele navegar,


como se Caravela fosse.


Quero então adormecer


fechar os olhos no meu mar


quero nele me perder


e poder sonhar, sonhar.


 


Escrito em 1996

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publicado às 22:59

No diário da adolescência #1: Caminho

por Telma Teixeira, em 21.10.10

O céu é azul e a planície é infinita, eterna.


É Verão e o calor envolve a minha pele, dificultando a minha respiração.


Ando.


Caminho.


Não sei para onde vou.


Apenas olho o infinito com a esperança de vir a encontrar outra coisa que não seja outra árvore, outra seara.


Tenho sede mas sei que há rios, algures, onde possa beber.


Não oiço nada a não ser os meus próprios passos mas, sei que algures, alguém canta, alguém grita, alguém ri.


Não vejo nada a não ser o horizonte mas sei que um dia encontrarei alguém.


Não sinto nada a não ser o sol na minha pele, mas sei que a estrada me leva a casa.


Estou cansada de andar mas tenho de continuar a seguir a minha estrada invisível, assim como a noite segue o dia e este segue a noite. Sempre.


 


Escrito em 96

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publicado às 22:47

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