Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

Telmixa

Mix de leituras, organização, tv, filmes, tecnologia e de mim, claro!

Telmixa

Mix de leituras, organização, tv, filmes, tecnologia e de mim, claro!

A Ilha do final do Tempo

Resumo: Na pequena aldeia de Cobisa é descoberto um monge emparedado numa igreja. Com ele estão 3 objectos estranhos. Todos os objectos e monge inclusive têm algo em comum: parecem deslocados no tempo. Deveriam ser falsos ou imitações mas no entanto tudo aponta para que sejam verdadeiros. O historiador Sebastian Cameron vê-se arrastado para a investigação e o que descobre é algo maior do que imaginava. Tudo está ligado à ilha de San Borondón. A ilha das Canárias tantas vezes descoberta mas que na verdade não existe. A Ilha contém em si a resposta para uma das maiores dúvidas da ciência: é possível, na prática, poder viajar no tempo?

Crítica: Houve várias coisas que gostei neste livro, mas já lá chego. Acho que devo começar por aquilo que não gostei, que foi muito pouco. Uma das coisas que menos gostei foi da escrita. É tão clara, tão simples e directa que tive em muitos momentos a sensação que estava a ler um relatório. Foi por isso um pouco decepcionante e penso que até teria funcionado muito melhor como um romance epistolar, já que todo o livro se baseia em relatos e contar uns aos outros os acontecimentos. Falando em relatos, outro ponto que não gostei, é que alguns deles foram muito secantes e chatos, nomeadamente dos marinheiros que foram dar à ilha e só um é que regressou para contar a história. Páginas e páginas de como eles jogaram às cartas e depois um deles tinha andado numa batalha com outro e por isso é que não morreu e tudo isto para quê?? Encher papel, na minha opinião, porque são elementos que não têm grande relevância para a história.
Fora isto, e depois da passagem agonizante dos marinheiros, o livro melhorou bastante. Gostei imenso na forma como o autor misturou a ciência e a mística católica, que tantos ocidentais evitam em falar ou escrever. Se tanto se escreve sobre elfos, fadas, anjos, vampiros e afins, porque não pegar em alguns dos mitos cristãos e brincar com isso? Este autor fê-lo e bem, no meu entender. A parte científica é realmente breve e serve apenas de suporte para explicar o que é as viagens no tempo e o que seria necessário fazer para estas acontecerem. A ilha é apresentada como “vítima” de um fenómeno cosmológico e que lhe atribui a sua característica bizarra. Mas tudo se conjuga de uma forma homogénea e com sentido. Há também acção, teorias de conspiração e tem um final em aberto, o que me leva a pensar que o autor tenha em mente lhe dar uma continuação.

Expectativa e estado de espírito: Quando se trata de romances sobre este tema, as expectativas são sempre altas. Este livro não desiludiu mas também não me fascinou, para grande pena minha. Não era o livro que procurava ler agora, neste momento.

Pontos positivos:  Original. A mistura do místico com o científico.

Pontos negativos: A escrita desinteressante. Relatos desnecessários. Porquê um protagonista americano num livro espanhol e que se passa em Espanha?

Fez-me reflectir sobre: Poder ter o privilégio de assistir a determinados acontecimentos históricos, se pudesse viajar no tempo.


Obrigada à Célia do blog Estante de Livros pelo empréstimo. Podem ler a crítica dela aqui.

Escrivaninha loja Gato Preto

Escrivaninha

Então hoje dei uma voltinha na loja do Gato Preto e na secção vi esta
escrivaninha. Pensei logo na outra que tinha visto no site das Maisons
du Monde e devo confessar que a do Gato Preto convenceu-me. Além de
ser 100 euros mais barata era também mais bonita.

Pág. 1/2